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sábado, 23 de abril de 2011

O Código Base, de Duncan Jones (2011)

Depois do excelente «Moon - O Outro Lado da Lua», Duncan Jones volta a assinar mais uma boa obra de ficção científica, que não ficaria mal entre as obras de ou inspiradas nos universos de Philip K. Dick. Em «Código Base» o Capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) participa num programa militar secreto destinado a combater o terrorismo. Para tal o projecto, denominado precisamente «O Código Base», permite colocar um humano no corpo de uma pessoa nos seus últimos oito minutos antes de vida, numa espécie de realidade paralela. No caso da missão do soldado Colter Stevens o objectivo é encontrar o autor de um atentado que colocou uma bomba num comboio que explodiu em Chicago e que está prestes a fazer explodir um novo engenho, pior do que o primeiro, no centro da cidade.

Tal como em «Moon» a personagem principal vê-se metida numa situação que não consegue controlar, nem como lá foi parar. A diferença aqui é que Colter Stevens não está sozinho e conta com a ajuda de outras pessoas: desde os militares com quem fala antes de entrar no «O Código Base» às pessoas que encontra no comboio. Nesta segunda longa-metragem Duncan Jones já tem melhores meios do que em «Moon», o que se nota sobretudo a nível dos efeitos especiais e do elenco com alguns nomes sonantes (Vera Farmiga, Michelle Monaghan e Jeffrey Wright).

Sem entrar em grandes devaneios filosóficos, como tende a acontecer com alguns dos recentes blockbusters onde os universos paralelos reinam, «O Código Base» consegue até ser bem simples e cumpre o objectivo de ser bom entretenimento, com uma boa história e interpretações bem acima da média. Mas a julgar pela sala de cinema onde assisti ao filme, parece que vai também passar um pouco ao lado, tal como ocorreu com a primeira obra de Duncan Jones, um cineasta que continua a prometer.

Nota: 5/5

Site oficial do filme

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Em Cartaz: Semana 14/04/2011

Crime e Redenção, de William Monahan
A Rapariga do Capuz Vermelho, de Catherine Hardwicke
A Cidade dos Mortos + Waiting for Paradise, de Sérgio Tréfaut
Rio, de Carlos Saldanha
O Código Base, de Duncan Jones

quarta-feira, 30 de março de 2011

Um filme, vários posters: Moon - O Outro Lado da Lua, de Duncan Jones (2009)

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domingo, 15 de novembro de 2009

Moon - O Outro Lado da Lua, de Duncan Jones (2009)

Grandes filmes não precisam de ser muito complicados. É o caso deste «Moon - O Outro Lado da Lua», a primeira obra de Duncan Jones, filho de David Bowie. E se Duncan continuar a assinar pérolas como esta, bem se pode começar a levar à letra o ditado «quem sai aos seus não degenera». Se bem que neste caso os dois pertencem a áreas distintas.

Mas falemos de «Moon», para mim um dos melhores filmes do ano e já tem um cantinho reservado no top 10 de 2009. É difícil falar da história deste filme sem desvendar muito. Por isso penso que basta referir que esta é a história de Sam Bell (Sam Rockwell), um astronauta ao serviço de uma empresa que controla a exploração de uma fonte de energia para o planeta Terra. A missão de três anos de Sam está prestes a terminar, faltam duas semanas, e estranhos acontecimentos ocorrem a bordo da estação lunar onde o astronauta se encontra, acompanhado apenas por um robot que muito provavelmente é familiar do computador HAL, de «2001: Odisseia no Espaço».

São apenas estas as duas personagens do filme. No caso do robot, apenas se houve uma voz, uma vez mais incrivelmente parecida com a de HAL, mas que pertence a Kevin Spacey. E mais não vale a pena contar, pois perdia o efeito surpresa do filme. E quem for à espera de encontrar um filme de ficção cientifica filosófico, ao género do já citado «2001» ou «Solaris», desengane-se, pois «Moon» faz-nos puxar pela cabecinha mas não tanto.

Em relação à interpretação, Sam Rockwell está muito bem, quase ao nível da sua presença em «Confissões de uma Mente Perigosa», de George Clooney. E seria um crime não nomeá-lo para Óscar para melhor actor. Mas isso já sou eu a exagerar, ou não. Quanto a Kevin Spacey, só o facto de nos fazer recordar o HAL, desta vez com expressões à smiley num ecrã, já vale a pena pagar o bilhete.

Uma grande estreia para Duncan Jones, que espero venha a provar estar à altura do pai no futuro.

Nota: 5/5

Site oficial do filme

quinta-feira, 12 de novembro de 2009