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15 julho, 2024

Pétala nº 3826

"as palavras são armas, como metralhadoras"
(Sándor Márai, in  “Libertação”)


"(Não são as palavras que distorcem o mundo, é o medo e a vontade. As palavras são corpos transparentes, à espera de uma cor. O medo é a lembrança de uma dor do passado. A vontade é a crença num sonho do futuro. Não são as palavras que distorcem o mundo, é a maneira como entendemos o tempo, somos nós.)”
JOSÉ LUÍS PEIXOTO, escritor português (1974-), in “Em teu ventre”, Ed. Quetzal, 2015

“Se tivesse de dizer qual a maior invenção humana, diria: a palavra. É uma ferramenta fundamental na construção da nossa humanidade. É um motor de busca, um telescópio, um radar, um sensor para a grande pergunta que somos. E é a mediação para o encontro fundamental connosco mesmos, com o outro e com o Todo Outro que é Deus.”
JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA , cardeal, teólogo e poeta português (1965-) em entrevista Christiana Martins, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 22 Abril Dezembro 2023

“… para as coisas mais importantes da vida as palavras são muito poucas. O que é que podemos dizer sobre Deus? Nada. Eu, pelo menos, não consigo. O que é que podemos dizer sobre o amor? Quase nada. Não temos palavras para isso. O que é que podemos dizer acerca da morte, para além do óbvio? Nada. Mas em literatura é possível dizer um pouco mais.
Mesmo que não se use a palavra Deus, pode-se sentir o toque do que podemos chamar Deus. Pode-se descrever uma relação amorosa de maneira verdadeira. A literatura serve para dizer o que não se consegue dizer de outra maneira.”
JON FOSSE, romancista, dramaturgo, poeta norueguês (1959-), em entrevista a José Riço Direitinho, publicada na revista “Ípsilon” do jornal Público de 22 Março 2024.

"A vida é assim, está cheia de palavras que não valem a pena, ou que valeram e já não valem, cada uma que ainda formos dizendo tirará o lugar a outra mais merecedora, que o seria não tanto por si mesma, mas pelas consequências de tê-la dito."
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010)
Prémio Nobel de Literatura, 1998



Obras de MANUEL CARGALEIRO, ceramista e pintor português (1927-2024)


24 abril, 2023

Pétala nº 3763

“… por mais espessas e negras que estejam as nuvens sobre as nossas cabeças, o céu lá por cima estará permanentemente azul…” 

JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010), in “A Caverna”, Ed. Caminho, 2005 
Prémio Nobel de Literatura, 1998







02 dezembro, 2021

Pétala nº 3398

“… que vêm a ser o rosto e a pele que cobrem a carne, senão uma cobertura, um disfarce, uma maquilhagem que mascara o horror insuportável da nossa natureza viva?” 
ELENA FERRANTE, pseudónimo de uma escritora italiana cuja identidade é mantida secreta (1943-), in “Crónicas do mal de amor”, Ed. Relógio d’Água, 2016
“… a pele é tudo quanto queremos que os outros vejam de nós, por baixo dela nem nós próprio conseguimos saber quem somos.” 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010), in “Todos os nomes”, Ed. Caminho, 1997 
Prémio Nobel de Literatura, 1998


25 junho, 2021

Pétala nº 3306

“Os dias são todos iguais, as horas é que não, quando os dias chegam ao fim têm sempre as suas vinte e quatro horas completas, mesmo quando elas não tiveram nada dentro.” 

JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010), in “A Caverna”, Ed. Caminho, 2005 
Prémio Nobel de Literatura, 1998



(foto net)

31 dezembro, 2020

Pétala nº 3140

"Hoje é o último dia do ano. Em todo o mundo que este calendário rege andam as pessoas entretidas a debater consigo mesmas as acções que tencionam praticar no ano que entra, jurando que vão ser rectas, justas e equânimes, que da sua emendada boca não voltará a sair uma palavra má, uma mentira, uma insídia, ainda que as merecesse o inimigo, claro que é das pessoas vulgares que estamos falando, as outras, as de excepção, as incomuns, regulam-se por razões próprias para serem e fazerem o contrário sempre que lhes apeteça ou aproveite, essas são as que nunca se deixam iludir, chegam a rir-se de nós e das boas intenções que mostramos, mas, enfim, vamos aprendendo com a experiência, logo nos primeiros dias de Janeiro, teremos esquecido metade do que havíamos prometido, e, tendo esquecido tanto, não há realmente motivo para cumprir o resto, é como um castelo de cartas, se já lhe faltam as obras superiores, melhor é que caia tudo e se confundam os naipes."
JOSÉ SARAMAGO, in “O ano da morte de Ricardo Reis” (pág. 59)

(pôr-do-sol fotografado da minha varanda,  dia 25.12.2020)

01 outubro, 2020

Pétala nº 3049

“… trabalho que se faz sonhando nunca deixou obra feita.” 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010), in “A Caverna”, Ed. Caminho, 2005 
Nobel de Literatura, 1998

16 setembro, 2020

Pétala nº 3034

"A esperança é como o sal, não alimenta, mas dá sabor ao pão." 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010), in “Ensaio sobre a cegueira”, Ed. Caminho, 1995 
Prémio Nobel de Literatura,1998

30 agosto, 2020

Pétala nº 3017

“Há duas palavras que não se podem usar: uma é sempre, outra é nunca.” 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010) 
Prémio Nobel de Literatura,1998

26 julho, 2020

Pétala nº 2983

“O humor é como as marés, ora sobe ora desce.” 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010), in “A Caverna”, Ed. Caminho, 2005 Prémio Nobel de Literatura, 1998

21 fevereiro, 2019

Pétala nº 2462

“Para que serve o arrependimento, se isso não muda nada do que se passou? O melhor arrependimento é, simplesmente, mudar.” 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010) 
Prémio Nobel de Literatura, 1998

08 novembro, 2018

Pétala nº 2357

“O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias.” 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010) 
Prémio Nobel de Literatura, 1998

03 outubro, 2018

Pétala nº 2321

“Uma pitada de poesia é suficiente para perfumar um século inteiro.” 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010) 
Prémio Nobel de Literatura, 1998

29 julho, 2018

Pétala nº 2255

“O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente.” 
JOSÉ SARAMAGO, escritor português (1922-2010) 
Prémio Nobel da Literatura, 1998

30 agosto, 2017

Pétala nº 1923

“A palavra deixou de ter conteúdo e de ter qualquer coisa dentro; é pronunciada com uma leviandade total."

José Saramago, escritor português (1922-2010) 
Prémio Nobel de Literatura, 1998

10 junho, 2016

Pétala nº 1476

“Os políticos dificilmente pedem desculpa às pessoas a quem de alguma maneira ofenderam.” 

José Saramago, escritor português (1922-2010) 
Prémio Nobel de Literatura, 1998

01 dezembro, 2015

Pétala nº 1284

“Nunca faltaram caminhos para chegar aonde a oculta vontade ambiciona: basta que se encontrem os pretextos.” 

José Saramago, escritor português (1922-2010), in “Manual de pintura e caligrafia”, Ed. Caminho, 1983 
Prémio Nobel de Literatura,1998

27 novembro, 2015

Pétala nº 1280

“Que ninguém tenha pena de si próprio, é o primeiro mandamento do respeito humano…” 

José Saramago, escritor português (1922-2010), in “Manual de pintura e caligrafia”, Ed. Caminho, 1983 
Prémio Nobel de Literatura,1998

25 novembro, 2015

Pétala nº 1278

“A realidade é intraduzível porque é plástica, dinâmica.” 

José Saramago, escritor português (1922-2010), in “Manual de pintura e caligrafia”, Ed. Caminho, 1983
Prémio Nobel de Literatura,1998

23 novembro, 2015

Pétala nº 1276

“No deserto, só o nada é tudo”.

José Saramago, escritor português (1922-2010), in “Manual de pintura e caligrafia”, Ed. Caminho, 1983 
Prémio Nobel de Literatura,1998

21 novembro, 2015

Pétala nº 1274

“Mandam as regras do nosso jogo mundano não fazer perguntas quando se dá com amigos em transe sentimental: eles o dirão quando acharem necessário, se acharem necessário…” 

José Saramago, escritor português (1922-2010), in “Manual de pintura e caligrafia”, Ed. Caminho, 1983
Prémio Nobel de Literatura,1998