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quinta-feira, novembro 10, 2016

Liga de Cavalheiros Extraordinários III: Século


O último volume da Liga de Cavalheiros foi editado pela Devir este ano. Como sempre é uma alegria regressar a este universo de Alan Moore e Kevin O'Neill.

Para lerem mais sobre ele, passem aqui no Deus Me Livro.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Dodgem Logic


"Dodgem Logic" trata-se de uma revista bimestral de Alan Moore, que junta colaboradores ilustres tais como Kevin O'Neill, Graham Lineham ou Melinda Gebbie.
O site já está activo e lá podem encontrar além do vídeo de apresentação (pelo próprio Moore) uma data de surpresas. Para descobrirem tudo isto cliquem na imagem.

[Fonte]


Obrigado ao Na outra banda pelo aviso.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Alan Moore & Gorillaz











Damon Albarn não pára de me surpreender. Como músico é extremamente ambicioso, possuindo uma carreira longa e proveitosa nos Blur decide enveredar pelos caminhos da electrónica e do hip-hop em Gorillaz um projecto inovador que surge como uma brisa de ar fresco na música até pela própria imagem da banda. Como se não bastasse ainda formou os "The Good The Bad and The Queen" também muito aconselháveis.

Para quem conhece Gorillaz, está familiarizado com a imagem animada da banda, quase saídos de um livro de mangá.
Pois bem o duo por detrás desta banda Damon Albarn e Jamie Hewlett (desenhador de Tank Girl) quer trabalhar com a lenda que é Alan Moore e parece que o senhor aceitou. Pelo que sei Moore vai escrever o livro da ópera que os Gorillaz estão a cômpor.

Moore é um dos mais talentosos escritores do mundo e o meu fascínio pelos seus trabalhos é bem conhecido por quem lê este blog.

Isto promete!!!

segunda-feira, agosto 17, 2009

A Voz do Fogo

Alan Moore é um nome que dispensa apresentações no mundo da banda desenhada, sendo considerado por muitos como um dos melhores contadores de histórias nesta arte, eu incluido. Livros como "Watchmen", "V For Vendetta" ou "From Hell" são já clássicos da 9º arte conhecidos mundialmente, nem que para isso tenham contribuído as adaptações cinematográficas.
"A Voz do Fogo" (Voice of the Fire) consiste no primeiro (e até à data único) romance deste autor, que foi editado originalmente em 1996.
O livro encontra-se dividido em 12 capítulos ao longo de 6000 anos, começando no ano 4000 a.c. e terminando em 1996 d.c.. Todas as histórias decorrem no mês de Novembro e na zona de Northampton, cidade Natal e actual do autor, em Inglaterra.
O primeiro capítulo, "O Porco de Hob" (Hob´s Hog), é aquele de maior dificuldade na sua leitura uma vez que é narrado por um rapaz que vive no ano 4000 a.c.. Moore escreve-o de uma forma muito elementar utilizando recorrentemente o presente do indicativo de forma a dotar o rapaz de uma aura mais primitiva que é precisamente o suposto. Este jovem do "tempo da pedra" é um rapaz bastante ingénuo que após a morte da sua mãe é expulso do seu grupo e obrigado a desbravar as aventuras deste mundo sozinho.
Tratando-se do primeiro capítulo poderá afastar os leitores devido às razões mencionadas, o que é uma pena pois trata-se de um dos melhores do livro cujo arrepiante final compensará a atribulada caminhada.
As histórias apesar de completamente diferentes encontram-se ligadas entre si pela "Voz do Fogo". São contos carregados de violência e luxúria, onde corpos queimados e cabeças decepadas farão grande parte da sua simbologia. No que toca à luxúria Moore entra na cabeça dos personagens e explora os seus desejos sexuais sem pudores ou eufemismos de uma forma directa e crua que para muitos terá um sabor ordinário.
Passando pela vida de um emissário Romano, de um antigo Cruzado ou até do "mendigo poeta de NorthamptonShire" John Clare ou do mulherengo Alf Rouse, esta aventura conta com um leque de personagens fascinantes, terminando no próprio autor. Sim! Alan Moore é o protagonista do 12º capítulo onde se encontra precisamente a concluir o livro em questão, como sendo "o último acto de um ritual de fé e magia", citando Neil Gaiman.
Em jeito de conclusão esta é uma viagem pela História de Northampton carregada de magia e luxúria, onde o autor mistura realidade e ficção com a classe que lhe é habitual.
A edição portuguesa da "Saída de Emergência" foi traduzida por David Soares que nos presenteia com uma secção de notas sobre cada capítulo fornecendo-nos informação base sobre a mitologia usada nas histórias e algumas ideias do autor, algumas das quais já haviam sido exploradas em outros dos seus trabalhos como por exemplo na série de BD "Promethea".
O prefácio é da autoria de Neil Gaiman que aconselha o início da leitura ou no primeiro ou no último capítulo uma vez que se trata de um livro que pode ser lido em qualquer ordem. Eu optei, tal como David Soares, por seguir o caminho de um peregrino, ou seja, começando no primeiro e terminando no décimo segundo.
Uma vez que se trata de um livro carregado de simbologia e cuja linguagem nem sempre é a mais acessível optei por ler primeiro esta edição portuguesa, até porque como referi contava com alguns apontamentos. Agora após este contacto inicial com "A Voz Do Fogo" já me sinto mais preparado para pegar na obra na sua língua original, algo que definitivamente farei daqui a uns anos. Até lá quero aproveitar também para aumentar a minha cultura esotérica a fim de conseguir mergulhar mais fundo ainda neste mundo mágico e negro.
Este foi um livro que infelizmente passou despercebido do público. Talvez por ser escrito por um autor de BD ou por simplesmente desistirem logo a início, visto o 1º capítulo ser como havia mencionado o mais desafiante. A fim de cativar novos leitores a editora "Saída de Emergência" planeia lançar uma nova edição com uma nova capa e algumas surpresas (quem sabe com as ilustrações de José Villarrubia presentes na edição de 2004 da Top Shelf)). Já agora aproveito para sugerir que corrigam nesta nova edição algumas gafes que se encontram na actual, já que estão com "a mão na massa".

domingo, novembro 11, 2007

V For Vendetta

Uma vez que a adaptação ao cinema da novela gráfica “V For Vendetta” está quase a chegar às salas portuguesas, faz sempre bem recordar este clássico escrito por Alan Moore com arte de David Loyd.
A acção desenrola-se num futuro alternativo, pós 3º guerra mundial. África e Europa foram devastadas, Inglaterra sobreviveu mas a que custo? O caos estava instalado, a ordem era necessária, e foram os grupos fascistas que a tentaram restabelecer sob a forma de ditadura. Erradicando a cultura, controlando os media, criando campos de concentração para as minorias étnicas, radicais de esquerda, socialistas e homossexuais, a liberdade não passava de uma palavra vazia na boca de todos, uma memória do passado.
A estória tem inicio 5 anos após os conflitos políticos, os campos de concentração encontram-se agora encerrados, uma vez que já cumpriram o seu objectivo. As ruas de Inglaterra continuam altamente vigiadas, o governo controla tudo e todos e o povo vive agora conformado com o seu estado de vida.
Tudo muda com o aparecimento de um estranho vigilante que dá pelo nome de V. O que começa por parecer uma vingança pessoal, mais tarde começa a tomar a forma de um plano muito mais complexo. Juntamente com Evey sua aprendiza, V instala o caos no país e é através deste, que poderá nascer a anarquia, onde o poder será restituído ao povo. Apesar de muitas das acções de V não serem de cariz heróico este surge aqui como uma espécie de Salvador, um Messias, mostrando que não é o povo que deve temer o seu governo, mas sim o governo que deve temer o seu povo.
Durante as séries existem muitas referências à letra V. Todos os capítulos da série começam por esta letra, o personagem principal esteve preso na cela 5 (V em numeração romana), este é visto várias vezes a ler e citar “V” de Thomas Pynchon, e é também curiosa a alusão à 5º sinfonia de Beethoven (onde as primeiras quatro notas representam a letra V em código morse).
Por fim V de Vingança, V de Vitória e V de Vendetta.

Publicado originalmente em Rua de Baixo (Março de 2006) por José Gabriel Martins (Loot)