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segunda-feira, 3 de agosto de 2020
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Alquimia
Por vezes acontecem coisas que
não têm explicação.
Ontem, estava eu de saída do
átrio da escola (a minha) quando entraram duas senhoras com uma menina,
linda, mestiça, olhos oblíquos, amendoados, sorriso encantador – lembrava as
bonecas do Sião – para saberem que escola a menina iria frequentar. Perguntei à
menina se já ia para o 1º ano. Disse que sim e logo começou a mostrar-me e a
contar-me as aventuras do seu unicórnio pinypon
que trazia consigo. Entrei numa conversa com ela como se toda a minha vida
tivesse tratado com os unicórnios pinypon
– assim de adulto para adulto, como sempre fiz com os miúdos. E diz ela,
muito entendida: «Tu davas uma boa
professora!»… Uma das senhoras, que ouviu a “sentença” e que talvez me
conhecesse, disse-lhe: «Anda, filha, que
esta senhora já aturou muitos meninos!»
Mais espantoso ainda foi logo de
seguida, de caminho para a cidade, no largo fronteiro à Câmara Municipal, vem
uma menina mais pequena do que a outra seguida de longe pelo pai e, sem mais,
me entrega um pequeno malmequer recém apanhado de um dos canteiros e diz:
«Toma, é para ti.»
Perante inesperadas situações
destas, de uma ingenuidade tão doce, uma pessoa fica sem palavras.
Senti-me ungida…
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domingo, 8 de outubro de 2017
Parabéns ao nosso anfitrião!
Desta vez foi o Ricardo do Pacto que nos recebeu e bem na Casa do Alentejo para o nosso 6º Encontro de Bloggers.
Muitos já conhecidos e alguns "novos", mas todos bem divertidos. Comeu-se bem, bebeu-se também - sem faltar a habitual ginjinha de Óbidos que a Manu mandou - falou-se muito e rimo-nos ainda mais... Fomos muito "indisciplinados"...
Deixo aqui umas (poucas) imagens (in)discretas...
E, no fim, ainda recebemos presentinhos...
... e beijinhos...
Foi muito divertido (acho que já tinha dito...) e gostei muito de visitar o Palácio Alverca, onde está instalada a Casa do Alentejo.
Quem vê a fachada não consegue imaginar a beleza que se encerra no interior. Ora vejam. (peço desculpa pela pouca qualidade das fotografias...)
| (A Biblioteca, onde se realizou o almoço) |
| (O salão com palco, onde se dançava) |
| (Outro salão) |
| (A sala de refeições) |
| (A Taberna) |
| (Mobiliário antigo) |
| (Outro belo recanto) |
Não vos parece que o nosso anfitrião está de parabéns?
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quinta-feira, 20 de abril de 2017
«O Tesouro»
Este livro foi escrito pelo poeta/escritor Manuel António Pina por encomenda da Associação 25 de Abril para a celebração do 20º aniversário da Revolução.
Sobre o livro, o autor disse o seguinte numa entrevista que deu numa escola: «E um
dia, a comissão que estava a organizar os 20 anos do 25 de Abril… Já havia
jovens da vossa idade que não sabiam o que era o 25 de Abril e a comissão
convidou-me para fazer isso, numa sexta-feira. Não sei se sou capaz, disse, mas
vou tentar explicar aos mais jovens o que foi o 25 de Abril, que foi um dia
memorável, foi uma experiência… Valeu a pena viver só para viver aquele dia.
Disseram-me que era para segunda-feira e era sexta… E o que saiu foi aquilo. A minha ideia e a minha preocupação a fazer esse livro era explicar a
jovens que nasceram em liberdade o que era a falta de liberdade… No livro, diz
lá assim: “A liberdade é como o ar que respiramos”… Nós nem nos damos conta de
que respiramos, respiramos e pronto, mas quando nos falta o ar é um sufoco. E a
liberdade é uma coisa parecida… vocês nem se dão conta de que são livres, mas
quando perdemos a liberdade é um sufoco enorme. E depois queria tentar, através
de histórias verdadeiras e de pequenos pormenores, explicar como não haver
liberdade é completamente absurdo, não é natural. A razão não consegue alcançar
como eram proibidas coisas como, para jovens como vocês, as raparigas não
poderem andar nas mesmas escolas do que os rapazes, tinham de estar separadas.
A minha mulher foi impedida de ir às aulas e uma colega dela expulsa porque foi
de calças para a escola. E a amiga dela foi expulsa porque persistiu…» (daqui)
Foi este livro que hoje comprei para oferecer aos meus netos no próximo dia 25.
Oxalá gostem!
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quinta-feira, 23 de março de 2017
Encontro
Nem imaginam quem conheci hoje. A nossa amiga blogger Elvira Carvalho, do Sexta-Feira.
Pois foi! Ela veio em visita a Leiria e eu fui ter com ela. Tinha tido a amabilidade de me avisar e informar sobre o seu périplo pela cidade durante a manhã e durante a tarde. Triste mesmo foi o tempo estar tão mau!! Chuva e mais chuva e muito frio - a temperatura não subiu para além dos 10 - 11 graus durante o dia todo.
E foi assim que, depois de a andarilhar desde a Praça Rodrigues Lobo até à Sé, pela rota do Crime do Padre Amaro, encontrei o grupo, encharcados - e eu também - todos enfiados debaixo dos toldos da Praça a ouvirem a pequena palestra da Bibliotecária Municipal de introdução à dita Rota.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Mimos
Coisas lindas que recebi de amigas aqui do blog e que não posso deixar de trazer para aqui como forma de agradecimento pelo carinho, pela ternura.
Da Lídia Borges recebi o seu último livro de poemas, Baile de Cítaras, que a autora define assim:
o trilar dos pássaros.
Encantadora partitura
soletrada
entre os ramos do vidoeiro
e o corpo de um verbo
à janela esta
sublime conjugação!
Da Fê Blue Bird recebi este presentinho quente e fofo a quem só falta miar...
E da Majo veio esta belíssima canção de Natal na voz de Sinatra.
Grata por estes (e outros) mimos, para estas amigas - e todas as outras e outros - ficam aqui os meus mais sinceros votos de Boas Festas!!
terça-feira, 15 de setembro de 2015
E viva o Benfica...
Nada disso, meus amigos! Não mudei de clube, nem morta!! Sou sportinguista de gema e belenenses de nascimento e de criação (nada e criada em Algés, nos idos de 40/50, quando os Belenenses eram favoritos e lá morava o Matateu)
A questão é que esta miudagem de agora já não é o que era. Filhos de sportinguistas tinham de ser do Sporting e pronto(s)! Mas agora já não é assim. Agora as «formigas» começam a «ter catarro» quase desde que nascem e, por isso, os meus netos rapazes, apesar dos genes verdes que lhes deviam ter acorrido em massa, declararam ser do Benfica.
O Zé, seis anos e picos, que originalmente era do Sporting como a mãe, passou-se para o Benfica para o pai - que é quase tão Esperança de Lagos como Benfica - não se sentir sozinho. E o Eduardo, quatro anos, filho de um Portista ferrenho, declarou ser do Benfica e exigiu ter uma camisola do Benfica!
Como sabem, as avós de hoje em dia também já não são como eram, e aí vai esta avó sportinguista (e tonta) para a feira comprar camisolas do... Benfica.
O mais novo ainda não a recebeu por questões de ... logística. Mas ao mais velho enviei-lha pela mãe - que ralhou e barafustou, que não lha vestia, que ia pôr-lha para dormir e mais não sei o quê.
Mas a vida torce-nos as ideias e as vontades e o miúdo, assim que viu a camisola (e o fascículo do dinossauro que anunciam na televisão) exclamou que hoje era o seu dia de sorte. E ei-lo aqui, de sorriso de orelha a orelha, com as "prendas" que recebeu..
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Este é o meu Zé!
Este é o meu Zé!
E faz hoje cinco anos! Um homem!!
Tem sido um verdadeiro dia de festa! Senão vejam:
- Um bolo para lhe cantarem os parabéns na escola:
| (Inspirado no Dusty) |
E as prendinhas para os colegas a condizer:
| Chupas embrulhados em cartolina. (Habilidades da mãe) |
- Um bolo simples para festejar na aula de Trampolins:
- E por último, mas não em último, outro bolo para a família próxima (já estou a caminho...)
Parabéns, meu querido! Possa a tua vida ser uma constante festa!
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terça-feira, 2 de julho de 2013
Postais
Hoje recebi pelo correio - ainda há CTT!!! - umas prendas do nosso Henriquamigo por ter participado com sucesso - nem sei como! porque sou péssima em enigmas - que não posso deixar de vos mostrar de tão lindas.
Agradeço do coração ao nosso querido amigo da Travessa do Ferreira a gentileza e a simpatia, dirigindo-lhe daqui deste meu humilde espaço os meus mais sinceros votos de que não se lhe acabe o humor.
Isto era o que estava pensado para a entrada de hoje. E a minha intenção era perguntar aos meus possíveis leitores ou passantes qual o seu postal preferido.
Mas com os desenvolvimentos políticos da tarde, não posso deixar de acrescentar este postal do Borda d'Água que encontrei no facebook e que deixo aqui também para saber das vossas preferências...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
História da Árvore de Natal
Existem várias versões para a
origem do costume da árvore de Natal. Dizia-se que quando Jesus nasceu as
árvores floresceram; daí que se dê destaque aos pinheiros, árvores que estão
verdejantes todo o ano e simbolizam a vida nova e de esperança.
Mas uma das histórias mais comuns
remonta à primeira metade do século VII, na Alemanha. Nessa época, o monge
britânico São Bonifácio pregava um sermão sobre o Natal numa tribo alemã. Para
tentar acabar com a adoração desse povo pelo carvalho, cortou uma árvore dessa
espécie. Na queda, os galhos destruíram tudo à sua volta, com exceção de um
pequeno pinheiro. O monge aproveitou o facto para afirmar que tinha havido um
milagre, pois o pinheiro simbolizava a “árvore do Menino Jesus”. Com o passar
dos anos, além de manter a tradição da árvore, os alemães começaram a
enfeitá-la com chocolates, rebuçados, maçãs e papeis coloridos.
A colocação de luzes nas árvores
é atribuída a Lutero. Conta-se que ele passeava pela floresta quando viu as
luzes das estrelas atravessarem os galhos dos pinheiros. Quando chegou a casa,
quis mostrar a cena aos filhos e iluminou uma árvore com velas.
No século XIX, foi a vez da
Inglaterra vitoriana conhecer a árvore de Natal. O príncipe Albert de
Saxe-Coburg e Gotha, marido da rainha Vitória, trouxe o enfeite para o Palácio
Real. Filho de um nobre alemão, o príncipe cresceu na tradição da decoração dos
pinheiros de Natal. Quando se casou, pediu à sua esposa, a rainha Vitória, que
adotasse aquele costume no seu país.
Primo do príncipe Albert, também
Fernando de Saxe-Coburg e Gotha trouxe esta tradição germânica para Portugal ao
casar-se com a rainha D. Maria II. Um dia resolveu colocar um pinheiro num dos
salões do Palácio da Pena, em Sintra, enfeitou-o com velas, bolos e frutos,
tocando no piano e cantando cânticos de Natal para a esposa e para os seus
vários filhos, à boa maneira germânica. Depois vestiu-se de São Nicolau e
distribuiu presentes pelos filhos.
Na América do Norte, as árvores
desembarcaram em plena guerra civil. Em 1804, os soldados de Fort Dearbon
(agora Chicago) montaram os pinheiros no meio das barricadas. Em 1923, o
símbolo conquistou o lugar de maior prestígio dos Estados Unidos, a Casa
Branca. O então presidente Calvin Coolidge estabeleceu uma cerimónia as luzes
da árvore de Natal nacional. Atualmente essa data faz parte da comemoração
norte-americana da festa natalícia.
..............
Este Natal recebi duas árvores de Natal muito especiais:
| Um postal de Natal feito pelo meu neto José (ajudado pela Mãe...) |
| E um linho com renda para pendurar feito pela cunhada mais próxima |
Habilidosos, não?!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Presentinho
Recebi hoje o presentinho que
ganhei num dos sorteios do desafio de “As Amantes do Verão”. Calhou-me esta
pequena tela – de que gostei muito – da Sameiro Sequeira ou Telas SAM, do
Porto, que podem visitar no Facebook. Vejam.
Uma rapariga. Uma rapariga loira,
ao acaso, que me recordou este poema de Álvaro de Campos (pois de quem poderia
ser?!)
Acaso
No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por génio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por génio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.
Álvaro de Campos
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