É um facto que expressão "feriados roubados" causou enorme desconforto no seio dos partidos da coligação que rejeitaram a proposta do PCP para a sua reposição.
Convenhamos que a linguagem utilizada não primou pela elegância. Diria mesmo que teria sido mais polido reconhecer antes que o governo foi acometido por uma crise aguda na sua patologia crónica, a cleptomania, diagnosticada logo a seguir à tomada de posse, e subtraiu quatro feriados ao calendário, locupletando-se inconscientemente à custa do descanso dos trabalhadores. Pelo que seria uma medida verdadeiramente altruísta, reverter a situação.
Talvez assim, o sentido de voto da maioria parlamentar tivesse sido outro, porque como todos sabemos esta governança não é composta por "gente de delito comum"...