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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Capas: Star Wars: Darth Vader #1
Capa "nerdística" a preparar terreno para o "Epi. VII.
:)
O autor é Alex Ross, para uma revista escrita por Kieron Gillen e desenhada por Salvador Larroca.
A história vai ter como cenário o pós Epi. IV: A New Hope, e claro... a estrela vai ser o excelente vilão Darth Vader!
Agora só têm de esperar por 2015!
:D
Boas leituras
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross [12]
Um autor incontornável dos anos 90: Alex Ross!
Hugo Silva vai falar deste autor que criou um estilo muito próprio, deixando uma marca indelével nos comics da década de 90.
Alex Ross
Alex Ross foi um dos artistas que marcou a década de 90, participando de duas das maiores sagas dos anos 90 (e de sempre) e trazendo um novo estilo de arte para o mundo dos comics e ganhando uma legião de fãs que perdura até hoje. Foi colaborador regular da revista Wizard e da DC Comics, produzindo um sem número de litografias, posters e capas de grande qualidade e que nos deixava literalmente a salivar.
Alex Ross começou a sua carreira nos comics em 1990, numa mini série baseada em personagens do filme Terminator e publicada pela Now Comics, e é em 1993 que faz o seu primeiro trabalho de Super-Heróis, uma capa para um livro do Super-Homem que aprofundava o que tinha acontecido em 1992, na série de histórias da Morte do Super-Homem (já abordado aqui no blogue).
Aí travou conhecimento com Kurt Busiek, e os dois decidiram começar a enviar propostas para revistas com arte pintada no seu interior, sendo uma dessas propostas aprovada pela Marvel Comics e que iria dar origem a uma mini série que contaria a origem do universo de super-heróis da editora, intitulada Marvels e publicada em 1994.
Os autores mostravam como pessoas normais, nomeadamente um fotógrafo, assistiram ao boom de super-heróis no universo Marvel, desde os confrontos entre Namor e o Tocha Humana original ao aparecimento dos primeiros Mutantes passando por heróis estranhos como o Aranha ou equipas como o Quarteto.
Tudo com uma arte fantástica, parecia uma mistura de fotonovelas com quadros de um museu qualquer, que nos deixavam presos à página e a apreciar cada pormenor da arte. Lembro-me de ver a primeira revista à venda, com uma capa de “plástico” a mostrar um tocha humana em chamas, conquistou-me logo e não descansei enquanto não a comprei. O interior correspondia ao que via nas capas, e o medo que eu tinha da leitura ser maçadora com uma arte assim, esfumou-se por completo no argumento e diálogos de Busiek, com a inocência que era transmitida a cada página e que nos fazia crer que aquilo realmente se passava no começo de tudo.
Um começo em grande para o artista, o qual foi apoiado desde o primeiro dia pela revista Wizard iniciando uma colaboração regular com esta revista, dando assim a conhecer um pouco mais a sua arte e aumentando assim o número de pessoas que se apaixonavam pelo seu estilo realista ao desenhar super-heróis. Aí ele chegou a explicar todo o conceito de criação, de como tirava fotografias aos seus amigos em poses heróicas (e por vezes com fatos e tudo) para perceber melhor como as sombras e luzes devem ficar num determinado quadro.
Ou de como ele adorava deixar pequenos Easter Eggs para os fãs, de personagens conhecidas do mundo dos comics, cinema ou televisão nos quadros das histórias, e chegaram a existir edições da Wizard que esmiuçavam as sagas de Ross para apanhar todos esses pormenores que o autor fazia questão de deixar nas páginas que pintava e desenhava.
Um ano depois Busiek e Ross juntavam-se a Bret Anderson e criavam a série Astro City para a Image Comics, que passaria mais tarde para a Wildstorm. Mais uma prova da importância do autor nos anos 90, como viram já está ligado a três artigos que publicámos aqui, esteve ligado a diversos acontecimentos importantes da década e não pararia de trabalhar nos anos que se seguiriam. A revista teria algum sucesso e o universo criado pelos dois autores era bastante interessante.
Em 1996 ele desenvolve uma ideia que tinha para o universo da DC, uma história passada no futuro e que mostraria uma divisão entre os heróis da editora e se focaria nas novas e velhas gerações: Kingdom Come!
Mark Waid ajudou o artista a escrever a saga que mostrava como um Super-Homem descontente com o rumo de uma nova geração de heróis decide-se reformar vivendo isolado de um mundo que é muito mais violento do que aquilo que poderíamos imaginar.
Ross redesenhou muitos dos ícones que todos conhecemos, criando uma Liga da Justiça imponente e diferente do que esperávamos, existiram heróis dos quais não havia a certeza qual versão eles podiam ser. Qual era o Flash representado? Seria o Jay Garrick? O Barry? E o Lanterna Verde? Alan Scott ou Hal Jordan? Era um pouco deixado à escolha do leitor essa interpretação, e isso ainda fez a série ter mais sucesso. O artista foi co-criador de um dos vilões da história, o Magog que teve o seu visual baseado em duas criações de Rob Liefeld, o Cable e o Shatterstar.
Havia algo em comum com Marvels, um narrador Humano e inocente (neste caso um Reverendo) mas ao contrário da série da Marvel, esta era mais imponente, tentava mostrar os heróis maiores que a vida, como os verdadeiros mitos que são. E estes tinham muito mais destaque que na mini de Busiek, aqui eram eles os protagonistas e os que dominavam a história.
Existiram momentos imponentes, mas nenhum como o confronto entre Superman e Shazam, algo que qualquer fã gosta de ver e que na arte pintada de Ross ganha o glamour e a grandeza que merece ter. Tudo num universo dividido entre os que apoiavam o Batman, e os que apoiavam o Superman, diferentes estilos no combate ao crime mas que enfrentam como sempre um inimigo em comum.
Kingdom Come foi publicado em português, na integra, em quatro volumes pela Vitamina BD.
Ross continuou a trabalhar com a DC, em algumas capas ocasionais e numa mini criada por ele para a Vertigo, utilizando a personagem Uncle Sam e mostrando um lado mais negro da América. Voltaria a trabalhar para a Marvel no final da década, criando a saga Terra X com Jim Krueger que faria parte de uma trilogia que se arrastaria pelos anos 2000.
Adorava a arte de Ross, e apesar de nos últimos tempos ficar um pouco maçadora, ainda continua a produzir alguns posters ou capas bastantes interessantes. E isto sem ligar a uma crítica que fazem aos seus personagens masculinos, o facto de terem sempre a virilha demasiado realista, com um volume ao qual não estávamos habituados a ver num universo de super-heróis “Ken”.
Texto: Hugo Silva
Podem aceder a todas as publicações do Hugo Silva no Leituras de BD clicando no nome dele, e visitar o seu blogue no seguinte link:
Ainda sou do Tempo...
Podem ler os anteriores artigos desta rubrica nos seguintes links:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Como curiosidade existem várias séries de figuras da DC Direct baseados nas suas personagens (Referentes a Kingdom Come).
Quanto a prémios... tem alguns:
- Will Eisner Award (1997)
- National Cartoonists Society Comic Book Award (1998)
- Comic Buyer's Guide's CBG Fan Award for Favorite Painter
Este último prémio foi ganho por Alex Ross em sete anos seguidos, levando à retirada desta categoria nestes prémios!
Amazing!
Boas leituras
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Lançamento Dynamite: Flash Gordon - Zeitgeist
O mítico herói dos primórdios da Banda Desenhada está de regresso ao mercado dos Comics norte-americano!
A recuperação é feita pela Dynamite e vem pela mão de Alex Ross, responsável pela estória e design. O guião será escrito por Eric Trautmann (Vampirella, Red Sonja), a arte estará a cargo de Daniel Lindro.
Teremos Flash Gordon, Dale Arden e Dr. Hans Zarkov a viajar da Terra para o planeta Mongo, onde irão lutar contra o tirano Ming the Merciless!
O título chamar-se-á Flash Gordon – Zeitgeist, e Alex Ross sente-se feliz por estar a trabalhar neste mítico título, dizendo que Flash Gordon irá “puxar” o que há de melhor nele como autor/artista!
É mais um clássico a ser relançado pela Dynamite. Esta editora tem apostado nalguns, como The Lone Ranger, Vampirella, Battlestar Galactica, Dan Dare, The Green Hornet, Zorro e Buck Rogers.
Agora resta ver como vai correr este Flash Gordon, e como esta tripla de autores vai convencer os possíveis leitores deste herói de que trazem algo de novo ao universo de Mongo.
Flash Gordon foi criado em 1934 pelo grande Alex Raymond como resposta da editora King Features Syndicate aos títulos Tarzan e Buck Rogers, da editora rival da altura, a Pulitzer Syndicate.
Este herói teve um enorme sucesso, sendo aproveitado para séries de televisão, cinema e desenhos animados.
Como curiosidade… existiu nos anos 70 uma paródia a este herói com o título “Flesh Gordon”, que acabou também ela por se tornar um título de culto, devido ao êxito obtido!!!
Deixo aqui as várias capas da revista #1 que irá sair em Novembro.
Boas leituras
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Lançamento Dynamite: Kirby - Genesis
A Dynamite tem tentado (com êxito) obter os direitos de algumas das personagens criadas pelo grande Jack Kirby desde há três anos. O culminar deste processo chama-se Genesis e começou a ser editado em formato "comic" em Junho. Os artistas são dois grandes nomes da BD norte-americana, que pr
Jack Kirby tinha uma cabeça fervilhante de ideias e grande talento para para as passar para o papel. Conseguiu criar universos e conceitos que não estão ao alcance de muitos!
É isto que a editora Dynamite quer aproveitar, socorrendo-se de uma dupla de luxo!
A estória que dá corpo a este projecto consiste na viagem de uma sonda, a Pioneer 10, que levou uma mensagem para as estrelas oriunda da Terra. Agora ela volta com uma resposta! Mas esta não era a resposta esperada... quando esta chega transforma completamente a vida dos habitantes deste planeta azul, sobretudo de três vulgares indivíduos!
Captain Victory e Silver Star, em conjunto com outras grandes criações de Jack Kirby, serão personagens principais deste Genesis!
Ficam as imagens de algumas páginas ainda por acabar, para saborearem um pouco da arte desta grande dupla: Alex Ross e Kurt Busiek. Bom... também não se pode desprezar o trabalho de Jackson Herbert, que finaliza o trabalho de Ross!
Boas leituras!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Autores: Alex Ross
Alex Ross é outro dos meus artistas preferidos dos Comics norte-americanos.
O seu primeiro trabalho foi uma capa encomendada pela DC Comics referente a Superman: Doomsday & Beyond em 1993.
O estilo realista super detalhado de Alex Ross não lhe deixa espaço para ser o artista de uma obra completa, trabalhando essencialmente em capas, e que capas…
Muita gente não gosta muito do estilo deste artista argumentando que é muito parado. Bem, Alex Ross para mim é um dos grandes artistas da BD, e nem sequer concordo muito com esse estigma do “parado”, ou estático, como preferirem. Tem um estilo próprio, inconfundível e deixa sempre a sua marca em qualquer trabalho em que tenha participado. As poses e os olhares para o infinito são muito dele, a que não será alheia a sua técnica ser servida por modelos humanos.
Mas é na pintura dos seus trabalhos que eu mais o admiro! Acho-o mesmo do outro mundo nesta faceta. E mais uma vez inconfundível… Qualquer pessoa que conheça um ou dois trabalhos de Alex Ross, consegue identificar todos os outros. Repetitivo? Talvez, mas eu gosto.
Para além disso esteve ligado a três das melhores obras dos Comics:
Marvels (Marvel – 1994)
Justice (DC – 2005)
Kingdom Come (DC – 1996)
Para além disso criou capas para muitos comics incluindo Astro City para a Image Comics, mais uma vez trabalhando com Kurt Busiek.
Tem trabalhos completos em muitas outras séries como em JLA, JSA, Wonder Woman ou Superman.
Como artista de capas, bem… a lista é infindável.
Como curiosidade existem várias séries de figuras da DC Direct baseados nas suas personagens (Referentes a Kingdom Come).
Quanto a prémios... tem alguns:
- Will Eisner Award (1997)
- National Cartoonists Society Comic Book Award (1998)
- Comic Buyer's Guide's CBG Fan Award for Favorite Painter
Este último prémio foi ganho por Ross em sete anos seguidos, levando à retirada desta categoria nestes prémios!
Amazing!
Boas leituras!
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