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terça-feira, 21 de maio de 2019

Que exagero!

Nada contra a equipa ganhadora do campeonato de futebol. Foi esta, ainda bem para os seus jogadores e para o seu jovem e esforçado treinador. 

Foi esta, mas até podia ter sido o Estrela da Amadora, ou o Esperança de Lagos ou o Sporting da Covilhã - os exageros teriam sido os mesmos, digo eu... Os exageros dos festejos, aquela alegria esfuziante e louca a que os adeptos de obrigam  - parece que lhes calhou o Euromilhões ou sei lá o quê...

Mas o pior, o piorzinho mesmo, é o exagero das televisões! Desde domino até hoje, os telejornais repetem a todas as horas e até à exaustão os golos, as declarações dos mandantes, a festa, a receção pelo Município e sei lá o que mais!

Não é exagero da minha parte, mas no domingo, na segunda-feira e ontem, à hora do almoço e ao jantar o mesmo, passei os canais todos até ao 8 e todos, sem exceção, estavam a passar e a repetir a grande vitória do clube de futebol! 

Nada contra o futebol. Nada contra as equipas ganhadoras, mas o que é demais enjoa. Não haverá nada de mais importante para transmitir?

Se calhar não... ou não convém...




É o que me ocorre...

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Ode ao Futebol



Agora que (infelizmente) os campeonatos estão de volta com os respetivos resumos, relatos, transmissões, comentários de comentadeiros musculados e tudo, parece-me bem, deixar aqui uns versos engraçados do desenhador, ilustrador, caricaturista e também poeta quase desconhecido  António Fernando dos Santos - o Tóssan.


“Retângulo verde, meio de sombra meio de sol
Vinte e dois em cuecas jogando futebol
Correndo, saltando, ziguezagueando ao som dum apito
Um homem magrito, também em cuecas
E mais dois carecas com uma bandeira
De cá para lá, de lá para cá
Bola ao centro, bola fora.
Fora o árbitro!
E a multidão, lá do peão
Gritava, berrava, gesticulava
E a bola coitada, rolava no verde
Rolava no pé, de cabeça em cabeça
A bola não perde, um minuto sequer
Zumbindo no ar como um besoiro,
Toda redonda, toda bonita
Vestida de coiro.
O árbitro corre, o árbitro apita
O público grita
Gooooolllllooooo!
Bola nas redes
Laranjadas, pirolitos,
Asneiras, palavrões
Damas frenéticas, gordas esqueléticas
esganiçadas aos gritos.
Todos à uma, todos ao um
Ao árbitro roubam o apito
Entra a guarda, entra a polícia
Os cavalos a correr, os senhores a esconder
Uma cabeça aqui, um pé acolá
Ancas, coxas, pernas, pé,
Cabeças no chão, cabeças de cavalo,
Cavalos sem cabeça, com os pés no ar
Fez-se em montão multidão.
E uma dama excitada, que era casada
Com um marinheiro distraído,
No meio da bancada que estava à cunha,
Tirou-lhe um olho, com a própria unha!
À unha, à unha!
Ânimos ao alto!
E no fim,
perdeu-se o campeonato!”

Tossan  (1918-1991)


Tóssan

sexta-feira, 22 de junho de 2018

domingo, 17 de junho de 2018

Para começar bem a semana

Conversa interessante






Boa semana!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Admirável L. Filipe Vieira!

Para os meus amigos que gostam de enigmas e concursos ...




Ai, ai, ai! Já estou a sentir o calor do fogo que os meus amigos benfiquistas estão a deitar pelos olhos!!! 

Vou fugir!! Mas foi só uma brincadeira... 


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Assim ou assado?

Não tenho direito a voto, mas se tivesse... não sei, não!



Ou preferem este?




segunda-feira, 11 de julho de 2016

Filme mudo...

Melhor que ir ao cinema! O melhor filme mudo a que assisti desde o tempo do Museu do Cinema do António Lopes Ribeiro...



Muito bem!!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Em tática que empata não se mexe!

Não sou nada fã de futebol. Melhor: não ligo nenhuma ao futebol. O facto é que sou mesmo adversa à competição, por isso jogos não são para mim. Feitios, claro!!

Tenho, no entanto, a minha preferência (acesa) nas equipas nacionais, como alimento, por outro lado, o meu odiozinho de estimação (ainda mais aceso…). Nem uma nem o outro vão ser aqui desvendados, pelo menos agora, para não importunar os meus queridos amigos.

Também desejo muito que a seleção faça boa figura lá em França. Primeiro por nós e depois para mostrar a esses gauleses e afins que não somos nenhuma espécie de suburbanos – para não dizer pior. Mas não me detenho a ver os jogos porque não quero, nem por nada, despertar a minha taquicardia e também porque não percebo nada daquilo…

Todo este “relambório” para trazer aqui a espetacular crónica de Ferreira Fernandes, hoje, no DN, (enquanto não for também afastado do jornal, sei lá!) sobre o jogo de ontem, a qual me fez dar umas gargalhadas bem sonoras.

Reparem só na ironia da segunda frase do texto, como que decalcada no belo verso de Pessoa: «Deus quer, o homem sonha e a obra nasce»… Uma verdadeira delícia!

«Simplesmente, coerência. O engenheiro quer, a equipa empata e vamos em frente. Vai ficar nos anais dos confrontos este Portugal que estaca para ir cada vez mais longe. Quem era, ontem, para aviar? A Polónia, habituada a ser rasgada pelos panzers dos vizinhos. Baralhámos-lhe a tradição: ontem, calhou aos polacos a derrota por uns gajos sem repentes. Nós é mais demorar, embaraçar, embargar, estorvar, obstar, suspender e tolher - como ordenou o engenheiro. Para ter a certeza dessa progressão quieta, abrimos o jogo de portas abertas. Aos dois minutos, golo de Lewand... perdão, do engenheiro. A ordem dele era: "Que eles marquem primeiro, assim fica mais seguro não irmos por aí fora, de golo em golo como malucos..." Suspirámos, pois, de alívio com o golo deles. A perder, ficámos com a vantagem de sermos nós a impor o almejado empate. Marcássemos nós no início, corríamos o risco de eles aguentarem o resultado e ficávamos com quase hora e meia de vitória, um horror. Em 510 minutos jogados em França só estivemos a ganhar durante 22 minutos... Pronto, com o 0-1, ficámos nas nossas perdulárias CR7 quintas! Depois, lá empatámos, para continuar gloriosamente assim. Prolongamento. Desta vez, o engenheiro não admitiu o abuso do Quaresma contra a Croácia (golo aos 117 minutos): ontem, o prolongamento foi respeitado, nulo inteirinho. E só se desfez o empate nos penáltis e, atenção, no último. Pode ser feio, mas nunca nos vi tão empatados numa vontade. Confesso, adoro.»

Ferreira Fernandes, DN, 1/Jul/2016


(daqui)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O fato de banho verde

Ao fim de quarenta e muitos anos a usar bikini na praia e depois de muita insistência por parte da minha filha mais velha, decidi-me a comprar um fato de banho – lembram-se de quando, nos idos de 40/50, se dizia maillot de banho? Tão chique!

Mas não pensem que esta minha decisão foi tomada de ânimo leve! De facto, apesar do corpo acusar já o peso e as marcas da idade e talvez de alguma falta de cuidados especiais para usar bikini, sinto-me um bom bocado “enclausurada” dentro dos fatos de banho. Então porquê esta compra?

Sabem os meus simpáticos leitores que uma das minhas principais características – aliás a de qualquer dos nascidos sob o signo do Carneiro – é a obediência cega a toda e qualquer determinação superior…

Por isso, tendo em atenção a diretiva superiormente tomada pelo presidente do meu clube de futebol de proibir os jogadores (e porque não os sócios e simpatizantes do clube?) de usar roupa de cor vermelha, não resisti quando vi este fato de banho.




Que vos parece?

domingo, 3 de janeiro de 2016

Netices

A Elisa e o Eduardo, filhos da minha filha mais velha, foram com os pais fazer a passagem de anos a Barcelos a casa dos avós paternos.

Na viagem para cima, resolveram parar no Porto e foram ao Norte Shopping onde o pai, fervoroso adepto do F.C. do Porto, foi mostrar-lhes a Loja do FCP.

Imaginam a cara dele quando, junto da montra, o Eduardo, que ainda nem cinco anos tem, com cara de safadinho, grita a plenos pulmões:

BENFIIIIIIIIIICA!!!



terça-feira, 15 de setembro de 2015

E viva o Benfica...

Nada disso, meus amigos! Não mudei de clube, nem morta!! Sou sportinguista de gema e belenenses de nascimento e de criação (nada e criada em Algés, nos idos de 40/50, quando os Belenenses eram favoritos e lá morava o Matateu)

A questão é que esta miudagem de agora já não é o que era. Filhos de sportinguistas tinham de ser do Sporting e pronto(s)! Mas agora já não é assim. Agora as «formigas» começam a «ter catarro» quase desde que nascem e, por isso, os meus netos rapazes, apesar dos genes verdes que lhes deviam ter acorrido em massa, declararam ser do Benfica. 

O Zé, seis anos e picos, que originalmente era do Sporting como a mãe, passou-se para o Benfica para o pai - que é quase tão Esperança de Lagos como Benfica - não se sentir sozinho. E o Eduardo, quatro anos, filho de um Portista ferrenho, declarou ser do Benfica e exigiu ter uma camisola do Benfica!

Como sabem, as avós de hoje em dia também já não são como eram, e aí vai esta avó sportinguista (e tonta) para a feira comprar camisolas do... Benfica.

O mais novo ainda não a recebeu por questões de ... logística. Mas ao mais velho enviei-lha pela mãe - que ralhou e barafustou, que não lha vestia, que ia pôr-lha para dormir e mais não sei o quê.

Mas a vida torce-nos as ideias e as vontades e o miúdo, assim que viu a camisola (e o fascículo do dinossauro que anunciam na televisão) exclamou que hoje era o seu dia de sorte. E ei-lo aqui, de sorriso de orelha a orelha, com as  "prendas" que recebeu..




sexta-feira, 5 de junho de 2015

A notícia do momento

Todos sabem que a grande notícia do momento aqui no retângulo é a mudança daquele treinador de um lado para o outro da 2ª circular. 

(Por mim, acho que tudo isto foi encomendado pelo "governo" para que o ZéPovo esteja entretido com estas larachas e nem se lembre das facécias com que eles - e os seus  jornaleiros e comentadeiros a soldo - têm mimoseado o povinho, mas...) 

Ora os motivos e as reações não se têm feito tardar e eu já tive acesso a alguns que vou passar a divulgar.














É que é espantoso de mais!....

terça-feira, 17 de março de 2015

Tome qualquer coisa verde

É tradição dos países de língua inglesa celebrar o Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda. As pessoas celebram o trevo da sorte e vêm para as ruas vestidas de verde. A minha amiga SK, canadiana, enviou-me um mail dizendo "Have something green!"

E é esse desejo que vos deixo hoje aqui: «Tomem algo verde!» como por exemplo:








Comam algo verde!









E, já agora, uma provocaçãozinha: 

Viva o Sporting!!!!


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Banco bom, banco mau

Que dizem desta versão?!




quarta-feira, 23 de abril de 2014

E viva o futebol!!


Recebi há pouco por e-mail um comunicado da Federação Nacional dos Médicos que deixo aqui para que conste. (os sublinhados são meus)

O Governo e o seu ministro da saúde desencadeiam o mais violento ataque para destruir o SNS!!!

O Governo e o seu Ministério da Saúde publicaram uma portaria (nº 82/2014) a 10/4/2014 que constitui o mais violento ataque ao SNS e ao direito constitucional à saúde, visando proceder ao integral desmantelamento de toda a rede hospitalar pública.

Nesse sentido, a FNAM considera urgente denunciar as seguintes questões fundamentais:

1- É inadmissível que um assunto desta enorme importância como é o estabelecimento de critérios para categorizar os serviços e estabelecimentos dos serviços de saúde seja remetido para uma mera portaria.

Esta medida só pode ser encarada como uma ação deliberada para fugir à discussão e até à negociação do seu conteúdo, dado que as portarias não estão obrigadas ao cumprimento dessas exigências legais gerais.

O secretismo da elaboração desta medida culminou com a sua publicação em portaria para criar a política do facto consumado.

Não é conhecido qualquer tipo de fundamentação para as medidas aí contidas, nem qualquer estudo dos impactos para as populações em termos assistenciais.

2- Os objetivos fundamentais desta portaria são o encerramento arbitrário de serviços hospitalares, alguns deles de elevadíssima qualidade assistencial e dotados de sofisticada tecnologia, colocar os vários sectores de profissionais de saúde em mobilidade forçada, despedimento de milhares de profissionais de saúde, diminuição acentuada da capacidade formação de novos profissionais, encerramento da maioria das maternidades do país, diminuição acentuada da capacidade de resposta global do SNS, criar condições incontornáveis para uma rápida expansão das entidades privadas, à custa dos subsistemas de saúde, e dar mais um passo, desta vez decisivo, para uma acelerada desertificação de vastas zonas do interior do país.

3- A portaria confere liberdade às entidades privadas das PPP de escolherem a carteira de especialidades que mais lhe convêm mediante os processos de negociação dos contratos de gestão e atribui à ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde) do Ministério da Saúde o poder exclusivo e arbitrário de autorizar, sem estarem previamente definidos quaisquer parâmetros, a instalação de novos serviços hospitalares.

4- As especialidades médicas de endocrinologia e de estomatologia são eliminadas dos hospitais públicos, os hospitais pediátricos são eliminados, o mesmo acontecendo ao Instituto Oftalmológico Dr Gama Pinto (Lisboa), que possui uma elevada diferenciação técnico-científica nessa área médica, e a dois importantes serviços de cirurgia cardiotorácica como o do Hospital de Gaia e do Hospital de Santa Cruz (Lisboa). Neste último caso, é curioso verificar que se trata de um hospital especializado na área do coração e que ao mesmo tempo que se estabelece a decisão de o liquidar são mantidos vultuosos contratos nesta área com o hospital privado da Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa.

É indispensável lembrar a polémica já existente em torno das cirurgias cardiotorácicas na cidade de Lisboa, há cerca de 6 meses, com a divulgação de um relatório de uma comissão nomeada pelo Ministério da Saúde e que visava tão-somente a justificação dos contratos com aquela entidade privada.

É agora mais do que evidente que o Ministério da Saúde está a preparar, de facto, o encerramento do Hospital de Santa Cruz, tal como já na altura alertámos em comunicado.

É, ainda, indispensável sublinhar que os Hospitais de Anadia, Cantanhede e Ovar desaparecem da relação dos hospitais públicos, o que significa que o Ministério da Saúde já tomou a decisão de os privatizar ou entregar às misericórdias das respetivas zonas.

5- De acordo com o conteúdo da portaria, grande parte das maternidades do nosso país vão ser encerradas.

Nos hospitais do chamado Grupo I deixa de existir a especialidade de obstetrícia, o que implica o encerramento das respetivas maternidades.

Assim, irão desaparecer até 31/12/2015 as maternidades nos seguintes estabelecimentos hospitalares:
- Unidade Local de Saúde Norte Alentejo (Portalegre); Unidade Local de Saúde Baixo Alentejo (Beja); Unidade Local de Saúde Litoral Alentejano (Santiago do Cacém); Centro Hospitalar Cova da Beira (Covilhã e Fundão); Centro Hospitalar de Leiria; Centro Hospitalar do Baixo Vouga (Aveiro, Águeda e Estarreja); Hospital da Figueira da Foz; Unidade Local de Saúde da Guarda; Unidade Local de Saúde de Castelo Branco; Centro Hospitalar Barreiro/Montijo; Centro Hospitalar de Setúbal; Centro Hospitalar do Oeste (Torres Vedras/Caldas da Rainha); Centro Hospitalar do Médio Tejo (Abrantes, Torres Novas eTomar); Hospital de Santarém; Hospital Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra); Centro Hospitalar do Alto Ave (Guimarães e Fafe); Centro Hospitalar do Médio Ave (Famalicão e Santo Tirso); Centro Hospitalar entre Douro e Vouga (Feira, Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira); Centro Hospitalar Póvoa do Varzim/Vila do Conde; Centro Hospitalar Tâmega e Sousa ( Penafiel e Amarante); Hospital Santa Maria Maior (Barcelos); Unidade Local de Saúde de Matosinhos; Unidade Local de Saúde do Alto Minho (Viana do Castelo); Unidade Local de Saúde do Nordeste (Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros).

6- As várias declarações já emitidas pelo Ministério da Saúde e seus serviços centrais negando o encerramento de qualquer maternidade ou qualquer redução de serviços é uma atitude lamentável e revela uma chocante falta de seriedade política.

O conteúdo da portaria é claro e muito objetivo nas suas disposições gravosas.

Muitos milhares de cidadãos vão ficar impossibilitados de aceder aos serviços de saúde.

7- A gravidade desta portaria ministerial culmina o trabalho disfarçado do Ministério da Saúde em aplicar continuadamente cortes muito superiores aos exigidos pela Troika, colocando agora a nu uma política premeditada de destruição do SNS.

É tempo de parar definitivamente com esta ação de destruição social encetada pelo Governo que se comporta perante os cidadãos portugueses como se de uma força bélica de ocupação do nosso país se tratasse.

A FNAM apela a todos os médicos, em particular, e aos cidadãos, para se oporem a estas novas e brutais medidas.

Reafirma, também, o seu empenho em colaborar com todas as forças e entidades que defendem o SNS e o Estado Social.

É preciso dizer basta. E já!!!

Porto, 22/4/2014
A Comissão Executiva da FNAM


Ao ler este amontoado de aleivosias, lembrei-me de um desabafo que um amigo escreveu há dias no facebook (e não se pense que se trata de um qualquer iletrado; trata-se de pessoa por de mais culta e conhecedora.)

«Povo de enconados!
Vão-lhes ao bolso, calam-se como escravos cobardolas!
O clube da preferência ganha ou perde, berram a plenos pulmões e saem todos à rua!»

Pois a mim parece-me que, ao ter-se conhecimento de uma enormidade como é a “consagrada” na referida Portaria, a Praça do Marquês de Pombal deveria ser pequena para reunir todos os que se considerassem prejudicados por essa lei ignara de forma a abanar as consciências (e também o físico, porque não?) destes facínoras que muitos cegamente ajudaram a eleger!


domingo, 12 de janeiro de 2014

Futebóis

Tenho-me abstido de comentar o «caso Eusébio» por vários motivos: primeiro porque pouco ou nada me diz; depois porque não sou fã de futebol (e muito menos de “futebóis”); depois porque achei excessivo, desmedido, exagerado todo o bruaá (para não dizer “folclore”) que as televisões fizeram em torno da morte do jogador, por muito querido que fosse das pessoas em geral e dos lisboetas em particular; isto para não falar nas discussões provincianas e estéreis sobre a ida ou não ida do mesmo para o Panteão Nacional o qual, tenho a certeza, nunca fora tão falado por toda a gente!

Mas… hélas! há sempre um mas em toda a discussão! Eis que abro a internet aqui no meu computador e com que notícia me deparo em grandes parangonas?!

«O FC Porto não resistiu aos 11 Eusébios que estiveram em campo.»

Por amor de Deus! Que lamechice! Que saloiada! Quem disse ao jornalista responsável por este lamentável título que tem de «fazer poesia»?! Não há quem lhe diga que não é poeta quem quer?!

Não está em causa – para mim – o valor que o jogador Eusébio teve ou não teve, nem qualquer tipo de desrespeito pela sua memória ou pelos seus adoradores; muito menos quero com isto defender o clube A ou atacar o clube B, não obstante achar insuportável a arrogância e a sobranceria de muitos adeptos e do treinador de um e as baboseiras que os presidentes quer de um, quer de outro, lançam inopinadamente pelas bocas fora cada vez que lhes apetece. Em causa está apenas a lamechice requentada que semelhante palavreado (pretendendo ser imagem) transmite. E depois admiramo-nos que o outro senhor nos apode de «piegas»…

De facto, o estudo das Humanidades está completamente esquecido no nosso sistema educativo – leia-se na revista QI de ontem, subordinada ao tema A literatura contra a ditadura do banal, a entrevista a dois professores da Faculdade de Letras de Lisboa comissários da Conferência “A Urgência da Literatura” que se realizou neste fim-de-semana no CCB.


Trata-se disso mesmo: a ditadura do banal. É que lêem-se apenas revistas cor-de-rosa e livros tipo Margarida Rebelo Pinto e Paulo Coelho que nada mais veiculam senão banalidades bege; as criancinhas lêem muito mais do que liam há pouco anos, é certo, mas poucas são as que ultrapassam a leitura dos livrinhos ocos com ilustrações lindíssimas; os manuais de Língua Portuguesa de toda a escolaridade básica usam textos cada vez mais infantilizados e mais facilitados; e depois? Depois aparecem frases (texto até!) banais – para não dizer parolas – como aquela que me saltou aos olhos quando liguei a internet…




domingo, 20 de outubro de 2013

Oh coitadinho do meu Belenenses!



Hoje Os Belenenses foram afastados da Taça de Portugal pela Académica de Coimbra. Ora de há muitos anos para cá, de cada vez que Os Belenenses perdem um jogo, eu digo, algo sentida, «Oh coitadinho do meu Belenenses!»

Não! Eu nem sequer sou do Belenenses! Sou sportinguista de longa data e nem sei dizer desde quando, nem porquê. (Ah! E aproveito para avisar já os meus queridos seguidores e/ou comentadores que nem pensem em começar já a mandar piadas! Olhem que eu tenho muito a dizer sobre o Xoxe Xexus se for caso disso…)

Mas voltemos ao meu Belenenses. Como muitos de vós sabem, eu nasci em Algés e lá vivi até aos dez anos. Isso no tempo do grande Matateu, um dos melhores jogadores de Os Belenenses, que por acaso morava com a sua loira esposa em Algés. Mas determinante mesmo era o facto de o meu primo-irmão que morava em Belém era (e é) tal como o pai, o meu tio Mário, incondicional fã de Os Belenenses. E nós, que nessa altura nos dávamos como o gato e o rato, tínhamos de estar sempre em campos opostos e em agressão constante. Daí que eu o zurzisse contra Os Belenenses a quem amiúde eu chamava de Pastelenses (por causa dos pastéis de Belém, claro!) e sei lá o que mais…





Os anos passaram, nós acabámos por nos afastar um pouco indo cada um à sua vida e já casada e mãe de filas e  sem aquela “vontadinha” de infernizar a vida do meu querido primo-irmão, passei a manifestar aquele carinho que sempre tive por ele adotando o seu Belenenses como se fosse também o meu Belenenses.

Por isso hoje lá voltei a sentir aquela pequenina tristeza porque «o meu Belenenses» perdeu no jogo para a Taça e lá veio o habitual «Oh coitadinho do meu Belenenses!»...


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Es tut mir Leid...



Oh que pena! Os alemães foram eliminados do Europeu de futebol!... E ainda por cima por uma equipa de PIGS!... Que pena, mesmo! A formiguinha organizada e trabalhadora do Norte “batida” por uma das cigarras cantadeiras e gastadoras do Sul!

É claro que os jovens atletas não podem levar com o “ódio” que grande parte dos europeus sente atualmente pela governação alemã, mas… lembram-se da fábula do lobo e do cordeiro: «Se não foste tu, foi o teu pai, ou o teu avô!» 

Assim estamos nós todos! 

À exceção do Sr. Platini, claro, que deve estar cá com uma birra!...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Representações...


 As imagens do corredor do Estádio de Alvalade foram muito criticadas porque, diziam, incitavam à violência.




Que dizem destas novas imagens?!...



















sábado, 26 de março de 2011

Pensamento da semana





"Convinha ao País olhar-se ao espelho do Sporting e ver que há três meses, quando das eleições antecipadas, o clube lutava pela Taça da Liga e Liga da Europa, e tinha 28 pontos. No entretanto, ficou fora de todas as competições, só somou mais dez pontos - e está a 30 do meu clube. Vale a pena pensar nisto."

(Jorge Fiel, jornalista do DN, 24/3/2011)