Mostrar mensagens com a etiqueta David Grossman. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta David Grossman. Mostrar todas as mensagens

20 janeiro, 2025

Pétala nº 3841


"A forma como Israel esmagou Gaza é imperdoável."

"Tudo é demasiado extremo, demasiado avassalador."

"... as palavras deixaram de conseguir conter a realidade."

"A última vez que o vi em Lisboa disse que, como escritor, preferia não ter de falar de política. É possível evitar o assunto nestes dias?
Não, é impossível, A política está em todo o lado. A realidade brutal está em todo o lado. O que temos estado a viver nestes 13 meses é para além do acreditável e afeta cada mínima parte da nossa vida. Escrever tornou-se também muito difícil. (…)

Então, se o silêncio já não é uma opção, a escrita também não é…   ?
O silêncio é impensável. Mas sabe, seja o que for que eu disser, posso contradizer-me de imediato. Esta é a natureza da situação: tudo o que possa ser dito sobre ela é certo e verdadeiro, mesmo tratando-se de visões contrárias. Estou também a tentar escrever sobre esta realidade, para mim mesmo, porque preciso de compreender certas coisas através do exercício da escrita. Sinto-me confundido. E as pessoas, em geral, estão deprimidas (…) invadiu-nos um sentimento geral de depressão, os nossos corações estão despedaçados. Todas as pessoas que conheço estão não só melancólicas como profundamente tristes. Eu estou profundamente triste. Creio que não há outra saída após termos conhecido o Mal, a pura maldade daquilo que os seres humanos podem fazer. E, quando digo isto, refiro-me a tudo o que se está a passar, a começar pelo massacre de 7 de outubro.

A guerra desencadeada por Israel é também sem precedentes. Como é acordar todos os dias rodeado dessa violência? 
Significa não ser capaz de viver em paz, e a saber que a partir de agora isso será uma miragem. Que mesmo que a paz seja possível entre Israel e a Palestina, o que há anos defendo e desejo profundamente, não haverá tranquilidade nem o sentimento de estabilidade. Há uma espécie de estreiteza da alma que tomou conta da vida. Uma pessoas só quer encolher-se e proteger-se e proteger aquela superfície da sua alma que entra em contacto com a realidade.

O que vai ficar destes escombros? Como se sai daqui?
Não se sai. Temos sempre de recordar uma coisa: nós e os palestinianos vamos viver lado a lado até à eternidade. Que tipo de paz se pode fazer com um vizinho com quem nos comportamos deste modo? E que tipo de paz pode ele esperar de nós se não reconhece a nossa existência? Estamos apenas a minimizar as hipóteses de ter alguma normalidade no futuro."

"Estamos a sentir e a sofrer, mas também estamos a pensar. Não podemos renunciar a pensar."


DAVID GROSSMAN, escritor israelita e activista pela paz (1954 -), excertos 
da entrevista a Luciana Leiderfarb, revista “E", jornal Expresso, 3 janeiro 2025

(fotos net)


11 março, 2024

Pétala nº 3808

Pessoa, pessoas, pessoas...


“Será que algumas pessoas não conseguem ver para além daquilo que se lhes coloca à frente?” 

"… as pessoas seguem o seu caminho sem se encontrarem, se o vento do destino não as unir.”

“As pessoas podem amar-se e, no entanto, perder-se.” 

BERNHARD SCHLINK , escritor alemão (1944-), in “A Neta”, Ed. ASA, 2023


“O número de pessoas que conhecemos em profundidade é estranhamente escasso.” 

“Todos somos capazes de pensar em pessoas que usam a simplicidade fabricada ou artificial como modo de passar pelo mundo.” 

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “Elizabeth Finch”, Ed. Quetzal, 2022


“Há pessoas que possuem uma afetividade falsa, pessoas muito pobres de sentimentos que fingem ser afeto. Esses são intitulados «artistas da vida».”

“Se pudesse transformava todas as pessoas do mundo em não desconhecidas.”

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. Dom Quixote, 2020

(fotos net)




01 dezembro, 2023

Pétala nº 3796

“É Dezembro, temos de ser melhores em Dezembro.”
(Patrícia Reis, in “Chave de entendimento para uma sinfonia perdida”)


“O que acontece na alma de um homem… quando se perdeu tudo o que torna o ser humano mesmo humano? Na alma de um homem que permanece fiel a um pacto escrito e não escrito, à lei da solidariedade, num mundo que repudia toda a lei humana e, tomado por uma raiva sem sentido, se destrói a si próprio.”

SÁNDOR MÁRAI, escritor húngaro (1900-89), in “Libertação” (escrito entre Julho e Setembro de 1945), Ed. D. Quixote, 2023


“Para fazer um pouco de bem no mundo… é preciso esforçar-se muito, mas mal basta segui-lo, juntar-se a ele.”

“O que se pode dizer quando não há nada a fazer.”
“Não é tempo de fazermos algum bem um ao outro?”

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. Dom Quixote, 2020


“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.”

FERNANDO PESSOA, poeta português (1888-1935)



(fotos net)

16 outubro, 2023

Pétala nº 3789

“O passado nunca está morto. Nem sequer passou.” 
(William Faulkner, citado por Daniel Sokatch, in "Israel")


"O que se faz com um miúdo… que descobre subitamente os factos da vida e da morte?" 

“O que se faz com uma criança que com o seu dinheiro de bolso, compra um pequeno bloco laranja e aponta nele diariamente, a lápis, quantos israelitas restam depois do último atentado terrorista." 

"E um dia descobriu que uma parte dos israelitas são árabes…. 
Que os seus cálculos estavam todos errados, e que tinha de deduzir os árabes israelitas do número total dos israelitas."

"… que é possível viver uma vida inteira sem que essa vida tenha algum sentido." 

 "… uma vida que em nada nos faz sofrer nem nos dá realmente prazer. É viver por viver. Porque por acaso não estamos mortos.” 

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012


“Invadiu-me de repente um terror daqueles que se sente apenas frente à negrura humana.” 

“Talvez a vida não seja de facto para todos.”

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. Dom Quixote, 2020

“… tal como aconteceu no passado, a história de Israel continuará a ser escrita em tons cinzentos.”

DANIEL SOKATCH, judeu, activista americano (1968-), in “Israel”, Bertrand Editora, 2021

(fotos net)

14 setembro, 2021

Pétala nº 3341

“… tenho um certo problema com os acasos melancólicos.” 

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. D. Quixote, 2020

02 setembro, 2021

Pétala nº 3333

“«Sabes quando é que acaba a infância?» Perguntou-me um dia o meu pai (…) Quando é que uma pessoa começa realmente a ser adulta? Quando começa a aceitar que os pais também têm direito a recorrer à psicologia.»”. 

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. D. Quixote, 2020

12 julho, 2021

Pétala nº 3317

O que é que faz de duas pessoas um casal? Uma faísca? Afinidades? Um sentimento de pertença? Um olhar aparentemente anódino que se detém um milésimo de segundo? Tudo isso certamente. E o mais importante, um sentimento de casa. Algo como a terra natal.” 

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. D. Quixote, 2020

15 maio, 2021

Pétala nº 3272

“Por vezes as famílias estão repletas de segredos e de escuridão, de zonas de mistério.” 
DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), revista “E” do Jornal Expresso de 17/10/2020

20 fevereiro, 2021

Pétala nº 3190

“Se eu tivesse de resumir o que é uma família, diria que é o lugar mais relevante da nossa existência, no sentido em que sabemos como decifrar os seus códigos. Todos pertencemos a estruturas sociais, políticas, económicas, mas não sabemos realmente como interpretar os códigos. Essa facilidade de descodificação é o coração de uma família.” 
DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), revista “E” do Jornal Expresso de 17 Outubro 2020

28 setembro, 2018

Pétala nº 2316

“Família é assim mesmo, ora nos abraçam, ora nos batem com o cinto, tudo por amor.” 
DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “Um cavalo entra num bar”, Ed. Dom Quixote, 2018

26 setembro, 2018

Pétala nº 2314

“… todos vivemos pouco tempo, e devemos tornar esse tempo o mais agradável possível."
DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “Um cavalo entra num bar”, Ed. Dom Quixote, 2018

05 maio, 2013

Pétala nº 242

“Não há limites para as ocorrências de problemas.”
 
David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012

31 março, 2013

Pétala nº 307

“Uma família é um perpétuo acontecer.”
 
David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012

09 março, 2013

Pétala nº 285

“O amor é o sentimento mais saudável, mais bonito e mais puro que há.”
 
David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012

03 março, 2013

Pétala nº 279

“Uma vida em que nada nos faz realmente sofrer nem nada nos dá realmente prazer. É viver por viver. Porque por acaso não estamos mortos.”
 
David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012

27 fevereiro, 2013

Pétala nº 275

“A felicidade é sempre prematura”.
 
David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012

25 fevereiro, 2013

Pétala nº 273

“Que frágil é a coisa que sustém tudo”.
 
David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012

23 fevereiro, 2013

Pétala nº 271

“Todas as famílias felizes são infelizes à sua maneira.”

David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012

21 fevereiro, 2013

Pétala nº 269

“Achaste mel? Come só o que te for suficiente…”
 
David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012

19 fevereiro, 2013

Pétala nº 267

“A família são altas matemáticas… demasiados parênteses e demasiadas elevações ao quadrado e toda essa complicação…”
 
David Grossman, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012