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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Banda Sonora: Born To Be Wild, de Steppenwolf

«Born To Be Wild», de Steppenwolf - Banda Sonora de «Easy Rider», de Dennis Hopper

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Inquietos, de Gus Van Sant (2011)

Já aqui referi a estreia de «Inquietos», a mais recente longa-metragem de Gus van Sant, a propósito de «50/50». O tema é semelhante, mas a forma como é tratado nos dois casos não podia ser mais distante. Se o último é uma comédia dramática, sobre um jovem que enfrenta o cancro como uma luta, tentando ser positivo com a ajuda dos que lhe são próximos, «Inquietos» é o completo oposto, apesar de mesmo assim as personagens não verem o cancro como uma fatalidade, mas algo que infelizmente acontece. Como se se resignassem ao facto de uma das personagens poder morrer devido à doença e não ter muito a fazer se não aguardar a morte.

E é um grande filme. Arriscaria mesmo dizer que a história de amor entre Enoch (Henry Hopper, filho de Dennis Hopper, a quem este filme é dedicado) e Annabel (Mia Wasikowska, cada vez mais um talento em crescendo) captada por Gus van Sant é um dos mais belos filmes do ano. Ambos os protagonistas são jovens que vivem uma fase complicada da vida e o encontro entre os dois vai dar-lhes uma oportunidade para ultrapassarem os seus problemas juntos. Mesmo sabendo que alguns são inultrapassáveis. Enoch tenta afastar o luto pela morte dos pais e Annabel a doença que sabe ser fatal. Durante aqueles poucos meses em que ambos se apaixonam e vivem uma relação intensa tudo parece ser possível.

Com uma bela fotografia e uma bem conseguida banda sonora assinada por Danny Elfman, «Inquietos» não é um dos filmes mais experimentalistas de Van Sant, como «Elephant», «Gerry» ou «Last Days», mas antes um filme mais simples quando comparado com algumas obras recentes do cineasta. No campo da interpretação, é bom ver que Dennis Hopper deixou descendência à altura, apesar de se notar que Henry ainda precisa de evoluir mais. Mas neste primeiro papel já fez lembrar um pouco o pai quando era mais novo. Quanto a Mia Wasikowska, nada a apontar, a não ser que esta é uma das melhores jovens actrizes que tem surgido nos últimos anos. A versatilidade das suas interpretações volta a ser posta à prova neste filme onde, uma vez mais, consegue brilhar.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

Site do filme no IMDB

domingo, 12 de junho de 2011

Terra dos Mortos, George A. Romero (2005)

George Romero pode não ser o melhor realizador do mundo, mas é sem sombra de dúvidas um dos maiores quando se fala em cinema de terror com C grande. E «Terra dos Mortos», apesar de não ser o melhor da sua obra, não deixa os fãs do cineasta desiludidos. Uma vez mais as personagens principais aqui são os zombies, desta vez um bocado mais inteligentes do que o habitual, pois conseguem ter alguma autonomia e ultrapassam alguns problemas que a sua espécie enfrenta relativamente bem. Isso não é bem explicado como (por exemplo, na questão do fogo de artifício), mas isso também não interessa nada.

O que interessa é que «Terra dos Mortos» é um dos filmes de terror mainstream realizados na primeira década deste século que não se deixa cair nos facilitismos que o género tem vindo a enfrentar. Leia-se: um grupo de jovens na mira de um serial killer sádico. Neste filme Romero leva-nos a acompanhar um grupo de humanos que tenta evitar a chegada dos zombies a uma cidade fechada liderada por Kaufman (Dennis Hopper), que vive num edifício de luxo junto de uma elite escolhida por ele próprio. Os restantes humanos vivem nessa colónia, mas com menos condições. É a tentativa de um deles chegar ao edifício (Cholo - John Leguizamo) e de outro fugir dos EUA (Riley - Simon Baker), ambos antigos companheiros de armas, que faz avançar a narrativa.

E o que resulta bem em «Terra dos Mortos» é precisamente a história, um factor que tem escapado ao género nos últimos anos e que mesmo os grandes mestres, como Carpenter ou Wes Craven, parece terem perdido. Neste caso, Romero consegue marcar pontos, apesar de mesmo assim não ser a melhor história de sempre. Mas está bem conseguida e acaba por tornar o filme entretenimento interessante, sobretudo para os fãs do cinema de terror mais clássico.

Nota: 3/5

Site oficial do filme

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Frase(s) que marcam um filme: Easy Rider. de Dennis Hopper (1969)

George Hanson (Jack Nicholson): I mean, it's real hard to be free when you are bought and sold in the marketplace.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Arte de Dennis Hopper vai a leilão

A colecção de arte de Dennis Hopper, o actor e realizador norte-americano falecido no passado mês de Maio com 74 anos vítima de cancro, vai ser leiloada. O leilão vai ter lugar na Christie's de Nova Iorque, que vai vender cerca de 200 obras, de artistas como Jean-Michel Basquiat, Robert Rauschenberg, Wallace Berman, Bruce Conner, Keith Haring, Marcel Duchamp e Julian Schnabel. No acervo encontra-se ainda um retrato do actor da autoria de Andy Warhol, pintado em 1971.

Para recordar o actor, um vídeo com o screen test realizado por Warhol