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quarta-feira, 3 de julho de 2013
A Última Profecia II: As Mulheres de Emesa
Bem, demorou um pouco a sair a crítica a este livro da Netcom2… a razão prendeu-se com a necessidade de uma releitura mais atenta do primeiro volume.
Li este segundo volume logo mal cheguei a casa e perdi-me um pouco na história!
Gilles Chaillet continua a contar a história das várias profecias contidas nos livros Sibilinos, e em que acompanhamos Flaviano na sua viagem ao mundo dos mortos de modo a fazer um périplo pelo passado.
Assim chegamos à Segunda Profecia e às mulheres da rica Emesa.
A história complica-se um pouco (daí ter de reler o volume anterior) visto que se faz uma viagem ao passado, e que de alguma maneira estes acontecimentos influirão no presente, quase dois séculos depois, e por vezes volta ao presente mas para acontecimentos paralelos…
Como vêem não é um argumento fácil, sobretudo quando a maior parte dos protagonistas muda de repente.
Fala-se de Emesa na Síria, de Baal, de jogos de poder, religião e traição. No meio disto tudo é apanhado o Centurião Caio e sua mulher Ariana. Ainda não se sabe bem qual o papel deles no futuro livro, mas deverá ser importante para o rumo da história com certeza.
Nesta história, o ponto comum com o presente são o rapto de crianças, o símbolo do Sol (penso que de Baal) e os Partos. Depois de alguns assassinatos e raptos Caio chega a um beco sem saída e teme que a verdade seja bem pior do que aquilo que pensava! Presumo que este arco seja finalizado no próximo livro.
Quanto ao desenho de Chaillet, bem, é aqui que ele é verdadeiramente forte.
Continuamos a ter um esquema arrojado de vinhetas que ocupam as duas páginas, uma minúcia de pormenor quase doentia e esquemas de página que fogem muito ao tradicional do Franco-Belga como por exemplo uma vinheta central da qual partem todas as outras.
Sinceramente fiquei algum tempo a olhar para algumas páginas, que mesmo após três leituras me deixavam deslumbrado pela minúcia histórica e arquitectónica de algumas cenas. Chaillet neste aspecto é impressionante.
Para este desempenho conta com a ajuda nos cenários de Christophe Ansar, que penso terá sido determinante para o sucesso de muitas páginas.
Quanto à cor… bem, funciona muito bem excepto numa situação. O sangue.
Acho que Chantal Defachelle tem um problema com o sangue… parecem borrões vermelhos, e sinceramente não percebo como uma pessoa consegue colorir bem (dentro da técnica de linha-clara) edifícios, paisagens, roupas, armaduras e depois… o sangue fica muito estranho…
Da legendagem não vou falar. Acho que está igual aos outros livros e já dei a minha opinião.
Quero fazer uma nota a respeito do livro como objecto. Estas edições da NetCom2 são magníficas. Os livros têm uma excelente ligação entre páginas e a espinha, o que faz com a lombada seja muito firme. O papel é muito bom. Todo o trabalho que envolve o livro fisicamente está 5 estrelas!
Boas leituras
Hardcover
Criado por: Gilles Chaillet
Editado em 2013 pela NetCom2 Editorial
Nota: 8 em 10
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
A Última Profecia Vol.1: Viagem aos Infernos
A NetCom2 vai lançar muito brevemente (talvez amanhã) este primeiro volume da série a Última Profecia.
É mais uma série de cariz histórico, temporalmente localizada na Antiguidade e neste livro a acção principal é passada em Roma, durante o tempo do Imperador Teodósio.
Assim aos portugueses a NetCom2 oferece duas séries mais ou menos passadas na mesma altura, e ambas respiram a Jacques Martin, autor de Alix e Lefranc! Para os fãs deste autor, já falecido, será uma oportunidade de ouro para aumentarem as suas prateleiras, pois Keos tem nos créditos o próprio Jacques Martin, e aqui temos um dos seus alunos: Gilles Chaillet.
Gilles Chaillet é francês e é conhecido pela sua série "Vasco" (com alguns livros publicados em português), e pelo seu trabalho em "Lefranc" do 5º ao 13º volume (aqui a trabalhar com o mestre J. Martin).
Possuidor de um traço bem característico desta escola, para mim suplanta o seu mentor em qualidade artística. O seu desenho tem mais volume, mais minucioso, e quebra um pouco o taboo das páginas duplas na escola Franco-Belga de "linha clara". De notar que este livro foi publicado originalmente em 2002 pela Glénat francesa.
Como disse atrás este primeiro tomo tem algumas excelentes páginas duplas. Isto foi uma novidade para mim pois não estava à espera de ver esta planificação num livro oriundo desta escola de BD! E que páginas duplas! Chaillet de parabéns pelo seu trabalho gráfico!
A história, bem, é uma história típica de um primeiro livro onde são apresentadas as personagens principais e se desenha o início da intriga.
Para já considero esta a melhor série que a NetCom2 preparou para Portugal, pelo menos aquela que me deu mais prazer.
Estávamos no ano de 394, em plena Antiguidade, e nos estertores do Grande Império Romano que mais tarde se viria a dividir em dois.
O Imperador Teodósio prepara-se para entrar em batalha com o exército do usurpador Eugénio. Será uma batalha entre dois comandantes (Estilicão por Teodósio e Arbogasto por Eugénio) e duas religiões: a Cristã em ascenção e a Romana politeista em plena queda.
Os exércitos são tudo menos romanos... combatentes oriundos dos quatro cantos do Império vão-se enfrentar, como os Godos, Alanos, Arménios, Medos e Árabes por Teodósio e Francos e Alamanos por Arbogasto. É aqui que nos é apresentado Flaviano, um nobre Romano defensor das tradições Romanas que combate contra o exército de Teodósio.
Foi derrotado.
Flaviano volta a Roma para avisar o Senado da derrota, mas passado pouco tempo as tropas de Teodósio entram na cidade! Aqui começa a intolerância... aquilo que os Cristãos apregoavam como o amor entre os homens, paz, humildade não foi real... a intolerância para quem não pertencia à religião Cristã aqui é apresentada de maneira violenta!
Afinal os homens são homens, o rótulo de uma religião é apenas um rótulo.
Aquilo que os Cristãos sofreram com as perseguições ordenadas por vários Imperadores Romanos, aqui tem o volte face. São os Cristãos a perseguir os Romanos tradicionalistas destruindo-lhes os templos e tradições.
A melhor maneira de ter alguns patrícios Romanos na mão, bem, é raptando-lhes os filhos e destruindo famílias importantes. Afinal são todos iguais, sejam Cristãos ou de outras doutrinas... quando toca a destruir e ameaçar não há grandes diferenças!
Flaviano é escolhido para ser o defensor da tradição Romana, e vai descer ao Inferno por tudo aquilo em que acredita...
Gostei bastante deste livro na sua generalidade. Não gostei da maneira como foi feita a balonagem e legendagem. Um ponto para a NetCom2 rever.
Este é o primeiro tomo de uma série de cinco. A série foi terminada em 2012, e esperemos que seja toda publicada aqui e em português!
;)
Hardcover
Criado por: Gilles Chaillet
Ediatdo em 2013 pela NetCom2
Nota: 8,5 em 10
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