Falei da Europa envelhecida...
O que é envelhecer?
Não, não é o passar dos anos, nem é por fora: é por dentro.
É a desistência de nós próprios –do nosso sonho.
Do nosso desejo, da nossa esperança, da nossa vontade de mudar o mundo.
“Os homens vivem mal!’, exclamava Tchekov.
Sim, os homens vivem mal, porque se acomodaram no medo.
É o medo que os leva a precipitarem-se sobre as coisas.
As meras, fúteis, vazias coisas.
Carregarem-se delas, afogarem-se nelas, drogarem-se com elas.
Retrocedem à condição de subfetos: de coisa, também eles, sem nada dentro e tudo jogado na aparência.
Na aparência efémera, que se desfaz e auto-desfaz.
Cauterizam o amor e a aventura.
A aventura de mudar o mundo.
O amor ao outro.
Caminham como sonâmbulos –mortos vivos.
A Europa tende a sê-lo: um deserto, onde, a cada canto, se encolhe, se devora, apodrece, gelado por dentro e mascarado por fora, um homem só.
A Europa é uma ruína.
O que é envelhecer?
Não, não é o passar dos anos, nem é por fora: é por dentro.
É a desistência de nós próprios –do nosso sonho.
Do nosso desejo, da nossa esperança, da nossa vontade de mudar o mundo.
“Os homens vivem mal!’, exclamava Tchekov.
Sim, os homens vivem mal, porque se acomodaram no medo.
É o medo que os leva a precipitarem-se sobre as coisas.
As meras, fúteis, vazias coisas.
Carregarem-se delas, afogarem-se nelas, drogarem-se com elas.
Retrocedem à condição de subfetos: de coisa, também eles, sem nada dentro e tudo jogado na aparência.
Na aparência efémera, que se desfaz e auto-desfaz.
Cauterizam o amor e a aventura.
A aventura de mudar o mundo.
O amor ao outro.
Caminham como sonâmbulos –mortos vivos.
A Europa tende a sê-lo: um deserto, onde, a cada canto, se encolhe, se devora, apodrece, gelado por dentro e mascarado por fora, um homem só.
A Europa é uma ruína.
Tiro o chapéu roto de pedir esmola a este texto.
ResponderEliminarCordial abraço,
mário