Mostrar mensagens com a etiqueta Quadras populares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quadras populares. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Cantigas a São Pedro

Já que não devo  aqui trazer
por ter sido um fascista
veio o Rogério cá dizer,

deixo, e já sem medo,
de a alguns desagradar,
umas quadras A São Pedro
das senhoras ali do Lar.












Por não seres namoradeiro
Deu-te Deus outra missão
A de seres do tempo o senhor.
Por isso te rogo
Santinho derradeiro
Para a chuva, por favor:
Manda sol a tempo inteiro!

domingo, 24 de junho de 2018

Cantigas a São João

No altar de São João
Nascem rosas amarelas;
São João subiu ao céu
A pedir pelas donzelas.

Agora no São João
É o tomar dos amores;
Estão os linhos nos campos
E toda a terra tem flores.

Ó meu São João Baptista,
De que quereis as capelas? –
De cravos e mais de rosas
Com cravinas amarelas

São João adormeceu
Debaixo da laranjeira;
Caiu-lhe a flor em cima,
São João que tão bem cheira!

Ó meu São João Baptista,
A vossa capela cheira;
Cheira a cravos, cheira a rosas
E a flor de laranjeira.

Do São João ao São Pedro,
Quem quiser contar, bem pode:
São João a vinte e quatro
São Pedro a vinte e nove.

(in "Cantares de Todo o Ano", Júlio Evangelista)










Manjericos com quadras dos alunos de uma das Escolas B1 e JI
lá do "meu" agrupamento.

Viva o São João!

terça-feira, 12 de junho de 2018

Cantigas a Santo António



Santo António, Santo António,
Às moças estende a mão:
Corram moças, vão depressa
Façam-lhe uma petição.

Ó moças, andem ligeiras,
Vão pedir a Santo António
Que as ponha todas em linha
No livro do matrimónio.

São Gonçalo casa as velhas
Santo António as raparigas
Cantai, moças, ao santinho
As vossas belas cantigas.

Ó moças, se querem noivos
Vão esta noite à ribeira,
Que os moços, louvando ao Santo
Vão armar uma fogueira.

Santo António de Lisboa,
Espelho de Portugal,
Ajudai-nos a vencer
Esta batalha real.

A treze do mês de Junho
Santo António se demove,
São João a vinte e quatro
E São Pedro a vinte e nove.

(in Cantares de Todo o Ano, 
Júlio Evangelista)




Viva o Santo António!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Hoje esteve de chuva...

Hoje esteve de chuva
E não foram de Maio uns borrifinhos...
Este chapéu serviu que nem luva
P'ra não molhar meus pezinhos....






sexta-feira, 11 de maio de 2018

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Pelo São Martinho...

Quadras muito antigas

Eu sou o Novembro
O mês dos santinhos,
Em que os lavradores
Provam seus vinhos.

O Diabo leve os homens,
Aqueles que bebem vinho;
O Senhor conserve o meu
Que esse bebe poucochinho…

Ó meu amor dá-me vinho
Que eu água não sei beber…
A água tem sanguessugas
Tenho medo de morrer…

Não quero os ricos cavalos,
Nem os palácios reais;
Queria ter uma adega
De vinte pipas ou mais!

Quem quiser que eu cante bem,
Dê-me uma pinga de vinho;
O vinho é coisa bem boa
Faz o cantar mais fininho.


(Cantares de Todo o Ano, 1954)


Adega Regional de Colares








Não te esqueças!
Pelo São Martinho, vai à adega e prova o vinho!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Em defesa de São Pedro...

Dos três santos populares
São Pedro é o mais esquecido
Por mais sério se mostrar
Fica talvez menos querido.

Santo António é de Lisboa
E do Porto é São João
Casamentos um apregoa
O outro leva o balão.

São Pedro não tem cidade
Que lhe encha o coração
Deu seu nome a uma quantidade
De terras, vilas e chão.

É São Pedro de Moel
De Sintra e da Cadeira
De Évora, Montijo e Seixal
Penedono e de Felgueiras.

São Pedro, santo decano,
Em todo o lado é festejado
E em especial no Vaticano
São Pedro é celebrado.

Se pedires um favor
A Santo António, a São João,
E o pedido for em vão,
Pede-o ao santo pescador
Que ele não dirá que não!


sábado, 13 de junho de 2015

Quadras ao gosto popular

No dia do aniversário de Fernando Pessoa – que é dia de Santo António – algumas quadras ao gosto popular do grande poeta do Desassossego.



O vaso de manjerico
Caiu da janela abaixo.
Vai buscá-lo, que aqui fico
A ver se sem ti te acho.

O cravo que tu me deste
Era de papel rosado.
Mas mais bonito era inda
O amor que me foi negado.

O manjerico e a bandeira
Que há no cravo de papel –
Tudo isso enche a noite inteira
Ó boca de sangue e mel.

Manjerico que te deram,
Amor que te querem dar…
Recebeste o manjerico
O amor fica a esperar.

Manjerico, manjerico,
Manjerico que te dei,
A tristeza com que fico
Inda amanhã a terei.

No dia de Santo António
Todos riem sem razão.
Em São João e São Pedro
Como é que todos rirão?



(Quadras ao Gosto Popular, Fernando Pessoa,
Edições Ática, 1969)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Pedidos a Santo António

Igreja de Santo António de Lisboa

A Santo António que pedes
Ele que faz milagres tantos?
Se já levou a Moura Guedes
Que leve o Rodrigues dos Santos.

E se não causasse atropelo
Pedia ainda outra cousa:
Desaparece com o Marcelo
Mais a Judite de Sousa.

Meu santinho de Lisboa,
Bem sei que nunca te ofendes,
Faz ainda outra coisa boa:

Livra-nos do Marques Mendes!


(Se tiverem outros pedidos para fazer, não se acanhem e acrescentem! O Santo não leva a mal...)

Bom feriado!



quinta-feira, 12 de junho de 2014

Milagre, meu Santo António!

(daqui)

Diz-me lá, meu Santo António,
Santo que o lisboeta adora,
Quem escolherá Lisboa
Quando o Costa for embora.

Será que é mesmo por causa
De sem teu homónimo ficar
Que impedes o Seguro
Do tal Congresso marcar?

Faz lá tu esse milagre.
Meu Santinho prazenteiro,
Lisboa tudo merece,
Mas o país está primeiro!!


sábado, 29 de junho de 2013

Quadras para São Pedro



S. Pedro, meu santo eterno
De Moel, de Penaferrim,
Leva lá este “governo”
Para bem longe de mim!

Para bem longe de mim,
Para bem longe de nós.
Põe-lhes termo, põe-lhes fim
S. Pedro de Porto de Mós!

Tem sido tanto o desmando,
Não há quem de lá os remova.
Quando saem, diz-nos quando,
Ó meu São Pedro da Cova!

Tira-os de lá bem depressa
Que a malta já está cansada,
Não voltamos a cair nessa,
Meu São Pedro d’Afurada!


Aproveitem e saltem a fogueira porque agora 
só para o ano!
 

domingo, 11 de novembro de 2012

Quentes e boas!






O vendedor de castanhas
É figura habitual
No outono em todo o lado
Nas terras de Portugal.

Castanhas quentes e boas!
Apregoa o vendedor
Faça sol ou faça chuva
Faça frio ou calor.

Calor no meio do outono?
Dizeis vós co’um sorrisinho…
Calor o sol pois então
Do verão de São Martinho!


 (Posso ficar à espera das vossas quadras a São Martinho?)