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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Deus


Descobri o blog "Um Sábado Qualquer..." por intermédio do blog do OCP, na sua rubrica "Blogs ao acaso".
Fiquei fã!
Carlos Ruas pegou em meia dúzia de personagens bíblicas, e com muita imaginação brinca com elas acerca de temas que todos conhecemos da mitologia cristã, ou então colocando estas personagens interagindo com personalidades ou situações mais actuais.


São excelentes estas tiras cómicas que vão circulando pela internet, isto para o meu gosto pessoal, claro!
A quem não conhece aconselho uma visitinha!
Divirtam-se.
:)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Voz dos Deuses


De vez em quando gosto de passar por uns títulos mais antigos, e desta a vez escolhi uma obra portuguesa: A Voz dos Deuses.
É a adaptação para a Banda Desenhada, da obra com o mesmo nome, de João Aguiar feita João Amaral e Rui Carlos Cunha. Não li a obra que deu origem a este livro, portanto não irei opinar sobre qualidade da adaptação, apenas e só sobre o que foi feito por João Amaral.
João Amaral já leva uns quantos livros feitos, posso referir “O Fim da Linha”, “História de Manteigas”, “Missão Quase Impossível”, “Bernardo Santareno-Fragmentos de uma Vida Breve” e “História de Fornos de Algodres”. Devo dizer que também desconheço estes a que me referi atrás pois, e como é normal na BD portuguesa, nunca os vi à venda nas livrarias que costumo frequentar. João Amaral também trabalhou como ilustrador em “O Menino Jesus Fez-se Homem” e a “A Espada Desaparecida” (de Fernando Bento Gomes). Poderão ver trabalhos mais recentes deste desenhador no seu blog, JOÃO AMARAL , onde ele expõe trabalhos com alguma regularidade.
Relativamente a “A Voz dos Deuses”, decidi fazer referência a este livro no meu blog pelas mesmas razões que o faço para outros livros mais antigos: inexistência de informação na internet! A única menção digna deste nome que descobri era de António Couto Viana para a “Leitur@ Gulbenkian” e desculpe-me o senhor António Couto Viana, mas não concordo com a abordagem feita por ele. Concordarei nalguns aspectos, noutros nem por isso… a BD não tem que ter “desenhos bonitinhos” estilo “linha clara” como ele de certeza gostaria. Se assim fosse grandes obras da BD mundial nunca veriam a luz do dia!
O traço é “sujo” e por vezes rude e eu até acho que numa estória sobre Viriato fica bem melhor que qualquer outro, os Lusitanos eram assim! Sujos e rudes!
O desenho peca sim bastantes vezes por algumas falhas ao nível anatómico, deixando um ar quase “ingénuo”. E isso acontece bastantes vezes. Desconheço qual a técnica usada para colorir mas foi com certeza à “maneira clássica”, o que para mim tem bastante valor. Por vezes parece-me lápis de cor, outras de cera ou pastel. No fundo e sem ser brilhante (e se fechar-mos os olhos aos erros anatómicos) é uma obra que se lê muito bem. Peca também por ter bastantes vinhetas muito estáticas e quando tenta “dar” movimento, a técnica usada não foi a melhor. Mas por outro lado, existem pranchas muito bem conseguidas!
Conta-se um pouco da história de Viriato mostrando os seus problemas internos (com o resto das tribos Lusitanas) e a sua luta contra o Império Romano. Isto não é contado na 1ª pessoa, mas sim pelos olhos de um seu companheiro de armas: Tôngio. Este tinha sido adoptado por uma família Romana, mas quando esta cai em desgraça, e após várias peripécias, junta-se a um grupo de rebeldes Lusitanos. Devido à sua bravura e conhecimento da língua e costumes romanos, acaba por dar entrada no grupo de Viriato. São muitos os episódios conhecidos por todos, mas também são contados alguns pormenores que o português por norma não conhece. É uma mais-valia. O trabalho de fotografar as áreas onde se passa muita da acção para o trabalho de BD ser o mais fiel possível também é de louvar!
Como disse atrás, é um livro que se lê bem, sem ser brilhante.
Boas leituras

Hardcover
Criado por: João Amaral, Rui Carlos Cunha, Nuno Galvão e Manuela Jorge
Editado em 1994 pela ASA
Nota : 7 em 10

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