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sexta-feira, maio 02, 2025

Clara Ferreira Alves: estou a ouvi-la no Eixo do Mal e fico estarrecida com os disparates que diz.
Alguém proíba esta criatura de opinar em público!

 

O que diz -- abordando com imprecisão, distorção e baralhação aspectos técnicos misturados com aspectos políticos -- deixa-me perplexa e revoltada. O meu marido, que tem o rastilho mais curto que eu, já fez várias tentativas de mudar de canal, furioso com os disparates que ela diz. Furioso, furioso.

Eu ainda não percebi se ela é ignorante sobre a maior parte dos assuntos, se é demagoga, indo acefalamente atrás da última coisa que ouviu, se é mal intencionada, se é, apenas, tonta. Mas fico chocada com as análises que faz. Troca-se toda, confunde alhos com bugalhos. Mas, como fala com arrogância e armada em boa, parece que ainda há quem compre o que ela diz.

E eu fico intrigada: não há ninguém na SIC que perceba que esta pessoa presta um péssimo serviço à opinião pública em Portugal? Caraças.

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Quanto ao Montenegro, esse cantor pimba que ocupa S. Bento, recomendo a leitura de Montenegro "apanhado", prosa linear e objectiva de Vital Moreira, bem como a de O padrão PSD, mais um tiro certeiro de Der Terrorist.

quinta-feira, abril 17, 2025

Sobre a mais recente ingerência do Ministério Público numa campanha eleitoral não me apetece cansar a minha beleza.
O que é que move aquela malta: é um ódio rebarbado ao PS ou estão a soldo de alguma força que quer destruir a democracia? Ou é, simplesmente, gente perturbada?
Não sei e gostava que alguém bem informado nos explicasse esta grande pancada.
Entretanto, para não falar nisto, vou antes falar num outro maluco encartado.
Trump quer ficar mais uma carrada de anos mas, cá para mim, os americanos arranjarão maneira de se livrar dele mais dia menos dia

 

Ou os bilionários que lhe pagaram a campanha ou os tribunais que ainda funcionam ou os estudantes em peso ou a malta que deixe de conseguir pagar o básico ou os democratas que, vitaminados pelo jovem Bernie Sanders e pela carismática Alexandria Ocasio-Cortez, acordem para a vida e façam levantar a indignação ou todos juntos conseguirão afastar a besta que está à frente dos Estados Unidos.

Hoje, no ginásio, enquanto estava a fazer a passadeira, ia olhando para a televisão onde passava o estupor a dizer as maiores alarvidades -- e pensava que o mundo é mesmo um lugar deveras perigoso para que aconteça a irracionalidade de milhões de pessoas terem votado numa besta daquele calibre, apesar de tudo o que já se conhecia dele.

Mas, enfim, não consigo acreditar que a situação de caos que Trump criou se consiga manter por muito mais tempo. É que ainda por cima, irracional como um animal burro e desencabrestado, torna a ordem mundial completamente imprevisível. 

Entretanto, toda a gente que goze com ele é bem vinda, seja nos Estados Unidos seja no resto do mundo.

“Billionaires Are Actually Good” - Stephen Colbert feat. Alan Cumming

Stephen Colbert performs a special song for the richest people in the world, in the hopes of getting them out of our lives for good. Special thanks to Alan Cumming for hopping on the track!  

Fees, Fees, Fees, - A Randy Rainbow Song Parod


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Seja como for, recomendo a leitura de:

segunda-feira, abril 14, 2025

Deixem o Luís continuar a ser Mentenegro. Deixem o Luís continuar a gozar com o pagode. Deixem o Luís continuar a rir-se da malta

 

Quando vi referido que o hino da campanha da AD continha a expressão 'Deixem o Luís trabalhar' pensei que não era possível, que o hino devia ser uma piroseira tal que levava o pessoal a distorcer para gozar com o Luís. Mas não. Nestes estúpidos tempos, a realidade é sempre mais parva do que poderíamos supor. O hino contém mesmo aquela expressão. É estúpido de mais para ser verdade. Mas a estupidez, como se sabe, não tem limites.

Como muito bem diz o Der Terrorist, Deixem o Luís gozar com os portugueses


E continuo a tomar a liberdade de transcrever do Der Terrorist:

Luís Montenegro não tem contas escondidas do Tribunal Constitucional, Luís Montenegro, como qualquer português de bem, tem várias contas a roçarem o mínimo legal exigido para serem declaradas.

Não foi a gasolineira de Braga que doou/ financiou o PSD, foram vários familiares do dono da gasolineira.

Deixem o Luís gozar com os portugueses.

terça-feira, dezembro 17, 2024

Do melhor que há

 

José Simões, o autor do fantástico Der Terrorist, é um certeiro atirador. Não falha um alvo. Está sempre atento e, quando atira, é a matar. Não se perde, não precisa de muitas palavras, não faz rodeios nem se prende com delicadezas: não senhor, vai direito ao ponto.

E tem uma graça suplementar: ilustra o 'tiro' com imagens extraordinárias. Uma vez são imagens insólitas, muitas vezes divertidas, outras desgraçadamente tristes.

A mensagem a que hoje me refiro tem a ver com o Marques Mendes

Ontem tentei ver o dito Conselheiro de Estado, putativo candidato a menino de Belém, mas o nível de sonsice era tal que que fugi. Está cada vez mais manhoso, sempre com aquele sorriso de coisa fofa, mas sempre a manipular a conversa a favor do Governo. Diga o que disser, a conversa é sempre encaminhada para parecer que as nódoas do Governo são umas águias e que os críticos são mal intencionados. Julga ele que somos todos uns papalvos. Não somos.

Mas, dizia eu, a imagem que o Der Terrorist escolheu para ilustrar o verdadeiro artista é de gritos. Não sei como é que ele faz para as desencantar mas parece que as palavras que escolhe para as encontrar levam-no a imagens extraordinárias.

quinta-feira, junho 20, 2024

De leitura obrigatória

 

A merecer reflexão. Séria reflexão. 

De facto dá que pensar. Sendo como são, verdadeiras calhandreiras como o Der Terrorist muito bem define, que confiança podemos ter na sua discrição, no sentido de Estado, na reserva, no uso cauteloso, prudente, reservadíssimo, de toda o imenso manancial de informação a que têm acesso?

"Aguardente? Ouvi perfeitamente!"  -- a não perder e à atenção do Ministério da Justiça, do SIS, do Presidente da República. Não falo da PGR pois não vale a pena (ela mesmo o diz, não sabe de nada, não é responsável por nada, não há nada que lhe assista).

terça-feira, maio 21, 2024

A propósito da posição do PCP sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia, é favor ler Der Terrorist

 

Como já aqui o confessei diversas vezes, custa-me muito ouvir as pessoas do PCP a dizerem inanidades quando confrontadas com o que Putin está a fazer à Ucrânia. Não se percebe que são tontos, se são aluados, se são lelés da cuca, se acreditam no pai natal ou se, apenas, sofreram alguma lavagem cerebral ou lobotomia. Ou se julgam que estão a falar com burros. 

Alguma coisa é, pois aquela conversa não é normal. Chega a ser patética. Avança um energúmeno pelas fronteiras de um país, destrói, mata, arruína, e os do PCP a única coisa que dizem é que querem a paz. Como se fossem os desgraçados dos ucranianos que estivessem a provocar a guerra.

E quando os russos avançam, tomam à força a terra que é dos outros, matam e esfolam, vêm os do PCP e falam na guerra da Nato como se fosse a Nato e não a Rússia a provocar a guerra.

E, quando os questionam sobre a sua posição hipócrita ou parva, não apenas dizem coisas ridículas, pueris, como, para se justificarem, invocam coisas que ou não vêm a propósito ou são até contraditórias face ao que estão a dizer.

Foi o papelinho (o papelão!) que João Oliveira hoje fez no debate na SIC. Coisa patética, absurda, coisa que mostra bem porque é que o PCP está a entrar pelo ralo da política portuguesa. Mas quem evidencia a dimensão do absurdo é Der Terrorist. Leiam, por favor, Ninguém leu a puta da acta

quinta-feira, fevereiro 08, 2024

O Montenegro quer baldar-se, os polícias metem baixa e a Joana Amaral Dias comenta --
e eu, perante este malsão panorama, acho mais saudável virar-me para as coisinhas domésticas

 

O meu marido diz sempre que temos coisas a mais cá em casa. E, no entanto, a casa está longe de paracer 'atafulhada'. Há muito espaço livre. 

Mas não consigo arranjar espaço para cá ter mais nada sem que pareça despropositado. 

A minha filha diz que, por exemplo, devíamos mesmo arranjar maneira de aproveitar a grande escrivaninha que está na sala maior da casa dos meus pais. É um móvel grande, largo e alto. Tem grandes gavetas e depois tem um alçado considerável que se fecha com a porta que, aberta, assenta em dois suportes, tornando-se zona de trabalho. Sempre me lembro daquele grande móvel e os meus filhos também. Para eles, era uma arca do tesouro. Há lá de tudo. Os meus netos também tinham o hábito de, mal lá chegados, quererem que o 'tampo' fosse aberto para descobrirem canetas, lápis, carimbos, molas, plasticinas, moldes, clips, papéis, autocolantes. Nem sei o que para ali há. 

Mas nem a minha filha tem onde colocar móvel com aquele arcaboiço nem o meu filho nem eu. E não vou pô-la na garagem. Seria um fim pouco digno para um móvel tão icónico.

Eu, que gosto tanto de decoração, sinto-me completamente limitada pois não apenas o meu marido, por ele, teria a casa quase vazia como eu própria me sinto mal em casas com coisas a monte.

Uma das noites em que quase não dormi, incomodadíssima, foi quando fomos visitar um familiar cuja casa pós-divórcio ainda não conhecíamos. Aquilo transtornou-me de uma maneira difícil de descrever. Uma grande moradia numa quinta. Mora ele e a actual mulher. Só os dois e os cães. A casa é enorme, tenho ideia que térrea mas, sinceramente, não tenho a certeza que não tenha um piso superior. Sei é que tem uma cave com a mesma área que o piso térreo. E tudo cheio que nem um ovo. Sempre lhe tínhamos conhecido gosto por algumas coisas. Por exemplo, relógios. Pois tem salas pejadas de relógios, relógios de toda a espécie e feitio, em prateleiras, de chão, vitrinas com relógios mais pequenos e delicados, até as paredes todas cobertas com relógios de parede incluindo um de uma estação de comboios. Depois tem miniaturas de comboios, linhas de comboio montadas, carruagens, máquinas, cidades e montanhas para servirem de cenário aos comboios. Salas pejadas de comboios. E por onde passávamos havia muito de tudo. Mesmo a casa, no piso térreo, tinha móveis, sofás, cadeiras, cadeirões, mesas, cadeiras, aparadores, escrivaninhas, estantes, tapetes, quadros, relógios, tudo, tudo em excesso. Uma pessoa sente-se esmagada. E, no entanto, ele estava orgulhoso. 

Eu andava por entre aquela avalancha e só pensava que uma casa assim é impossível de limpar. É que nem consigo imaginar como se mantém uma casa tão grande, tão, tão, tão cheia de tudo. 

Por aqui, por estas bandas, as pessoas de vez em quando devem redecorar as casas, desfazendo-se do que têm. Nas noites em que o carro da Câmara passa a recolher monos, por vezes, quando ando a caminhar, vejo coisas que me deixam cheia de vontade de as levar, eu, para casa. No outro dia vi um cadeirão largo e baixo, em veludo, num tom de azul alfazema escuro, em perfeito estado. Tinha uma forma elegante, pouco usual, o género de peça que pode ser o focal point a nível decorativo de uma divisão. Nem ousei dizer que gostava de ficar com ele senão o meu marido rifava-me. Mas, também, não teria onde pô-lo. No entanto, que pena uma coisa assim estar no passeio, desprezado. Numa outra vez vi uma estante alta, de boa qualidade, bonita. Quem é que se desfaz de uma estante assim? Com a falta que as estantes sempre fazem... E houve uma vez que nem queríamos acreditar. O passeio cheio de mobílias boas, móveis de excelente design e madeiras, sofás em perfeito estado, muitos. Nem percebíamos se teriam posto ali para serem transportados para outra casa. Depois compreendemos que não, pois, no dia seguinte, ainda lá estavam. Eram 'monos'. Provavelmente alguém quis vender a casa sem móveis e não se deu ao trabalho de lhes arranjar melhor destino. 

E, no verão, num pinhal aqui perto, apareceu um conjunto completo de sofás de veludo, sofá de três lugares, sofá de dois e dois individuais. Impecáveis. Até parecia que alguém, como elemento provocador, mais do que decorativo, tinha resolvido ver o que as pessoas faziam ao darem com uma espécie de sala a meio do pinhal. Ali estiveram talvez uma semana. Depois desapareceram.

E, se estou com isto, é porque ando cansada demais e sem grande pachorra para falar do Montotónegro que agora teve a peregrina ideia de se fazer representar pelo Baldasmelo* nos debates com aqueles que, pelos vistos, eles acham que é malta da equipa B.

Muito menos tenho pachorra para a tropa fandanga das polícias e afins que, entre baixas a pontapé e ameaças de toda a espécie e feitio, resolveram fazer o papelão que, antes, os professores -- a toque de caixa do baderneiro do Stop e do social-baderneiro Nogueira -- faziam. Com a diferença que, enquanto os professores se limitavam a prejudicar os alunos e as famílias e a fazer cartazes em que o Primeiro-Ministro aparecia com cara de porco e lápis espetados nos olhos, as chamadas Forças da Ordem têm a particularidade de andar armadas e de chegarem ao ponto de ameaçar com a não realização das próximas eleições. Gente fina.

Muito menos tenho inspiração para comentar o surrealismo que vi de passagem, estando a Joana Barbie-Kitada Dias a comentar os debates ou lá o que é que ela estava a comentar. Há coisas do além que a gente ainda consegue aguentar. Mas esta não.

Portanto, desculpem-me mas só me apetece dizer o mesmo que a mãe de um amigo meu, prima de umas conhecidas manas benzocas de sangue azul e já aqui algumas vezes referidas: 'Não tenho idade nem condição social para aturar isto'.

Portanto, penso que conseguirão compreender e desculpar-me: aos costumes digo nada e viro-me mas é para a arquitectura, para a decoração e coisas afins.

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Simplicity and Sophistication: TJ Residence by Lucas Takaoka 
| ARCHITECTURE HUNTER

TJ Residence, situated in Barueri, Brazil, was designed by architect Lucas Takaoka, especially for his parents. Takaoka's thoughtful choices and intricate details weave a narrative of responsibility and personal expression into the very fabric of the house, serving as a testament to the architect's profound connection to home. Dive into The Panorama of Residence TJ!


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Um dia bom
Saúde. Paciência. Paz

quinta-feira, agosto 04, 2022

Os mais qualquer coisa de entre os bloggers que sigo (Parte 3): dois guerrilheiros

 

Resisto a alguns temas da actualidade e volto a trazer aqui os bloggers que considero que são mais (qualquer coisa) de entre todos os que sigo.


Já aqui tive o mais jovem, a mais criativa e o mais romântico e, a seguir, o mais cirúrgico e o mais inesperado. Hoje vou ter dois bloggers que vejo como uma dupla de guerrilheiros, tropa de elite, forças especiais.

O primeiro da tropa de elite. Qual escrupuloso relojoeiro, colecciona ferramentas, peças, mecanismos, encaixa-os uns nos outros, faz movê-los. As linhas do tempo podem sempre ser reconstituídas a partir dos seus registos. Meticuloso, implacável. Cuidado com ele. O âmbito é diverso mas há vectores que são dominantes: a baixa política, a escumalha que se acoita na igreja católica, a pimbalhada em qualquer ramo do showbiz (incluindo nos partidos), a street art. E, claro, a música. Mas aí, na música, não é vector, é cátedra. Minha nossa. Que infinito repertório. De resto, em geral, quando dispara é para acertar. Não desperdiça muitas munições. Aponta e lá vai disto. E a graça é que, frequentemente, a bala vem sob a forma de uma caça ao tesouro, há que ir destapando as pedrinhas para ver as pistas que debaixo lá se escondem. E vêm envoltas em ironia. E o melhor da história é a forma como escreve. Caraças. Como eu aprecio uma boa escrita. E não sabia mas sei agora: quem sai aos seus...

João Lisboa de Provas de Contacto

Alguns exemplos:

Kismet

(sequência daqui) Dificilmente poderia ter escolhido melhores “maîtres a penser”. Embora com largos hiatos (consequência da periclitante sobriedade) e praticamente nenhum sucesso comercial, não é, de facto, fácil encontrar um “songbook” simultaneamente tão enraizado no terreno de origem e tão aberto a impulsos exteriores – Byrds, Bacharach, Velvets –, costurados de tal forma que o que acaba por sobressair é a identidade de Michael Head. Após o tal álbum da sobriedade (Adiós Señor Pussycat, 2017), Dear Scott – inspirado na história de F. Scott Fitzgerald que, na bancarrota e sonhando com uma carreira de argumentista em Hollywood, é colocado pelo seu agente no Garden Of Allah Hotel, um antro de perdição de Sunset Boulevard – é mais uma colecção de canções minuciosamente lapidadas e orquestradas. Como ele canta em "Grace and Eddie", “If anybody asks you what you’re playing now, just say ragtime, country blues and original songs”.

Aqui

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Com mais um pedidozinho de perdão, a coisa resolve-se e não se fala mais nisso (já que engaiolar toda a seita de malfeitores parece estar fora de questão) 

Edit (14:11) - ... e também já há o guito para o evento que trará a Lisboa grupos de criminosos

Aqui

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Na generosíssima tradição de Luís IX perante o fake do Além, saúde-se a milagrosa recuperação da Santíssima Hemoglobina (o Divino Prepucinho virá a seguir, tenhamos fé!)

Aqui

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O outro guerrilheiro. Tropa de elite. Forças especiais. Aponta e nunca falha: o tiro é sempre bem no meio da testa. Os títulos são sempre bem apanhados e são, em si, mortíferos. As imagens que escolhe para ilustrar o disparo são fantásticas, igualmente letais, e tornam o blog um interessante objecto estético. Tal como o primeiro, também este é um infalível sniper. Sempre à espreita, parece que fareja todos os biltres e todos os artolas que põem pé em falso. Em todos os que gostam de se engalanar, é dos primeiros a dizer que o rei vai nu. E, rápido no gatilho como é, mal a coisa se dá, já ele está pronto para soltar os cães e disparar a matar. Acresce que, como setubalense de gema, menino do rio, conhece a rua e a malandrice da malta de Trroine, a dureza e a sageza da malta que enfrenta, de peito feito, todas as adversidades que aparecer pela frente.

José Simões de Der Terrorist

Alguns exemplos:

A child points a water pistol at a statue of Russian President Vladimir Putin riding a tank created by French artist James Colomina in Central Park in Manhattan. Reuters/ Andrew Kelly

in I Shot the Sheriff

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Qualquer que seja o ângulo, da "liberdade económica" à liberdade de expressão passando pelo regular funcionamento das instituições, entre o accionista e o contribuinte optam pela defesa do primeiro. Se dúvidas houvesse. Pelo caminho dão mais um passo na legitimação do fascismo. Comparar António Costa a Viktor Órban, o racista e homofóbico homem de mão de Putin na União Europeia. Make Portugal Great Again.

de Make Portugal Great Again

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O Holodomor não existiu, só na cabeça dos ucranianos, mas "o capitalismo mata deliberadamente".

em Inhumans of Late Communism

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Tinha escrito no título 'dois guerrilheiros e uma guerreira'. Mas o post já vai longo, os guerrilheiros são espaçosos, e a guerreira também requer espaço. E, sobretudo, requer cuidado. Não é a esta hora que vou ter tempo para escolher os textos ou para alinhar devidamente as palavras que vou usar para falar dela. Por isso fica assim, com os dois guerrilheiros, que fica bem. E é melhor que a gente não lhes dê o pretexto de que ambos precisam para passarem à acção. Make my day - pensam eles antes de reduzirem a pó os palermas, em especial os encartados.

Ou seja, a guerreira virá amanhã. Ficará mais à larga.

E, assim sendo, por hoje, por aqui me fico.

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Desejo-vos uma boa quinta-feira

Saúde. Boa sorte. Boa disposição. Saúde