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11/12/2022

Para um amigo!

Homenagem a Manuel Poppe:

 As palavras não dizem nada... quando querem dizer tudo.


Buscava o amante a amada para preencher o vazio, resolver a insatisfação. O mesmo buscava a amada no amante. Fugiam de se verem ou tentavam ver-se um no outro?

Manuel Poppe, Novas Crónicas Italianas, Lisboa: Teorema, 1994 p.140.

https://ulysseias.ilcml.com/pt/termo/poppe-manuel/

Itália foi o nosso ponto de contacto. Voe para a sua Roma e as estrelas!

Plácido Domingo - Puccini: Tosca, "E lucevan le stelle"


Para a Maria João
Pavarotti, Una Furtiva Lagrima, Donizetti




Os dois vídeos são cortesia do youtube.



21/12/2015

Palavras para quê?

Ourém, Castelo de Ourém,intramuros

Inunda-se de alegria o coração
como se a Primavera estivesse a despontar.
A chuva parece distante...
e o sol apesar de fraco
emana uma luz intensa e quente.
Palavras para quê?


17/05/2015

Descascando ...

Descascando a cebola, com a arte de interpretar o que vai no íntimo da alma humana, o elo solitário e comum de uma nação e de circunstâncias únicas e inequívocas. Uma curva na estrada, uma viagem constante ao passado, um ajuste de contas... 

Descascando lentamente,
a casca fina, veios que se fragmentam,
na história trágica e humana:
lágrimas... pérolas perdidas.
A verdade, nua e crua, confessa
  a dignidade consumada. 

Assim vejo e sinto o livro de Günter Grass, a quem vi algumas vezes no Centro Cultural de S. Lourenço, em Almancil, no Algarve.
Jacob Collins, Green Onions, Still life, 2004 daqui




A cebola tem muitas camadas. Existem em maioria. Mal é descascada, renova-se. Cortada, provoca lágrimas. Só ao descascá-la fala verdade. (...)

Uma palavra puxa a outra, Sculden e Schuld, dívidas e culpa. Duas palavras tão próximas uma da outra, tão firmemente enraizadas no solo féril da língua alemã, apesar de se conseguir  resolver a primeira, atenuando-a, através de pagamento - nem que seja em prestações, como fazia a clientela da minha mãe que comprava a fiado -, a culpa, porém, tanto a comprovável como a escondida, ou aquela que apenas se suspeita, essa fica. Faz tiquetaque sem parar, e mesmo nas viagens a nenhures lá está  ela no seu lugar, à espera. Recita a sua pequena sentença, não teme repetições, faz-se esquecer,  por longos períodos, magnânima, e hiberna em sonhos. Permanece como sedimento, não pode ser removida como uma mancha, sorvida como uma poça. Aprendeu desde cedo a procurat refúgio, confessada na concha de um ouvido, a tornar-se mais pequena do que pequena, num nada, fazendo-se passar por prescrita ou há muito perdoada, mas está afinal, assim que a cebola desaparece camada, após camada, inscrita nas camadas mais novas: às vezes  com letras maiúsculas, outras como frase subordinada ou nota de rodapé, às vezes é claramente legível, outras ainda aparece em hieróglifos que, quando muito, podem ser decifradas  a custo.

Günter Grass, Descascando a cebola. Autobiografia 1939-1959. Cruz-Quebrada: Casa das Letras, 2007,p. 11 e 33.


"Pagliacci" de Leoncavallo, Placido Domingo, versão do filme de Franco Zeffirelli, 1981.

11/09/2014

A flor fora bela

Monserrate [A flor fora bela]


A flor que eu encontrei
já murcha um dia,
tinha vivido, fora bela e feliz.
Encontrei-a sem cor,
sem ilusão, sem esperança.
Chorei-a com muita dor
e vislumbrei que a vida,
é só constituída
por mudança

João Mattos e Silva, Sem Contorno. Lisboa: Edição Excelsior, s.d., p. 28.

Um dia feliz!


01/03/2014

Magnólias e arte


Em sintonia com João Menéres 
Grifo Planante
As minhas magnólias


Desprovida de ideias, olho para as minhas magnólias e não sei se elas por si só, na sua essência, serão arte. 


Denis Huisman, A Estética. Lisboa: Edições 70, 2013, p.122.


12/10/2013

Arte na rua

Seguindo o mote do João Menéres, do Grifo Planante, juntei às suas escadas coloridas aquilo a que chamei arte na rua em prol da fotografia.

A arte na rua (canoas no Museu do Design), Rua Augusta, Lisboa


Maravilhoso este trio pleno de cor vibrante. 
ária da opereta: O País do Sorriso (1929) de Franz Lehár


You are my heart's delight,
And where you are, I long to be
You make my darkness bright,
When like a star you shine on me
Shine, then, my whole life through
Your life divine bids me hope anew
That dreams of mine may at last come true
And I shall hear you whisper,
"I love you."

In dreams when night is falling
I seem to hear you calling
For you have cast a net around me
And 'neath a magic spell hath bound me
Yours, yours alone
A wondrous air is your beautiful hair
Bright as a summer sky
is the night in your eyes
Soft as a sparkling star
is the warmth of my love.

You are my heart's delight,
And where you are, I long to be
You make my darkness bright,
When like a star you shine on me
Shine, then, my whole life through
Your life divine bids me hope anew
That dreams of mine may at last come true
And I shall hear you whisper,
"I love you."

(Daqui)

01/10/2013

Welcome


Há flores delicadas de aparência frágil mas cuja robustez extravasa o local onde são enraizadas. (Modificado às 13 horas)

Dia Mundial da Música com a Cavalleria Rusticana

14/08/2013

Óculos

Os óculos são como uma janela aberta


Fenêtres ouvertes

Le matin - En dormant
J'entends des voix. Lueurs à travers ma paupière.
Une cloche est en branle à l'église Saint-Pierre.
Cris des baigneurs. Plus près ! plus loin ! non, par ici !
Non, par là ! Les oiseaux gazouillent, Jeanne aussi.
Georges l'appelle. Chant des coqs. Une truelle
Racle un toit. Des chevaux passent dans la ruelle.
Grincement d'une faux qui coupe le gazon.
Chocs. Rumeurs. Des couvreurs marchent sur la maison.
Bruits du port. Sifflement des machines chauffées.
Musique militaire arrivant par bouffées.
Brouhaha sur le quai. Voix françaises. Merci.
Bonjour. Adieu. Sans doute il est tard, car voici
Que vient tout près de moi chanter mon rouge-gorge.
Vacarme de marteaux lointains dans une forge.
L'eau clapote. On entend haleter un steamer.
Une mouche entre. Souffle immense de la mer.

Victor Hugo


04/03/2013

Liebster...

Para a Margarida -  girassóis que encontrei no fim do Verão. 




A Margarida do blogue Memórias e Imagens ofereceu-me a nomeação de Liebster Award. 
Agradeço muito esta distinção.


Tenho que atribuir a nomeação a outros blogs. A escolha é para mim muito difícil uma vez que só posso escolher cinco. :(  Vou correr o risco de repetir escolhas já efetuadas. 
Assim, dos cinco que me cabe escolher vão para:

- http://aarteemportugal.blogspot.pt/
- http://falcaodejade.blogspot.pt/
- http://myra-parole.blogspot.pt/
- http://sobreorisco.blogspot.pt/
- http://cozinhadosvurdons.blogspot.pt/


«O Sol é o grande Pintor realista.» 

Teixeira de Pascoaes, Obras Completas de Teixeira de Pascoaes, VIII volume, Prosa II. O Bailado, Lisboa Livraria Bertrand, 1973, p.301.

31/01/2013

"Futuro"

A todos agradeço a partilha e a presença no desafio.
Lucas Cranach, Melancolia, 1532
Statens Museum for Kunst, Copenhaga

FUTURO
Isto vai meus amigos isto vai 
 um passo atrás são sempre dois em frente 
e um povo verdadeiro não se trai 
 não quer gente mais gente que outra gente. 

 Isto vai meus amigos isto vai 
 o que é preciso é ter sempre presente 
 que o presente é um tempo que se vai 
 e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança 
que é verde como a cor que tem a esperança 
quando a água de Abril sobre nós cai. 

O que é preciso é termos confiança 
se fizermos de Maio a nossa lança 
 isto vai meus amigos isto vai.

Ary dos Santos, in Obra Poética (Casa Fernando Pessoa)

24/11/2012

"povo das flores"


Óbidos

e se ele nos levasse para portugal, podíamos ver com os nossos olhos esse povo das flores, seria fantástico. o pobre do andriy ainda não ganha para isso, não tem como pagar as viagens, quanto mais para nos sustentar lá. a vida lá também é mais cara. pois é. tu achas que é mesmo possível fazer uma revolução com flores, sasha, e a nossa que foi tão* . não quero falar nisso agora.

Valter Hugo Mãe, o apocalipse dos trabalhadores. Lisboa: Quidnovi, 2009 (3ª edição), p.80.

* Ucrânia

No livro "o apocalipse dos trabalhadores", Valter Hugo Mãe descreve Portugal como sendo o país das flores, colocando esta ideia nos pais de uma personagem ucraniana que acalentavam o sonho de vir para Portugal. Ironia?  Portugal o país das flores... flores ávidas de sede de humanidade. Portugal outrora país de destino agora país de partida.
Uma querida amiga ofereceu-me este livro e a ela cabe-me agradecer: muito obrigada!:)
O livro fala de amor de uma forma crua e prosaica mas tem a beleza do amor. Daí a escolha desta ária que me sensibiliza por vários motivos.

08/01/2011

o nada...

Rio Mandovi, Pangim, Goa


Almejar o nada.
Olhar o céu
e mergulhar entre as cores...

***

Placido Domingo, Tosca, 3º Acto - E lucevan le stelle de Giacomo Puccini

09/05/2010

Vesti la Giubba - Placido Domingo!

Vesti La Giubba, da ópera Pagliacci, final do I acto. Compositor: Ruggero Leoncavallo, Plácido Domingo: Tenor



Recitar! Mentre preso dal delirio,
non so più quel che dico,
e quel che faccio!
Eppur è d'uopo, sforzati!
Bah! Sei tu forse un uom?
Tu se' Pagliaccio!

Vesti la giubba,
e la faccia infarina.
La gente paga, e rider vuole qua.
E se Arlecchin t'invola Colombina,
ridi, Pagliaccio, e ognun applaudirà!
Tramuta in lazzi lo spasmo ed il pianto
in una smorfia il singhiozzo e 'l dolor, Ah!

Ridi, Pagliaccio,
sul tuo amore infranto!
Ridi del duol, che t'avvelena il cor!

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