Ainda me cheira a mar,
a maré vasa...
maresia penetrante,
a sargaços...
Por ali andei;
na Ericeira,
choveu;
na Póvoa,
lufadas que barriam;
na Foz,
marulhada, mar picado;
em Matosinhos,
reflexos como pirilampos,
miríada trémula.
No Castelo do Queijo,
caiu a tarde,
veio uma ligeira brisa,
carregada com a neblina
que apaziguou os calores,
como filtradas caricias.
Absorvi aqueles aromas,
intensos...
Será a saudade,
que fez presa em mim?
Mitiga os espaços vazios,
que deixa a distância...
É o meu mar!
Rumor de Oceano...