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16/09/2017

In Memoriam João MS!

LIBERDADE

(...)
Sou livre, sou livre...
Sinto-me limitado e impotente.
Não durmo nem sonho.
Queria ser livre para amar 
loucamente.
Aqui, sinto-me asfixiar,
estou incapaz, estou louco
Queria gritar até se ouvir
A minha voz nos céus: sou livre! Estou louco.

João Mattos e Silva, Sem Contorno. Lisboa: Edições Excelsior, 1968, p. 51.


Júlio Pomar para o levar na sua viagem, João.


11/09/2017

Regresso à infância

Imagem relacionada
Ilustrações de José A. Cambraia, 2ª edição do livro em Portugal, 1971


As leituras de férias já voaram. Agora, talvez, porque regressar ao trabalho custa; pensamos sempre, não podemos ficar mais um bocadinho?...
Então decidi re-re-reler um livro de infância. Um livro da grande Senhora Enid Blyton, "Uma Casa da Árvore Oca". 
Escusado será dizer que o gosto com que o leio é o mesmo de outrora.
Não é um livro para a menina ou para o menino, é um livro para jovens, com a idade escolar da 4ª classe, no passado, do 2º ciclo, no presente. Ele desperta a curiosidade, a interpretação, a moral, a justiça, o afecto, a camaradagem e as vicissitudes do ambiente social que nem sempre é o mais favorável. 
Já aqui foi focado quando a Cláudia Ribeiro, da Lumière, mo arranjou.

Blyton era genial!

Todavia, também o trouxe a pensar num amigo que hoje faz anos, que leu alguns títulos que eu li porque todos os pais ou amigos ofereciam os livros da Colecção Azul, ou os livros da Enid Blyton...

Parabéns, João Mattos e Silva!
Tenha um dia feliz.

Fazer anos é também fazer uma viagem à infância.

Nunca tive uma casa na árvore, o mais semelhante, foi ter um navio realizado com cadeiras e um sofá, na casa da avó. Acreditem que as viagens eram fantásticas.




11/09/2014

A flor fora bela

Monserrate [A flor fora bela]


A flor que eu encontrei
já murcha um dia,
tinha vivido, fora bela e feliz.
Encontrei-a sem cor,
sem ilusão, sem esperança.
Chorei-a com muita dor
e vislumbrei que a vida,
é só constituída
por mudança

João Mattos e Silva, Sem Contorno. Lisboa: Edição Excelsior, s.d., p. 28.

Um dia feliz!


13/09/2013

Noivado

A João Mattos e Silva e muitos anos de poesia (11 de setembro).
Amesterdão


NOIVADO

Estão de branco as salinas
e noivam assim puras
com a terra.
O mar na despedida
da emoção
tece de espuma grinaldas
deixadas por pudor
sobre as areias.


João Mattos e Silva, Intemporal, Antologia. Lisboa: Universitária Editora, p. 110.

 

11/09/2012

Porquê?

Tomar, dança de corpos, 2011

E então eu chorei!
Porquê?
Porque o sol ia morrendo
a pouco e pouco, e vi
um raio verde que dizia - felicidade!
E então eu chorei.
Porquê não sei.

João Mattos e Silva, Sem contorno. Lisboa: Edições Excelsior,1968, p. 46.

Homenagem a um amigo.

11/09/2010

No côncavo das mãos...

Rodin, Mãos de Amantes, 1904, gesso

Museu Rodin, Paris

No côncavo das mãos se deposita
a alma da palavra que é redita.

João Mattos e Silva, Intemporal, Lisboa: Universitária Editora, 2003, p. 72

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