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domingo, 1 de março de 2026

Absolute Superman Vol.1: Last Dust of Krypton

 


Entramos agora no Universo Absolute da DC, e nada melhor para começar que pegar pelo herói mais poderoso de todos: Superman

Como sabemos depois do evento DC All In este universo, anteriormente conhecido por Elseworld, era um Universo jovem ainda em desenvolvimento, e no qual a energia de Darkseid modelou toda a realidade.

Este livro apresenta-nos logo de início a versão de um Absolute Krypton onde reinavam Cidade-Estado, como Kandor, sendo estas grandes centros de ciência avançada, mas onde vigoravam leis muito antigas e rígidas.

Esta sociedade Kryptoniana estava dividida por castas, sendo a casta cientista a dominante com os seus clérigos a comandarem o planeta. Sim, parece algo estranho associar “clérigos” a cientistas, mas na realidade nem por isso, se virmos esta situação pelo prisma dogmático que rege as religiões, aqui ser cientista era fazer parte basicamente de um culto dogmático sem a flexibilidade de colocar em causa verdades pré-estabelecidas, exactamente como uma religião, assim o nome de “clérigos” aos cientistas reinantes das grandes cidades assenta como uma luva (leia-se acima “leis antigas”).

É neste ambiente que são apresentados os pais do nosso herói, assim como funcionavam as castas sociais. Os “El” eram trabalhadores da classe mais baixa de Krypton. Os pais de Kal, Lara e Jor, são dois kryptonianos muito inteligentes e só não fazem parte da classe científica reinante por colocarem em causa dogmas vigentes: Lara era atraída pelo Cosmos e queria ser exploradora interestelar e Jor condenou a imprudência ambiental que estava a destruir o planeta a partir do seu interior. Dois dogmas colocados em causa à elite dos Cientistas que lhes valeram ser incluídos na classe trabalhadora mais baixa.

De seguida viajamos para o momento presente e estamos dentro de um complexo mineiro de diamantes. É o momento do véu se abrir um bocadinho sobre este mundo completamente subjugado pela aura negativa de Darkseid. Somos apresentados à Lazarus Corp, uma empresa dominadora ao nível mundial, exploradora com métodos extra violentos de controle sobre as populações trabalhadoras mais pobres, e a sua espada são os Peacemakers, sabem, aqueles tipo John Cena 🤭.

E então temos mais alguns saltos de narrativa entre Krypton e a Terra.
Assim como grandes diferenças do cânone mais conhecido do Superman, temos a idade de quando sai de Krypton, no universo Absolute ele não é um bebé, mas sim um jovem pré-adolescente, os pais não exercem nenhum alto cargo em Krypton antes pelo contrário, Lois Lane é uma agente da Lazarus (e não gosta de escrever) interessada no Superman, a capa é a nave dele (Sol) em forma integrada e de múltiplas funções, a personalidade deste jovem Kal-El é bastante diferente, e o vilão…  bem, o vilão adivinhem vocês quem é 😁

Jason Aaron escreveu este Superman, e escreveu bem. Já o conhecia de outros trabalhos, e alguns  deles gostei muito: Thor, Southern Bastards, Os Malditos e Wolverine - Arma X
A narrativa é muito fluida, as modificações ao Super-homem que conhecemos estão bem feitas e originais. Nada a dizer, e apenas a esperar pelo próximo: Absolute Superman Vol. 2: Son of the Demon

Os artistas foram Rafa Sandoval e Carmine di Giandomenico, dois ilustres desconhecidos para mim, mas que fizeram um bom trabalho, a construção deste novo Kal-El está muito boa e original, e achei algumas páginas de Krypton muito interessantes mesmo. As partes de acção estão dinâmicas e com algumas imagens bem agarradas pela “capa” vermelha. Gostei.

Enfim, é um Superman fora da caixa com um toque sci-fi, que era o que se pedia para este novo universo.
Para já está a agarrar-me e entusiasmar-me que era uma coisa que já não acontecia há muitos anos com comics.


Próximo “Absolute post”: Absolute Batman Vol.1: Zoo

 

Boas leituras

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Southern Bastards Vol.4: Tê-los no Sítio



Este redneck thriller, a que o autor chama de southern fried crime comic, continua!
Provavelmente alguns pormenores me escapam nesta novela crua e dura, passada numa pequena vila do interior sulista dos EUA. Os autores são do sul, e abordam-no em todas as suas especificidades que só os verdadeiros conhecedores da região são capazes de captar.

Mas com o rolar dos livros conseguimos entrar perfeitamente no espírito e apercebemos-nos da complexidade e profundidade desta região raramente vista no mundo dos comics.
E isto é-nos mostrado por uma máfia sulista escondida através do futebol praticado na escola, com um treinador que não é mais que um Kingpin do crime.

E sinceramente depois de quatro livros de uma história poderosa de Jason Aaron, pode-se dizer que o traço e as cores de Jason Latour dão uma personalidade enorme a estes livros. A força e paixão com que Latour impregna Southern Bastards só pode ser mesmo de alguém que vive com força o Sul dos EUA. É uma mais-valia enorme para toda a história.

Como disse quando dei a minha opinião sobre o 1º Volume, Southern Bastards Vol.1 - Aqui Jaz um Homem, as cores base do livro dão-nos conforto na leitura pois estão muito coerentes sobretudo nos planos exteriores, laranjas, castanhos alaranjados, cor de tijolo, magentas, e bastantes mudanças para o quadrante dos vermelhos para frisar a violência. Isto faz com que o leitor se identifique bastante com o clima que impera, tanto paisagístico, como em cenas de acção.

Depois do primeiro volume, podem ler a minha opinião se clicarem no link em cima, que nos dá a imagem brutal do espaço e dos actores deste filme, de um segundo volume que nos mostra a backstory do brutal Coach Boss, e de um terceiro volume que serviu para aprofundar várias personagens numa antologia de vários capítulos, este volume 4 traz-nos a chegada há muito aguardada da filha de Earl Tubb, Roberta Tubb, uma carta fora do baralho em Craw County a entrar em grande e de metralhadora em punho!

E Euless Coach Boss, está em mais lençóis... desde que a sua equipa foi derrotada que nada passa a ser a mesma coisa, desde rivais a fanáticos religiosos, passando por alguém que procura avidamente vingança. Craw County nunca mais será a mesma!


O Leituras de BD recomenda vivamente esta série da G.Floy!

Aqui em baixo têm o press release da G.Floy relativo a este livro:

SOUTHERN BASTARDS Volume QUATRO: TÊ-LOS NO SÍTIO
Argumento de JASON AARON e arte de JASON LATOUR e CHRIS BRUNNER

O final do grande arco de história inicial de SOUTHERN BASTARDS, com o regresso ao Condado de Crawford de Roberta Tubb, a filha de Earl Tubb, e o seu primeiro grande confronto com o Coach Boss!


A aclamada série “frita à moda do Sul” regressa para mais uma grande noite de desporto! O Coach Boss só consegue mandar no Condado de Craw com mão de ferro por uma razão apenas: ganha jogos de futebol. Mas depois da maior e mais terrível das derrotas da sua carreira, Euless Boss tem de se tornar num criminoso ainda mais empedernido se quer poder sobreviver ao ataque dos seus inimigos.

Inimigos como Roberta Tubb, que chegou à cidade de Kalashnikov em punho à procura de respostas à séria sobre a morte do seu pai.


Tudo se encaminha para um primeiro desfecho, uma primeira resolução dos conflitos que assolam esta pequena cidade americana, um momento final em que todos os lados desta batalha se vão finalmente definir. E no meio de toda a confusão é que se vai ver quem é que os tem mesmo no sítio!


Southern Bastards é a aclamada criação de Jason AARON e do desenhador Jason LATOUR (acompanhados neste volume por Chris BRUNNER), uma saga que nos mergulha no Sul dos Estados Unidos, na sua cultura violenta e dividida, um thriller de que ninguém sairá incólume.

“Com a extraodinária caracterização das suas personagens, e a sua arte rude e directa, Southern Bastards é uma série absolutamente obrigatória, e este volume é bem capaz de ser o melhor até agora."
NEWSaRAMA

Prémio EISNER para Melhor SÉRIE EM CONTINUAÇÃO (2016)
Prémio HARVEY para Melhor NOVA SÉRIE (2015)
Prémio EISNER para MELHOR ESCRITOR: Jason AARON (2016)
Prémio REUBEN para COMIC ART da national Cartoonists Society Jason LATOUR (2017)

Reúne os números #15-20 de Southern Bastards

Southern Bastards volume 4: Tê-los no Sítio
Argumento de Jason Aaron e arte de Jason Latour
(arte de Chris Brunner e argumento de Jason Latour no #18)


168 páginas, cor, capa dura.
ISBN 978-84-16510-88-7
PVP: 16€



Boas leituras

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Wolverine - Arma X Vol.1: Os Homens de Adamantium




Início de uma série de três livros auto-conclusivos, editados em Portugal pela G.Floy em Novembro do ano passado.
Falando um pouco livro como objecto, é uma excelente edição, a G.floy apostou num excelente formato para os seus livros, ou seja, um grande formato em capa dura (o deluxe norte-americano).
Mim gosta :D

Este livro Arma X: Os Homens de Adamantium, é um revisitar de Jason Aaron às raízes do Wolverine. Não é nova esta aproximação à personagem, mas consegue ser interessante, com uma boa história livre das amarras da cronologia da série Wolverine "oficial" ligada ao universo Marvel.

Aaron aproveitou para apresentar uma história bem violenta, a fazer ao jus ao temperamental baixinho, com muita acção, muitos banhos de sangue e alguns globos oculares pendurados.
Os diálogos estão muito bons, assim como todo o storytelling que embora rápido pausa quando deve haver pausa não deixando o leitor "ofegante". Uma história para apreciadores do old school Wolverine, um pouco sanguinolenta mas com aquele charme especial...
Um excelente trabalho de Jason Aaron na minha opinião.


Quanto à arte, os lápis são de Ron Garney e as cores de Jason Keith.
Eu não sou um grande apreciador de Garney, mas confesso que ele neste livro tem alguns momentos bastante bons. No geral uma arte sólida e bem entrelaçada com as cores de Jason Keith.

A história vai levar Wolverine a entrar em choque violento com uma organização de segurança privada, a Blackguard, que teve acesso aos ficheiros originais da Arma X, e está a fabricar super-soldados com o auxílio desses mesmos ficheiros, misturando-os com tecnologia actual.

Um redefinir de Logan às suas raízes, depois de tantas transformações que a Marvel obrigou o baixinho a fazer para "caber" dentro das histórias da cronologia mainstream e agradar à maioria dos leitores, alargando a idade do público alvo para alavancar vendas.
Este é o Wolverine para apreciadores :)


Capa variante de Marko Djurdjevic


Espero pelo volume dois.

Boas leituras




terça-feira, 29 de maio de 2018

Os Malditos Livro 1: Antes do Dilúvio



E Deus viu que a maldade do Homem era grande na Terra,
e todos os pensamentos do seu coração estavam continuadamente voltados para o mal,
E Deus arrependeu-se de ter criado o Homem na Terra, 
e teve o coração ferido de íntima dor

Génesis 6 : 5 - 6

Que porra bruta de livro a G.Floy nos trouxe este ano!
Uma "Bíblia" completamente selvagem que se passa 1600 anos depois da expulsão de Adão e Eva do Éden, numa Terra suja e seca preparada para um grande Dilúvio.

E assim começa uma história escrita por Jason Aaron, desenhado por Guéra e colorida por Giulia Brusco, completamente negra ambientada no Antigo Testamento. Aaron fugiu ao cliché de Sodoma e Gomorra bíblicos e "limpinhos" mostrando-nos uma Terra estéril, feia e fétida, onde a violência e a brutalidade imperam.

Mas o pior em tudo isto são os Humanos.
Desgrenhados, feios por dentro e por fora, enfim, o esgoto de todas as facetas negativas que um homem pode ter, ampliadas a uma elevada potência. Não é um livro bom para quem acredita no Velho Testamento...

Temos um Caim, o inventor do homicídio, amaldiçoado por Deus e impedido de morrer às mãos Humanas. Vagueia por esta terra em busca da mortalidade impossível... e temos um horrível Noé... esclavagista, torturador, louco, aprisionando em jaulas os animais que vê e rebentando pelo caminho qualquer árvore que encontre para a construção do seu barco. Crê ter sido iluminado por Deus... para mim a personagem mais abominável do livro.

No meio disto tudo cresce uma pequena centelha de Humanidade, mas para o resto comprem o livro que vale muito a pena.

O trabalho de Aaron é muito bom, narrativa muito fluída, tudo muito bem sequenciado, conseguindo uma história coerente no meio de tanta loucura de ideias, e de braço dado com uma boa dose de niilismo.

Por vezes existem pequenos pormenores que à sua maneira são mais ou menos importantes para o leitor, dependendo sempre da sensibilidade deste em relação ao assunto que está à sua frente. Gostei bastante da comparação não muito aparente entre o rapaz-osso e Lodo, filho de Aga. Um tem e larga, o outro não tem e quer. Nenhum deles atinge o fim que pretendia.


Quanto a Guéra, a sua arte apocalíptica adequa-se perfeitamente à narrativa de Aaron, Consegue detalhes infernais e grotescos com a mesma facilidade com que imprime acção e movimento à narrativa. Muita paixão e energia deste desenhador Sérvio nas páginas deste livro, gostei muito!

O Leituras de BD aconselha vivamente este livro (a pessoas que não se ofendam facilmente)!
Ansioso pelo próximo :)




Boas leituras





sexta-feira, 19 de julho de 2013

Thor - God of Thunder Vol. 1: The God Butcher



Temos Deus do Trovão!
Comprei um livro da Marvel, após alguns conselhos de amigos, em quem eu confio para estas coisas.
Desde o Thor do Michael Straczynski que não me sentia empolgado a ler um livro do Deus do Trovão!


Os dois autores deste início de série são Jason Aaron (argumento) e Esad Ribic (desenho). Aaron andou perdido no Hulk nos últimos tempos, e sem grande chama diga-se, e em boa hora tomou conta deste título! Por esta apresentação está a fazer bem melhor que no Hulk!

Esad Ribic é um dos meus actuais desenhadores preferidos, sobretudo desde que li o excelente e emotivo Silver Surfer: Requiem. Continua igual a si mesmo, conseguindo painéis magníficos e de grande imponência dentro do seu estilo bem marcado e particular. A arte mostra-se bem dinâmica e com um bom storytelling, sendo bem detalhada quando é importante, e mais simples quando é necessário devido a momentos de acção mais rápidos.
Normalmente nos comics norte-americanos em séries ongoing, os cenários tendem a ser desprezados devido ao pouco tempo que os desenhadores têm para fazer as suas páginas. Ribic tem alguns bons cenários de fundo embora, e infelizmente, não seja sempre...

Quanto à história propriamente dita, e como o nome indica, Thor tem de se haver com um assassino de Deuses.
O que eu acho espetctacular neste livro é que voltamos às histórias com base no mundo místico dos Deuses. Neste caso, não só de Asgard, como de todo o Universo! Tenho de fazer aqui um paralelo com a Wonder Woman dos "Novos 52", em que a receita foi esta mesmo.
A mitologia envolvido é muito boa e bem trabalhada por Aaron, e neste caso iniciamos o livro no tempo dos Vikings, com saltos para o presente, futuro, e volta a trás quando é necessário. Um bom exercício de Aaron, sempre dinâmico, não deixando o leitor adormecer. Pecou apenas por vezes por um storyboard um pouco confuso pontualmente.
Thor é-nos apresentado com três perfis bem diferentes, consoante é passado (arrogante e sanguinário), presente (mais equilibrado) e futuro (um lutador desesperado à espera da morte).


Gostei bastante deste início de série, vamos a ver se a "Casa dos Idiotas" não estraga isto com intrusões do universo Marvel, sim porque eu vi o Iron Man em meia dúzia de páginas sem necessidade nenhuma... parece que para o "Queijadas", o tipo de lata tem de aparecer em todo o lado (tipo Wolverine...).
Espero que não aconteça o que eu temo sempre neste tipo de editora, que para sacar mais uns dólares metem à pressão crossovers em tudo o que é série de sucesso.


Uma palavra para a cor. Adorei a paleta de cores de Dean White e Ive Svorcina!
Outra palavra para o livro em si. Até que enfim que eliminaram a dust cover nos HCs... muito melhor assim! O livro tem uma apresentação excelente e uma boa ligação entre lombada, espinha e páginas.

Vamos a ver como o Thor "descalça a bota" daquele final... com um God Butcher all mighty!

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Jason Aaron e Esad Ribic
Editado em 2013 pela Marvel
Nota: 9 em 10

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