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sábado, 11 de julho de 2026

Dylan Dog 478 - Harlech Asylum
Anexo: Il Francobollo Maledetto


"Clarenettista dilettante, modellinista amatoriale...
...panofobico professionista." 
                                                   - Arthur


Por vezes a vida leva-me a locais diferentes, e desta vez levou-me a Roma. Como de costume tento sempre comprar um livro de BD que se ligue ao local de alguma maneira.
Decidi-me por um título da editora mais famosa dos fumetti, a Bonelli, talvez o que eu gostei mais de ler em publicações portuguesas: Dylan Dog 

Pelos vistos comprei a mais recente publicação desta franquia, e pelo que percebi era muito aguardada pelo fãs porque trazia um dos vilões mais famosos de Dylan Dog de volta, Xabaras, que aparece em grande plano na capa com um ar maléfico! 🙃

Pelo que percebi esta foi também uma edição especial, pois é vendida com um anexo separado, com uma história curta a cores. São as comemorações dos 40 anos de Dylan Dog!

Eu tentei ler este livro primeiramente sem ajuda, o italiano decididamente não é o meu forte, depois pesquisei na internet a perceber se o que li estava certo, errado ou incompleto. Enfim, acertei nas três possibilidades e depois li outra vez 😁

Dylan Dog é um indagatore dell'incubo, ou seja, um investigador de pesadelos ou do paranormal. As suas aventuras são vestidas de fantasia negra, a que a arte a preto e branco dá uma maior profundidade.
A história em título saiu da cabeça de Marco Nucci e foi publicada no passado dia 30 de junho.


Nucci brinca com o leitor a história toda, fazendo uma simetria na narrativa gráfica entre um paciente do asilo de Harlech chamado Arthur Fanshawe e com o supostamente real Dylan Dog. Por vezes as vinhetas andam lado a lado mostrando essa simetria de ideias e factos graficamente, a decorrer ao mesmo tempo, inclusivamente com o mesmo número de personagens. E elas são três, Dylan, Groucho e Annabel no lado "real", do lado do "pesadelo" temos Arthur, Mr Feldman e Shelley.


Basicamente é uma história de desconstrução de identidade, quem é Dylan? Arthur pensa que é. Será que é?
Os referências na cultura deste mundo de fantasia negra são muitos. Descubram por vocês, a mais óbvia, claro, é Frankenstein de Mary Shelley, mas há mais 😉

Quanto à arte de Paolo Martinello, é simplesmente o que dá a alma ao livro. Apresenta-nos um mundo gótico, num preto e branco que impressiona. É sombrio sem ser ilegível e este tom pauta as principais partes do livro.

Pronto, é mais uma Língua para a minha bedeteca 👌

Il Francobollo Maledetto (O Selo Maldito) é uma história colorida de Barbara Baraldi, desenhada por Bruno Brindisi e colorida por Erika Bendazzoli.

Uma história curta sobre um selo que tem semeado a desgraça ao longo do tempo, e em que Dylan irá ter a ajuda de Lorde H.G. Wells!




Boas leituras 




sexta-feira, 8 de março de 2019

Lançamento G.Floy: Colecção Aleph - Dylan Dog
- O Velho que Lê
- Até que a Morte vos Separe



A G.Floy vai lançar no festival Coimbra BD vários livros, entre eles os dois primeiros volumes de uma nova colecção: Aleph. Esta colecção é dedicada à BD europeia e vai abrir com dois volumes de Dylan Dog.

Devo dizer que acho a capa em cima lindíssima! :)

O Velho que Lê, é um dos títulos que inauguram esta colecção, escrito e desenhado por Fabio Celoni, estará em pré-venda nos dias 9 e 10 de Março no Festival Coimbra BD, onde o desenhador italiano é um dos convidados. Até que a Morte Vos Separe, uma das mais célebres histórias de Dylan Dog (de Mauro Marcheselli, Tiziano Sclavi e Bruno Brindisi) estará também disponível em pré-venda.

Fiquem com a informação detalhada da G.Floy:

Dylan Dog regressa a Portugal numa nova colecção da G. Floy Studio!

Criado por Tiziano Sclavi, DYLAN DOG é o célebre investigador do paranormal, o detective dos pesadelos, uma das mais conhecidas personagens de BD de sempre, cujas aventuras ao mesmo tempo aterradoras, inquietantes e melancólicas, têm encantado leitores - e leitoras - em todo o mundo.


Detective privado especializado no sobrenatural e no paranormal, ex-agente da Scotland Yard e alcoólico recuperado, Dylan Dog é uma das mais fascinantes personagens da banda desenhada europeia e, juntamente com Tex, um dos maiores símbolos da qualidade das produções da editora italiana Bonelli. É também, de certa maneira, um anti-herói, cuja personalidade melancólica e reflexiva, cuja ocasional insegurança aliada à sua inteligência penetrante, souberam granjear a admiração e fidelidade de milhões de leitores - e leitoras, ou não fosse Dylan uma das personagens mais populares junto do público feminino - levando inclusive o grande Umberto Eco a declarar “Sou capaz de ler a Bíblia, Homero e Dylan Dog durante dias e dias sem me aborrecer” (Umberto Eco que apareceria na série sob a forma do prof. Humbert Coe).

Dylan Dog surge pela primeira vez em 1986, na história L’Alba dei Morti Viventi (O Amanhecer dos Mortos Vivos), uma história de zombies onde o terror se misturava com o humor, e cedo se tornou uma personagem de culto, capaz de conquistar tanto as leitoras, com a sua aura romântica, como os intelectuais como Umberto Eco, até aos apreciadores dos filmes de terror, que não ficavam indiferentes ao lado por vezes gore da série. E a época de ouro do cinema de terror italiano, representado por nomes como Dário Argento, Mário e Lamberto Bava e Michele Soavi, é uma das grandes referências de Tiziano Sclavi, o criador da série. Confirmando as ligações de Dylan Dog e do seu criador com o cinema, o herói emprestou o nome ao Dylan Dog Horror Fest, um festival de cinema de terror, que teve quatro edições, entre 1987 e 1993, onde os desenhadores de Dylan Dog partilhavam o protagonismo com grandes nomes do cinema de terror, como Dario Argento, que recentemente escreveu uma aventura do Investigador do Pesadelo.

Foi precisamente nos anos 90 que Dylan Dog passou de série de culto para verdadeiro fenómeno de massas, aspecto a que não será estranha a grande qualidade dos seus principais desenhadores, como Angelo Stano, Fabio Celoni, Bruno Brindisi e Corrado Roi. O sucesso de Dylan Dog foi tal, que chegou mesmo a ultrapassar Tex como título mais vendido da casa Bonelli, com vendas superiores a meio milhão de exemplares da revista mensal, aos quais se acrescentavam outro meio milhão com as edições especiais e reedições, ao mesmo tempo que a personagem era adaptada a outros meios de comunicação, desde o cinema e jogos de computador, ao teatro radiofónico.

Em Portugal, e depois de um período em que chegava apenas em edições brasileiras distribuídas em bancas do nosso país, Dylan Dog estreou-se em 2017 na colecção Novela Gráfica da Levoir, com Mater Morbi, uma história de enorme impacto e sucesso em Itália, para no ano seguinte protagonizar o terceiro e décimo volumes da colecção que a Levoir dedicou aos fumetti da Bonelli. Finalmente, em 2019 Dylan Dog chega ao catálogo da G.Floy, abrindo a nova Colecção Aleph, dedicada a explorar outras latitudes do universo da BD. Uma estreia que se fará em dois tempos: primeiro, no Coimbra BD, com a apresentação dos dois volumes iniciais da colecção, O Velho que Lê, de Fabio Celoni, este com a presença do autor, e Até que a Morte Vos Separe, história desenhada por Bruno Brindisi. E em segundo lugar, em finais de Abril, com a apresentação na 6ª Mostra do Clube Tex Portugal, que contará com a presença de Bruno Brindisi, desenhador do segundo volume. Serão álbuns num formato próximo do original, com cerca de 17x22 cms, capa dura, e 120 páginas a preto e branco, que recolherão uma história principal, e quando o espaço o permita, histórias mais curtas que complementarão os volumes.

Convidamos assim os nossos fãs a descobrirem o universo desta genial personagem, emblemática de um verdadeiro novo mundo da banda desenhada que se abre aos nossos leitores, o dos fumetti italianos!




Boas leituras




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