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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Alice in Borderland Vol.1 & Vol.2

 


Definitivamente esta era uma série de que queria ler o Manga há muito tempo, assim como há muito tempo vi alguns episódios da série da Netflix, que sinceramente já não me lembrava de nada.
Mas a como leitura tem outra substância que as séries teimam em perder (desnecessariamente) quando passam das páginas para o ecrã. Assim vamos iniciar esta run e levá-la até ao fim. Li os dois primeiros volumes, de nove que completam a série principal, e são estes dois de que eu vou falar neste post. Depois farei mais um, ou dois, posts com o resto dos volumes.


Alice in Borderland (今際の国のアリス, Imawa no Kuni no Arisu) é um Manga escrito e desenhado por Haro Aso. Saíram 18 tankōbon entre 2010 e 1016, a norte-americana Viz Media colectou entre 2022 e 2024 estes 18 volumes em 9 volumes duplos, e é esta a versão que apresento aqui no blogue, portanto estes Vol.1 & Vol.2 são na realidade os primeiros 4 da série original.

Esta série teve uma boa recepção por parte dos leitores, e o conceito de sobrevivência extremo agradou aos produtores da Netflix que a adaptaram para o pequeno ecrã em 2020. Este Manga acabou por influenciar a criação de outras séries dentro deste género, como o também famoso Squid Game.
Mas o autor ele próprio teve influências para esta criação e assim de repente Metro Survive veio-me à cabeça, porque eu já falei desse excelente Manga aqui no blogue, é só clicar no link.

A histórias de Haro Aso parte lenta de início e só não chateia porque a narrativa é boa e cuidada, caracterizando os para já três principais personagens: Arisu, Chota e Karube
Jovens a precisar de evasão das suas vidas reais, sobretudo Arisu, um jovem viciado em jogos com grande poder observação e análise. Arisu é quase um filho não pretendido, porque o seu irmão simboliza a perfeição que um pai procura num filho. Basicamente é aquele tipo de adolescente sem aspirações, sem saber o que fazer da vida e em que esta passa apenas para lhe dar encontrões.

Chota é apenas um jovem muito imaturo com as hormonas aos saltos e Karube é um pouco mais responsável e o músculo do grupo para quando surgem problemas.

A vida para estes três jovens muda quando uma noite ao observar um super fogo de artifício são transportados para uma cidade de Tóquio aparentemente deserta e aparentemente no Futuro.
Bem-vindos a Borderland!

Nestes momentos iniciais de descoberta conhecem a primeira pessoa neste cenário de aparente abandono: Shibuki
Esta jovem é quem lhes explica algumas das regras brutais do mundo onde agora estão inseridos.

Rapidamente são inseridos no primeiro jogo com a primeira carta: 3 de Paus
- Aqui ficam a saber quem não joga morre
- Quem joga mal morre
Todos têm de jogar, as cartas que ganham dão-lhes os dias de folga entre jogos (3 de Paus é igual a 3 dias sem precisar de jogar), o naipe da carta diz o tipo de jogo em participam
- Paus é mais mental
- Espadas é mais físico
- Ouros um misto de Espadas e Paus
- Copas… é aquele que ninguém quer, é psicológico

O número da carta, para alem de dar o número dos “dias de férias”, ou “visto”, também informa da dificuldade do jogo. Quanto maior o valor da carta mais difícil é o jogo.


E é com o 3 de Paus que tudo começa…

O primeiro jogo é resolvido por Arisu, mas Chota fica mal. Depois de descansarem resolvem que apenas Karube e Arisu irão fazer um segundo jogo enquanto Shibuki fica a tomar conta de Chota


6 de Espadas

Jogo físico e tenso onde Arisu mais uma vez brilha e onde ficamos a conhecer a segunda personagem principal: Usagi.
É esta jovem que finaliza o jogo com Arisu.
Aqui vamos conhecer mais personagens de interesse futuro como Chishiya um jovem manipulador e o seu par, Kuina.
Ficamos a saber também da Praia. Chishiya confidência a Karube sobre esse ponto de encontro de Borderlands

 

7 de Copas
Aqui a coisa azeda…  muito. Ponto de viragem na história de modo brutal, e não digo para evitar spoiler do tamanho de um comboio


A Praia
Aqui sim começamos a conhecer o lado mais selvagem de Borderland. Os jogos podem ser brutais, infantis na sua concepção, mas mortais na sua conclusão. Mas nada se compara ao animal Humano em selvajaria e uso do próximo para os seus fins.
Este volume acaba num cliffhanger horroroso. Ainda não peguei no próximo livro, queria fazer este post primeiro.


A escrita desta série, assim como a parte gráfica, melhora a olhos vistos com o passar dos capítulos. Tudo muito mais fluido, e a arte então não tem comparação entre as primeiras páginas do Vol.1, muito simples, muito cartunescas por vezes, com o final do Vol.2, cheio de trabalho e detalhe.
Agora vou passar para o 3º volume porque não dá para esperar mais!

 

O Leituras de BD recomenda Alice in Borderland!

 

Boas leituras


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sand Land


Futuro pós-apocalíptico, , Demónios e Generais… ingredientes para um pequeno, mas muito divertido Manga!

Este livro foi-me oferecido por amigos, e eu por desconhecimento não peguei logo nele… pensava que era o primeiro volume de uma série. Depois reparei que era um one-shot, e aí agarrei-me a ele.

Tem todos os ingredientes que fizeram de Toriyama um desenhador célebre! O desenho e os gags são bem identificados com o estilo deste mangaka, e quem gostou das suas obras mais conhecidas, Dragon Ball e Dr. Slump, com certeza gostará desta pequena história: Sand Land.

Segundo ele próprio, teve algumas dificuldades com esta história, sobretudo com uma “personagem”: o tanque de guerra… pelos vistos, e para quem fez tantas naves, carros e motas, um tanque pode ser um problema!

Toriyama fez esta história para seu prazer próprio, a história de um tanque de guerra e um velho general. Desenhou a história sozinho, sem ajuda dos artistas do seu estúdio, como se fosse um complicado guilty pleasure! E fez uma história bem divertida.

Sand Land foi serializado no ano 2000 na revista Weekly Shōnen Jump e passou a tankōbon pela Shueisha nesse mesmo ano. A versão que tenho comigo foi publicada pela Viz Media em inglês e em 2004. É um típico Shounen, muito menos intrincado que Dragon Ball, mas o storytelling de é muito forte. Ao contrário de muitos Mangas deste género, tem muitas falas, e essa é uma marca dele que aprendi a conhecer com Dragon Ball. Já li alguns Mangas deste género e muitas vezes a acção é completamente gráfica, Toriyama dá-lhe mais corpo com os constantes e divertidos diálogos. Por alguma coisa o seu sucesso como mangaka foi enorme…


Sand Land, como disse no início, situa-se temporalmente num futuro pós-apocalíptico em que a água praticamente desapareceu, sendo que a pouca que existe é vendida a preços exorbitantes à população. Toda a água estava na mão do poderoso monarca de Sand Land, e para controlar a água tinha o exército às suas ordens, com os seus dois Generais de confiança: General Zeu e General Are.

Mas um antigo General, Rao, não se conforma com esta situação, e sabendo que os Demónios também precisam de água faz literalmente um pacto com eles! Para isso contacta o Demónio Beelzebub, que acaba por acompanhar este velho General na demanda pela água escondida ao povo. Têm a ajuda de outro Demónio, o velho Thief, e juntos trilham o deserto hostil onde vão encontrar Dragões, bandidos e o exército!
O grande vilão disto tudo é… lol… leiam o livro se quiserem saber!
:P



Tankōbon
Criado por: Akira Toriyama
Editado em 2004 pela Viz Media
Nota: 7,5 em 10




segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vagabond Vol.1 & Vol.2 (Vizbig Editions)


Vagabond é mais um excelente Manga que eu comecei a seguir.
Esta série é baseada na história real de Miyamoto Musashi, considerado o maior samurai de sempre, obtendo o cognome de “Sword Saint” por isso!
Esta obra de Takehiko Inoue baseia-se na novela de Eiji Yoshikawa, Musashi. A vida deste famoso samurai é retratada de uma maneira bastante violenta… esqueçam-se da poesia que os ocidentais gostam de fazer à volta destes guerreiros, eles são sujos e violentos e seguem o caminho da espada.
Os dois volumes apresentados são respeitantes às edições Vizbig, ou seja, são bastante volumosos (mais de 600 páginas), mas têm capas horríveis… em contrapartida as lombadas são espectaculares!
Cada volume destes corresponde a três volumes normais, com papel melhorado e dimensões mais apropriadas à bela arte apresentada. Para quem começa a série estes volumes são bem mais apropriados, pois ficam bastante mais baratos para além da qualidade também ser melhor, em contraponto aos tankobons normais de Manga.
Falando da arte de Inoue… é muito boa! O detalhe é espectacular, as paisagens lindíssimas de pormenor, e as cenas de combate de grande velocidade e acção. Para além disso proporciona aos leitores algumas páginas coloridas que são por norma de grande beleza. Os pormenores históricos são bem retratados visualmente, embora esta estória não seja historicamente correcta em muitos aspectos. Mas as roupas, costumes e habitações estão muito bem retratadas visualmente! Aliás… há páginas fantásticas! São autênticos delírios visuais, sobretudo ao nível paisagístico.
Quanto à estória. Estes dois volumes contam o início do caminho de Shinmen Takezo na busca pela “invencibilidade debaixo do Sol”, e a sua transformação no posteriormente famoso samurai Miyamoto Musashi.
O plot está muito bom, as intrigas bem feitas sem nunca faltar um pouco de humor quanto baste.
O início mostra dois guerreiros que sobrevivem a uma batalha, mas no lado vencido. Ambos tinham saído das suas aldeias para tornarem os seus nomes famosos, mas quase pereceram nessa batalha, e depois nas mãos dos caçadores de despojos. Eram eles Takezo e Matahachi. Um deles valente com uns olhos animais, o outro um cobarde…
Acabam por seguir caminhos diferentes, Matahachi cobardemente acomoda-se com uma mulher e Takezo segue em frente. Será perseguido pela família de Matahachi como se fosse um animal (porque esta considera que a desonra é deviada a Takezo), irá ser apanhado, mas tem aliados que o ajudam a crescer como guerreiro e pessoa: o monge Takuan e a ex. noiva de Matahachi, Otsū.
Irá viajar para Kyoto para encontrar guerreiros fortes com quem medir forças, destruindo no processo a famosa escola Yoshioka. Mais tarde viaja em direcção ao templo Hōzōin, onde os seus monges eram famosos pela sua técnica com lanças. Aqui leva uma grande surra, que faz com que procure alguém para o ensinar… para o melhorar tecnicamente, interiormente e fazer entender o porquê da sua derrota! É aqui que acaba este segundo volume.
Existem várias linhas de estória que se vão interligando sem pressas, dando volume e densidade à intriga, iremos seguindo assim a vida de Matahachi, de Otsū e de Akemi e sua mãe! Para além disso é-nos apresentado também o arqui-rival de Musashi: Sasaki Kojirō!
O Leituras de BD recomenda este Manga que já vendeu mais de 22 milhões de livros! Não esquecer que este Manga é um "Seinen", portanto para pessoas mais "crescidas"...
:)

Boas leituras!

TPB
Criado por:  Takehiko Inoue
Editado em 2008 pela Viz Media
Nota: 9 em 10

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