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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Druuna Livro 3: Mandrágora | Aphrodisia



Não posso deixar de passar este lançamento da Arte de Autor, sendo eu um fã indefectível da arte de Serpieri.

Atenção: BD para adultos

Está quase aí esta excelente edição dupla de Druuna: Mandrágora e Aphrodisia. Livros onde a libido navega em alta velocidade.

Em Mandrágora, depois do paradoxo temporal que salvou a tripulação da nave espacial do Comandante Will, mas que não salvou a tripulação do “O Mal”, Doc tenta resolver o assunto colocando Druuna em sono profundo e ligada ao computador de bordo, que está “infectado” pela dupla personalidade Lewis/Shastar. Doc tenta convencer Druuna a tentar obter dessa maneira o “Serum” que combatia a mutação nos humanos que eram atacados pelo “O Mal”.

O “Serum” tinha um componente secreto que era preciso descobrir, e assim Druuna é convencida a ligar-se e a entrar num mundo caótico originário da mente decrépita de Lewis.
Os cenários são retorcidos, os habitantes na sua maioria são disformes, completamente sádicos e depravados…

Druuna acaba sempre por prevalecer usando o seu corpo para sobreviver, umas vezes com sofrimento, outras acabando por ter prazer, na maioria das vezes por estar drogada. Shastar tenta sempre ajudar sobrepondo-se a espaços à personalidade forte de Lewis, mas não pode fazer muito naquele mundo louco!

Apesar disso Druuna consegue aperceber-se de onde era oriundo o ingrediente secreto do “Serum”, não sendo mais que a Mandrágora.
Esta planta mítica de práticas de bruxaria tem pretensas qualidades mágicas, que já vêm de há muito tempo, tais como afrodisíaca, alucinogénica, analgésica e narcótica.
Diz-se que nascia do sémen dos homens que eram enforcados. Estes ao serem “esticados” ejaculavam e no chão onde caia o sémen nascia a mandrágora.
Esta situação é ilustrada neste livro ao vivo e a cores…

Outro ponto que eu ainda não foquei nesta série é a personagem “Doc”. Esta personagem é o “alter-ego” do próprio Serpieri! É o seu auto-retrato numa viagem louca dentro de uma nave em aventuras espaço-temporais de contornos muito eróticos…

Em Aphrodisia acaba um ciclo. A qualidade da arte de Serpieri vai subindo de livro para livro, e aqui as páginas são cobertas pela qualidade da arte de Serpieri, com magníficos monstros, arquitectura louca, paisagens de grande beleza e corpos humanos que respiram luxúria e sexo por todos os poros.

Druuna continua presa no sonho louco de Lewis, ao qual se ligou no anteriormente através do sono telepático via computador de bordo.
O Comandante Will resolve entrar também no sonho para tentar arrancar Druuna da mente louca de Lewis, mas apenas acaba por sofrer nas mãos de Lewis e trazer mais um enigma para a nave.

Druuna está presa e confusa, pois perdeu a memória. Primeiro caiu dentro de um sonho recorrente, o sonho onde encontrou Lewis pela primeira vez: a praia! Depois veio o pesadelo e para se salvar alguém lhe estende o braço. Druuna não esconde o seu espanto ao ver um clone seu! Este clone quer o lugar de Druuna no meio dos vivos no universo real, e acaba deixar Druuna presa no pesadelo de Lewis acordando no corpo na verdadeira Druuna numa pequena nave.

Aqui verifica no computador de bordo que a sua vida vai ser curta, pois encontra-se numa pequena nave de salvamento, com o resto da tripulação num sono criogénico, e isto porque o Comandante Will colocou a nave principal em contagem para auto-destruição. Como Lewis estava ligado ao computador de bordo, e a mente do corpo de Druuna era originária de um clone fabricado por Lewis, a partir do momento em que o computador fosse destruído tudo quanto era originário do pesadelo de Lewis desapareceria.

Mais uma vez Shastar consegue salvar a verdadeira Druuna do sonho louco e a sua mente substitui a do clone na nave salvamento.

Esta edição está ao nível das outras publicadas pela Arte de Autor, ou seja maravilhosa! Serpieri é grande, o nível artístico sobe de livro para livro numa história de FC intrincada.

Têm aqui os links, e os livros que hão-de vir ainda.

Como podem verificar, uma grande notícia para os apreciadores de Serpieri e Druuna foi dada pela editora Arte de Autor! Não só Serpieri publicou mais um álbum, como esta editora anuncia que publicará a série toda até ao ano de 2020. Extraordinário! Obrigado Arte de Autor :)

Fiquem com a nota de imprensa também:



DRUUNA – TOMO 3
MANDRÁGORA| APHRODISIA

Uma obra de referência para redescobrir.

ÁLBUM DUPLO que contem as histórias Mandrágora e Aphrodisia, e um dossier com ilustrações inéditas.


Saída de um estranho sonho em companhia do seu amante Shastar, Druuna é convocada pelo comandante da nave. O «mal» existe a bordo, e é ela que tem de encontrar a fórmula do soro capaz de conter o flagelo. Druuna parte então para uma nova viagem cerebral ao coração da cidade de onde é originária. Aí reencontrará sem dúvida Shastar, mas também o seu gnomo salvador e o doutor Ottonegger, que lhe revelará o ingrediente necessário ao remédio que ela procura, uma flor misteriosa: a Mandrágora...

Druuna, série de referência da banda desenhada erótica dos anos 1980, é reeditada na Arte de Autor! Este terceiro álbum reúne Mandrágora e Aphrodisia, os episódios 5 e 6 da saga. Cada álbum desta nova é enriquecido por um caderno gráfico.

A publicar:
Druuna 4 – O planeta esquecido | Clone
Druuna 5 – A que vem do vento - INÉDITO



Argumento e Desenho: Paolo E. Serpieri
Edição: Cartonada
Número de páginas: 144
Impressão: cores
Formato: 21 x 28,5 cm
Editor: Arte de Autor
ISBN: 978-989-54326-3-9
PVP: 22,00







Paolo Eleuteri Serpieri
Paolo Eleuteri Serpieri, nasceu em Veneza, em 1944.
Começa a sua carreira profissional como pintor em 1966, antes de se virar para a banda desenhada, o que acontece em 1975. Grande apaixonado por Westerns, co-escreve L'Histoire du Far-West, série sobre o oeste americano com argumento de Raffaele Ambrosio, a qual é publicada em França pelas edições Larousse.

A partir de 1980 trabalha para diferentes projectos, tais como Découvrir la Bible (também para a Larousse), e numa série de histórias curtas para diferentes revistas.
Em 1985 cria a série “Druuna”, a qual foi originalmente publicada entre 1985 e 2003 -Morbus Gravis (1985), Morbus Gravis 2: Druuna (1987), Creatura (1990), Carnivora (1992), Mandragora (1995), Aphrodisia (1997), O Planeta Esquecido (2000) e Clone (2003).

Regressa ao universo de Druuna com a publicação de Druuna, As Origens: Anima, lançada na França em 2016, através de uma parceria entre as editoras Glénat e Lo Scarabeo , e em 2019 publica a continuação da série com Druuna 5 – A que vem do vento .



Boas leituras






segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Druuna: Aphrodisia

Aphrodisia é o sexto volume da série e acaba um ciclo, penso que Druuna poderia ficar por aqui e ficava bem.
A qualidade da arte de Serpieri vai subindo de livro para livro, e felizmente a censura também vai descendo à medida que foram saindo os novos livros. Este não está sujeito a nenhuma espécie de censura, penso que é o primeiro que não tem nenhum balão a tapar algo “indecente”. As páginas são cobertas pela qualidade da arte de Serpieri, com magníficos monstros, arquitectura louca, paisagens de grande beleza e corpos humanos que respiram luxúria e sexo por todos os poros.
Druuna continua presa no sonho louco de Lewis, ao qual se ligou no volume anterior através de um sono telepático, via computador de bordo, para descobrir o segredo do soro que curava “O Mal”.
O Comandante Will resolve entrar também no sonho para tentar arrancar Druuna da mente louca de Lewis, mas apenas acaba por sofrer nas mãos de Lewis e trazer mais um enigma para a nave.
Druuna está presa e confusa, pois perdeu a memória . Primeiro caiu dentro de um sonho recorrente, o sonho onde encontrou Lewis pela primeira vez: a praia! Depois veio o pesadelo e para se salvar alguém lhe estende o braço. Druuna não esconde o seu espanto ao ver um clone seu! Este clone quer o lugar de Druuna no meio dos vivos no universo real, e acaba deixar Druuna presa no pesadelo de Lewis acordando no corpo na verdadeira Druuna numa pequena nave. Aqui verifica no computador de bordo que a sua vida vai ser curta, pois encontra-se numa pequena nave de salvamento, com o resto da tripulação num sono criogénico, e isto porque o Comandante Will colocou a nave principal em contagem para auto-destruição. Como Lewis estava ligado ao computador de bordo, e a mente do corpo de Druuna era originária de um clone fabricado por Lewis, a partir do momento em que o computador fosse destruído tudo quanto era originário do pesadelo de Lewis desapareceria. Mais uma vez Shastar consegue salvar a verdadeira Druuna do sonho louco e a sua mente substitui a do clone na nave salvamento.
A série poderia ficar por aqui, mas Serpieri resolveu fazer mais dois livros. Brevemente falarei deles!
Outras entradas deste ciclo neste blog:
Druuna
Ilustração: Druuna X2
Ilustração: Druuna
Druuna: Creatura
Druuna: Carnivora
Druuna: Mandragore

Boas leituras!

Hardcover
Criado por Paolo Serpieri
Editado em 1997 pela Heavy Metal
Nota: 8 em 10

sábado, 4 de abril de 2009

A Vénus das Peles


Tive alguma dificuldade em arranjar imagens deste livro que se pudessem colocar no blog, ou seja, que não fossem completamente explícitas. Leopold von Sacher-Masoch escreveu vários pequenos contos compilados sob o título "O Legado de Cain", entre eles encontra-se o mais famoso: A Vénus das Peles.
Sacher-Masoch nasceu na Austria, e viveu em pleno o século XIX como jornalista e escritor. No magazine que editava e onde escrevia,"Auf der Höhe. Internationale Review", defendia ideais muito progressistas para a altura, como a integração dos Judeus e a emancipação das mulheres. A sua vida privada foi muito confusa, casando várias vezes, em parte devido às suas fantasias sexuais. Estas deram origem ao denominado Masoquismo. Sacher-Masoch chegou a fazer um contrato de seis meses com uma sua amante, em que este seria seu escravo e ela deveria usar peles sempre que o "castigasse". Estes episódios são descritos no conto de "A Vénus das Peles", e transportados para a Banda Desenhada por Guido Crepax. Este autor de BD erótica já foi referênciado neste blog com o livro História de O.
Crepax com o seu traço fácil e elegante deu vida a Wanda e Severin (Gregor), protagonistas de um contrato de escravidão, e do qual a dominadora ao longo do tempo tirava mais partido da sua posição, terminando numa humilhação inaceitável para Severin.
O livro é dividido em dez partes, em que se assiste a uma espiral cada vez mais violenta por parte da dominadora, terminando já com o "escravo" a protestar e a não concordar com aquele tipo de humilhação.... já não era só o chicote ou outros tratos físicos, mas a dona do contrato mostrou que tudo estava incluído!
Guido Crepax transportou magistralmente todo este desvio sexual para os quadradinhos, tornando também esta sua adaptação num marco da BD erótica europeia.
Boas leituras.

Softcover (capa mole)
Criado por: Guido Crepax
Editado em 1988 pela Martins Fontes (Brasil)
Comprado no MIAU
Nota : 7,5 em 10

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