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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Lançamento G.Floy: Miracleman - Edição Integral



Grande lançamento em português, mais uma vez a G.Floy a deslumbrar!
Nem vale a pena dizer grande coisa sobre esta grande obra do "Escritor Original" que vem referido na nota de imprensa. O escritor é Alan Moore e esta foi uma grande run deste escritor.

Miracleman começou por ser Marvelman inicialmente na aproximação clássica de Mick Anglo para um herói inglês tipo Captain Marvel.
Depois veio Alan Moore e depois veio uma grande confusão de direitos.
Já agora "The Original Writer" é um dos pseudónimos de Alan Moore... :)


UMA ESTREIA MUNDIAL!

Uma das séries que ajudou a redefinir os comics de super-heróis está disponível de novo, depois de mais de vinte anos.

“...o mais icónico e popular super-herói que os fãs nunca leram.”- IGN


MIRACLEMAN: EDIÇÃO INTEGRAL

Começando com as origens obscuras de um super-herói dos anos 50, o Escritor Original, com a ajuda de uma mão-cheia dos maiores artistas de comics de sempre, escreveu uma das mais tremendas sagas de super-heróis de sempre. Depois do seu primeiro confronto com o super-vilão que viria a ser a sua némesis, Miracleman irá partir em busca do segredo das suas origens, enquanto o Escritor original irá levar o arquétipo intemporal do super-herói até às suas últimas consequências e à sua visão tremenda de um futuro utópico. O resultado foi uma obra-prima da banda desenhada, a primeira grande história de super-heróis “realista”, que ajudou a redefinir todas as regras do género.

A G. Floy orgulha-se de apresentar aos leitores portugueses a primeira edição integral mundial de uma das obras-primas esquecidas da banda desenhada de super-heróis, e uma das mais influentes de sempre.

Miracleman foi o primeiro de uma série de obras “revisionistas” que puseram em questão todos os clichés e características das histórias de super-heróis. Foi só na sequência de Miracleman, que O Regresso do Cavaleiro das Trevas, Watchmen, ou histórias como Batman Ano Um ou Piada Mortal, escritas por autores inovadores como Frank Miller ou Alan Moore, estabeleceram o cânone deste revisionismo, que aplicava a psicologia real ao universo dos super-heróis,
com resultados nem sempre agradáveis, que iam da violência excessiva, da subversão social e política à psicose e sociopatia. Mas até nisso Miracleman foi revolucionário, e abriu caminho a um novo entendimento do género super-heróico, com as suas raízes no mito e na lenda. De certo modo, Miracleman pode ser visto como uma exploração daquilo que pode acontecer num mundo povoado de super-heróis, se levarmos até às últimas consequências a sua existência. Onde é que tudo pode acabar? O que pode sair dali?

A primeira edição mundial de Miracleman: Integral, da fase do Escritor Original, que abre caminho para os posteriores volumes escritos por Neil Gaiman (a lançar pela G. Floy em 2017).

Inclui os volumes originais A Dream of Flying, The Red King Syndrome e Olympus, bem como todas as histórias curtas da fase do Escritor Original.

Inclui uma extensa galeria de capas originais e alternativas, desde capas das revistas dos anos 80 até capas alternativas das recentes edições da Marvel, por artistas como Joe Quesada, Alan Davis, Bill Sienkiewicz, Gabrielle Dell'Otto, Tim Sale e muitos mais!

Contém inúmeros extras, desde esboços e reproduções de páginas a preto e branco, prefácio exclusivo, entrevista, etc...

MIRACLEMAN: EDIÇÃO INTEGRAL
Desenhadores: Garry Leach, Alan Davis, John Ridgway, Chuck Austen, Rick Veitch, John
Totleben, com Don Lawrence, Steve Dillon, Paul Neary e Rick BryantÁlbum, 384 pgs. a cores, capa dura. PVP: 25€

ISBN: 978-84-16510-15-3










Boas leituras!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

V de Vingança
Colecção Novela Gráfica Vol.1



" O povo não devia ter medo do seu governo, o governo devia ter medo do seu povo."

Primeira impressão: é um livro poderoso! Muito poderoso! E saiu hoje!
Escrito por Alan Moore e desenhado por David Lloyd, “V for Vendetta” foi editado entre 1982 e 1985 durante 26 números pela revista inglesa “Warrior”, sob a sombra do romance de George Orwell “1984”. Existem muitos pontos de toque entre estes dois livros e penso que a data de inicio, 1982, é propositada pois o tema é o mesmo: totalitarismo!

Alan Moore fez parte do grupo de escritores ingleses que revolucionou os comics norte-americanos, transformando-os em leituras bastante mais adultas do que o que estava implantado na altura. Do que eu li deste grande autor destaco “Swamp Thing”, "Promethea", “Watchmen”, “Lost Girls”, “Doctor Who” e “Batman: Piada Mortal” (editado pela Devir em português). Para além disso escreveu para títulos como “Vampirella”, “Green Lantern”, “Superman, “Marvelman”, WildC.A.T.S.”, “Spawn”, Youngblood”, “Tom Strong”, etc…. são centenas de títulos escritos por este profícuo autor oriundo da Grã-Bretanha. O também britânico David Lloyd espalhou os seus desenhos por “Doctor Who”, “Hellblazer” e “Hulk”, entre outros.

Este livro editado pela Levoir em excelente formato, apresentação  e bom papel, é imprescindível em qualquer prateleira de quem gosta de BD ou de quem gosta de literatura. Embora as cores não continuem famosas mas na altura em que foi desenhado e pintado também não se conseguia muito melhor! Para além disso o traço de Lloyd também não quer grandes cores, não ficariam bem naquela Grã-Bretanha escura e totalitária, aliás, esta obra no seu começo era a preto e branco.

Posso dizer que a primeira vez que li este livro… fiquei impressionado! Na minha opinião bem superior a “Watchman” no seu conteúdo, esta história é muito profunda e eu relei o livro mais umas duas vezes para o “absorver” na sua totalidade. As ramificações e implicações desta história de Alan Moore vão longe, e numa primeira leitura não se consegue descobrir todos os pormenores relacionados com a envolvência da obra. É preciso uma certa cultura e atenção para localizarmos muitos dos pormenores que estão espalhados pelo livro neste ambiente “Orwelliano”, começando logo com a origem da máscara usada pelo protagonista.

Esta retrata Guy Fawkes, o homem que tentou explodir o Parlamento Britânico em 5 de Novembro de 1605, com o Rei incluído, numa tentativa de acabar com o Protestantismo vigente, substituindo-o pelo Catolicismo.

Claro que o atentado foi impedido e os “golpistas” presos e queimados na fogueira (incluindo Guy Fawkes). Este dia é feriado na Grã-Bretanha desde então. Ora a primeira acção deste revolucionário anarquista, “V”, é precisamente mandar pelo ar as Casas do Parlamento no dia 5 de Novembro de 1982, conseguindo aquilo que Fawkes foi incapaz de concluir. Depois, todos os trocadilhos com frases e palavras iniciadas com a letra “V” e o número “V” romano são inúmeros, tendo o leitor de estar com atenção para não perder a preciosidade de alguns pormenores relativos a “V”.
Infelizmente penso que muitos destes trocadilhos se perdem com a tradução para português.

“V” é um anarquista sobrevivente de um campo de concentração, que decide acabar com a ordem totalitária vigente criada por um governo fascista, usando este governo cinco departamentos para acorrentar a sociedade pós-guerra nuclear inglesa. Estes correspondem aos cinco sentidos humanos. A polícia secreta eram os “Dedos”, a propaganda política era feita pela “Boca”, a vigilância vídeo eram os “Olhos”, claro que a vigilância áudio era feita pelo braço governamental dos “Ouvidos”, e por fim o “Nariz” era o departamento de investigação. Tudo isto coordenado pelo "Leader" todo poderoso Adam Susan.

Todo este aparelho totalitário recriou acções de outros regimes do género, como perseguição politica, campos de concentração para homossexuais, negros, etc., etc. É claro que também não faltam as experiências feitas em humanos, e aqui, saído da cela número V sai “V”!

"V" representa a liberdade levada ao extremo, o Anarquismo, lutando contra o outro extremo (ditadura totalitária) e para não haver confusões faz a distinção à sua protegida Evey entre Anarquismo e Caos, duas situações diferentes e não sinónimas. "V" tem uma estratégia de vingança que não admite desvios, é um homem duro e que segue sem vacilar uma linha que conduzirá à queda do regime. Aqui, e perante as acções de "V", Alan Moore deixa à consideração do leitor se este homem vingativo é vilão ou herói! A linha é ténue...

É sem dúvida uma das grandes obras da Banda Desenhada que catapultou esta arte para faixas etárias mais adultas, e que em conjunto com outras obras marcou uma viragem na BD anglófona, elevando a Banda Desenhada a um estatuto superior, estatuto este que a BD francófona já tinha atingido. Também teve direito a um filme, que felizmente eu não vi e provavelmente não verei, porque tenho a quase certeza que será um filme redutor do argumento e do protagonista (quase de certeza transformado em super-herói...).

David Lloyd está em Portugal para apresentar este excelente lançamento. Dia 17 de Junho, sexta-feira, pelas 15h30 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova - Universidade Nova de Lisboa na Av. de Berna, 26.
Conversa com o David Lloyd, o Pedro Moura da Faculdade de Letras de Lisboa e da Bedeteca de Amadora e o Rogério Miguel Puga da Universidade Nova de Lisboa.
Dia17 de Junho, sexta-feira, pelas 18h00 no jornal Público (Loja) em Lisboa para uma sessão de autógrafos da edição portuguesa de V de Vingança, na Doca de Alcântara Norte.

Edição em capa dura, 296 páginas por 9,90€

"Distopia futurista na linha do 1984, de George Orwell, V de Vingança imagina uma Inglaterra sob domínio de uma ditadura fascista, com campos de concentração, e câmaras de televisão que vigiam todos os movimentos das pessoas. Hoje em dia com a actual omnipresença de câmaras de vigilância e a forma como as comunicações electrónicas são monitorizadas, mostram que, neste caso, a realidade ultrapassou a própria ficção."
- Levoir



Pode ser que agora as pessoas que usem aquela máscara a torto e direito ao menos saibam o que significa ;)

Boas leituras

terça-feira, 19 de maio de 2015

Vertigo: Pré-Vertigo Parte 3
A história que antecede o selo: 1988

Regressamos aos anos que marcaram o surgimento de novos formatos e novas maneiras de contar histórias na DC Comics, a caminho da Vertigo. O número de revistas para leitores mais experientes cresceu exponencialmente, pelo que agora cada ano será tratado separadamente.

Em 1988, a DC já editava regularmente uma pequena quantidade de títulos dedicados a histórias com temáticas mais adultas e mais intimistas, cada vez mais afastadas das tradicionais histórias de super-heróis e de aventura. A lista de revistas mensais incluía Swamp Thing, The Shadow, The Question e a antologia Wasteland. Também já tinha começado um novo volume de Doom Patrol, mas a revista ainda contava com o selo da Comics Code Authority e a Patrulha do Destino agia como uma vulgar equipa de super-heróis. O título de espionagem Suicide Squad também já tinha começado (e teria um spin-off, Checkmate!, durante 1988), mas as histórias passavam-se firmemente no Universo DC, com histórias cruzadas com a Liga da Justiça. O mesmo se passava com o título do detective sobrenatural Espectro, The Spectre, do qual faziam parte do elenco Madame Xanadu e alguns antagonistas da série I… Vampire.

Esse número aumentou em Janeiro com a chegada de Hellblazer, estrelando uma personagem secundária das histórias do Monstro do Pântano, o amoral feiticeiro britânico John Constantine, ex-punk rocker, anti-social e fumador compulsivo. Criado por Alan Moore, Constantine tinha surgido nas histórias do Monstro do Pântano, mas o escritor não trabalhou com ele no novo título. Hellblazer ficou conhecido por lidar com vários temas sociais, com as características de terror das histórias mais subtis, além de ficar completamente afastado do Universo DC. Jamie Delano foi o primeiro escritor, antes de passar as rédeas para Garth Ennis, no que foi o primeiro trabalho americano de ambos. Já dentro da Vertigo, Paul Jenkins e Warren Ellis também escreveram histórias.

Hellblazer foi o último título sobrevivente da linha original da Vertigo, continuando a ser publicado até 2013, encerrando com o número 300, a partir do qual John Constantine regressou finalmente ao universo DC. Apesar da personalidade mais britânica do livro, o americano Brian Azzarello também escreveu o título, antes de passar para a pasta para uma nova série de autores britânicos (Denise Mina, Andy Diggle e finalmente Peter Milligan).

Em Fevereiro chegou a série mensal Green Arrow. Prosseguindo a partir dos eventos da mini-série, a primeira série mensal do Arqueiro Verde transformou Oliver Queen num vigilante urbano, lidando contra o crime organizado e políticos corruptos na cidade de Seattle. Dinah Lance e a ninja Shado passaram a fazer parte do elenco, mas quase sem mencionar super-poderes (paralelamente, Dinah continuava a operar como Canário Negro nas histórias da Liga da Justiça), e o contacto com o resto do Universo DC foi praticamente cortado. A revista continuou a fazer parte da linha para leitores maduros até ao número 62, quando Queen voltou a comportar-se mais como um super-herói, mas o escritor Mike Grell continuou no título até à edição 80, precisamente um mês antes da Vertigo começar.

Fevereiro foi também o mês de lançamento da mini-série em formato de luxo Blackhawk. O herói aviador da Segunda Guerra Mundial, adquirido pela DC à Quality Comics após a falência desta em 1957, viu a sua origem completamente revista, com Howard Chaykin a emprestar mais realismo ao título durante as três edições, com mais detalhes sobre os aviões, mais motivações políticas por trás das acções do herói principal (transformado num polaco naturalizado americano) e maior cuidado com as personalidades dos outros membros do esquadrão aéreo, especialmente Lady Blackhawk e o chinês Chop-Chop (anteriormente uma caricatura racista).

Alan Moore regressou às bancas em Junho com a edição especial Batman: The Killing Joke. Embora Batman nunca tenha sido considerado material Vertigo, o surgimento de novos formatos de publicação nos anos 80 ajudou à publicação de material mais adulto, e a natureza noctívaga do vigilante tornou-o apelativo para histórias com mais consequências. The Killing Joke, desenhada por Brian Bolland, é um exemplo disso, dada a fama da história onde o Joker é elevado ao nível de um verdadeiro psicopata, paralisando Barbara Gordon com um tiro na coluna e torturando o comissário Gordon. Mais edições especiais e mini-séries se seguiram onde o crime e o terror eram ingredientes normais.

Poucos meses depois, em Setembro, foi a vez de V for Vendetta, em parceria com David Lloyd. A série tinha começado na antologia britânica Warrior em 1982, mas foi interrompida com o fecho desta. A DC adquiriu o título e Moore e Lloyd recombinaram o material existente, levando depois a história até à sua conclusão natural em dez números. V for Vendetta é, tal como Watchmen, uma das obras-primas da DC, explorando um futuro (ou presente) alternativo onde conflito nuclear tinha devastado o planeta e apenas uma Inglaterra fascista sobrevivia, para ver depois a sociedade ser destruída, tanto formal como filosoficamente, por uma figura mascarada de inspiração anarquista. Ao contrário de Watchmen, futuras reimpressões de V for Vendetta passaram a ter o selo da Vertigo na capa. A sua transformação em filme tornou-a bastante mais relevante como um ícone cultural nos últimos anos, ainda que Moore tenha ficado muito pouco satisfeito com as características mais populistas da adaptação.

Setembro foi também o mês do lançamento da revista Animal Man. Outrora um super-herói obscuro de segunda linha, Grant Morrison, acompanhado por Chas Truog, transformou o Homem-Animal numa figura mais humana, ao mesmo tempo que explorou temas psicadélicos, ecologia, a natureza dos superpoderes e até metanarrativa, tentando derrubar a fronteira entre os criadores, as suas personagens e os leitores, um tema que viria a explorar várias vezes no futuro. Morrison escreveu o título durante 26 números, antes de entregar a revista a Peter Milligan e depois a Jamie Delano, que introduziram temas de shamanismo e magia totémica na série. A revista fez parte do lançamento inicial da Vertigo, mas já tinha passado a ser recomendada para leitores adultos alguns anos antes. Apesar de ter sido publicada muito antes da sua integração na Vertigo, a passagem de Morrison por Animal Man é considerada a mais importante do título.

Várias mini-séries mais viradas para adultos foram publicadas durante 1988. A mais conhecida é talvez Cinder and Ashe, uma mini-série em quatro edições que começou em Maio. Criada por Gerry Conway e José Luis García-López, é uma história hard boiled the detectives, um estilo e um tema que Conway viria a explorar mais nos anos seguintes, quando saiu da indústria de BD para a televisão. Cinder and Ashe foi reimpresso recentemente, depois de décadas fora da vista dos leitores, mas não na Vertigo, pois apesar de ter temática apropriada, o visual é demasiado tradicional. Tailgunner Jo, de Peter B. Gillis e Tomosina Artis, começou em Setembro e durou seis números, uma história de ficção científica de guerra passada no futuro, onde um desastre natural alterou completamente a geografia do planeta. Ficou na lista dos 'desaparecidos em combate' como tantas outras. O mesmo não se pode dizer de Unknown Soldier, mini-série em 12 números lançada em Dezembro. Escrita por Jim Owsley e desenhada por Phil Gascoine, foi a primeira história pós-crise do Soldado Desconhecido, transformado num agente especial bem mais cínico e menos patriota do que o modo como era representado nas antologias de guerra. Embora não tenha sido reimpressa, serviu como elo de ligação para o uso do personagem por Garth Ennis já na Vertigo, em 1997, de um modo igualmente cínico e sombrio.

Com histórias mais adultas que as tramas normais do Universo DC, a revista mensal Haywire (lançada em Outubro), que durou 13 números, e as mini-séries The Weird, de Jim Starlin e Bernie Wrightson (Abril), Deadshot (Novembro) e Peacemaker (Janeiro), todas de quatro números, encaixavam perfeitamente no espírito da Vertigo, mas estavam presas na cronologia. Deadshot, com o vilão tornado anti-herói Floyd Lawton (mais conhecido como Pistoleiro), era, aliás, um spin off do Esquadrão Suicida, enquanto Peacemaker (em português, o Pacificador), tentava ter o mesmo sucesso na DC de que gozavam outros personagens comprados à editora Charlton, nomeadamente o Besouro Azul e o Capitão Átomo, que à época integravam a Liga da Justiça.

Depois do sucesso da mini-série, Clark Savage Jr. seguiu o mesmo caminho do seu correligionário da Street & Smith, o Sombra, e ganhou uma série mensal. Começando em Novembro, Doc Savage, escrita por Denny O'Neil e utilizando capas pintadas evocativas das revistas pulp, trouxe o herói dos anos 30 e 40 para o presente, lutando contra novas ameaças ao lado do seu neto, também chamado Clark. Apesar do ambiente moderno, era mais fiel ao espírito original do 'Homem de Bronze' que as surreais histórias do Sombra. Durou 24 números e um anual. Outro herói adaptado foi publicado pela DC a partir de Outubro de 1988, o Prisioneiro. Sequela da série de televisão da ITV dos anos 60, The Prisoner: Shattered Visage foi uma mini-série em quatro edições em formato prestige. Escrita e desenhada por Dean Motter, passava-se 20 anos depois, na aldeia onde o Prisioneiro Número 6 ainda estava vivo. Tinha um visual bem mais parecido ao que viria a tornar-se a Vertigo e foi reimpressa em 1990, mas nunca chegou a integrar o selo.


Houve também espaço em Dezembro para duas novas séries, Dragonlance e Advanced Dungeons and Dragons, inspiradas nos respectivos RPG produzidos pela TSR, no mesmo formato das histórias mais adultas, mas a série de fantasia apelava a um público mais especializado. Nos anos seguintes, a linha TSR foi expandida com mais títulos, Gammarauders, Forgotten Realms, Spelljammer, Avatar a antologia TSR Worlds. A TSR Comics foi cancelada em Novembro de 1991.






terça-feira, 12 de maio de 2015

Vertigo: Pré-Vertigo Parte 2
A história que antecede o selo: 1986-1987





A partir de 1986, a DC passou a ter quatro ou cinco publicações por mês que não pertenciam à cronologia normal ou que tinham um aviso na capa de "Suggested for Mature Readers". Nem todos eram, no entanto, material Vertigo, principalmente em qualidade. As já existentes revistas Hex e Swamp Thing continuaram a ser publicadas mensalmente durante este período.
 
Um dos primeiros títulos novos de 1986 foi a revista Electric Warrior. Escrita por Doug Moench e desenhada por Jim Baikie, a história de ficção científica introduziu alguns temas messiânicos num ambiente que misturava cyberpunk e pós-apocalíptico. O título refere-se ao protagonista principal, um robot que desenvolve consciência humana. Embora a história valha mais pelo world building do que pelas relações entre personagens, a arte de Baikie contribuiu bastante para dar uma identidade própria à revista, que durou 18 números, depois de ter sido lançada em Maio de 1986.
 
No mês seguinte, Moench lançou um título de qualidade bem inferior. Lords of the Ultra-Realm era ostensivamente uma história de fantasia, em que uma dimensão de deuses transforma um veterano da Guerra do Vietname no seu lorde principal. Mas nem a arte de Pat Broderick salvou uma história confusa, com seres pseudo-mitológicos de motivações obscuras e com os saltos entre o mundo alternativo e a Terra a tornarem a história confusa de seguir. Depois de seis números e uma edição especial, foi arrumada no fundo do baú, para nunca mais regressar.

Quem não se farta de regressar à mente das pessoas é Watchmen, o título pré-Vertigo mais famoso de todos, escrito por Alan Moore e desenhado por Dave Gibbons. Tal como Camelot 3000, nunca foi incluído na Vertigo, mas foi uma das primeiras séries a ser republicada em formato encadernado, logo um mês depois do último número. Não há muito mais a dizer sobre Watchmen, a história que reformulou completamente o conceito de super-heróis, colocando-os num ambiente realista, depressivo, onde as consequências das suas acções são devidamente exploradas. Todos os personagens são derivações de super-heróis da Charlton Comics, adquiridos pela DC Comics em 1983. Começando em Setembro de 1986, teve alguns meses de atraso até à publicação da última edição.

O facto de ser, em última análise (e por maior que seja a sua importância literária), uma história de super-heróis, bem como a sua constante republicação (supostamente para impedir que Moore e Gibbons recuperem os direitos de publicação da história) tornou-se um obstáculo para que Watchmen seja vista como uma história apropriada para a Vertigo.

Outro material que nunca passou pela Vertigo é The Shadow. O Sombra, personagem das revistas pulp dos anos 30 e 40, tem aparecido de forma recorrente na banda desenhada. Em Maio de 1986, a DC contratou Howard Chaykin para transplantar o personagem para o presente, numa mini-série de quatro números em formato de luxo. Chaykin acabou por introduzir as suas próprias sensibilidades étnicas e políticas na figura do herói, em contradição com a sua personalidade anterior.

Teve seguimento em Agosto de 1987, com uma série mensal escrita por Andy Helfer e com arte de Bill Sienkiewicz e Kyle Baker. A colocação das histórias no presente e a transformação de Lamont Cranston em Preston Mayrock (um clone) não foi bem aceite pelo público, apesar de não se poder criticar do mesmo modo a qualidade das histórias, com um ambiente algo surreal. A revista durou 19 números, até 1989, com dois anuais, e terminou com o Sombra transformado num ciborgue.



É pouco provável que The Shadow tivesse passado para a Vertigo, que raramente editou material baseado em personagens de outros meios e que tivesse que adquirir os direitos de publicação. Por essa mesma razão, a DC não teria colocado na linha o seu 'colega' dos pulps, Doc Savage, que teve direito a uma mini-série de quatro números escrita por Denny O'Neil e com arte dos ainda principiantes irmãos Kubert, lançada em Novembro de 1986. A história trouxe o herói aventureiro, que foi uma das inspirações dos criadores do Superhomem, para o presente, tal como no caso do Sombra.

Elvira's House of Mystery, começando em Janeiro de 1986, usou a personagem como apresentadora de uma antologia de histórias de terror, no mesmo espírito da série televisiva de 1981. Durou 11 números e uma edição especial, publicada em 1987.





A DC também experimentou lançar graphic novels no mesmo estilo da Marvel, com o título DC Graphic Novel ativo entre 1983 e 1986 e Science Fiction Graphic Novel de 1985 a 1987. No primeiro caso, a DC lançou vários livros independentes, “Star Raiders” e “Warlords”, ambos derivados de jogos da Atari, “The Medusa Chain”, história de ficção científica, “The Hunger Dogs”, levando a história do Quarto Mundo e dos Novos Deuses à sua conclusão natural, “Me & Joe Priest”, “Metalzoic” (publicada em simultâneo no Reino Unido na revista 2000 AD) e “Space Clusters”, todas obras de ficção científica. Trabalharam nesta série autores como José Luis García-López, Ernie Colón, Jack Kirby, Pat Mills e Kevin O'Neil.

Apesar da preponderância de ficção científica, a DC resolveu editar um título próprio, Science Fiction Graphic Novel, mas exclusivamente para adaptar histórias em prosa já existentes: “Hell on Earth”, de Robert Bloch; “Nightwings”, de Robert Silverberg; “Frost and Fire”, de Ray Bradbury; “Merchants of Venus”, de Frederik Pohl; “Demon with a Glass Hand”, de Harlan Ellison; “The Magic Goes Away”, de Larry Niven; e “Sandkings”, de George R. R. Martin. De todas estas graphic novels, a única história reimpressa pela DC foi “Hunger Dogs”, nos omnibus dedicados ao Quarto Mundo de Kirby.

Kirby é alguém que é pouco ligado à Vertigo, mas em janeiro de 1987 foi publicada uma mini-série de quatro números com o seu personagem, The Demon. Da autoria de Matt Wagner, e apesar de ser uma historia relativamente fechada, resolveu as pontas soltas da série do anos 70 e serviu como conclusão para o destino final de Jason Blood e do demónio Etrigan. No final do ano, em Outubro, a DC publicou uma mini-série do Phantom Stranger (Vingador Fantasma), reinventando-o como um agente dos Senhores da Ordem, combatendo Eclipso. Ambas as mini-séries tiveram selo do Comics Code. Etrigan retornou na mini-série Cosmic Odyssey (publicada em português como Odisseia Cósmica), de pedra e cal no Universo DC. O Phantom Stranger, por seu lado, andou dos dois lados da vedação.

O que não teve selo do Comics Code foram duas séries com personagens que estariam mais à vontade no universo dos super-heróis do que os seres sobrenaturais anteriores. No entanto, as suas características como vigilantes urbanos foram a plataforma ideal para contar histórias mais realistas. The Question começou em Fevereiro de 1987, com Denny O'Neil e Denys Cowan aos comandos, reinventando o herói objectivista (filofosia criada por Ayn Rand) como um cruzado contra a corrupção de Hub City, que não era avesso a experimentalismos químicos, algo que o criador do personagem, Steve Ditko, criticou. Vic Sage, o homem por trás da máscara do Questão, tinha algumas tendências masoquistas, uma das razões porque permanecia em Hub City apesar da tarefa sisifiana de limpar a cidade. A revista durou até 1990, com 36 números e dois anuais publicados, e teve crossovers com Green Arrow e Batman. Como o Questão teve histórias subsequentes no Universo DC, nunca foi integrado na Vertigo e esta revista apenas foi reimpressa em 2007.

O segundo título deste género tinha como personagem principal o Arqueiro Verde, na mini-série de três números em formato de luxo Green Arrow: The Longbow Hunters, começando em Agosto de 1987. Podia considerar-se uma escolha estranha para um título para 'Mature Readers', tendo em conta que Oliver Queen era membro histórico da Liga da Justiça, mas o Arqueiro Verde sempre foi dos heróis menos aproveitados, passando anos nas páginas secundárias de várias antologias até se tornar parceiro do Lanterna Verde, a primeira vez que se preocuparam em dar-lhe destaque num título próprio. No entanto, Mike Grell resolveu tornar o Robin dos Bosques da DC ainda mais realista, e Oliver Queen mudou de uniforme, mudou de cidade (foi para Seattle) e mudou de métodos, passando a matar. A história foi reimpressa várias vezes, mas nunca houve uma tentativa de integrar Oliver Queen na Vertigo.

Nesta fase, a DC publicou uma série de mini-séries de ficção científica, com níveis diferentes de sucesso. Outubro de 1987 viu o lançamento de Outcasts, que lidou com um grupo de mutantes revolucionários contra um regime corporativista. A mini-série de 12 números foi escrita por Alan Grant e John Wagner e desenhada por Cam Kennedy, e era uma versão mais leve do material que estes autores faziam na 2000 AD britânica. No mês seguinte, chegou às bancas Slash Maraud, que lidava com uma invasão alienígena mas à qual Doug Moench e Paul Gulacy deram uma qualidade visual semelhante ao filme Escape from New York durante os seus seis números. Finalmente, em Dezembro foi lançado Sonic Disruptors, lidando com uma estação de rádio que estabeleceu uma resistência contra uma ditadura teocrática nos Estados Unidos. No entanto, Mike Baron e Barry Crain produziram uma história confusa que foi cancelada ao sétimo número, quando estava previsto chegar ao 12º.

Merece destaque ainda a mini-série Underworld, um policial em quatro números lançado em Dezembro de 1987 e feito por Robert Loren Fleming e Ernie Colon, que apesar da temática realista, com acção passada em Nova York, tinha o selo do Comics Code. Cary Bates e Gene Colan criaram uma mini-série de 12 números de terror fantástico, chamada Silverblade, começando em Setembro, passada no estúdio de gravação de um filme, uma história que tem alguns fãs entre os escritores, pois chegou a ser mencionada algumas décadas depois numas histórias do Átomo. O título Wasteland, lançado em Dezembro, seria interessante para a Vertigo, já que era uma antologia de humor negro com um design parecido ao que seria adoptado pelo novo selo anos depois. Durou 18 números, sempre escritos por John Ostrander e pelo humorista e actor Del Close, da equipa de Saturday Night Live, com um pequeno número de personagens recorrentes.

Vale a pena mencionar ainda os one-shots Zatanna, ainda que com um visual tradicional, Ironwolf, reimprimindo as três histórias de ficção científica dos anos 70 criadas por Howard Chaykin, e Talos of the Wildnerness Sea, onde Gil Kane reaproveitou temas explorados na conceituada história Blackmark, mas com menos sucesso.

Recorde as partes anteriores desta série:

      

     


terça-feira, 5 de maio de 2015

Vertigo: Pré-Vertigo Parte 1
A história que antecede o selo: 1982-1985


Hoje começamos com uma série de artigos que propõe recordar o percurso editorial que levou a DC Comics a criar a Vertigo, tendo em conta as origens e a história do selo de material adulto, que começaram em 1982, quando o mercado directo permitiu às editoras lançar material sem o selo da Comics Code Authority.


Tanto a Marvel como a DC Comics tinham linhas de títulos bastante diversificadas nos anos 70, incluindo humor, fantasia, guerra e terror além dos super-heróis. No entanto, aqueles géneros eram também os mais vulneráveis a flutuações de um mercado onde a BD ficou bastante vulnerável à guerra das distribuidoras nas bancas, contribuindo para a criação do mercado directo. E foi quando surgiu este espaço que as editoras começaram a tornar-se mais criativas, reforçando a sua imagem de editoras de super-heróis ao mesmo tempo que tentavam melhorar a qualidade das histórias de outros géneros, atraindo novos talentos ou dando mais liberdade criativa a certos artistas consagrados para sair dos padrões formulistas dos anos 70.

Em 1982, a Marvel lançou uma linha inteira de revistas como um spin-off da revista Epic Illustrated (tentativa de emular a Métal Hurlant e a sua variante americana, a Heavy Metal), a Epic Comics, onde, regra geral, o material produzido era propriedade intelectual dos seus criadores. A DC, por seu lado, preferiu lançar séries novas com a marca da DC, mas sem o selo da Comics Code Authority e papel de melhor qualidade. Nesse ano, a subsidiária da Warner Communications deu os primeiros passos na criação de uma linha editorial que mais tarde daria origem à sub-editora Vertigo.

Vários títulos no activo integrariam a Vertigo no futuro. Entre eles estavam Saga of the Swamp Thing (a primeira revista solo do Monstro do Pântano) e Unknown Soldier (O Soldado Desconhecido), bem como as antologias House of Mystery e Weird War Tales. Outras revistas tinham material que andava nas fronteiras entre a DC e o futuro selo, como a revista do herói aviador Blackhawk, o grupo de investigação oculta Night Force, os títulos de fantasia Arion, Lord of Atlantis e Arak, Son of Thunder e a revista de ficção científica (género 'sword and planet') Warlord.




O primeiro título da DC criado especificamente para o mercado directo foi a mini-série Camelot 3000 (teoricamente, a primeira revista deste género foi o one-shot de Madame Xanadu de 1981), de Mike Barr e Brian Bolland, cujo número 1 chegou às bancas em Dezembro de 1982. A história cola elementos de ficção científica (cenário no futuro da Terra, invasão alienígena) com o mito do Rei Artur, e a sua distribuição limitada permitiu a Barr explorar temas como romances homossexuais e transsexuais, relações inter-raciais e comparações entre o mito arturiano e cultura extra-europeia. Bolland teve vários atrasos e a mini-série de 12 números terminou apenas em 1985, mas esta história demonstrou a viabilidade de projectos fechados e de séries fora da continuidade e com um pouco mais de sofisticação.

Camelot 3000 também foi uma das primeiras séries da DC a ficar disponível como uma graphic novel em formato TPB, a partir de 1988. Nunca foi integrada na linha Vertigo, apesar de ter uma temática apropriada para o que a linha se tornou, mas não o que era no seu lançamento.





Em 1983, a revista ganhou companhia entre os títulos com temáticas adultas. Novembro viu o lançamento da série Thriller. Concebida como um título mensal, começou com argumento de Robert Loren Fleming e arte de Trevor Van Eeden e terminou no 12º número, na fase final já com argumento de Bill Dubay e arte de Alex Niño. A história era essencialmente de ficção científica, com um grupo paramilitar que se encarregava de derrotar ameaças terroristas e quase sobrenaturais. Nunca foi reimpresso e hoje é pouco conhecido, ao contrário da revista Ronin, lançada em Julho.





Com argumento e arte do mais conhecido Frank Miller, na altura um ídolo das multidões pelo seu trabalho nas histórias do herói Demolidor, da Marvel, Ronin devia ter sido lançada como parte da linha inicial da Epic Comics. No entanto, num almoço com a presidente da DC, Jenette Kahn, foi persuadido a mudar de camisola. Kahn prometeu-lhe a manutenção dos direitos de autor, se bem que na prática a DC controla a publicação de material da propriedade. Miller criou uma história sobre um samurai ressuscitado num futuro distópico nos Estados Unidos, para enfrentar o seu némesis, fazendo equipa com uma agente de segurança. Cada uma das seis partes da história tinha 48 páginas e Miller não se coibiu de copiar directamente painéis desenhados por Goseki Kojima na série japonesa Lone Wolf & Cub, da qual o autor americano era grande fã.




Um escritor britânico ainda pouco conhecido, chamado Alan Moore, foi encarregado de começar a escrever Saga of the Swamp Thing, a revista do Monstro do Pântano, e a primeira coisa que fez foi matar o personagem principal, no nº 20, publicado em Janeiro de 1984. Isto libertou Moore do personagem unidemensional e permitiu-lhe explorar elementos como a relação dos seres humanos com o planeta, sexo inter-espécies ou a Teoria de Gaia e também serviu para criar o tipo de ambiente que seria a componente central da Vertigo em 1993. Moore continuou a escrever o Monstro do Pântano até ao nº 64, em 1988. A nova direcção nunca foi um grande sucesso de vendas, mas foi bastante apreciada pela crítica e cimentou a popularidade de Moore junto de um público mais sofisticado.





Durante o período de 1984 a 1985, a DC também lançou mais alguns títulos noutros géneros, que estariam próximos da temática Vertigo. O primeiro foi Nathaniel Dusk, a história de um detective privado nos anos 30, durante a Grande Depressão, um tema supostamente gasto mesmo nos anos 80, mas soberbamente executado pela dupla Don McGregor/Gene Colan, que trabalharam juntos muitas vezes. A mini-série de quatro números em formato de luxo, lançada em Fevereiro, centrou-se essencialmente nas experiências individuais dos personagens e teve direito a uma sequela em Outubro de 1985. Ainda em 1985, em Setembro, a DC fez uma modificação total ao personagem western Jonah Hex, transformando o ex-soldado da Confederação num motoqueiro num mundo pós-apocalíptico do futuro. A revista, baptizada simplesmente Hex, durou 18 números, mas quando Jonah Hex voltou integrado na Vertigo, foi de volta ao seu ambiente normal.







A DC experimentou também com ficção científica mais clássica, com as mini-séries Spanner's Galaxy e Sun Devils. A primeira, lançada em seis números a partir de Dezembro de 1984, era uma space opera criada por Nick Cuti e Tom Mandrake, e a segunda, lançada em 1984 e durando doze números, era uma história de invasão alienígena feita por Gerry Conway e Dan Jurgens, passada num ambiente militar. Sun Devils não teve o selo da Comics Code Authority, o que a poderia tornar interessante para ser republicada na Vertigo.






Durante 1985, passaram ainda pelas bancas revistas do Deadman e do Dr. Fate, republicando histórias passadas. Ambos os personagens permaneceram paralelos à Vertigo, mas nunca foram formalmente absorvidos. A história do Manhunter de Archie Goodwin e de Walt Simonson, retirada das últimas páginas de Detective Comics, também foi republicada numa edição especial. Começando em 1984, a DC também editou uma antologia para novos talentos, New Talent Showcase, englobando vários temas, desde os super-heróis ao terror, passando pela fantasia e pela ficção científica, mas não deu origem a novos personagens e a revista foi sempre obscura.

Continua na próxima semana com o período referente a 1986 e 1987.










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