Mostrar mensagens com a etiqueta Carnaval. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carnaval. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de março de 2019

Deprime-me o Carnaval


Deprime-me a época do Carnaval. E não é por não gostar desta quadra como afirma grande parte das pessoas minhas conhecidas. Eu sempre me considerei uma pessoa divertida e que gosta de se divertir, por isso gosto, ou melhor, gostava de brincar ao Carnaval.

Lembro-me, ainda em Algés, que a minha avó me levava de elétrico ao cinema do Restelo em Belém, às matinées para crianças onde muitas delas estavam mascaradas e onde se atiravam serpentinas e papelinhos de cores bem vivas e os já muito esquecidos saquinhos de serradura que tanto faziam doer em quem eles acertavam… E, claro, as irritantes bisnagas de água com nos molhavam a cara e os cabelos. E eu, que era uma menina educada sozinha com os meus avós, sossegada e tímida, achava tudo aquilo tão divertido, tão fora do meu mundo cinzento…

Depois, Sintra, já na adolescência, no tempo do colégio felizmente misto, vieram as festas em casa desta e daquela, os primeiros bailes dos meus Diamantes, o primeiro baile na garagem não sei de quem lá para baixo para a Rua da Pendoa ou para a Rua da Biquinha, os bailes da SUS, aquela loucura anos 60 – se bem que uma loucura algo permitida, algo dominada – as festas em nossa casa, as mascaradas trapalhonas, os primeiros beijos…. Viviam-se as semanas a estudar muito para restar todo o tempo livre para as festas nos fins de semana.

A Faculdade trouxe outra etapa, outros amigos, outro namorado. Adeus Diamantes! As festas de receção aos caloiros no Espelho de Água, os bailes de carnaval nas Belas-Artes, a louca música dos carnavais brasileiros e os próprios dos jovens brasileiros que por cá andavam e estudavam. Tanto divertimento! Tanta emoção!

E já adultos e casados, ainda houve festas de Carnaval e de Passagem de Ano, com muita música e muita dança e muito divertimento. Mas nunca nada de desfiles ou de corsos com aqueles deprimentes carros alegóricos cheios de meninas em bikini a fingir que sambam, mas a tiritar com frio. Esse nunca foi o meu Carnaval.

Porém a vida, na sua inexorável trajetória, começou a descrever o arco de volta inteira (ou de volta abatida, sei lá!) e as festas e as folias deixaram de surgir e de fazer sentido. Ficou a memória e uma certa nostalgia, pois que mais poderia restar.

E são essa memória e essa nostalgia – junto com os primeiros estremeções que a primavera nesta altura do ano dá no ar e este novelo labirinticamente emaranhado em se me move a mente – que me deprimem.

Hélas! 



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

As imortais

É recorrente. Como tudo no ano afinal. Todos os anos vem o Carnaval e todos os anos me vêm à lembranças estas duas canções de Carnaval. As imortais, para mim. E todos os anos me apetece deixá-las aqui. Tenho falhado alguns anos, mas este ano elas voltam para alegrar - ou não - nesta toada não dolente e tão meiga que só os nossos irmãos brasileiros conseguem criar...

Se gostarem de as relembrar, aqui ficam. Nestas versões que a mim me encantam.









E aproveitem, que amanhã já é 4ª feira de cinzas...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

E tudo se acabar na 4ª feira...



A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Aos anos que não ouvia isto!

Do tempo dos bons bailes de Carnaval dos idos de... sei lá quando! 

Quem se lembra?



domingo, 7 de fevereiro de 2016

Para as minhas amigas avisadas...

Hoje deixo aqui uma prece para as minha amigas mulheres rezarem (enquanto a Quaresma não chega...) todas as noites em estilo novena...

E, como é Carnaval, os meus amigos homens não podem levar a mal... 

«Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo, que a fonte nunca seque e que a nossa sogra nunca se chame Esperança, porque Esperança é a última que morre...

Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!

Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo...

Deus...

Eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos porque, Deus, se eu pedir força, eu bato-lhe até matá-lo.

Um brinde...

Aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos.

Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam, e aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!

Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que a gente dê conta de todos!

Ámen.


Adenda: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.»


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Estou a ficar cá uma piegas!

Sexta-feira, manhã de ir às compras para o meio da cidade. Oh não! Paragem no trânsito por causa do desfile de Carnaval das criancinhas das escolas. Isto de estar fora da escola vai para seis anos dá nisto: uma pessoa já nem se lembra destas datas e destas confusões!

Melhor ir a pé para chegar lá a baixo mais depressa. Mas os miúdos vão tão engraçados! Tema sugerido pela Câmara: segurança rodoviária e bombeiros. Vai de tirar fotografias.













Mas depois vêm as crianças das “minhas” escolas lá do “meu” agrupamento. E os abraços amorosamente saudosos das “minhas” coordenadoras de escola, da “minha” vice para o 1º ciclo, foi cá uma emoção e bateu cá uma saudade! Tive de fugir para não me verem as lágrimas.















Estou a ficar cá uma piegas! Razão tinha o outro!

segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnavalizando-se!



Desmascaremo-nos, pois.
Desnudemo-nos, então.
Irreconhecidamente belos, feios
Com máscaras ou sem.
Elevados. Depravados. Santificados.
Rebaixados. Degradados. Renovados.
Ridicularizados. Dicotómicos. Desestabilizados.
Invertidos. Convertidos. Divertidos. Obscenos.
Profanamente divinos.
Infernalmente paradisíacos
Parodisíacos.
Ritualísticos.
Permutos. Absurdos.
Exageros. Aconchegos.
Desapegos.
Heroicamente romanceados.
Dissonantes. Mutantes.
Carnavalizantes.


(Maria Ivanúcia Lopes da Costa, Brasil)


Quem nos dera!

domingo, 2 de março de 2014

Aos meus amigos homens...

Cuidado como tomam os medicamentos!!




Não há como levar a mal! É Carnaval!!!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Os nossos foliões

6ª feira Gorda (lembram-se desta denominação?). Gorda em trabalho, canseira e dores de cabeça para as nossas colegas educadoras e professoras do 1º ciclo. Carregadinhas de paciência - deus me livre!! - para levarem todos aqueles indiozinhos para o meio da cidade! Bem hajam por isso!!

E os nossos lá foram, todos contentes, fazendo a sua parte.

O mais pequeno armado em doutor cientista...






E os mais velhos, a fazerem jus ao que de facto são, de piratas, embora sem perna de pau...







Se bem que, na escola, ele não tivesse sido pirata, mas tão-somente Rei-Sol...




No meu tempo, não era nada assim...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Parabéns, Duda!


O nosso neto mais novo, o Eduardo, fez hoje dois anos. É verdade, na 3ª feira de Carnaval. É de família... O avô cá de casa até nasceu numa 3ª feira de Carnaval...

Ora aí está ele! Recebeu carrinhos e mais carrinhos, mas o do Noddy é que foi the one...
 


Enquanto isso o meu cow-boy e a minha princesa tratavam de brincar com outros brinquedos do aniversariante...


Mas ele logo veio espreitar e ver o que é que os outros faziam...

 

Não é uma doçurinha o nosso Duda?


Não sou nada vaidosa, pois não?!...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

3ª feira de Carnaval - dia de trabalho



Aquele “nosso” primeiro que dizia coisas inéditas como “nunca me engano e raramente tenho dúvidas” e “deixem-nos trabalhar” enquanto recebia dinheiro a rodos da Europa que malbaratou por falta de organização e por se rodear de pessoas pouco sérias para não dizer vigaristas – a primeira qualidade de um bom líder é saber rodear-se das pessoas certas – mandou todo funcionalismo público trabalhar na 3ª feira de Carnaval nos idos de 93.

Como nessa altura estava afastada da escola em comissão de serviço na Coordenação (na ex- CAE, que por acaso caiu daí a um mês e tal por razões partidárias) tive de ir ao serviço – ia dizer “trabalhar” mas detive-me porque, de facto, trabalhámos muito pouco, para não dizer nada. Brincámos muito, fizemos muitos telefonemas e mandámos muitos faxes de Coordenação para Coordenação e, como as escolas estavam paradas, não tivemos telefonemas para responder, nem questões para resolver. 

Eu apresentei-me no serviço trajada de funcionário público da letra Z, nesta triste figurinha:



Mas não fui apenas eu quem foi trabalhar mascarada. Vejam o grupo todo: desde as Coordenadoras até às funcionárias administrativas, muitas de nós fomos vestidas para brincar.



E houve até um folheto com o horário e as atividades previstas que foi distribuído pelos trabalhadores:



 
Esse “trabalho forçado” de 1993 não poupou o “nosso” primeiro, cuja aceitação começou a decair a partir de então, tendo culminado com o grande buzinão da ponte no ano seguinte. Mas será que este povo vai ter força e vontade para fazer o mesmo a este “nosso” primeiro tão diligente que decretou o atual "trabalho forçado"?


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Máscaras de Carnaval



Amanhã os nossos diligentes governantes vão trabalhar - para darem o exemplo a este povo calaceiro - e vão aparecer assim:






Mas perante a troika vão decerto aparecer com esta máscara:


De bons alunos, cumpridores e com o "trabalho de casa" feito...

Ou com esta:



Ou porque não com esta mais ao estilo dos seus chefes alemães?....




terça-feira, 8 de março de 2011

Enigma...





Como é Carnaval, ninguém pode levar a mal. Quem consegue dar resposta a esta adivinha antiga?

Tenho, tenho
Entre as pernas um engenho
Daqui como, daqui bebo,
Daqui pago a quem devo...

Quem sou?

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A mística do mês de Fevereiro





Fevereiro é dos meses de que mais gosto. É o mês em que a luz do dia começa a prolongar-se pela noite dentro. É o mês do florir das camélias e das amendoeiras e em que o Sol começa timidamente a aquecer substituindo aos poucos o frio do início da manhã. É o mês da pré-Primavera, do renascer do jovem ano naquele esforço sempre repetido qual Sísifo voltando a empurrar a sua pedra para o alto da montanha. Aparecem alguns pássaros que começam a propalar o seu chilreio. E, por vezes, há um perfume no ar que, sem nos inebriar como o de Maio ou Junho, nos enche a alma de um azul anilado. As acácias vestem-se daquele amarelo que só vemos no Alentejo em pleno Verão e as mimosas recendem nas matas.

Há sempre no mês de Fevereiro umas tardes de quase Verão em que começa a dar vontade de arrumar os casacões que, ironicamente, ainda nos hão-de fazer muita falta e de ir dar belos passeios a pé. A primeira vez que senti esse fingimento de Verão foi quando, há anos, muitos anos mesmo, vim pela primeira vez a Leiria nesta época para o casamento de um irmão do então meu namorado (quer dizer, do meu “conversado” no dizer brincalhão da minha grande amiga T. dos tempos da Faculdade...) De facto, Leiria é uma zona muito quente e muito fria, de grandes amplitudes térmicas.

Relembro sempre, porém, com grande nostalgia, nesta altura do ano, os solitários passeios que dava pelo parque quando, no tempo do colégio, o atravessava em direcção a casa, quando morava não na Vila, mas nas Murtas ou na Portela. Até no verde-húmido de Sintra se fazia sentir, em Fevereiro, um fiozinho daquele Sol novo de início de ano. E depois as nossas brandas loucuras do Carnaval!

Muita da gente crescida gosta de dizer que “o Carnaval não lhes diz nada”, mas a mim diz. Não este Carnaval dos desfiles dos grandes carros ditos alegóricos com as meninas lá em cima em bikini a baterem o dente de frio porque nós aqui não temos o calor do Carnaval carioca. Senti, ao longo dos anos e até hoje, uma enorme pena de já não haver daquelas festas em que dançávamos (por vezes mesmo mascarados) até às tantas, daquelas em que nos “metíamos” na noite de 6ª feira chamada gorda e de que só saíamos na 3ª feira de Carnaval pela noite dentro, desde que, como o meu pai exigia, não faltássemos às aulas, logo de manhã, na 4ª feira.

Apetece dizer com o Fausto “que boa vida era a de (Lisboa) Fevereiro”...