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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Pedaço de boa literatura!

Acabei de ler um excelente livro de uma autora portuguesa. E, como de costume, quando chego à última página de um bom romance, volto ás primeiras páginas para relembrar como começou a narrativa. 

Esta começou assim:

«O rio Douro não teve cantores. Teve-os os Mondego e o Tejo também. Mas, para além das cristas do Marão, em vez do alaúde e da guitarra havia o repique dos sinos ou o seu dobrar espaçado. Havia o tiro certeiro dos caçadores de perdiz, lá pelas bandas da Muxagata e do Cachão da Valeira. E o clarim das guerrilhas ouvia-se através da poeira de neve que cobria os barrancos de Sabroso. O rio Douro ficou banido da lírica portuguesa com a sua catadura feroz pouco própria para animar os gorjeios dos bernardins, que são sempre lamurientos e que à beira de água lavam os pés e os pecados. E, no entanto, trata-se de um rio majestoso como não há outro. Eu vi-o em Zamora e não o reconheci; diz-se que as suas margens eram carregadas de pinheiros e daí o seu nome dum que quer dizer madeira. Mas entra em Portugal à má cara. Enovela o caudal sobre penhascos, muge e ressopra como um touro com molhelha de couro preto a subir uma calçada. Não creio que os poetas o habitem; e, no entanto, Dante tê-lo-ia amado e preferido; como preferiu os estaleiros incandescentes de Veneza e os túmulos abertos das arenas de Arles, para descrever o inferno. Por cá, são brandas as liras; com o aguilhão da fome, às vezes saltam umas revoltas que vibram na Calíope alguma bordoada. Com o ferrão do amor, não se cometem senão delitos em forma de soneto ou de sextilhas. Epopeias são raras, as musas são mimosas e não ardentes.»








(imagens retiradas do Google)

Não sou nada destas coisas, mas serão capazes de descobrir quem escreveu este belo trecho?

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Adivinha

Hoje vai uma publicação ao estilo do meu/nosso querido amigo Rui da Fonte: saberão os meus amigos dizer-me aonde pertence esta bela foto antiga?

É bem fácil...




quinta-feira, 19 de julho de 2018

O livro da minha vida

Não gosto de usar o superlativo relativo de superioridade. Conscientemente, raramente o uso.

Eximo-me sempre que posso de responder quando me perguntam por exemplo «qual foi o filme de que mais gostaste?», ou o livro, ou seja o que for. É que num dia posso lembrar-me de um filme, ou livro, ou música de que gostei muito e noutra altura, lembrar-me de outro(s). Tudo depende das circunstâncias e da(s) memória(s).

Aqui há dias, a nossa amiga Rosa dos Ventos - lembram-se? - desafiou-me para publicar durante sete dias no facebook capas de livros que li e que por algum motivo, me marcaram.

Atendendo a quem me lançou o desafio, acedi e lá fui lançando os títulos e as capas dos livros de que me fui lembrando terem feito as minhas delícias.

Hoje foi o sétimo e último dia de publicações para o qual guardei o livro que eu considero ser o livro da minha vida: O Monte dos Vendavais de Emily Brontë. Li-o na minha juventude em português e adorei, vi mais do que uma versão em filme e depois escolhi-o para analisar do ponto de vista linguístico na última cadeira da minha licenciatura, que se chamava Seminário e que funcionava como preparação para a tese. Aí tive de o ler e reler na versão original - The Wuthering Heights - que é, naturalmente, ainda mais poderosa, mais avassaladora.



Será que os meus amigos serão capazes de escolher um livro que tenha sido o livro das vossas vidas?

Vamos ver. Ficamos à espera...

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Lenda de Zarah, a Princesa Moura

Como furtar-me a tão belo e romântico desafio? 

Este vem da Catarina, que passou à Afrodite e esta à papoila e à Janita e agora é a minha vez de vos contar a lenda de Zarah, a Princesa Moura, que, em noites de luar, ainda anda se avista nas ameias do Castelo...



«Nos tempos já muito distantes do Rei Afonso, que do norte vinha para o Sul, conquistando terras e mais terras que estavam na posse da moirama, chegou ele às proximidades de Leiria cuja terra conquistou também.

Aqui construiu um castelo roqueiro, que entregou à guarda dos seus guerreiros, abalando à conquista de mais terras, a construir um Portugal maior.

Os mouros sabendo do castelo pouco guardado, voltaram e, após uma luta porfiada, venceram os guardas do castelo e tomaram-no.

Passou a ser por essa altura, seu guardião, um velho mouro que vivia com sua filha, uma linda moura de olhos esmeraldinos e louros cabelos entrançados, chamada Zara.

Um dia, já o sol se escondia no horizonte sob nuvens acobreadas, a linda moura, estava à janela do castelo voltada ao Arrabalde, a pentear os cabelos encanecidos de seu velho pai, quando viu ao longe uma coisa que lhe pareceu estranha, mesmo muito estranha.

Que viu a linda princesa castelã, de olhos verdes de esmeralda?

Viu o mato a deslocar-se de um lado para o outro e também em direção do castelo.

Foi então que a linda princesa castelã perguntou ao seu velho pai:

“Oh! Pai, o mato anda?” Ao que o pai da linda princesa, respondeu:

“Anda, sim, minha filha, se o levam.”

E o mato era levado, sim, mas pelos guerreiros cristãos do Rei Afonso, que se escondiam atrás de paveias de mato que cortaram e ajuntaram para avançarem para o castelo sem serem vistos.

E avançaram, avançaram cautelosamente, até que já próximo da porta chamada da traição, correram, passaram-na lestamente e conquistaram o castelo.

Nunca mais se soube da linda princesa de olhos verdes, nem de seu velho pai, que era o Governador, mas, a partir desse dia, Portugal ficou maior.»




quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Desvendando o Enigma X

Sabem bem que eu não sou lá muito dada a estas coisas de Enigmas, mas no Domingo recebi uma mensagem de uma certa amiga blogger a dizer que estava de passagem por Leiria e que ia a caminho de uma escapadinha com os seus mais queridos.

Já não dava para ir ter com eles porque queriam ir jantar a uma bela praia aqui do distrito. Porém, qual não é o meu espanto que oiço tocarem à porta e quem era? A dita amiga blogger com um lindo vaso de hortênsias para mim…




Ora surpresa com surpresa se paga e, como não ia haver «Uma Mão Cheia de Palavras», o enigma de Domingo, lá no blog da dita amiga – que está sempre pronta a homenagear os amigos bloggers – resolvi elaborar um enigma cuja resposta a referisse.




E foi assim que o delineei:

1. Blog
2. Amor
3. Rain and Tears
4. Sensualidade
5. Antiguidade

                  E a resposta é … …
………………………………………………………………….

Resposta – completíssima – do Rui, o primeiro a acertar:

Justificações das Palavras :

1. Blog – Jardins de Afrodite
2. Amor – Verdade que Afrodite é a Deusa do Amor !!!
3. Rain and Tears - Já explicado acima em pormenor – Afrodite’s Child
4. Sensualidade – E não é verdade que o seu Blog é pleno de sensualidade ?...
5 -Aqui, ANTIGUIDADE poderá ter dois pontos de vista :

A Afrodite que já anda nos blogs há mais de 8 anos, mas também por outro lado, o tema é dos anos 60 e o Demis Roussos ainda muito novinho !… Portanto … antiguidade ! :))
.......................................................................

Resposta da própria:

1. Blog​ - ​há um blogue de nome Jardins de Afrodite (hehehehe)
2. Amor​ - ​a deusa Afrodite é considerada a Deusa do Amor, mas na verdade Amor=Eros, é um dos filhos de Afrodite.
3. Rain and Tears​ - ​É um tema (que eu conheço bem) cantado pelo Demis Russos no tempo em que ele fazia parte da banda "Aphrodite's Child"
4. Sensualidade​ - ​outra inegável qualidade/característica atribuída à deusa Afrodite. É-lhe reconhecida beleza e sensualidade.
5. Antiguidade​ - Afrodite é uma deusa da antiguidade, era venerada na Grécia Antiga.

E a resposta é…​ AFRODITE (a deusa, claro, não a Afrodite bloguer)​

....................................................................

Também a Catarina, a papoila e a dona redonda acertaram. O Pedro Coimbra enviou a resposta para os Jardins da Afrodite.

Entretanto, agradeço também a todos os comentadores do Enigma X.


domingo, 30 de julho de 2017

Enigma nº X

Ora hoje não há enigma nos Jardins da Afrodite porque a menina foi laurear. Então cabe-me a mim, a minzinha, sim senhores, a mim que, como todos sabem sou uma fã incondicional dos enigmas que por aí grassam – o Rui que o diga, se não é verdade! – propor hoje, domingo, aquela mão cheia de palavras. Embora sem aquele quadro-leque que a nossa deusa desenhou…

Vamos lá então a ver se descobrem. E, como o Rui diz – sempre a aprender com o nosso decano… - os comentários são moderados… eh eh eh eh…

1. Blog
2. Amor
3. Rain and Tears
4. Sensualidade
5.  Antiguidade

E a resposta é…

Xaran!!!

A resposta é… … … fico à espera!




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Então para onde vou?

Vamos embora e só voltamos no domingo. 

Querem saber para onde vamos? Vamos para aqui.


(Foto de Francisco Mendes) 
Bom fim de semana!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ilusões de ótica

Ora vejam com atenção: quem abraça quem?



É o rapaz que está a abraçar a rapariga ou ao contrário?...

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Uma fotografia

Pelo facebook ficamos a saber de tudo! Acreditam que conheço uma colega/amiga professora vai para uns trinta anos, dou-me muito bem com ela e só hoje fiquei a saber que o seu dia de aniversário é hoje? Abençoado facebook...

Também me (re)lembrou que hoje é celebrado o dia da fotografia. Por isso deixo aqui uma bela fotografia do meu amigo blogger Irlando Tavares.


São capazes de descobrir onde foi tirada?



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

In the sixties

É fácil de adivinhar especialmente para as pessoas da minha criação...

Lembram-se deles?




sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Olá, Agosto!

«Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno» - dizia todos os anos a minha avó. E, se estivermos com atenção, os dias já começaram a tornar-se um tudo nada mais curtos.

Apesar de o tempo de hoje também não ter sido, nem de perto nem de longe, tempo de Verão ou de praia, deixo aqui uma imagem poderosa do mar numa bela praia deste lindo país que é o nosso.

Serão capazes de adivinhar de que praia de trata?




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Troca de Miminhos

Já devem ter reparado no selo aqui do lado direito com uma árvores de Natal com a inscrição "Troca de Miminhos 2013".

Pois é! Fui "na cantiga" da Turista e aderi à brincadeira do bolg A Minha Vidinha e que é assim:



"Quem quiser entrar envia-me email ( a_minha_vidinha@hotmail.com ) com o vosso nome, morada e blog ate dia 30 de Novembro.

Depois faço o sorteio e envio-vos email com o nome do vosso amiguinho e respectivo blog.

Os presentes podem ser tudo o que vocês quiserem, até coisas vossas que já não queriam, mas que ainda é giro, vamos lá fazer uma reciclagem de presentes, uma blusa que já deixaram de vestir ou que nunca vestiram e que ainda esta nova e que até vai ficar muita bem à amiguinha do blog x.

É usar a imaginação, pois ninguém está à espera de um presente de luxo, mas sim dum miminho daquele que lemos e seguimos durante todo o ano.

E claro, se não der para oferecer nada, um postalito sabe sempre tão bem receber.

E então quem alinha nesta troca de presentes?"





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Don't carry the world upon your shoulders...



Não é nem de longe nem de perto uma das minhas referidas, é até das canções dos Beatles de que menos gosto, mas está constantemente a vir-me à cabeça aquele verso que diz «don't carry the world upon your shoulders».

É que é assim que, recorrentemente, me sinto. 

E neste momento especialmente carrying the world upon my shoulders....

Sabem de que canção estou a falar, não é verdade? É fácil descobrir... (podem sempre consultar o Dr Google...)


domingo, 22 de setembro de 2013

Piropos

Para seguir o "regulamento" do desafio, hoje é dia de dar os resultados das simpáticas participações.

Em primeiro lugar a lista de piropos e quem os enviou. (Optei por não pôr todos a concurso.)






Em Sevilha:   Es maravillosa!
Em terras lusas: “Pareces uma moura encantada”
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“Ay niña, tienes tus ojos más grandes que tus pies!”
_________________________________________________________________

"Ai se eu fosse rapaz novo..."
________________________________________________________________

“És como a água da fonte... e eu aqui a morrer de sede.”
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5º  ematejoca

"Tu és uma bola de fogo!"
"Tu tens fogo no rabo".
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6º  Observador

"O teu pai deve ser terrorista. És cá uma bomba!"
________________________________________________________________

Laura

Iam, a minha mãe e uma amiga, na Baixa em Lisboa. Teriam, na altura, talvez uns 20 anos. A amiga usava, nesse dia, um casaco comprido verde. Passa um fulano e diz «Se assim é em verde, como será em madura?! »
_________________________________________________________________


“Uma mulher assim de bonita tinha que estar na prisão, olhe os acidentes que está a provocar!”
__________________________________________________________________


«Ó estrela, queres cometa?»
__________________________________________________________________

10º Milene

"Se ser bonita fosse um crime então passarias a vida inteira na cadeia"
"Doeu quando caíste do céu?"
__________________________________________________________________


Alguém que chame a polícia, acabaram de me roubar o coração!
__________________________________________________________________

12º Tite

 "Abençoada mãe que dá assim uma filha". 
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E ainda dizem que as flores não andam! …
Bendito o dia em que os teus pais te fizeram !
Diz-me lá como te chamas, para te pedir ao Menino Jesus!
Deves estar tão cansada! … Passaste a noite às voltas na minha cabeça.
A tua mãe só pode ser uma ostra para nos dar uma pérola como tu !
Sabes onde ficava bem a tua roupa ? … No chão do meu quarto !
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14º Temira Hoffbauer

Tu és o chocolate quente das minhas noites de inverno.
Tu fascinas com a tua fragilidade emotiva.
Mergulhei todos os meus sentidos nos teus olhos verdes, sensuais e carregados de mistérios. 
Quando te beijo, penso num lombinho de porco com presunto.
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15º Alberto Silva

"Quem terá morrido no Céu para que os anjos andem de luto na Terra?",
"Gostaria que a sua Mãe fosse minha sogra". 

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16º Luísa (chegado fora da data limite)

 “Ena... tal e qual um helicóptero: gira e boa!"   




E agora o resultado das votações:

3º lugar ex aequo


“Ay niña, tienes tus ojos más grandes que tus pies!”

És como a água da fonte... e eu aqui a morrer de sede.”

Alguém que chame a polícia, acabaram de me roubar o coração!

"Abençoada mãe que dá assim uma filha". 

A tua mãe só pode ser uma ostra para nos dar uma pérola como tu !

2º lugar ex aequo:

«Ó estrela, queres cometa?»

"Doeu quando caíste do céu?"

1º lugar:


"Deves estar tão cansada! … Passaste a noite às voltas na minha cabeça." - do Rui 

da Fonte, o grande ganhador!


Parabéns ao nosso amigo Rui e os meus agradecimentos especiais a todos os simpáticos participantes.




domingo, 15 de setembro de 2013

Chuva de piropos


Caros amigos participantes no “concurso” de piropos, hoje vou deixar aqui os piropos engraçadíssimos que recebi e que desde já agradeço. Alguns dos participantes enviaram apenas um piropo, mas outros houve que enviaram vários. Fiz uma pequena seleção e vou reescrevê-los aqui. Vão aparecer numerados de acordo com a entrada no meu e-mail, sem referir a procedência, para a votação ser mais isenta… Tudo como manda a lei…

Tida a gente pode (e deve!) votar. Votam num só dos piropos e podem fazê-lo em forma de comentário ou enviar o voto para o meu mail. A votação decorre até ao próximo sábado, dia 21. Combinado?!

Então vamos lá aos piropos.

1º “Pareces uma moura encantada”

Ay niña, tienes tus ojos más grandes que tus pies!”

3º "Ai se eu fosse rapaz novo..."

4º “És como a água da fonte... e eu aqui a morrer de sede.”

5º "Tu és uma bola de fogo!"

6º “Tens fogo no rabo!”

7º "O teu pai deve ser terrorista. És cá uma bomba!"

8º (A uma senhora vestida de verde) "Se assim é em verde, como será em madura?!"

9º “Uma mulher assim de bonita tinha que estar na prisão, olhe os acidentes que está a provocar!”

10º  “Ó estrela, queres cometa?”

11º "Se ser bonita fosse um crime então passarias a vida inteira na cadeia."

12º "Doeu quando caíste do céu?"

13º “Alguém que chame a polícia, acabaram de me roubar o coração!”

14º  "Abençoada mãe que dá assim uma filha".

15º “E ainda dizem que as flores não andam!”

16º “Deves estar tão cansada! … Passaste a noite às voltas na minha cabeça.”

17º “A tua mãe só pode ser uma ostra para nos dar uma pérola como tu!”

18º “Sabes onde ficava bem a tua roupa? … No chão do meu quarto!”

19º “Tu és o chocolate quente das minhas noites de inverno.”

20º “Tu fascinas com a tua fragilidade emotiva.”

21º “Quando te beijo, penso num lombinho de porco com presunto.”

22º “Ó jeitoso, vai um tirinho?...”

23º "Ena! Tal e qual um helicóptero: gira e boa!"   -  (Peço desculpa pelo acrescento, mas foi falha minha. Espero que não me impugnem o concurso......)
                                ______________________________________

A escolha não vai ser fácil, mas vá lá! Toca a votar!!! Apenas num dos piropos! Até ao dia 21, sábado!

No final desvendarei o nome dos participantes com os respetivos piropos.

Boa semana!


domingo, 8 de setembro de 2013

Ai os piropos!

E se eu encontrasse este jeitoso por aí e lhe dissesse:
«Ó jeitoso, vai um tirinho?»....

Anda meio país a discutir esta cena dos piropos e eu, francamente não entendo porquê. Há dias que não se fala de outra coisa nos jornais, mas eu cá acho o tema tão estéril que não me dei ao trabalho de ler nada. Ou quase nada. Li umas frases de uma daquelas breves crónicas diárias do meu querido Ferreira Fernandes e, como não achei interesse nenhum, passei à frente. Depois é que eu percebi que querem criminalizar o piropo porque o confundem com uma forma de assédio sexual.

Isto só acontece porque as pessoas cada vez sabem menos Português! Ironicamente, andam uns milhares de maduros a lutar contra um – apenas mais um, diga-se – acordo ortográfico por causa de menos uns cês e uns pês e por causa de mais acento ou menos acento com o argumento tremendamente falacioso da «defesa da língua de Camões» – quando grande, grandíssima parte deles nunca leu Camões – sem se preocuparem

  • com a invasão constante dos empréstimos de palavras do inglês norte-americano;

  • nem com a pobreza de linguagem dos nossos jovens que não fazem a mais pálida ideia do que seja «tirar significados» que é uma das melhores formas de ganhar vocabulário;

  • nem com a forma deplorável como os miúdos e os jovens – e muitas adultos que se querem armar em  jovens – escrevem mensagens e falam entre si;

  • nem com o desconhecimento da semântica, ou seja, do(s) significado(s) das palavras.

Ora diz o grande dicionário da língua portuguesa coordenado pelo professor José Pedro Machado que a palavra «piropo» significa galanteio, frase amável ou lisonjeira dirigida a alguém, especialmente a mulheres – muito diferente de palavras como «brejeirice», «grosseria» ou «ordinarice». Isto no âmbito da língua! Porque depois há condicionantes paralinguísticas como o tom, a expressão, a intenção entre outras que são, parece-me, quase impossíveis de quantificar e de provar por forma a criminalizar interações destas. (Eu juro que não estou escrever isto da língua por ser o Dia Mundial da Alfabetização!...)

Eu acho graça a um piropo bem mandado e gabo-me de, em jovem, ter recebido alguns com muita piada de desconhecidos sem que alguma vez me tivesse sentido humilhada e muito menos ameaçada de violência ou de abuso que são situações verdadeiramente deploráveis e completamente diferentes.

E, a propósito, até deixava aqui um desafio – ai, ai, ai que já estou a fazer concorrência ao Rui da Bica, ao Carlos e à Teté!... Seria então enviarem-me uma mensagem para aqui com o melhor piropo que ouvirem ou disseram e, se quiserem, de forma breve, a circunstância em que tal aconteceu. 

Depois eu faria a seleção e poria à votação para apurarmos o melhor piropo.

Que dizem? Alinham? Se assim o entenderem, receberei os vossos piropos até 15 de Setembro que é o próximo domingo. Depois informarei das restantes datas.

Vá lá! Deixem de se mostrar tímidos e venham de lá esses piropos!


sábado, 17 de agosto de 2013

Já não há canções de amor

Adoro responder a desafios lançados pelos autores de blogs amigos (desde que não impliquem adivinhar locais e outros que tais – que me desculpe o nosso querido amigo Rui da Bica…) e por isso aqui estou a participar modestamente no repto deixado pelo nosso amigo CBO do blog crónicas do rochedo subordinado ao tema «Já não há canções de amor».

A canção que aqui deixo é o Sleepwalk brilhantemente tocado pelos Shadows.

Os miúdos entraram para o 1º ano lá no Colégio aos dez anos, mas ela só deu por ele quando passaram a frequentar a mesma turma, no 3º ano. E foi paixão imediata. Daquelas paixões avassaladoras do princípio da adolescência de que os adultos, esquecidos (ou não!) das suas experiências se riem sem as levar a sério, mas que marcam para o resto da vida. Deve ser por isso que se diz que «não há amor como o primeiro». Mas também se diz (Florbela Espanca disse-o daquela forma sensual como só ela sabia fazê-lo) que no amor, há um que ama e o outro que se deixa amar. E assim aconteceu: ela amou desmedidamente e ele foi-se deixando amar de forma intermitente.

E houve um Carnaval louco, esfuziantemente louco, em que na festa eles foram figura principal e dançaram pela primeira vez (e a última?) ao som das guitarras falantes de um disco dos Shadows que tocavam o Sleepwalk. Não sei qual dos nossos amigos, armado em engrançadinho, apagou as luzes e, no lusco-fusco do fim da tarde daqueles fevereiros cinzentos do sopé da Serra, inocentemente eles beijaram-se.


Só voltaram a falar-se quarenta anos mais tarde. E falaram, falaram, relembraram os amigos do Colégio, mencionaram alguns traços importantes das suas vidas que entretanto passaram entre parêntesis e, claro, do velhinho Sleepwalk. Música que na festa seguinte ele (com aquele seu grupo de sempre) tocou para ela…




sábado, 12 de janeiro de 2013

Dia de praia...

Ora para variar e para abstrair do abominável e viciado relatório do FMI tão viciosamente encomendado por este não menos abominável governo que continua a ensombrar-nos a existência, resolvemos pegar nos miúdos e... ir à praia. Isso mesmo, leram bem: ir à praia!

O tempo estava assim:




O areal cheio de gaivotas imóveis...


... que logo foram desassossegadas 



... levantando voo nas asas do vento



... para logo voltarem a pousar



E nós, toca a fugir antes que se pusesse a chover!



Querem adivinhar onde estivemos?