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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

The Walking Dead Vol.3: Segurança na Prisão



A Devir publica o terceiro livro desta famosa série norte-americana em português. É de saudar esta continuação, e esperamos todos que não pare até nos aproximarmos da numeração da Image, a editora que publica no original, mas para isso acontecer pede-se que a Devir publique os seguintes com uma cadência superior ao que tem sido a norma.

A equipa criativa é a mesma do livro anterior, Robert Kirkman (argumento) e Charlie Adlard (desenho). Robert Kirkman continua a apresentar um argumento sólido, jogando com emoções levadas ao extremo numa situação extrema, e mais uma vez coloca os Zombies como personagens absolutamente secundárias.

Joga com monstros, mas os monstros não são Zombies… são pessoas bem vivas! O ambiente confinado da prisão presta-se a uma linha narrativa de terror físico e emocional, e Kirkman é mestre neste jogo de emoções e nervos à flor da pele!
Charlie Adlard tem um traço muito expressivo, mas penso que na representação humana por vezes confunde um pouco os leitores com algumas personagens muito parecidas facialmente. Quanto ao resto está muito bem, nas batalhas com Zombies, na representação gráfica de uma prisão de alta segurança, e sobretudo nos espaços muito confinados do interior da prisão. Muito bom!

O grupo sobrevivente está em movimento na busca de um local seguro e livre de Zombies para tentar viver o mais condignamente possível.
A gigantesca prisão tem quase todas as condições para tal, mas primeiro têm de se livrar de todos os Zombies que se encontram no seu interior!
Começa uma grande operação de investigação de instalações, aprovisionamentos, limpeza e caça aos Zombies que estavam no seu interior. Mas não havia só zombies no interior da prisão, quatro reclusos estavam fechados no refeitório…
Mais uma vez Kirkman joga bem com as emoções dentro de um grupo pequeno de sobreviventes, em que estes têm os nervos em franja depois todos os eventos que se seguiram ao holocausto Zombie!

Os desentendimentos sucedem-se inclusivamente entre Rick, o líder do grupo, e a sua mulher (grávida num mundo Zombie…). As terríveis decisões que ele tem de tomar a toda a hora estão decididamente a desequilibrá-lo, e nota-se que se começa a desprender um pouco da sua humanidade.
Existe uma maior interacção entre personagens secundárias neste livro, o espaço é restrito e estas conseguem ter um papel mais visível para o leitor.
De notar que este grupo não tenta apenas sobreviver, mas sim viver! Querem tornar a prisão a sua casa! Mas alguns crimes e preconceitos vão estragar esta visão…
O livro acaba em pleno “cliffhanger” deixando o leitor completamente pendurado à espera de mais!

E este é um dos problemas que eu já foquei noutros posts. A cadência de publicação da Devir é lenta de mais e leitores mais entusiastas irão ter o dilema de uma espera longa para talvez mais um livro, ou comprar o original que está ali logo à mão… eu prefiro ler em português, adoro a série, mas a Devir tem de encurtar o tempo de espera! Acho que dois ou três livros por ano era bom.
Boa série, e boa edição da Devir! O Leituras de BD recomenda.
:)
Podem ler a crítica aos dois primeiros volumes neste link:

The Walking Dead Vol.1 & Vol.2

Boas leituras

TPB
Criado por: Robert Kirkman e Charlie Adlard
Editado em 2012 pela Devir
Nota: 9 em 10

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

The Walking Dead Vol.1 & Vol.2


Dizem que é a melhor estória de Zombies da BD (e não só).
Esta série iniciou a sua publicação pela Image em 2003, e continua on-going até hoje, contando já com 15 livros!
Optei tempos atrás por não fazer esta série, pois já tinha a minha dose de Zombies nas minhas prateleiras. Mas a Devir resolveu pegar nesta série publicando-a em português, e eu resolvi experimentar!
E gostei muito da experiência! Até agora foram editados os dois primeiros volumes, e na realidade espero que continue, porque é mesmo muito boa.
Os criadores foram Robert Kirkman (textos) e Tony Moore (arte), sendo este último substituído no segundo livro por Charlie Adlard. Robert Kirkman é neste momento um escritor de comics bastante conceituado, sendo autor de Marvel Zombies, Invincible, The Walking Dead; e com participações em Ultimate X-Men, Fantastic Four: Foes, The Irredeemable Ant-Man e Jubilee.
Mas foram os títulos de Zombies que lhe deram a fama! Contrariamente ao que tinha feito em Marvel Zombies, em que o registo é de terror mas com uma componente muito forte de humor negro, em Walking Dead não há muito espaço para humor. Kirkman neste título leva as relações emocionais ao extremo, roçando e entrando mesmo na loucura. Por norma a acção é lenta com uma subida de velocidade muito rápida, que culmina quase sempre num momento chave do livro ou numa explosão emocional, baixando logo a seguir o tom. Isto vai-se repetindo obrigando o leitor a não largar o livro até estar todo lido! Grande Kirkman!
Tony Moore (Masters of the Universe, The Exterminators e Ghost Rider) mostrou uma arte que eu considero muito boa dentro do preto e branco. É cativante a maneira como consegue “filmar” as entradas de zombies em altura de aparente calma e descanso! Não sei porque razão foi substituído por Charlie Adlard. Também gosto deste, mas a sua arte é bastante mais angulosa é “áspera”.
Após uma detenção falhada, o polícia Rick Grimes é baleado e entra em coma.
Quando acorda desta situação entra num mundo novo, povoado por uma praga de zombies e completamente destruído!
É salvo por um humano que tinha ido até à cidade para procurar alimentos e utilidades, que o leva até ao seu grupo. Aqui começa verdadeiramente a estória! Rick encontra a mulher e o filho vivos, assim como o seu parceiro polícia. Este liderava o grupo, e em silêncio amava a mulher de Rick (Lori). Este volume acaba brutalmente, e é uma bela introdução à série, servindo essencialmente para conhecermos o ambiente e as personagens principais.
No segundo livro mais personagens se juntam ao grupo (outras desaparecem), mais ligações e intriga emocional, estando patente a mestria de Kirkman na construção de personagens.A mutação e desenvolvimento das personagens de um livro para o outro está excelente, uns tornam-se mais fortes, outros mais fracos. É uma estória de sobrevivência, coragem, traição e cobardia! E está sempre tudo em mutação…
Por vezes o livro parece horrível mesmo, e o Leituras de BD recomenda!
:)

Boas leituras!

TPB
Criado por: Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard
Editado entre 2010 e 2011 pela Devir
Nota : 9 em 10

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