Tudo começa com uma tentativa de assassinato do presidente dos EUA pelo mutante Kurt Wagner (Alan Cumming), ou Nightcrawler para os fãs da série, numa das melhores cenas do filme, que serve para aguçar o apetite. Este incidente leva William Stryker (Brian Cox), um velho conhecido do Professor Xavier (Patrick Stewart) e do seu arqui-inimigo Magneto (Ian McKellen), a convencer a Casa Branca a atacar os mutantes. Mas, como sempre, há planos ainda mais maquiavélicos por detrás das 'boas intenções' de Stryker.
Se um dos pontos fortes do primeiro «X-Men» era o argumento, desta vez o argumento está muito melhor, com um maior aprofundamento da história do passado de algumas personagens principais e uma maior presença dos secundários, nomeadamente os três jovens estudantes da escola de Xavier, que participam mais activamente no desenrolar da história: Rogue (Anna Paquin), Iceman (Shawn Ashmore) e Pyro (Aaron Stanford).
A interpretação melhorou claramente, mostrando que os actores desta vez se sentiram melhor na pele das personagens. Aqui a grande diferença que se nota é na prestação de Hugh Jackman no seu Wolverine. Se no primeiro o actor tinha apenas a imagem do mutante, mas parecia pouco à vontade, desta vez ele conseguiu de facto ser Wolverine. Também o surgimento de novas personagens, como Nightcrawler, foi uma aposta ganha. Ou como disse, e com muita razão, um dos comentadores do texto aqui escrito na semana passada sobre «X-Men», «viu-se o que Singer consegue fazer com mais dinheiro». E por este lado aumenta a expectativa para ver os restantes filmes da série.
Nota: 4/5
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