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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Encontro Inesquecível, de Blake Edwards (1987)

«Encontro Inesquecível» é um dos primeiros papéis de relevo da carreira de Bruce Willis no Cinema, actor que na altura era mais conhecido pela sua personagem na série de TV «Modelo e Detective», onde ganhou popularidade ao lado de Cybill Shepherd. Nesta comédia de Blake Edwards o seu papel é o de Walter Davis, o empregado de uma grande multinacional que tem de levar companhia para um jantar da empresa onde estará presente Yakamoto, o patrão japonês. Como os colegas não apreciam a sua actual companheira, Walter pede ajuda ao irmão para arranjar um par e esse par é Nadia Gates (Kim Basinger, já com alguns filmes na carreira, incluindo o célebre «Nove Semanas e Meia»).

Mas se o encontro começa bem, quando Walter conhece uma bela mulher, tudo muda quando resolve oferecer-lhe um copo de champanhe. E como Nadia não se dá bem com o álcool, a noite nunca mais será a mesma para Walter, que entra numa espiral de peripécias que apenas termina no genérico final. Longe dos principais filmes de Blake Edwards, como alguns episódios da série «Pantera Cor de Rosa», «Boneca de Luxo» ou «A Festa», «Encontro Inesquecível» é uma comédia com alguns bons achados, sobretudo quando entra em cena o juiz Harold Bedford (William Daniels). Mas falha porque o duo principal não tem grande química. Se Bruce Willis até se comporta bem, numa altura em que a sua carreira na Sétima Arte estava a dar os seus primeiros, Kim Basinger parece um pouco à toa.

O argumento, assinado por Dale Launer, também é bastante limitado e não ajuda muito a encher o filme. Em certas alturas é tão previsível que já quase sabemos o que virá a seguir. Curiosamente, segundo o IMDB, o argumento original foi tão alterado que o seu autor não terá gostado do resultado final. Se calhar foi por isso que o filme se perdeu. «Encontro Inesquecível» vale sobretudo como curiosidade, para ver mais um filme de Edwards e como Bruce Willis se comportava no início da carreira.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Com quem gostaria de beber um copo: Kim Basinger ou Michelle Pfeiffer?

Mais uma semana, mais duas convidadas. Para hoje as actrizes disponíveis são duas estrelas loiras que começaram a dar nas vistas nos anos 1980: Kim Basinger e Michelle Pfeiffer.

A primeira estreou-se em 1981, ao entrar no filme «Uma Mulher Ambiciosa», de David Greene, participando dois anos mais tarde em «Nunca Mais Digas Nunca», filme não oficial da série James Bond realizado pelo recentemente falecido Irvin Kershner. Durante essa década entrou ainda em filmes de Robert Altman, Barry Levinson, Adrian Lyne (no célebre «Nove Semanas e Meia») e Blake Edwards, entre outros. No final da década participa no primeiro «Batman» de Tim Burton. Continuou presente no grande ecrã durante grande parte da primeira metade da década de 1990 e em 1997 tem uma das suas melhores interpretações, que lhe valeu o seu único Óscar até hoje: Lynn Bracken, em «LA Confidential», de Curtis Hanson. Desde então a sua carreira tem sido de certa forma irregular.

Do outro lado temos Michelle Pfeiffer, outra actriz que chegou ao Cinema nos anos 1980, tendo participado em filmes icónicos como «Scarface - A Força do Poder», de Brian de Palma, «A Mulher Falcão», de Richard Donner, «Viúva...Mas Não Muito», de Jonathan Demme, ou «Os fabulosos Irmãos Baker», de Steve Kloves. Tal como Kim Basinger, também Pfeiffer entra num dos filmes da saga de Batman realizados por Tim Burton, interpretando o papel de Catwoman. Durante a década de 1990 e até ao início dos anos 2000 a sua presença no grande ecrã foi também regular e surge em filmes como «A Idade da Inocência», de Martin Scorcese, «Lobo», de Mike Nichols, ou «Mentes Perigosas», de John N. Smith. Enre 2003 e 2007 esteve afastada das telas, mas desde então têm sido vários os filmes onde dá um ar de sua graça. Um dos últimos papéis de relevo data de 2009, quando entrou em «Chéri», de Stephen Frears, onde mostrou que a beleza não tem idade. Ao longo da sua carreira foi nomeada para três Óscares («Contra Tudo», «Os Fabulosos Irmãos Baker» e «Ligações Perigosas») e saiu da cerimónia sempre de mãos a abanar.

Apresentações feitas, chega o momento da verdade. Com qual destas duas senhoras gostariam de tomar um copo? E porquê? E já agora, que copo acham que as senhoras gostariam de beber.

A minha resposta: Michelle Pfeiffer, por ser uma das actrizes que sobreviveu, e bem, aos anos 1980, continuando hoje a ser um símbolo de beleza em Hollywood. A pergunta que gostava de fazer era qual o papel que mais gostou de desempenhar ou gostaria de ter interpretado. Para beber, um copo de vinho tinto.