Ouvi
e vi ontem numa qualquer TV que, em declarações à RR, -só podia n'é!-
a Dra. Jonet esclareceu a audiência de que, quando afirmou que os
portugueses não podiam comer bifes todos os dias, não se estava a
referir aos pobres.
Compreendo-a
perfeitamente. Acreditem. Se estivesse a dirigir-se aos pobres teria
omitido a palavra "bifes", bastava dizer que os
portugueses não podiam comer todos os dias.
E, já
agora, teria acrescentado que, ao invés dos filhos dela que
desperdiçam água ao lavar os dentes com a torneira aberta, os
meninos pobres só lavariam os ditos nos dias em que tivessem direito
a refeição e, claro, com água da fonte, porque a de casa estaria
provavelmente cortada por atraso no pagamento da factura.
Uma
verdadeira improvisadora, a tia Isabel. Só foi pena que não tivesse
aproveitado a oportunidade e o local, para pedir uns aneizinhos e umas
pulseiritas ao tio Sala -conhecido locutor e escritor, autor
do bestseller "As minhas anedotas"- que
anda a vender ouro há mais de três meses e, a não ser que seja um
alquimista genial, ainda não conseguiu esgotar o filão que,
supostamente, terá no quintal.
Talvez
assim, fosse possível atenuar o impacto negativo que as infelizes
afirmações da competente gestora (não duvido) poderão provocar na
próxima recolha de alimentos do BACF.