Situada a cerca de quinhentos metros do Convento de Santa-Clara-a-Velha, a quinta terá sido, no século XIV, coutada de caça da família real que então residia em Coimbra.
O documento mais antigo em que a quinta é referida data de 1326, ano em que a Rainha Santa Isabel mandou fazer um canal para levar a água de duas nascentes para o Convento.
A fonte de onde saía a água para o Convento foi chamada «Fonte doa Amores» por ter presenciado os amores de Pedro e Inês. A outra foi apelidada por Camões de «Fonte das Lágrimas» por ter nascido das lágrimas que D. Inês terá chorado quando foi assassinada pelos três validos do rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro.
Mais tarde passou para as mãos da Universidade. Em 1650, a quinta foi murada tendo a água das fontes sido aproveitada para alimentar as mós do grande lagar de azeite da cidade.
No século XVIII foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, antepassado dos atuais proprietários, e foi então que o palácio foi construído passando a chamar-se Quinta das Lágrimas.
A mata é deslumbrante com árvores seculares de grande porte e de grande beleza.
Foi apenas em 1995 que o palácio passou a ser uma unidade hoteleira com o nome de Hotel Quinta das Lágrimas.
E foi lá que aqui o "jovem casal" foi celebrar os seus 45 anos de casamento...