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12/02/2026

Inverno em Portugal - 2026!

 O isolamento é um dado que já não concebemos, 

mas a Natureza encarrega-se de nos lembrar!


A auto-estrada que liga Lisboa ao Porto está cortada na região de Coimbra devido ao colapso de um talude que se localizava por cima do rio Mondego. A causa está relacionada com o rebentamento de um dique, neste mesmo local, que pressionado pela água o talude que sustentava a plataforma da A1, cedeu.© RTP


A Senhora da Agonia


A Senhora da Agonia
Tem um nicho na Igreja.
Mas a dor que me agonia
Não tem ninguém quem a veja.

s.d.

Quadras ao Gosto Popular. Fernando Pessoa. (Texto estabelecido e prefaciado por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1965. (6ª ed., 1973). - 76. 

http://arquivopessoa.net/textos/3798


24/12/2021

04/07/2015

Em festa!

Bom fim-de-semana.

Viva a Rainha D. Isabel de Aragão e Portugal!

D. Isabel de Aragão, Rainha de Portugal, 
beatificada em 1516 pelo papa Leão X e canonizada em em 1625 pelo papa Urbano VIII

Museu Nacional Machado de Castro, Livro manuscrito com 29 páginas e duas iluminuras, datado de 1592, “que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dª. Isabel, e dos seus bons feitos e milagres em sua vida e depois da sua morte”

Uma exposição de rosas em louvor a D. Isabel e à lenda conhecida, da Rainha? ou da tia, Isabel de Húngria?..., não importa, o povo assim popularizou - O Milagre das Rosas.

Levava uma vez a Rainha santa moedas no regaço para dar aos pobres(...) Encontrando-a el-Rei lhe perguntou o que levava,(...) ela disse, levo aqui rosas. E rosas viu el-Rei não sendo tempo delas. 

— Crónica dos Frades Menores, Frei Marcos de Lisboa, 1562


MNMC - Rosas (2014)
Myra Landau - Rosas Brancas

António Zambujo com a Orquestra Clássica do Centro nas festas, Jardim da Sereia
( em especial para o Pedro Coimbra que vive em Macau)




Num encore, agora a tocar Lambreta


09/12/2014

Concerto de Natal

Concerto de Natal
8 de Dezembro de 2014, Dia da Imaculada Conceição, Padroeira da UC e da comemoração dos 830 anos da sagração do Altar-mor da Catedral de Coimbra.

ENSEMBLE VOCAL PRO MUSICA
CORO SINFÓNICO INÊS DE CASTRO
ORQUESTRA DO NORTE
Direcção José Ferreira Lobo
Petite Messe Solennelle Gioachino Rossini (1792-1868)

Altar-mor


ENSEMBLE VOCAL PRO MUSICA e CORO SINFÓNICO INÊS DE CASTRO
Orquestra do Norte

Fernando Guimarães (tenor) e Pedro Telles (barítono)
Ana Maria Pinto (soprano) e Cátia Moreso (meio-soprano)

Como não encontrei os cantores assinalados,
deixo aqui uma das peças cantadas - Glória - que encontrei no youtube. 

29/07/2014

Sal

Myra Landau, 
lua lua por favor não nos deixe... deixo sim,
vou embora buscar céus menos sombrios...


«Sem a arte, a existência não tem sal. 
Sem a beleza, a vida não tem chama».

José Rodrigues dos Santos, O Homem de Constantinopla. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 458.

Orquestra Chinesa de Macau no Festival das Artes, Quinta das Lágrimas

Maestro Pang Ka Pang

Lie Jie, Zhongruan
Rão Kyao

A Orquestra Chinesa de Macau foi fundada em 1987. Em especial para o Pedro Coimbra.


04/07/2014

Rainha Santa Isabel

Detalhes de uma tela sobre a Rainha Santa, D. Isabel de Aragão e Portugal (século XVII). Intitulei-a o Milagre das Rosas, o autor não está identificado. Está colocada num retábulo do altar do lado direito, após o transepto, na Sé Velha.




Comemora-se o aniversário do seu falecimento, data assinalada no dia 4 de Julho de 1336, em Estremoz. Nasceu em 1271 (dia?) em Saragoça, no palácio Aljafería depois de ser conquistado pelos reis cristãos de Aragão.

18/05/2014

No dia que se comemoram os Museus um encontro com os azulejos


Detalhe do painel de Azulejo da igreja do Colégio de Santo António da Pedreira.
Casa da Infância Doutor Elísio de Moura, século XVIII


Na igreja os azulejos narram a vida de Santo António. 
A porta foi o pormenor que me encantou. Será para o Paraíso? Para o conhecimento? Quem poderá entrar?
Questões que surgem no meu imaginário. Os anjos são também da minha predileção.
Ouvi contar histórias num dos percursos: "O Azulejo".
O percurso realizado foi à azulejaria do século XVII e XVIII: o barroco no seu esplendor. 
Em Coimbra havia um conjunto de oleiros que trabalhava para os Colégios e Igrejas; utilizavam desde técnicas mais populares à melhor execução. O trajeto faz-se com gosto.
Desde as albarradas (vasos com flores) e azulejo de figura avulsa até às histórias narradas da vida religiosa, como é o caso dos painéis acima, vivi o(s) museu(s) com maravilhamento.

Silhar com figura avulsa, século XVIII



O programa:
MUSEU NACIONAL DE MACHADO DE CASTRO
Dia Internacional dos Museus e Noite dos Museus  na Rede de Museus de Coimbra17 de Maio 19h00 às 23h -‘Os cristais nas coleções do Museu’ 19h00 às 23h -‘O Som e a Casa’. Visita partilhada do público em direto com a Rádio Universidade de Coimbra, no Museu 19h00 às 23h -‘Eppure se muove’. Esculturas no Pátio 19h00 às 23h – ‘Teatro de Sombras’. O Criptopórtico de Aeminium 21h30 – ‘Nem tudo o que brilha é cristal’ Elsa Gomes. Visita orientada 21h00-23h00 – Visitas dramatizadas à exposição permanente 
18 de Maio 
10h00 às 19h00 -‘Os cristais nas coleções do Museu’ 
10h00 às 19h00 -Visitas dramatizadas à exposição permanente 10h00 às 19h – ‘Teatro de Sombras’. O Criptopórtico de Aeminium 
15h30 – ‘Esculturas e Cristais’ Manuel Lapa 
17h00 – ‘As simetrias proibidas dos cristais’ Daniel Pinto. (retirado do site do Museu)




19/02/2014

Oxigenação

Um passeio ao sol no parque da cidade foi o bastante para oxigenação. 


Após o dilúvio...

O Inverno sereno à espera do manto primaveril

Flores  centenárias (?)

Acácias na sua luminescência profusa

Acácias no leito do rio

Querem uma Luz Melhor que a do Sol!

AH! QUEREM uma luz melhor que a do Sol! 
Querem prados mais verdes do que estes! 
Querem flores mais belas do que estas 
que vejo! 
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me. 
Mas, se acaso me descontentam, 
O que quero é um sol mais sol 
que o Sol, 
O que quero é prados mais prados 
que estes prados, 
O que quero é flores mais estas flores 
que estas flores - 
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!

Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos (citador)

23/01/2014

A. H. de Oliveira Marques - "a salvação das almas"

O homem é por natureza religioso. Dentro deste lema escolhi uma citação do historiador A. H. Oliveira Marques para o homenagear.

A fonte de Paio Guterres no Claustro do Silêncio, (Igreja de Santa Cruz)
porque o historiador é fonte de inspiração para os mais novos.
A. H. de Oliveira Marques nasceu a 23 de Agosto de 1933 
e faleceu a 23 de Janeiro 2007.

"Razões económicas e sociais, todavia, são geralmente insuficientes para uma compreensão global de qualquer feito da Idade Média. Dão-nos a base, a plataforma racional da acção, mas omitem esse invólucro colorido que todo o homem exige para se desculpar a si próprio e para convencer os outros de uma empresa nobre e idealista. No caso da expansão do século XV, um tal invólucro era feito de contextura religiosa dupla: a luta contra o infiel e a salvação das almas." 

A. H. Oliveira Marques, Breve História de Portugal. Lisboa: Presença, 1998, pp. 124-134.


12/04/2013

Sob o céu de chumbo: duas esferas

Coimbra, Cimo das Escadas Monumentais


Houve um tempo em que vivíamos a uma grande e respeitável distância do céu. O céu era uma grande taça azul invertida, uma ampla tenda, ou, de acordo com a Bíblia, um grande prato metálico arqueado sobre a terra (EoR, 13:346).  Era o lar de Deus ou era a grande deusa Nut curvando-se, protegendo o mundo. O céu era tão vasto, tão alto, tão distante, que apenas as aves e as montanhas o podiam alcançar.

Imagem e texto retirado de O Livro dos Símbolos, Reflexões Sobre Imagens Arquetípicas, Taschen, Katthleen Martin, p. 56.

08/02/2013

Iluminuras no tempo de Santo António

Ando a ler um belo livro que me ofereceu MR. Trata-se de A Iluminura  de Santa Cruz no Tempo de Santo António, de Maria Adelaide Miranda. Lisboa: Editora Inapa, 1996.*

Imagem da esquerda: Tábuas da Concordância Evangélica. Estrutura arquitectónica. Colunas suportam arcos ultrapassados, com símbolos dos evangelistas. No friso superior combate entre animais apocalípticos. Bíblia, século XII, (Sta Cruz I, fl. 362v).
Imagem da capa  
É ao exemplo de Santo Agostinho que os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho vão buscar o arquétipo da vida em comum e ausência de bens. (p.5)*

Santo Agostinho é um dos doutores da Igreja que admiro. Nas minhas investigações ele tem um papel crucial. 

22. Mas eis que eu tiro da memória a afirmação de que são quatro as perturbações da alma, o desejo, a alegria, o medo, a tristeza, e o que quer que acerca delas puder dissertar, dividindo e definindo cada uma segundo as espécies dos respectivos géneros; na memória encontro, e aí vou buscar, o que digo, sem, no entanto, me perturbar com nenhuma dessas perturbações, quando as evoco, trazendo-as à memória; e estavam lá antes que eu as recordasse e voltasse ao contacto com elas; por isso, puderam de lá ser tiradas, mediante a recordação.
Santo Agostinho, Confissões X

10/01/2013

A liberdade

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

«A liberdade desenvolve-se onde é possível escolher, dia após dia, entre a solidão, a família, o grupo, a associação, a comunidade e a classe.»

António Barreto, "A liberdade é urbana", XXI Ter Opinião 2013. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, pp. 64-69. 

18/12/2012

Um dia no Museu NMC

O Museu Nacional Machado de Castro reabriu ao público no dia 13 de dezembro. As obras a que o edifício foi sujeito tornaram este espaço muito aprazível.


Uma das minhas peças eletivas. Uma parte de um Tríptico da Paixão de Cristo, 1514-17, 
Mosteiro de Santa Clara de Coimbra
«Por encomenda de D. Manuel I, Quentin Metsys executou em Antuérpia, entre 1514 e 1517, o tríptico de que se conservam os volantes. Estando o tríptico fechado, o observador deparava com a Anunciação – primeiro momento da vida terrena de Cristo – em grisalha, em tons de branco, cinza e rosa. Das cenas que encerram este ciclo falava o interior: ao centro, o Calvário; aos lados, a humilhação infligida pelos romanos (Flagelação) e pelos judeus (Ecce Homo). Os temas e as dimensões das figuras, a posição da cabeça e das mãos da Virgem, conservada em fragmento, parecem autorizar a restituição conjetural do Calvário. Já em 1931 o historiador da Arte, J. de Figueiredo, vira no pequeno quadro oval, figurando uma Virgem Dolorosa, um fragmento do painel central. Com efeito, trata-se de uma falsa oval, pois a extremidade direita é uma tira pertencente à zona inferior da orla do manto da Virgem, como facilmente se depreende do bordado fingido a ouro. Os repintes, grosseiros na cor e na pincelada, por de mais aparentes no punho esquerdo, mostram que a obra a que refere o ex-voto da prioresa, escrito nas costas da peça, mais não foi do que aproveitamento de uma parte do tríptico que um desastre – inundação ou incêndio – arruinara.» *Notas recolhidas no site do Museu Nacional Machado de Castro. Voltarei a falar neste tríptico.

Josefa de Óbidos, Maria Madalena


«Óleo sobre cobre proveniente do Convento do Louriçal. Tem sido considerada como uma das obras da juventude de Josefa d’Óbidos, hipótese atestada pela inscrição, no reverso, que identifica seu pai – Baltazar Gomes Figueira – como o proprietário deste «chapaz de cobre». Obra delicada, rica em cores, não obstante a penumbra geral, adota um vocabulário pictural que convida à penitência, primeira via para a redenção no período Proto-Barroco. Todos os elementos da obra se subordinam a essa mensagem catequética e manipulam o observador. O tema é o de uma pecadora convertida pelo dogma da fé, revelado na luz emanada pelo Crucifixo que, juntamente com a chama da candeia, banha a figura e a sua expressão, deixando na penumbra o que é secundário. Os atributos reforçam a ideia: a caveira simboliza a meditação sobre as vaidades da vida; os cilícios, como expressão do arrependimento e da penitência, são um meio para chegar à Palavra Divina, transcrita na Bíblia, sobre a qual estão colocados».*

O Cavaleiro Medieval (século XIV) retirado da Capela dos Ferreiros em Oliveira do Hospital

«O cavaleiro representa Domingos Joanes, sepultado na Capela dos Ferreiros, como testemunham os atributos militares – elmo, cota de malha, escudo de armas e espada, sapatos de bico e esporas – e heráldicos – escudo de azul, com aspa de prata acompanhada de quatro flores-de-lis de ouro – que ostenta.A exaltação dos valores militares integra-se num contexto funerário, associando o cavaleiro a uma dimensão religiosa, bem característica da espiritualidade medieval»*

A cidade entra pelo museu dentro. Na parede lateral direita está colocada 
uma nota sobre a igreja que daqui se visualiza

.
O bar e restaurante tem uma vista muito bonita da Alta de Coimbra, 
nomeadamente, da cúpula da Sé Velha e da Universidade

Um convite para virem até Coimbra fruir este belo espaço e provarem os doces conventuais. O restaurante só abre em Janeiro. A exploração pertence à Quinta das Lágrimas.

17/11/2012

A pujança do Outono

A pujança do Outono. 
A paleta é triunfante: o sol atravessa obliquamente o jardim e faz reviver as cores. A sintonia entre a luz e a sombra é convidativa à contemplação. 
Ouve-se a brisa suave e a folha que cai lentamente num bailado perfeito. A paisagem apela à quietude, à ordem e à harmonia.
A beleza majestosa do jardim barroco torna distante o barulho da cidade, o frenesim diário e pára os ponteiros do relógio que chamam para as orações profanas.

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra








«Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.»
José  Saramago na contracapa do Provavelmente Alegria.


Bom dia!

01/09/2012

Vêm de um Céu

Há dias em que a cidade tem um sabor mais caloroso. Ontem foi um desses dias. 
Coimbra em jardim esplendoroso, no Quebra-Costas


Mestre Alves André, Tricana do Mondego (inaugurada a 7 de Dezembro 2008).
Homenagem da Junta de Freguesia de Almedina. 
Quebra-Costas

Vêm de um Céu

Vêm de um céu talvez de ficção.
Vejo-as chegar, vejo-as partir.
São aves de passagem, não lhes sei o nome.
Têm como eu pouca realidade.
Seguem a direcção do vento, rumo a sul,
chamadas pela cal ardendo sobre o mar.
É difícil a nostalgia;
naturalmente mais difícil quando o tempo fere
o nosso olhar e o priva do que fora mais seu:
a nudez musical da luz primeira.
Mas de que falo eu, se não forem aves

 Eugénio de Andrade, in O Sal da Línguadaqui

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