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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Lançamento Pedranocharco: BDjornal #30


Está à venda o BDjornal #30, que segundo as palavras do seu editor será o penúltimo da vida desta publicação.

Poderão encontrar este número no stand da Pedranocharco no 24ª Amadora BD.
O seu editor, Jorge Machado-Dias, deixou uma extensa nota de imprensa onde fala desta sua publicação, e um pouco sobre o Amadora BD embora diga que não queira falar disso...
:D

Fiquem então com a nota de imprensa da Pedranocharco:

ESTARÁ À VENDA NO XXIV FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DA AMADORA O BDjornal #30

Do EDITORIAL alargado (não coube – nem metade – na 1ª página da edição impressa)...
Era nossa intenção terminar a publicação do BDjornal com este #30 mas... chegámos à conclusão que, se calhar seria mais interessante terminar no #32, em 2015, quando se completarem 10 anos de edição – no Festival de Beja, que foi onde o BDj nasceu – o BDjornal #1 saiu no 1º Festival de BD de Beja. Assim, ainda teremos pano para mais algumas (duas) mangas... Já agora, em 2015 a Pedranocharco fará 20 anos. Um duplo aniversário a comemorar, portanto.
























Cumprindo uma promessa feita no ano passado, não falaremos este ano do Festival da Amadora no BDjornal. Ao fim de vinte anos a apontar o que nos parecia não estar bem realizado no FIBDA, sem grandes resultados, chegámos à conclusão que não valia a pena o esforço. As pessoas neste país, gostam mesmo é que se diga apenas bem das realizações, ignorando, ou reagindo muito mal às críticas construtivas que se lhes fazem.

A matéria sobre o web magazine Aces Weekley, que o brtânico David Lloyd (o desenhador de V for Vendeta) se lembrou, em boa hora, de iniciar, com dezenas de desenhadores de vários países e que, a partir de 14 de Outubro, passou a integrar o português Carlos Páscoa, é um daqueles projectos fascinantes que nos entusiasmam. Pena que, como o próprio Lloyd diz, na pequena entrevista que lhe fizemos sobre Aces Weekley, o público afecto à banda desenhada ainda não esteja habituado (e não só em Portugal, como pensávamos que era) a consumir revistas – ou livros - publicados online. Magazines de BD publicados na internet em Portugal, ocorre-nos apenas o The Lisbon Studio Mag (gratuito), apesar de conhecermos uma série de autores a utilizar o meio para publicar histórias em episódios.
























Prosseguindo o trabalho de entrevistar autores portugueses de Banda Desenhada, iniciado no BDjornal #26 – onde apesar do “portugueses” incluimos também uma entrevista com um brasileiro (Julio Shimamotto) – era fundamental entrevistar Nuno Saraiva, o único autor que neste país trabalha exclusivamente para periódicos. Com apenas dois álbuns criados de raíz para esse fim (os outros são compilações ou participações colectivas), Nuno Saraiva desenvolve um trabalho semanal metódico, profissional quanto baste, produzindo tanto bandas desenhadas curtas como ilustrações, para os periódicos que contratam os seus serviços. Construiu a sua “imagem de marca” a que chamámos “o burlesco satírico-erótico”, depois da colaboração com Júlio Pinto (iniciada com Zé Inocêncio, n’O Inimigo e depois com Filosofia de Ponta, n’O Independente) e, mesmo depois da morte deste jornalista, publicitário, activista político, argumentista... continuou nessa linha, que tem contribuído para o seu reconhecimento como autor a nível nacional.
























Depois o texto de Nuno Franco sobre Chantal Montellier, a autora francesa conhecida como a “Georgette Orwell” da BD franco-belga, justamente pelos temas que aborda, sempre a denúncia do estado policial, da esclusão dos desfavorecidos, em suma a sociedade com toda a sua espécie de injustiças e de ditaduras mas também o sofrimento. Trata-se da primeira mulher a colaborar como autora na mítica revista Métal Hurlant e isso quer dizer muita coisa.

Os textos de João Miguel Lameiras (este não censurado pela DC Comics) sobre Lanterna Verde/Arqueiro Verde, que devia ter saído como está nesta edição do BDj, no volume 10 da colecção DC Comics editada pela Levoir em colaboração com o jornal Público. Mais a apreciação de João Ramalho-Santos a Les Ignorants, de Étienne Davodeau. A longa prelecção analítica de Pedro Moura sobre os super-heróis. Também a continuação da história dos Pioneiros do Modernismo Português, com a biografia do ilustrador Correia Dias.
























E não podia faltar Tex Willer, com a continuação de Desenhadores de Tex – Ensaios Biográficos (parte 3), ou apreciação de Pedro Cleto ao Tex Gigante #27 – A Cavalgada do Morto...
Enfim, muita matéria para leitura.

ÍNDICE DE MATÉRIAS

4 – Aces Weekly – o magazine de BD da era digital, com uma curta entrevista com David Lloyd, J. Machado-Dias e Carlos Páscoa
9 – Carlos Páscoa na Aces Weekly – The Statue, J. Machado-Dias
10 – Nuno Saraiva – Para uma Bio-bibliografia, J. Machado-Dias
24 – Entrevista com Nuno Saraiva, J. Machado-Dias
33 - Lanterna Verde/Arqueiro Verde - Uma saga de uma era de mudança, João Miguel Lameiras
38 – Uma palavra sobre Super-Heróis, Pedro Moura
45 – Catálogo para uma releitura, Anos Dourados de Marco Mendes, Sara Figueiredo Costa
46 – Chantal Montellier, Nuno Franco
54 - Exercícios (possíveis) de interdisciplinaridade – “Les Ignorants”/”The Initiates”
de Étienne Davodeau, João Ramalho-Santos
58 - Fernando Correia Dias e os Pioneiros do Modernismo, Osvaldo Macedo de Sousa
65 – Astronauta – Magnetar, Pedro Cleto
66 - IR$ Team #1 – Football Connection, Pedro Cleto
67 – Le Client, Pedro Cleto
68 – Tex Gigante #27 – A Cavalgada do Morto, Pedro Cleto
70 – Os Desenhadores de Tex – Ensaios Biográficos (3), J. Machado-Dias
87 - Resenha Teórica – Série Quadrinhos Poético-Filosóficos, Edgar Indalécio Smaniotto
88 – HQ Brasil – Seguindo seu próprio Camiño di rato, Edgar Indalécio Smaniotto
90 – Entrevista com Mureno Burattini, Ezequiel Guimarães e Júlio Scheneider
92 – XVIII Salão Internacional da Banda Desenhada de Moura, J. Machado-Dias
95 – IX Salão Internacional de Banda Desenhada de Beja, Diogo Campos
99 – XVIII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, Luís Beira, Carlos Almeida, José Carlos Francisco
103 – Iberanime LX2013, Pedro Trabuco
105 – XVI Viñetas Desdo o Atlántico, Diogo Campos
























COLABORAÇÕES: Carlos Páscoa, Clara Botelho, David Lloyd (textos originais sobre Aces Weekly), Diogo Campos, Edgar Indalécio Smaniotto, Ezequiel Guimarâes, João Miguel Lameiras, João Ramalho-Santos, José Carlos Francisco, Julio Schneider, Luís Beira, Carlos Almeida, Nuno Franco, Nuno Saraiva, Osvaldo Macedo de Sousa, Pedro Cleto, Pedro Trabuco, Pedro Vieira Moura, Sara Figueiredo Costa.
























Boas leituras e comprem um livro no festival

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Bang Bang Ultimate Vol.1


Depois destas mini-férias do Leituras de BD, volto com o meu último livro de autores portugueses que foram promovidos ou lançados durante o Amadora BD. Assim temos Bang Bang Ultimate Vol.1 de Hugo Teixeira, que compila em formato Manga (Tankobon) os dois primeiros volumes Bang Bang já editados (em formato norte-americano - TPB), mais a respectiva continuação equivalente a um terceiro volume.
Já tinham sido referidos aqui no blog os dois primeiros volumes desta série, Bang Bang, edição pela Pedranocharco. Na altura queixei-me de falta de cuidado em muitas pranchas, agora irei queixar-me não do autor mas da edição (mas já lá vamos...).
Nota-se que houve um esforço de Hugo Teixeira para que a qualidade global do desenho subisse de nível, o que foi conseguido, e de certeza que para os próximos volumes teremos um Bang Bang ainda melhor se este aumento de qualidade continuar .
Em relação à estória, esta continua ainda muito no princípio embora tenha tido alguns desenvolvimentos interessantes. Gostei da descrição gráfica da cidade ("Poison City") onde Kitsune e Tora tentam escapar do planeta através de conhecimentos no submundo desta cidade que Tora possuía. Gostei também dos policias :)bey! (Eheheh)
Falando da edição... foi a desgraça! O interface dos programas entre a gráfica e a edição não funcionou ficando a qualidade gráfica imediatamente comprometida. A razão apontada pelo editor para não ter visto as provas, falta de tempo e o livro tinha de sair no Amadora BD, para mim não são muito válidas. Um produto difícil de vender em Portugal, como é a BD, tem apresentar qualidade gráfica no mínimo! Depois do autor fazer um esforço para subir o nível da arte não se compreende a descida de qualidade da impressão, e sobretudo apresentá-la ao público assim. Foi tão à pressa que nem o nome do Hugo Teixeira consta da capa! Acharia preferível que o livro saísse depois do Amadora BD com uma edição em condições, do que durante o evento com todas aquelas falhas.
Durante a apresentação do livro, H. Teixeira fez saber que sairão mais dois livros similares a este no formato e quantidade de páginas, espero eu que com muito melhor qualidade de edição (e já agora o nome do autor na capa).
A nota reflecte e penaliza a edição da Pedranocharco, não o autor.
Para terminar... gostei muito da capa, e fico à espera do próximo.
Como o Hugo decidiu mostrar duas versões da mesma página no seu primeiro comentário, eu coloco aqui para verem a diferença.

Página 116 (como ficou no livro)



Página 116 (como devia ter ficado no livro)


Boas leituras!

Tankōbon (単行本)
Criado por: Hugo Teixeira
Editado em 2009 por Pedranocharco
Nota: 6 em 10

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