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domingo, 11 de abril de 2010

Um Sonho Possível, de John Lee Hancock (2009)

A presença de «Um Sonho Possível» na lista dos candidatos ao Óscar para melhor filme foi uma das surpresas da última edição dos prémios. Confesso que eu também fiquei um bocado surpreendido na altura, mas ao ver o filme que deu o Óscar de Melhor Actriz a Sandra Bulock percebi em parte o porquê. Não é um grande filme mas tem um factor muito importante: uma boa história simples e feita a pensar no grande público sobretudo oriundo dos EUA.

E essa história é a história verídica de Michael Oher, um jovem negro praticamente sem-abrigo que foi adoptado por uma família branca da classe média-alta do Mississipi e que acaba por se tornar um excelente jogador de futebol americano. É uma história tipicamente pertencente ao universo dos EUA e aqui já se percebia a potencialidade de chegar a um grande público. A nomeação e o prémio atribuído a Sandra Bullock vieram trazer o filme para a História do Cinema, quanto mais não seja como nota de rodapé.

O grande truque deste filme está na forma simples como conta uma história com contornos complexos. Temos um jovem com problemas de aprendizagem que vive num bairro problemático e cuja mãe tem diversos problemas com drogas, uma família cristã do Sul dos EUA que prova o seu amor pelos mais necessitados ao dar abrigo a quem precisa - as cenas em que a personagem de Sandra Bulock conta às amigas porque ajuda o jovem dão-nos uma boa imagem de um certo tipo de pessoas que parecem viver num mundo à parte - e inclusive do desporto escolar e universitário norte-americano.

Ou seja, este «Um Sonho Possível» tinha tudo para ser um daqueles filmes que passam despercebidos. Mas felizmente não passou, pois é daqueles que nos deixam com um sorriso nos lábios quando saímos da sala de cinema e a acreditar que ainda há histórias com final feliz e quem queira contá-las.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Vencedores dos Globos de Ouro

Foram ontem entregues os Globos de Ouro, os principais prémios do cinema nos EUA, depois dos Óscares. Este ano o 'grande vencedor', pelo menos nas duas categorias mais importantes, foi «Avatar», de James Cameron, que ganhou nas categorias de Melhor Filme Drámatico e Melhor Realizador. Por outro lado, o grande perdedor é «Up In The Air», de Jason Reitman, que era um dos favoritos com seis nomeações e apenas levou para casa um prémio, para Melhor Argumento.

Nos restantes galardões destaque para os prémios atribuídos para a interpretação, que distinguiram Sandra Bullock («The Blind Side») e Jeff Bridges («Crazy Heart») como melhores actores em drama, Meryl Streep e Robert Downey Jr. como melhores actores em comédia ou musical. Os secundários foram parar ao genial Christoph Waltz pelo seu papel em «Sacanas Sem Lei», de Quentin Tarantino e a Mo'nique que entrou em «Precious: Based On The Novel Push By Sapphire».

Por fim, mais dois prémios: «Up - Altamente», da Pixar, conquistou o Globo de Ouro para Melhor Animação e Michael Haneke levou para casa o prémio para Melhor Filme Estrangeiro.

A lista completa dos premiados, incluindo os prémios para televisão, pode ser consultada aqui.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Filmes sobre tecnologias para esquecer, segundo a CNN

Na semana em que se estreia «Avatar», o regresso de James Cameron à ficção científica com um espectáculo de efeitos especiais, a CNN lembrou-se de fazer uma lista dos piores filmes relacionados com o tema das tecnologias. Para a estação de tv norte-americana este é um género onde os grandes estúdios tendem a falhar.

A lista foi feita com a ajuda de dois críticos de cinema e o autor de um filme com o curioso título de «Hollywood Science: Movies, Science and the end of the World», qualquer coisa como Ciência de Hollywood: filmes, ciência e o fim do Mundo em português.

A encabeçar o top 9 está «Antitrust», um filme de 2001 realizado por Peter Howitt e com Ryan Phillippe e Tim Robbins no elenco. O filme conta a história de um jovem hacker que é contratado por uma grande empresa cujo patrão quer desenvolver um sistema de comunicações para transformar o mundo. Ao que tudo indica a inclusão na lista resulta do facto de representar a empresa como algo maléfico.

Segue-se «Feardotcom», realizado em 2002 por William Malone com Stephen Rea a interpretar um médico sádico que tortura mulheres em directo num site. O argumento centra-se na morte de quatro pessoas que visitaram o site e apareceram mortas 48 depois.

Em terceiro lugar surge «Hackers», que em Portugal teve o título de «Piratas Cibernéticos, e ficou para história como um dos primeiros filmes protagonizados por Angelina Jolie, rezam os críticos. Penso que há uns tempos atrás este filme de 1995 era presença assídua na programação do canal Hollywood.

Continuando a lista encontramos «Dia da Independência», o filme em que Roland Emmerich começou a testar o seu gosto pela destruição dos EUA. Quem não se lembra das gigantescas naves a sobrevoar várias cidades norte-americanas com os seus raios azuis? Foi também este filme que consolidou a fama de Will Smith, um ano depois de ter entrado em «Bad Boys».

Em 1995 foi realizado o filme seguinte. «Johnny Mnemonic» («O Fugitivo do Futuro», em Portugal), de Robert Longo. Muito antes de encarnar Neo em «Matrix», Keanu Reeves apareceu na tela como um correio humano com capacidade de armazenar 80 GB de informação no cérebro. Pelo meio tinha de se cruzar com Takeshi Kitano, Dolph Lundgreen, Ice-T e Henry Rollins. Já o vi há algum tempo, mas penso que também aqui a personagem de Keanu era visto como um salvador. Ou seria o golfinho? Confesso que já não me recordo.

Em sexto lugar surge uma adaptação de um conto de Stephen King: «The Lawnmaker Man» («Realidade Virtual - A Cobaia», em português), por Brett Leonard em 1992 e segundo os autores da lista um dos primeiros filmes a abordar a temática da realidade virtual. No elenco encontramos Pierce Brosnan, antes da fase James Bond, que interpreta um cientista que resolve fazer experiências com um jardineiro com problemas mentais.

Segue-se «The Net» («A Rede»), de Irwin Winkler, com Sandra Bullock a fazer de especialista em informática que tem o azar de receber uma disquete (estávamos em 1995, ainda não haviam pens nem coisas parecidas) que contém segredos de uma conspiração criminosa. Para a apanhar um grupo de gente mal intencionada apaga a identidade de Sandra Bullock que passa o filme todo a fugir.

De 2001 é o filme que se segue: «Swordfish» («Operação Swordfish»), de Dominic Sena. Com uma boa dupla de actores (John Travolta a fazer de criminoso e Hugh Jackman de hacker que já teve melhores dias) que tentam roubar dinheiro de uma conta controlada pelo governo dos EUA.

Para finalizar esta lista um filme dos anos 1980. Trata-se de «Weird Science» («Que Loucura de Mulher», excelente tradução para português, sem dúvida), realizado em 1985 pelo recentemente falecido John Hughes, que conta a história de dois nerds que tentam criar através de experiências no computador a mulher perfeita, que no filme é Kelly LeBrock.