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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Frase(s) que marcam um filme: América, de João Nuno Pinto (2010)


Vítor: Podes ficar descansado. Daqui a duas semanas és um português de primeira.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Best of

Para finalizar os posts sobre o IndieLisboa 2011, e para não vos maçar muito mais com o assunto, resta apresentar a lista daqueles que foram os meus 10 filmes preferidos da última edição do festival. Fazendo um balanço dos últimos dias, apesar de algumas desilusões, acho que este foi um dos anos em que os filmes que tive oportunidade de ver estavam acima da média. Espero que tenham gostado de acompanhar as sessões comigo e para o ano haverá mais.

«Gravity Was Everywhere Back Then», de Brent Green

«Neds», de Peter Mullan

«Finisterrae», de Sergio Caballero

«América», de João Nuno Pinto

«Morgen», de Marian Crisan

«Simon Werner a Disparu...», de Fabrice Gobert

«O Atalho», de Kelly Reichardt

«The Agony And The Ecstasy Of Phil Spector», de Vikram Jayanti

«Johnnie Got His Gun!», de Yves Montmayeur

«Lemmy», de Greg Olliver e Wes Orshoski

sábado, 7 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: América, de João Nuno Pinto (2010)

Para finalizar o primeiro dia de IndieLisboa 2011 a primeira surpresa: «América», a primeira longa-metragem de João Nuno Pinto, realizador oriundo do universo da publicidade. A estreia de João Nuno Pinto baseia-se num conto de Luísa Costa Gomes, «Criação do Mundo», e é uma excelente comédia dramática que aborda a questão da imigração ilegal em Portugal. O nome do filme remete para uma espécie de sonho americano que os imigrantes dos mais diversos pontos do mundo procuram encontrar em Portugal, mas acabam por nunca encontram.

No centro da narrativa está Victor (Fernando Luís), um português que ganha a vida com esquemas, alguns deles envolvendo imigrantes, e Liza (Chulpan Khamatova), uma imigrante de Leste que é a segunda esposa de Victor e está longe de ser feliz no país onde procurou fugir da sua origem. O resto das personagens fazem parte de um universo que inclui os companheiros de esquemas de Victor, cada um de um país estrangeiro, e os imigrantes que procuram ajuda para legalizarem a sua situação. Além de ter uma boa história, apesar de em alguns momentos se tornar previsível e perder o gás, arrisco dizer que «América» poderá vir a ser um dos melhores filmes portugueses dos últimos tempos.

Tecnicamente está muito bem feito. Tem planos bem filmados, um som excelente, uma bela fotografia e interpretações bem conseguidas. Neste campo destaque para Fernando Luís, que tem um grande papel e está à altura, provando que é um dos melhores actores de cinema que temos visto em Portugal. Basta ver os papéis que tem desempenhado nos filmes de João Canijo. Destaque ainda para um bom punhado de secundários, com Raul Solnado à cabeça, naquele que seria a sua última presença no grande ecrã.

O facto de o filme ter sido produzido com alguns meios (o que pode levar a questionar-nos sobre uma das características do Indie: cinema independente) e com fundos de vários países (além de financiamento português, «América» contou com dinheiro do Brasil, Espanha e Rússia) talvez tenha ajudado ao resultado final, bem acima da média do cinema mais comercial que se tem feito nos últimos anos neste canto da Europa. E caso seja bem promovido, tem estreia prevista para o próximo dia 26 de Maio, poderá vir a ter uma boa carreira nas salas. E é uma boa surpresa para quem pensa que o cinema português só tem obras para o umbigo.

Nota: 4/5

Site do filme