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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Quinta das Lágrimas




Situada a cerca de quinhentos metros do Convento de Santa-Clara-a-Velha, a quinta terá sido, no século XIV, coutada de caça da família real que então residia em Coimbra. 

O documento mais antigo em que a quinta é referida data de 1326, ano em que a Rainha Santa Isabel mandou fazer um canal para levar a água de duas nascentes para o Convento.



A fonte de onde saía a água para o Convento foi chamada «Fonte doa Amores» por ter presenciado os amores de Pedro e Inês. A outra foi apelidada por Camões de «Fonte das Lágrimas» por ter nascido das lágrimas que D. Inês terá chorado quando foi assassinada pelos três validos do rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro.










Mais tarde passou para as mãos da Universidade. Em 1650, a quinta foi murada tendo a água das fontes sido aproveitada para alimentar as mós do grande lagar de azeite da cidade.

No século XVIII foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, antepassado dos atuais proprietários, e foi então que o palácio foi construído passando a chamar-se Quinta das Lágrimas.




A mata é deslumbrante com árvores seculares de grande porte e de grande beleza.











Foi apenas em 1995 que o palácio passou a ser uma unidade hoteleira com o nome de Hotel Quinta das Lágrimas.







E foi lá que aqui o "jovem casal" foi celebrar os seus 45 anos de casamento...




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fechando-nos



Na semana passada fui passar o dia a Coimbra. A Sé Velha, a Baixa, o rio, os recantos antigos. Nos últimos anos, Coimbra só de passagem, ou as reuniões dos presidentes das escolas com a Ministra ou com a direção-geral, ou os shoppings.

Quando, na década de 70, vim viver para Leiria, Coimbra passou a fazer parte da minha área de ação: comecei a deslocar-me para lá para ir com as miúdas ao pediatra, para as reuniões de professores da experiência Veiga Simão e de orientadores de estágio, e, desculpem-me a “vaidosice” mas até para comprar sapatos e roupas na Ferreira Borges… Anos 80, que se há de fazer?

Depois a vida mudou, Leiria “melhorou” e Coimbra passou a ser apenas local de reuniões na DREC (muitas e longas e… inúteis)



No outro dia voltei a passear pela Ferreira Borges e pela Sofia. Tão diferentes! O café restaurante Nicola que era um requinte não passa agora de um café sem brilho sem serviço de classe e com bolos requentados. Das lojas de roupas e da excelente Sapataria Romeu, nem sinal. Contam-se por muitas as lojas fechadas ou então transformadas em lojas de artesanato para turista ver. As lojas de marca do tipo franchising enclausuraram-se todas nos shoppings e o mesmo aconteceu às pessoas: encafurnadas nos shoppings.

O mesmo acontece aqui por Leiria e decerto em todas as outras cidades: o centro de comércio da cidade está abandonado, com as lojas fechadas, abandonadas ou transformadas em armazéns de produtos chineses. Até a Zara do centro da cidade vai fechar. Uma tristeza. As pessoas preferem acantonar-se de manhã à noite no shopping onde passeiam pelos corredores com luzes e ar artificiais, escrutinando montras e preços, entrando e saindo até se sentarem numa das “esplanadas” a beber um café.

É então que penso e chego a acreditar que, mais dia, menos dia, mais século, menos década, estejamos a viver encafuados em enormes células fechadas, em imensas cidades artificiais daquelas subterrâneas ou subaquáticas ou dentro de grandes naves espaciais que se vêm nos filmes de ficção científica. Claustrofobia!



sábado, 18 de junho de 2016

Hoje, no Largo da Sé Velha

Feira Medieval no Largo da Sé Velha, em Coimbra.



(fumo da assadura do porco...)





















Nem a ginginha podia faltar!

E quem não se lembra da roda dos rebuçados?