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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Memento, de Christopher Nolan (2000)

Por esta altura Christopher Nolan anda entretido de volta do terceiro e derradeiro capítulo de uma trilogia dedicada a Batman. Nada como voltar atrás no tempo e recuperar um dos filmes de culto da década passada, que deu praticamente a conhecer o nome do realizador. Realizado em 2000 «Memento» foi a segunda longa metragem de Nolan e teve logo direito a duas nomeações para os Óscares: Melhor Argumento Original e Melhor Montagem. São precisamente estes os dois grandes destaques do filme, a par de uma excelente interpretação de Guy Pearce, pois se não fosse a forma como o filme foi editado, talvez o efeito final não fosse o mesmo.

«Memento» conta-nos a história de Leonard Shelby (Guy Pearce) um homem que sofre de uma estranha doença que faz com que não tenha memória de curto prazo. Ou seja, lembra-se de tudo o que lhe aconteceu no passado, até um determinado incidente ter ocorrido na sua vida (a violação e morte da sua esposa), mas a sua memória não consegue fixar o que fez há apenas uns minutos atrás. A lembrança da tragédia faz com que Leonard queira procurar o assassino para vingar a morte da esposa e recorre a um método sui generis: para se lembrar do que tem de fazer tatua o corpo com notas que o ajudam na investigação. A partir daqui, contar mais pormenores da história, é contar demasiado e estragar a surpresa.

E as surpresas são muitas neste filme, apesar de não serem assim tantas como seria de esperar. Como referi lá mais acima, o grande trunfo de «Memento» está na forma como foi editado, que nos dá a sensação de sermos quase o pobre Leonard Shelby à procura das memórias perdidas. De resto a história em si, se fosse contada de forma tradicional, acabaria por ser de certa forma um pouco banal. Vale também pela excelente interpretação de Guy Pearce, bem acompanhado de Joe Pantoliano.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um filme, vários posters: Insomnia, de Christopher Nolan (2002)

Alemanha


Coreia do Sul

Coreia do Sul

Espanha

EUA

Japão

Polónia

Reino Unido

sábado, 16 de abril de 2011

Maus como as cobras: Joker

Joker / Jack Napier (Jack Nicholson), vilão de «Batman», de Tim Burton

Joker (Heath Ledger), vilão de «O Cavaleiro das Trevas», de Christopher Nolan

Qual o vosso preferido?

domingo, 10 de abril de 2011

Road To Nowhere - Sem Destino, de Monte Hellman (2010)

Monte Hellman esteve 21 anos sem realizar e passados todos estes anos volta com um grande filme. E ainda bem, dizemos nós, pois se a sua carreira tivesse ficado pelas duas últimas obras antes de «Road To Nowhere - Sem Destino», (a saber «Silent Night, Deadly Night III: Better Watch Out!» e «Iguana»), seria uma pena para este cineasta de culto, venerado por gente como Quentin Tarantino. De realçar que a estreia deste último foi produzida precisamente por Monte Hellman, que esteve para realizar «Cães Danados». Em boa hora passou a cadeira ao novato, que assinou uma das obras-primas dos anos 1990 se tornou um nome sonante da Sétima Arte.

Mas voltando a Monte Hellman e ao seu mais recente filme, que estreou esta semana nas salas. «Road To Nowhere» é um filme labiríntico, que sem cair no tom surrealista de «INLAND EMPIRE», pode ser comparado de longe com a mais recente obra de David Lynch. O filme conta a história de Mitchell Haven (Tygh Runyan), um realizador que está a fazer um filme, filme esse chamado «Road To Nowhere», que é baseado numa história verídica e cujas cenas vamos vendo ao longo do filme que estamos a ver. Nada de novo, é um filme, dentro de um filme, dentro de outro filme. Quase que parece uma boneca matrioska.

Apesar de ser um pouco confuso, temos de estar bastante atentos para não perder o fio à meada (nada que faça confusão a quem tenha visto «A Origem», de Christopher Nolan), o filme tem um bom argumento, que foca bem a dificuldade em fazer um filme, visto directamente a partir dos olhos do realizador. Este relata alguns episódios da rodagem em flashback, como acabamos por constatar no final, à argumentista. Além disso, o filme conta também uma história de amor entre o realizador e actriz principal, Laurel (Shannyn Sossamon), que acaba mal.

Para os cinéfilos que gostam de ir à cata de referências nos filmes, este «Road To Nowhere» é um paraíso. Há cartazes de filmes, entrevistas com nomes conhecidos do Cinema e até cenas de filmes vistos pelos personagens (mais filmes dentro do filme) para descobrir. Um grande regresso de um realizador que andou perdido durante mais de 30 anos, se contarmos a partir do último grande filme que realizou: «Cockfighter». Para quem quiser ficar a conhecer um pouco mais a obra de Monte Hellman pode clicar na etiqueta e encontrar alguns posts que escrevi aquando um ciclo passado na Cinemateca sobre o realizador.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB