Mostrar mensagens com a etiqueta Peter Quill. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Peter Quill. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Palavra dos Outros: A vida e a história de Peter Jason Quill (Star-Lord), por Paulo Costa


Paulo Costa traz-nos hoje uma personagem que me é muito querida por ser o lider de um grupo que me deu grandes aventuras há poucos anos: Star-Lord (e o grupo Guardians of the Galaxy).
Aqui têm a história desta personagem:



A vida e a história de Peter Jason Quill

Tal como no meu texto anterior sobre “O Mundo Desolado”, o material que vou apresentar a seguir só está disponível para quem tiver a paciência de procurar nas bancas de material usado… ou em torrents.

No recente caso amoroso da Marvel com histórias cósmicas, um dos meus heróis preferidos regressou ao activo: Star-Lord, ou Senhor das Estrelas. Peter Quill não foi originalmente criado para fazer parte do Universo Marvel, aparecendo numa das várias revistas a preto e branco lançados nos anos 70 com o selo “for mature readers”. A Marvel publicou apenas nove histórias de Star-Lord entre 1976 e 1981, a preto e branco, mas também a cores. Mesmo assim, são mais de 300 páginas.

O Senhor das Estrelas passou por várias personalidades. A primeira fase começa com Marvel Preview nº 4 (1976), escrita por Steve Englehart, onde Peter Quill recebe as suas habilidades e o posto de Senhor das Estrelas do Mestre do Sol. Quill é um pouco equiparado a uma figura messiânica, mas quando a sua mãe é morta por um extraterrestre, Quill fica obcecado com ir para o espaço.

Anti-social, dado a ataques de fúria, é preterido pela NASA para uma missão especial mas isso não impede uma entidade misteriosa chamada Mestre do Sol de lhe dar um uniforme, capacete e arma elemental com a qual pode dar corpo à sua vingança. Englehart deveria ter lançado uma revista do Star-Lord, mas o título nunca foi lançado.

Isto dá origem à sua primeira mudança de personalidade. Da segunda vez em que aparece, Chris Claremont é responsável pelas histórias. Esta história mais aventureira, que foi republicada em Heróis da TV nº 70 e 71, apresenta um Peter Quill completamente diferente. O sociopata mostrado quase dois anos antes deu lugar a um guerreiro honrado, defensor da justiça, mais calmo e controlado, o que até é bom, já que nas mãos do seu criador, seria impossível alguém gostar de Quill. Com “A Guerra das Estrelas” a rebentar nos cinemas e com Byrne aos comandos da arte, a nova história apresenta um império intergaláctico, uma guilda de comerciantes, naves espaciais com capacidades de “planet buster” e uma inteligência artificial ligada mentalmente ao herói da história.

Nas histórias seguintes, Byrne dá lugar a Carmine Infantino, enquanto Claremont aposta numa temática de ficção científica mais pura, explorando a relação sentimental do Senhor das Estrelas com a sua nave e a tentativa de Peter Quill em salvar vidas e resolver problemas sem recorrer a violência e à destruição.


Infelizmente, Claremont foi-se embora e em 1978 foi a vez de Doug Moench pegar na personagem. Moench faz Peter Quill parecer mais amoral, mas a segunda história de Moench, com alienígenas a usarem ilusões sensoriais para parecerem refugiados humanos como disfarce para uma eventual conquista, tinha algum interesse. Infelizmente, Moench reduziu o papel da Nave a um simples veículo de transporte.

Moench ressuscitou o Senhor das Estrelas para três histórias publicadas em formato tradicional de comic, já fora das revistas grandes (que não precisavam do selo do Comics Code Authority), tentando unir as diferentes personalidades numa só. Ao mesmo tempo, Moench conseguiu entender melhor o potencial da personagem e misturou ficção cientifica e ocultismo, mas depois de 1981 não surgiram mais histórias.

Foi preciso esperar até 1996 para que o Senhor das Estrelas voltasse, mas já não era Peter Quill. O escritor de ficção científica, Timothy Zahn, foi responsável por uma mini-série em que a Nave, danificada e separada de Peter Quill, une-se a um jovem membro de uma ordem militar-religiosa de telepatas, chamado Sinjin Quarrel. A história é bastante mais básica do que se poderia esperar de um romancista, envolvendo gangsters e um simples rapto dos pais de Quarrel.



























Carlos Pacheco e Keith Giffen eram suficientemente fãs do Senhor das Estrelas para os usar. Pacheco trouxe de volta a Guilda de Comerciantes e o Jason de Sparta (pai de Peter Quill) na mini-série dos Inumanos de 2000 (já os tinha incluído num cameo na mini-série dos Starjammers, ou Piratas Siderais, em 1996), e Giffen introduziu definitivamente Peter Quill no Universo Marvel quando escreveu a revista mensal de Thanos, abrindo caminho para a sua utilização na série de super sagas cósmicas que começou com “Annihilation”.

Espero que tenham gostado deste momento, Star-Lord foi reutilizado com sucesso a partir de Annihilation, ganhando uma série: Guardians of the Galaxy. Nesta série ombreia em protagonismo com Rocket Raccoon, Groot, Mantis, Drax the Destroyer, Gamorra e Adam Warlock. Peter Quill era o lider! Para mim a última grande série da Marvel...

Disqus Shortname

sigma-2

Comments system

[blogger][disqus][facebook]