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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Autores presentes no Festival Internacional de BD de Beja: Aida Teixeira e Carlos Rocha (Entrevista Dupla)


Como muita gente já sabe, vai sair neste excelente festival o livro Vamos Aprender, de Aida Teixeira e Carlos Rocha.
Assim o Leituras de BD decidiu fazer uma entrevista dupla aos dois autores deste livro. As mesmas perguntas para ambos, mas respondidas sem que um soubesse a resposta do outro.


Se quiserem saber algo mais sobre estes dois autores basta lerem o post de lançamento deste livro no link:
Lançamento Kingpin Books: Vamos Aprender

Passemos a esta mini-entrevista sem mais delongas... as respostas serão coloridas de maneira diferente: Aida Teixeira de rosa claro e Carlos Rocha de azul (provocação clubística).
:D

Entrevista a Aida Teixeira e Carlos Rocha

1- Como começou a vossa parceria? Qual foi o clique que fez com que iniciassem este trabalho juntos?

1- Parece-me que começou antes do Carlos saber, sequer, da minha existência. Começou no dia em que eu vi uma frase que dizia mais ou menos isto “eu vou ser o maior desenhador de BD de Portugal”, ver a frase e ver os desenhos que estavam juntos a essa frase, fez-me pensar “vai mesmo”.
O click (não é o do M. Manara, hihihihi), deu-se no dia em que percebi que o Carlos tem uma qualidade, não rara, mas raríssima, nos desenhadores (pelo menos naqueles que eu conheço): Cumpre prazos.
E eu, como advogada que sou, sou um bocado maníaca com cumprimento de prazos, e fico com muito mau feitio (e não queiram saber como eu sou com o mau-feitio em alta), quando alguém falha, sistematicamente, prazos.
Escrevi uma história, e o Carlos em 1 (sim UM) mês desenhou-a, e ficou, na minha opinião, fantástica. Aquela será sempre “a minha história especial” com o Carlos.

1- Algo resumidamente; não posso dissociar este blogue do começo da nossa parceria, uma vez que foi, não só mas também, através dele que a Aida teve conhecimento do meu trabalho, gostou, apresentou-se pelo fb, e não tardou que me propusesse um desafio. O de uma curta história, para ver se realmente funcionava. Pelos vistos...

2- Foi complicado adaptarem-se um ao outro, sobretudo com a distância pelo meio visto que não se podiam encontrar pessoalmente durante a construção do livro?

2- Nada, o Carlos consegue, não só ler-me o pensamento, mas também melhorá-lo. E sempre fomos honestos no trato, se havia algo que eu não gostasse, dizia, ele via, e acabávamos por chegar sempre a um bom entendimento. O mesmo se passava (e passa) no sentido inverso, se há algo que está escrito de uma forma que não é lógica (nem sempre sai tudo bem, não é?? E eu aceito críticas pacificamente, desde que fundamentadas) ou desenhável, ele fala comigo, e arranjamos sempre uma solução.

2- Eu sempre tive a curiosidade de saber como seria trabalhar com um argumentista, uma vez que sempre fiz tudo sozinho. Tomara muitos terem a sorte que eu tive; a Aida dá-me a liberdade suficiente para que não me sinta "amarrado" pelos rígidos condicionamentos que por vezes um texto pode obrigar. Mais à vontade não me poderia ter sentido. O facto de não nos vermos olhos nos olhos, creio, não teve influência decisiva no projeto, uma vez que trocámos imensos mails, sem deixar que quaisquer dúvidas restassem sobre o que haveria de ser feito.


3- Quais são as vossas expectativas em relação a este trabalho?

3- Não sou, nunca fui, de sonhar pequeno. E também não sofro de ataques de falsa modéstia. Eu sei que os desenhos são excelentes, sei que as histórias são simples e objectivas para o público a que se destinam, têm princípio meio e fim, portanto, as minhas expectativas são:
Esta é apenas a primeira de várias edições. (ler acima acerca da minha imensa modéstia)

3- Sinceramente? No início nem sequer me lembrei de pensar nisso. Vivia demasiado concentrado na sua criação. Mas elas foram crescendo, a partir do momento que observo todo o feedback e expectativa em torno dele.

4- E os vossos objectivos futuros? Dependem do sucesso comercial deste livro?

4- Objectivos futuros? Temos. Se vou dizer quais são? Não, não vou. Mas posso ir dizendo que estamos a pensar em algo… hummm diferente? Arrojado? Aguardem para ver.
Os meus sonhos nunca podem depender de sucesso comercial, mas na verdade, se o houver, vai ajudar muito para que o Mário Miguel de Freitas passe a andar connosco ao colo (e com isso ganhará várias hérnias, porque eu não faço por menos) ]:-)

4- NÃO!! É meu desejo que não. E tomara que a Aida tenha o mesmo sentir. Temos outros projetos a que nos queremos dedicar de corpo e alma. Acho inclusive que o nosso pensamento vai já muito à frente, sem dar chances que as pernas o alcance.


5- O que pensam sobre a BD infanto-juvenil portuguesa, sabendo que praticamente apenas mais dois autores vão editando aos solavancos nesta área tão importante para a educação bedéfila?

5- Qual BD infanto-juvenil? O que se edita é tão, mas tão irrisório que se pode dizer que não existe.
Se os pais (os que compram os livros) perceberem que não são os jogos alienantes das P.Station que dão alguma cultura aos filhos, perceberão que só com a leitura lhes estão a dar uma base cultural que, no futuro, lhes poderá trazer vantagens profissionais e pessoais, que uma subida de nível, no jogo, não dá.
As crianças (e adolescentes) são cada vez menos cultos, têm um vocabulário cada vez mais reduzido, escrevem pessimamente, e porquê? Porque não leem. Assim, simples. Não viajam pelo melhor dos mundos: a sua própria imaginação.

5- Espero que quem actualmente a ela se dedique NÃO DESISTA. Porque se precisa. E também por aí, por haver tão pouca produção desse género de leitura para as crianças, este álbum seja importante. Sem medo do exagero, que não será, digo-o expressamente: honestamente ACREDITO que a Aida e eu podemos acrescentar alguma coisa bonita e de valor à banda desenhada portuguesa; quer em parceria ou por caminhos separados.

























6- Que mensagem querem deixar aos leitores deste blogue?

6- Leiam BD, leiam livros sem ser em BD, leiam prosa, leiam poesia, leiam peças de teatro, leiam jornais, revistas, panfletos do prof. Karamba (descubram os erros e parvoíces que lá estão escritas), mas LEIAM!
Nota: este questionário ao contrário do que quer fazer supor, tem 8 (oito) perguntas. ]:-)

6- Ofereça um livro ao catraio mais próximo.

Obrigado Aida e Carlos!

Pronto, podem comparar as respostas de um e de outro e verificarão que são consonantes no essencial!

A Aida e o Carlos estarão no Festival Internacional de BD de Beja, apresentando o seu livro Vamos Aprender, no dia 1 de Junho (Sábado) às 15:15, onde darão autógrafos às 18:30do mesmo dia! Poderão também visitar uma mostra do seu trabalho na Casa da Cultura de Beja.

As imagens apresentadas foram escolha de Carlos Rocha!

Poderão ver as outras entradas sobre este festival no Leituras de BD clicando nos seguintes links:
Exposições
Programa
Autores: Mézières
Autores: Sama (Entrevista)
Autores: Jorge González

O Leituras de BD apoia e recomenda o Festival Internacional de BD de Beja

Boas leituras



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Lançamento ASA: BRK


Livro de autores nacionais, que eu fui acompanhando desde o início no fórum da Central Comics, e que saiu em parte no BD Jornal. Tempos atrás esperava-se que saísse o livro pela Pedranocharco (editora do BD Jornal), mas afinal foi a ASA que pegou no livro com força!
Não conheço a estória, visto que não costumava comprar o BD Jornal, mas a arte que eu via no fórum Central Comics deixava-me bastante agradado! Parabéns aos "Filipes" pela edição do seu livro!
Segue o "press release" da ASA:

David tem 17 anos e anda no ensino secundário. Como qualquer
adolescente anda confuso com a vida e começa a questionar tudo e todos.
Um dia é aliciado por uma rapariga (Bia) a juntar-se a uma organização que
promete revolucionar a forma de pensar das pessoas, a organização
"Estalo". Devido à sua teimosia, e constante insistência em questionar os
pais, e contra a vontade da irmã (Ana), decide entrar para o grupo. É
rapidamente posto à prova com um assalto a uma fábrica de papel…

Autores: Filipe Pina e Filipe Andrade
Tiragem: 1000 exemplares
Edição: brochada com badanas
Número de páginas: 88
ISBN: 978-989-23-0598-1
Data de distribuição: 17 de Setembro 2009

Filipe Pina
Nasceu em Santarém, em 1979. Desde 2005 que tem residência fixa no Porto. Trabalhou durante 7 anos em televisão para a Sigma3 Audiovisuais e passou por diversos cargos como editor de imagem, repórter e operador de câmara, até se fixar na área do design e grafismo. Foi responsável pela produção de uma dezena de grafismos onde se incluem programas como "Curto-Circuito", "CineXL" e "Cabaret da Coxa", para a Sic Radical. Entre cartazes, logótipos, sites e outras pequenas animações, produziu o grafismo para o 1º CD da banda “Reaktor”. Foi co-fundador e vice-presidente da agora extinta Associação de Produtores de Jogos Electrónicos (Aproje). Em 2006 e 2007, no âmbito de uma cadeira também ela dedicada aos videojogos, deu aulas na ESAD no Porto. Já na área da Banda Desenhada inicia-se, em 2003, com Filipe Andrade na tira cómica online "Fraggers". Como argumentista e pintor, e também com Filipe Andrade, entre 2006 e 2008, editou periodicamente a BD de nome “BRK” no BD Jornal. Dadas as evidentes influências dos videojogos em todos os seus trabalhos, mais não seria de esperar que não fosse ser actualmente co-fundador e sócio-gerente da empresa Seed Studios, onde produz exactamente videojogos.

Filipe Andrade
Nasceu em Lisboa, em 1986. Cedo mostrou aptidão para o desenho. Em 1997, os pais inscreveram-no no atelier da artista plástica Aurora Bargado. Dois anos mais tarde, frequentou um curso de BD, leccionado por António Valjean, na IMARGEM. Após este curso decidiu que o que realmente queria fazer na vida era BD. Participou em inúmeros concursos de Banda Desenhada e Arte Postal, entre os quais ganhou alguns prémios (BD Amora 2001, 1º lugar; prémio Jovem Revelação GBS 2002 e Menção Honrosa em 2004; BD Amadora, 1º e 2º prémios, em 2002 e 2003, respectivamente, no escalão B e, BD Moura 2005, 1º lugar). Entre 2002 e o presente ano, foi desenvolvendo projectos paralelos. Trabalhou com algumas empresas na área da ilustração em projectos como “Família Nickelodeon” para a MTV Networks, colaborou nos cartazes promocionais do grupo percussionista “Wok” e em arte conceptual para a empresa de videojogos Seed Studios. Em colaboração com Filipe Pina realizou tiras cómicas (online), sob o título, “Fraggers”. Em 2006, os dois iniciam o projecto de BD, de título “BRK”. Finalizou recentemente o curso de Escultura da Faculdade de Belas-Artes e, actualmente, tem vindo a desenvolver aquilo que mais gosta de fazer no campo das Artes, BD, ilustração e escultura.

Boa sorte para os "Filipes" com este seu livro, é tão raro haver livros de autores portugueses no nosso circuito comercial nacional. Espero que lhes dê força para continuar!

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