“Depois de nos habituarmos a estar sozinhos, torna-se normal.”
"- Já alguma vez pensaste que no interior do teu corpo reina a escuridão total?"
"A escuridão ultrapassa os nossos corpos. Somos feitos de escuridão, viemos ao mundo com ela e ela cresce connosco ao longo da nossa vida."
“Há pessoas, as mais fracas, que temem a solidão. O que não compreendem é que há nela algo de muito libertador; assim que percebemos que não precisamos de ninguém, podemos cuidar de nós próprios. É precisamente essa a questão: é melhor cuidarmos só de nós próprios. Não podemos proteger as outras pessoas, por mais que tentemos. Tentamos, e falhamos, e o mundo desmorona-se à nossa volta (…).”
GAIL HONEYMAN, escritora inglesa (1972-) in “A Educação de Eleanor”, Porto Editora, 2017
“… quanto mais uma pessoa se sente solitária, menos capacidade tem de navegar pelas correntes sociais. A solidão cresce à sua volta, como bolor, como cotão, um profilático que inibe o contacto, por mais que esse contacto seja desejado. A solidão desenvolve-se por acreção, estende-se e perpetua-se a si própria. Depois de instalada, não é de forma alguma fácil de desalojar.”
OLÍVIA LAING, The Lonely City, citada por GAIL HONEYMAN, in “A Educação de Eleanor”.
"A EDUCAÇÃO DE ELEANOR"
«Um livro que tem tanto de perspicaz e de sério quanto de divertido e de cativante.»
(The Observer)
Aconselho vivamente a leitura deste magnífico primeiro romance. Não desista nas primeiras páginas. O melhor vem nas páginas seguintes e mantém-se até ao final, inesperado e surpreendente.
(Fotos: PORTUGAL/ Cascais)