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terça-feira, 2 de junho de 2015

Vertigo: Pré-Vertigo Parte 5
A história que antecede o selo: 1990

A entrada dos anos 90 cristalizou de vez a linha adulta da DC, com o lançamento de mais uma revista que faria parte da lançamento da Vertigo, além de que o título mais antigo de revistas adultas, Swamp Thing, chegou ao número 100 no mês de Outubro.

O novo título surgiu em Julho, chamado Shade, the Changing Man. A personagem titular tinha sido criado por Steve Ditko em 1977, fazendo parte de uma das tentativas da DC de expandir a linha com novas propriedades intelectuais. O alienígena Rac Shade (e o seu colete que lhe dava superpoderes) foi utilizado no ambiente pós-Crise no Esquadrão Suicida, mas essa história foi imediatamente esquecida quando Peter Milligan e Chris Bachalo lançaram uma nova série, em que Shade continuava a ser um alienígena, mas o seu colete protegia-o de uma onde de loucura que ameaçava consumir o planeta. A história durou 70 números, em que foram explorados temas como psicanálise, identidade pessoal, trans-sexualidade e trauma. Pelo caminho, Shade morreu várias vezes e foi ressuscitado noutros corpos.

Embora continuasse ocupado com Sandman, Neil Gaiman aproveitou para criar uma nova mini-série para a DC, chamada Books of Magic, chegando às bancas em Dezembro, com quatro edições em arte pintada, cada uma com um artista diferente. Na série, uma criança de nome Tim Hunter é identificada como o mago da nova era e um grupo de aventureiros com poderes mágicos, o Vingador Fantasma (no capítulo ilustrado por John Bolton), John Constantine (pintado por Scott Hampton), o Doutor Oculto (com Charles Vess na arte) e Mister E (com um expressivo Paul Johnson), decide mostrar ao futuro feiticeiro o passado, o presente e o futuro do Universo DC, bem como um mundo mágico paralelo ao universo real. Esta foi uma excelente viagem de transformação de um jovem sob a forma de um conto de fadas. A série tem participações especiais ou curtas de vários personagens, incluindo o Espectro, Deadman, Zatanna, Arion, Mordru e a personificação da Morte de Sandman, além de introduzir Titania, a rainha das fadas. A história foi encadernada em 1993, já na Vertigo, antes do crossover “The Children's Crusade” e da subsequente série mensal de Tim Hunter, também chamada Books of Magic, mas com John Ney Rieber no lugar de Gaiman.

Num espectro completamente diferente, outra mini-série de quatro números, Breathtaker, chegou às bancas em Setembro. Criada por Mark Wheatley e Marc Hempel, contava a história de Chase Darrow, uma mulher vítima de experiências científicas governamentais que a deixavam viciada em encontrar o verdadeiro amor. No entanto, cada vez que um homem se apaixonava por ela, ele envelhecia prematuramente e morria. A história era simples, traduzindo para uma temática de ficção científica a lenda do súcubo, um demónio sob forma de mulher, que consome a energia vital dos seus parceiros sob a forma de actividade sexual. Breathtaker foi reimpresso pela Vertigo em 1994.

Uma grande variedade de mini-séries foi lançada em 1990, começando em Março com Tempus Fugitive, com quatro números da autoria do detalhado mas pouco prolífico Ken Steacy. A série, que teve atrasos de publicação entre cada número, conta a história de Ray 27, que viaja no tempo para o passado de modo a acabar com o futuro perfeito onde vive. The Nazz chegou ao mercado em Novembro, por Tom Veitch e Bryan Talbot. As quatro edições em formato prestígio contaram a história de um homem, Michael Nazareth, em busca da perfeição, que na sua mente se manifesta em superpoderes. Mas Nazareth não pode ser controlado, levando à sua transformação num deus, pressionado pela paranóia do governo americano. Em Dezembro foi a vez de World without End, com seis números escritos por Jamie Delano e pintados por John Higgins. Uma história de ficção científica, é uma guerra dos sexos entre formas conceptuais masculinas e femininas, com o destino da humanidade como pano de fundo. Nenhuma das três foi reimpressa.

Duas adaptações de outros meios foram publicadas em 1990. Em Janeiro foi lançada a mini-série Ring of the Nibelung, adaptando para a BD a ópera de Richard Wagner, o que aliás é um tema constante em várias editoras. Neste caso, o saudosista profissional Roy Thomas (que já tinha visitado este tema em histórias do Thor) uniu-se a Gil Kane e Jim Woodring para produzir uma história num esquema mais clássico, com quatro números em formato prestige. A história foi reimpressa em 1991, apenas. Em Maio chegou ao mercado a mini-série em quatro números adaptando o filme The Adventures of Ford Fairlane, uma ópera rock com comédia nonsense. Gerard Jones, Russell Braun e José Delbo foram responsáveis pela adaptação, que não era exactamente material Vertigo, ainda que tivesse na capa o aviso para leitores adultos.

Uma excelente graphic novel, entretanto reimpressa várias vezes, acabou por nunca fazer parte da Vertigo, apesar de não necessitar de fazer parte da linha regular da DC. Lançado em Novembro, Enemy Ace: War Idyll, é um belíssimo trabalho de George Pratt, com arte pintada, que vê um idoso Hans von Hammer, exímio e lendário aviador alemão durante a Primeira Grande Guerra, contar as suas memórias a um jornalista. Outro material que estava próximo da linha Vertigo, mas demasiado colado à cronologia normal foi o terceiro volume de Etrigan, com uma nova série mensal de The Demon a chegar em Julho, escrita no início por Alan Grant, num ambiente urbano e com uma boa quantidade de humor. Finalmente, outra revista para adultos foi a mini-série de cinco números The Butcher, de Alan Grant e Shea Anton Pensa, um nativo americano em guerra com uma corporação.









Conheça ou recorde as partes anteriores em:





domingo, 17 de maio de 2015

Ilustração: Parliament of Trees por Stan Woch



Este belíssimo painel pertence ao arco Parliament of Trees da saga Swamp Thing, ainda no tempo de Alan Moore. Saiu no Swamp Thing #47 (1986), foi desenhada por Stan Woch com "arte-final" de Ron Randall e colorida por Tatjana Wood.


Este arco conta a história do primeiro encontro do Swamp Thing com o Parlamento das Árvores, no Brasil.
O Monstro do Pântano tranfere a sua mente para as florestas da Amazónia, e aí ajudado é por John Constantine.


A sua capacidade de fazer crescer um novo corpo num local distante aumentou significativamente....  é guiado por Constantine pela selva, ao mesmo tempo que este lhe conta tudo o que sabe sobre os Elementals do mundo vegetal, assim como lhe conta que ele próprio Swamp Thing é um Elemental.


Constantine deixa o Monstro do Pântano caminhar sozinho em direcção ao Parlamento da Árvores, e aqui o Monstro do Pântano descobre muito sobre a sua verdadeira natureza...




Boas leituras






terça-feira, 5 de maio de 2015

Vertigo: Pré-Vertigo Parte 1
A história que antecede o selo: 1982-1985


Hoje começamos com uma série de artigos que propõe recordar o percurso editorial que levou a DC Comics a criar a Vertigo, tendo em conta as origens e a história do selo de material adulto, que começaram em 1982, quando o mercado directo permitiu às editoras lançar material sem o selo da Comics Code Authority.


Tanto a Marvel como a DC Comics tinham linhas de títulos bastante diversificadas nos anos 70, incluindo humor, fantasia, guerra e terror além dos super-heróis. No entanto, aqueles géneros eram também os mais vulneráveis a flutuações de um mercado onde a BD ficou bastante vulnerável à guerra das distribuidoras nas bancas, contribuindo para a criação do mercado directo. E foi quando surgiu este espaço que as editoras começaram a tornar-se mais criativas, reforçando a sua imagem de editoras de super-heróis ao mesmo tempo que tentavam melhorar a qualidade das histórias de outros géneros, atraindo novos talentos ou dando mais liberdade criativa a certos artistas consagrados para sair dos padrões formulistas dos anos 70.

Em 1982, a Marvel lançou uma linha inteira de revistas como um spin-off da revista Epic Illustrated (tentativa de emular a Métal Hurlant e a sua variante americana, a Heavy Metal), a Epic Comics, onde, regra geral, o material produzido era propriedade intelectual dos seus criadores. A DC, por seu lado, preferiu lançar séries novas com a marca da DC, mas sem o selo da Comics Code Authority e papel de melhor qualidade. Nesse ano, a subsidiária da Warner Communications deu os primeiros passos na criação de uma linha editorial que mais tarde daria origem à sub-editora Vertigo.

Vários títulos no activo integrariam a Vertigo no futuro. Entre eles estavam Saga of the Swamp Thing (a primeira revista solo do Monstro do Pântano) e Unknown Soldier (O Soldado Desconhecido), bem como as antologias House of Mystery e Weird War Tales. Outras revistas tinham material que andava nas fronteiras entre a DC e o futuro selo, como a revista do herói aviador Blackhawk, o grupo de investigação oculta Night Force, os títulos de fantasia Arion, Lord of Atlantis e Arak, Son of Thunder e a revista de ficção científica (género 'sword and planet') Warlord.




O primeiro título da DC criado especificamente para o mercado directo foi a mini-série Camelot 3000 (teoricamente, a primeira revista deste género foi o one-shot de Madame Xanadu de 1981), de Mike Barr e Brian Bolland, cujo número 1 chegou às bancas em Dezembro de 1982. A história cola elementos de ficção científica (cenário no futuro da Terra, invasão alienígena) com o mito do Rei Artur, e a sua distribuição limitada permitiu a Barr explorar temas como romances homossexuais e transsexuais, relações inter-raciais e comparações entre o mito arturiano e cultura extra-europeia. Bolland teve vários atrasos e a mini-série de 12 números terminou apenas em 1985, mas esta história demonstrou a viabilidade de projectos fechados e de séries fora da continuidade e com um pouco mais de sofisticação.

Camelot 3000 também foi uma das primeiras séries da DC a ficar disponível como uma graphic novel em formato TPB, a partir de 1988. Nunca foi integrada na linha Vertigo, apesar de ter uma temática apropriada para o que a linha se tornou, mas não o que era no seu lançamento.





Em 1983, a revista ganhou companhia entre os títulos com temáticas adultas. Novembro viu o lançamento da série Thriller. Concebida como um título mensal, começou com argumento de Robert Loren Fleming e arte de Trevor Van Eeden e terminou no 12º número, na fase final já com argumento de Bill Dubay e arte de Alex Niño. A história era essencialmente de ficção científica, com um grupo paramilitar que se encarregava de derrotar ameaças terroristas e quase sobrenaturais. Nunca foi reimpresso e hoje é pouco conhecido, ao contrário da revista Ronin, lançada em Julho.





Com argumento e arte do mais conhecido Frank Miller, na altura um ídolo das multidões pelo seu trabalho nas histórias do herói Demolidor, da Marvel, Ronin devia ter sido lançada como parte da linha inicial da Epic Comics. No entanto, num almoço com a presidente da DC, Jenette Kahn, foi persuadido a mudar de camisola. Kahn prometeu-lhe a manutenção dos direitos de autor, se bem que na prática a DC controla a publicação de material da propriedade. Miller criou uma história sobre um samurai ressuscitado num futuro distópico nos Estados Unidos, para enfrentar o seu némesis, fazendo equipa com uma agente de segurança. Cada uma das seis partes da história tinha 48 páginas e Miller não se coibiu de copiar directamente painéis desenhados por Goseki Kojima na série japonesa Lone Wolf & Cub, da qual o autor americano era grande fã.




Um escritor britânico ainda pouco conhecido, chamado Alan Moore, foi encarregado de começar a escrever Saga of the Swamp Thing, a revista do Monstro do Pântano, e a primeira coisa que fez foi matar o personagem principal, no nº 20, publicado em Janeiro de 1984. Isto libertou Moore do personagem unidemensional e permitiu-lhe explorar elementos como a relação dos seres humanos com o planeta, sexo inter-espécies ou a Teoria de Gaia e também serviu para criar o tipo de ambiente que seria a componente central da Vertigo em 1993. Moore continuou a escrever o Monstro do Pântano até ao nº 64, em 1988. A nova direcção nunca foi um grande sucesso de vendas, mas foi bastante apreciada pela crítica e cimentou a popularidade de Moore junto de um público mais sofisticado.





Durante o período de 1984 a 1985, a DC também lançou mais alguns títulos noutros géneros, que estariam próximos da temática Vertigo. O primeiro foi Nathaniel Dusk, a história de um detective privado nos anos 30, durante a Grande Depressão, um tema supostamente gasto mesmo nos anos 80, mas soberbamente executado pela dupla Don McGregor/Gene Colan, que trabalharam juntos muitas vezes. A mini-série de quatro números em formato de luxo, lançada em Fevereiro, centrou-se essencialmente nas experiências individuais dos personagens e teve direito a uma sequela em Outubro de 1985. Ainda em 1985, em Setembro, a DC fez uma modificação total ao personagem western Jonah Hex, transformando o ex-soldado da Confederação num motoqueiro num mundo pós-apocalíptico do futuro. A revista, baptizada simplesmente Hex, durou 18 números, mas quando Jonah Hex voltou integrado na Vertigo, foi de volta ao seu ambiente normal.







A DC experimentou também com ficção científica mais clássica, com as mini-séries Spanner's Galaxy e Sun Devils. A primeira, lançada em seis números a partir de Dezembro de 1984, era uma space opera criada por Nick Cuti e Tom Mandrake, e a segunda, lançada em 1984 e durando doze números, era uma história de invasão alienígena feita por Gerry Conway e Dan Jurgens, passada num ambiente militar. Sun Devils não teve o selo da Comics Code Authority, o que a poderia tornar interessante para ser republicada na Vertigo.






Durante 1985, passaram ainda pelas bancas revistas do Deadman e do Dr. Fate, republicando histórias passadas. Ambos os personagens permaneceram paralelos à Vertigo, mas nunca foram formalmente absorvidos. A história do Manhunter de Archie Goodwin e de Walt Simonson, retirada das últimas páginas de Detective Comics, também foi republicada numa edição especial. Começando em 1984, a DC também editou uma antologia para novos talentos, New Talent Showcase, englobando vários temas, desde os super-heróis ao terror, passando pela fantasia e pela ficção científica, mas não deu origem a novos personagens e a revista foi sempre obscura.

Continua na próxima semana com o período referente a 1986 e 1987.










terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mais notícias desagradáveis da DC Comics: Scott Snyder sai de Swamp Thing


Não, não foi despedido.
Mas...
Isto começa a ficar como eu esperava infelizmente! Os poucos bons autores que ainda trabalham na DC têm uma grande carga de títulos, e alguma coisa tem de ficar para trás.
Scott Snyder tinha a seu cargo Swamp Thing, American Vampire (Vertigo), Batman e Superman, isto tudo ongoing... mais, pelo meio ainda completou o excelente Severed e o Flashpoint: Superman.

A primeira a ficar em lista de espera foi o excelente American Vampire da Vertigo... agora foi o excelente Swamp Thing, que com Snyder no argumento vendeu bem pela primeira vez em muito tempo. Mais uma série que com certeza irá cair... por não haver qualidade nas segundas linhas de autores da DC neste momento.

Presumo um futuro negro à DC se continuam a portar-se assim. Para já ficarão como antes, em que apenas vendia Batman em condições... o resto andava por baixo antes do reboot. Parece que o reboot não serviu de nada. Já só falta estragarem o Aquaman, Animal-Man, I Vampire e Demon Knights.
Mas deve ser para breve... pelo caminho que isto está a levar!

(E o meu American Vampire em lista de espera... só dá vontade de chorar.)
A estratégia editorial da DC Comics "sucks"!

Acho que vou mesmo ter de aprender francês e japonês.
:P

Boas leituras

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Capas: Swamp Thing #34


Desde a minha juventude que este anti-herói foi uma das minhas leituras favoritas. Já não me lembro bem qual a revista em que saía mas penso que seria o saudoso Mundo de Aventuras. Aliás, no meu imaginário juvenil os meus preferidos desta altura eram Swamp Thing, Warlord e Green Lantern! Tudo a preto e branco, claro…
Esta capa apresentada hoje está no top das minhas preferências de sempre. Pertence à revista nº34 da 2ª série deste ser vegetal.
O artista foi John Totleben, arte-finalista de Stephen Bissette, que em conjunto com Alan Moore foram, na minha opinião, os grandes autores de Swamp Thing.
Esta capa de Totleben é das poucas capas pintadas desta altura, e é de uma rara beleza, representando o Monstro do Pantano com o seu grande amor Abby. Penso que demonstra tudo sobre estas duas personagens.
Aqui do lado esquerdo está representada a ilustração que serviu de base à capa, ilustração esta que por motivos óbvios, não passou a capa… de qualquer modo ainda gosto mais dela que da capa propriamente dita! Infelizmente a censura norte-americana não deixou passar!
Ficam os links para outras entradas de Swamp Thing aqui no Leituras de BD:

Saga of the Swamp Thing Book One
Saga of the Swamp Thing: Book Two

Boas leituras!

domingo, 31 de julho de 2011

Novo Universo DC: Linha The Dark


A DC para iniciar esta nova linha foi buscar armas à Vertigo, sua subsidiária, e à parte mais obscura do universo DC. Contem alguns títulos que me parecem bastante promissores no género negro com seres sobrenaturais e muita magia à mistura. Particularmente sinto bastante curiosidade em Justice League Dark, I, Vampire e Demon Knights!
A linha é composta por sete títulos:
- Justice League Dark
- Swamp Thing
- Animal Man
- Frankenstein: Agent of S.H.A.D.E.
- I, Vampire
- Resurrection Man
- Demon Knights
Segue-se a presentação destes títulos, com as suas possíveis capas para os dois primeiros números:

Justice League Dark


A Feiticeira conhecida como The Enchantress ficou louca e libertou forças que nem o poder combinado de Superman, Batman, Wonder Woman e Cyborg conseguem parar! Se estes super heróis não o conseguem, quem conseguirá parar esta loucura mística?
Shade the Changing Man, Madame Xanadu, Deadman, Zatanna e John Constantine poderão ser a única esperança da humanidade…
Madame Xanadu continua a liderar estes heróis da sombra na sua luta contra as forças negras, mas conseguirão estes heróis derrotar a perigosa Enchantress antes que ela acabe com o mundo?
Escrita por Petr Milligan
Arte por Mikel Janin

Swamp Thing


Um dos heróis mais icónicos do mundo regressou ao coração da DC, e cada passo dele abana os pilares da Terra!
Alec Holland tem a sua vida de volta, mas “the Green” tem planos para ele. Uma monstruosa força do mal emerge no deserto, e é preciso um monstro para lidar com outro monstro…
Escrita por Scott Snyder
Arte por Yanick Paquette

Animal Man


Buddy Baker deixou de ser “super” homem para ser um homem de família, mas será ele forte o suficiente para lidar com Maxine, a sua filha mais nova, quando os seus poderes se começam a manifestar?
Os poderes de Maxine aterrorizam Elle e Buddy Baker, e as coisas vão de mal a pior quando Buddy se começa a transformar naquilo que ele é! Esta transformação vai levá-lo numa jornada até ao coração de “the Red”.Entretanto “The Hunters Three” chegam à Terra e vigiam atentamente a família Baker.
Escrito por Jeff Lemire
Arte por Travel Foreman e Dan Green

Frankenstein: Agent of S.H.A.D.E.


Frankenstein visto como nunca ninguém viu nesta nova série negra!
Faz parte de uma organização de estranhos seres, que trabalham para uma ainda mais estranha organização governamental: The Super Human Advanced Defense Executive!
Mas conseguirá ele proteger o mundo de ameaças ainda mais horríveis que ele?
E sendo ele um ser amaldiçoado pelo que é, será que ele aceita proteger quem o persegue e teme?
Escrito por Jeff Lemire
Arte por Alberto Ponticelli

I, Vampire


Por centenas de anos, o vampiro Andrew Stanton manteve a espécie humana segura dos horrores do mundo sobrenatural, graças a uma trégua firmada com a sua ex. amante Mary, a Rainha dos Malditos. Mas agora essa trégua chegou a um fim sangrento e Andrew tem de fazer tudo para parar Mary e as suas forças negras, que entraram num frenesim de matança generalizada, e ela quer começar pelos heróis do universo DC!
O amor entre Andrew e Mary transformou-se em ódio quando os ataques dos vampiros desta percorreram todo o país. Mary e Andrew estão dispostos a lutar até à morte… se esses sentimentos que os uniam se foram de vez, Andrew cercado por sequiosos vampiros terá de enfrentar a sua imortal amada numa batalha sangrenta, que provavelmente não conseguirá ganhar!
Escrita por Joshua Hale Fialkov
Arte por Andrea Sorrentino

Resurrection Man


É o retorno de Mitch Shelly, embora ele continue morto… Resurrection Man não costuma estar morto por muito tempo, e a cada renascimento volta com mais e novos poderes. Mas os seus muitos retornos não passam despercebidos e há forças que se reúnem para aprender o que há de tão especial com ele, e deixá-lo morto de vez!
O passado de Mitch Shelly continua um mistério. Assim quando parte à procura de respostas, será que vai encontrá-las? Provavelmente não, sobretudo quando tem de enfrentar um grupo feminino de “caçadores de prémios”: The Body Doubles!
Escrita por Dan Abnett e Andy Lanning
Arte por Ivan Reis e Joe Prado

Demon Knights


Na era negra do Universo DC uma horda bárbara prepara-se para esmagar a civilização. Cabe a Madame Xanadu e a Jason Blood (que tem o demónio Etrigan dentro de si) interpor-se no meio desta catástrofe, mas o demónio Etrigan não tem qualquer vontade de proteger nada nem ninguém para além de si! Vai ser preciso mais que que o poder deles para parar este exército animado por desejo de sangue e magia negra.
O cerco que ficou na memória do Universo DC até aos dias de hoje, começou com o demónio Etrigan e a sua improvável amante, Madame Xanadu, a enfrentar a Horda. Quais são as nobres (ou quase) cinco almas que são loucas o suficiente para se juntar a eles? A capa dá algumas pistas…
Escrita por Paul Cornell
Arte por Oclair Albert e Diogenes Neves

Outros posts sobre este asunto:
Novo Universo DC: Linha Superman
Novo Universo DC: Linha Batman
Novo Universo DC: Linha Green Lantern
Novo Universo DC: Linha Justice League

Boas leituras!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Saga of the Swamp Thing: Book Two


Primeira consideração: eu não gosto em Banda Desenhada da etiqueta “horror comics”, estórias de terror e nomes afins. Prefiro chamar-lhes obras perturbadoras fora daquilo que é “bonito”, porque nunca fiquei com insónias nem pesadelos por ter lido um livro de BD em que aparecem seres infernais, tripas de fora, corpos meio carcomidos, etc. Esta vertente da BD quando bem escrita e desenhada a condizer pode ser perturbadora, mexer com os nossos sentimentos sobre muitas coisas, mas daí a ser verdadeiramente de terror… só para almas muito sensíveis!
Assim é Swamp Thing de Alan Moore e Stephen Bissette/John Totleben. Isto nunca foi projectado para ser uma revista mensal “mainstream”, aliás deve ter o recorde de revista seguidas sem a estampa da censura americana: the Comics Code. Em vez disso avisava que poderia ter cenas que podiam ofender um leitor menos avisado. Para isso coloca na capa a inscrição “Sophisticated Suspense”.
Este segundo livro continua com a qualidade do primeiro contendo estórias que saíram nas revistas 28 a 34, mais o Annual 2. Isto Aconteceu entre 1984/85!
Alan Moore tem o dom da escrita e ninguém o pode negar. As estórias contidas neste segundo volume são perturbadoras, mostrando uma visão do que pode ser o inferno, tanto físico como emocional. Love and Death é uma extraordinária obra de BD contada em três partes. Alan Moore serve-se do traço agreste de Stephen Bissette para dar corpo a esta estória de amor profundo.
O Monstro do Pântano faz uma viagem ao inferno para resgatar a alma da sua amada Abby e para isso vai contando com a ajuda de quatro personagens do universo DC: Deadman, Phantom Stranger, The Spectre e Etrigan. Pelo meio há uma piscadela de olho à primeira “Crise” da DC: Crisis on Infinite Earths! A cena onde ele encontra o seu arqui-inimigo Anton Arcane no Inferno é brutal e inundada de expressividade gráfica! Foi este antigo inimigo, e tio da sua amada, que provocou toda esta viagem infernal.
Na última parte temos o comovente “Rites of Spring” onde Swamp Thing e Abby comungam e confessam o seu amor um pelo outro… a bela e o monstro!
Existe uma pequena estória muito boa pelo meio, “Pog”, em que o desenhador muda, e claro que o resultado final é completamente diferente. Desta feita o artista é Shawn McManus.
Esta edição é imperdível e já me começo a habituar ao “papel” Vertigo que afinal começo a pensar que foi uma boa escolha para esta saga, porque embora seja uma edição de luxo as estórias são rudes e violentas, com este Swamp Thing alimentado pela raiva de ter perdido Abigail, mas impelido por um amor profundo, o “papel de casa de banho” acaba por ficar bem!
Aconselho.
Para conhecerem o primeiro volume cliquem neste link: Saga of the Swamp Thing Book One
Já agora, podiam deixar aquela publicidade estúpida ao Watchmen na capa. Quem gosta de BD sabe bem quem é Alan Moore e já no 1º livro fizeram a mesma coisa... vejam lá se em vez do Watchmen puseram a obra Lost Girls!
:D
Boas leituras!

Hardcover
Editado por Vertigo em 2009
Criado por: Alan Moore, Stephen Bissette e John Totleben
Nota : 10 em 10

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Saga of the Swamp Thing: Book One


Eu considero que na apreciação de um livro de Banda Desenhada há vários aspectos a serem considerados, desde a estória, desenho, balonagem, edição, etc. Este livro tem aspectos muito fortes a serem considerados. Podemos começar pela concepção do personagem e sua mitologia, criação de Len Wein e Berni Wrightson. Estes criaram o personagem em 1972, aproveitando o sucesso das estórias de "Gothic Horror" da época, cuja revista "House of Horrors" foi um dos expoentes. Swamp Thing nasceu e deu cartas na altura rivalizando em vendas com os habituais da DC (Superman, Batman e Wonder Woman). Praticamente esta série foi a única, neste género, com uma longevidade fora do normal! Depois do sucesso dos primeiros números, um dos autores separou-se da série e a editora procurou uma nova equipa criativa. Depois de alguns "flops" com equipas Norte-Americanas, eis que da Grã-Bretanha vem o segundo fortíssimo ponto: Alan Moore! O livro em questão reúne as primeiras sete estórias com Alan Moore (#21 até à #27), começando a primeira deles com um título que diz tudo... "Loose Ends" seguido de "Anatomy Lesson". More transformou e fez crescer o personagem, afastando-o daquele que lhe deu vida na estória, o Dr Alec Holland, e dando-lhe uma densidade psicológica muito grande. Aumentou a espiriualidade do Swamp Thing e introduziu a componente ecológica na série de uma maneira bastante séria e inovadora para a época. Inseriu outros personagens, como o Floronic Man, e vários "crossovers" para todos os gostos, desde Batman a John Constantine, passando por Sandman e a Justice League of America.
Agora podemos passar à edição... a dustcover é muito boa, tendo um toque macio, "encerado", mas acho completamente desnecessário a menção "From the Award-Winning Writer of Watchman Alan Moore"... seja qual for a desculpa para esta publicidade, considero-a completamente desnecessária (mesmo para aproveitamento do lançamento do filme Watchman este ano). A capa propriamente dita é linda! É a segunda ilustração deste post, um baixo relevo verde-musgo num fundo a imitar cabedal negro e uma lombada em tecido! A parte negativa, é que para uma edição deste género, continuar a usar o "papel-higiénico" das edições normais da Vertigo... enfim, não aconselho a ler o livro no WC para não se enganarem no papel! :D
Em relação à arte, é muito boa para as condicionantes técnicas da altura, mas como me parece que foi tudo recolorido, acho que se ganhou bastante com esta edição que se quer "especial". De notar e como curiosidade, o Swamp Thing nº129 foi a primeira revista a trazer o selo da Vertigo, inaugurando esta imprint da DC Comics.
Esta saga conta a estória do Swamp Thing a partir da primeira estória escrita por Alan Moore, ficando para trás a sua génese, que passo a contar resumidamente: O Dr Alec Holland após uma explosão provocada no seu laboratório, onde estudava, com a sua mulher, uma fórmula regenerativa e de crescimento para plantas, cai no pântano
coberto pela substância em que trabalhava e envolto em chamas! Da mistura da fórmula quimica com o fogo, e depois ficando mergulhado no pântano, surge o Swamp Thing (Monstro do Pântano). Aqui começa a transformação do personagem por Alan Moore... Passou de um Alec Holland transformado em monstro, para um monstro que pensava que era Alec Holland! Mudança tão significativa, que o desgraçado entrou em estado catatónico, criando raízes que o prenderam pela primeira ao solo! Neste arco é importante a criação de um dos vilões desta série, o Floronic Man, e só este com a sua deturpação da realidade Animal/Planta faz com que o Swamp Thing saia da sua letargia (e claro, com a ajuda da amada Abby). A partir daqui temos uma série de excelentes estórias em que Moore consegue fazer Banda Desenhada praticamente só com a sua narrativa e com os desenhos de Stephen Bissette e John Totleben, ou seja, páginas de discurso introspectivo, sem ser chato, e que contam belas estórias de BD (é claro que há dialogos... mas muitas vezes são reduzidos ao mínimo) . Deixo aqui por baixo uma ilustração do "Monstro" com assinatura de Michael Zulli que eu acho linda:

Este livro poderia ter passado a nota 10 se tivesse um papel melhor!
Boas leituras!

Hardcover
Editado por Vertigo em 2009
Criado por: Alan Moore, Stephen Bissette e John Totleben
Comprado no Amazon
Nota : 10 em 10

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