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terça-feira, janeiro 15, 2013
Rorschach #3 - Quando a BD e o Cinema se encontram
Quando "Before Watchmen" saiu algumas capas chamaram-me instantaneamente a atenção, uma delas a de Rorschach #1. Já falei do trabalho de Lee Bermejo, que nesta série volta a demonstrar os seus grandes talentos. Já agora aproveito para mostrar também a capa do #2 aqui.
Terminado de ler o #3, tive de o mencionar imediatamente aqui por duas razões. A primeira porque a capa volta a ser uma daqueles imagens que deve ser espalhada aos sete ventos e a segunda porque na história de Brian Azzarello, Rorschach tem um encontro com o mítico taxista Travis Bickle de "Taxi Driver". A personagem da BD já havia sido comparada ao célebre taxista interpretado por Robert de Niro, e agora, pela primeira vez, encontraram-se.
Até agora tem sido uma história bastante curta e rápida, mas com a intensidade típica da personagem. Depois do final - já esperado - deste 3º capítulo, promete-se um final sangrento. Mais uma vez é caso para dizer there will be blood.
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quarta-feira, dezembro 14, 2011
O Inverno chegou mais cedo...

Depois de Mouse Guard: Fall ter terminado com a frase Winter is Coming (podia ser Winterfell mas não é), chegou finalmente cá a casa esse tão esperado Inverno com Mouse Guard: Winter o segundo volume desta belíssima obra.
Vou finalmente poder voltar a seguir as aventuras dos destemidos: Kenzie, Saxon, Lieam e Sadie.
Parece-me um dos livros ideais para está época.
... e o Natal também.
Após ter desenhado Joker, Lee Bermejo regressa novamente ao universo do morcego com este Batman: Noel, onde assume igualmente o leme da escrita também. A história é baseada no conto A Christmas Carol de Charles Dickens.
Depois de Mouse Guard: Fall ter terminado com a frase Winter is Coming (podia ser Winterfell mas não é), chegou finalmente cá a casa esse tão esperado Inverno com Mouse Guard: Winter o segundo volume desta belíssima obra.
Vou finalmente poder voltar a seguir as aventuras dos destemidos: Kenzie, Saxon, Lieam e Sadie.
Parece-me um dos livros ideais para está época.
... e o Natal também.
Em termos estéticos remete-nos para a obra anterior, Bermejo é um mestre na arte digital e aqui não há nada a acrescentar para já. Como escritor fica a curiosidade. A confirmar em breve.
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quarta-feira, novembro 12, 2008
Joker
Há semelhança da dupla Jeph loeb e Tim Sale que popularizaram a saga das cores sobre super heróis, tais como "Homem Aranha: Azul", "Daredevil: Yellow" ou "Hulk: Gray" coloca-se a questão se esta ideia de Azzarello e Bermejo será também algo a continuar a explorar no futuro relativamente a outros némesis.
Esta novela gráfica chamar-se-ia inicialmente "Joker: The Dark Knight", seguindo a mesma linha de "Lex Luthor: Man of Steel. Mas devido ao lançamento do filme o título teve de ser alterado para "Joker" que na minha opinião funciona perfeitamente. No entanto o título inicial também tinha a sua piada uma vez que tenciona apelidar os vilões de um título conquistado pelos seus respectivos inimigos, os heróis.
Ao contrário do que eu pensava "Joker" não é uma BD baseada no Joker criado por Heath Ledger. Segundo Brian Azzarello, ele e Lee Bermejo começaram a trabalhar nesta história antes do filme, já há mais de dois anos e estavam prontos para lançá-la antes da estreia de "The Dark Knight", mas a DC comics optou por fazê-lo depois, muito provavelmente para aproveitar todo o furor à volta do filme. Após ter visto o Joker de Ledger, Azzarello compreendeu a decisão da editora pois na sua opinião quem adorou o personagem no filme vai adorá-lo neste livro.
Depois de o ler posso comprovar que de facto este Joker não é o mesmo de "The Dark Knight" no entanto todo o livro tem um sabor a sequela do filme (mesmo não o sendo) e visualmente o Joker é idêntico ao de Ledger. É normal que hajam pontos similares tanto no filme como na BD uma vez que há semelhança de Christopher Nolan, Azzarello teve uma abordagem realista ao personagem e ao seu Universo. No entanto penso que os autores devem ter tido acesso a algum material do filme nomeadamente à caracterização do Joker, pois como disse a semelhança entre os dois é notória.
Ninguém do grupo de bandidos do Joker o quer ir buscar à prisão excepto um sujeito de nome Jonny Frost. Frost que ser alguém no mundo do crime e para isso irá seguir todos os passos do Joker para o poder conhecer e compreender melhor. Infelizmente, por vezes devíamos ter cuidado com aquilo que desejamos.
Durante o tempo em que Joker esteve preso vários criminosos dividiram Gotham City entre si, algo que não agradou em nada o "palhaço do crime" que ao sair em liberdade tem como plano recuperar, nas suas palavras, a sua cidade. Para isso Joker irá encontrar alguns dos vilões mais conhecidos por nós, tais como o Penguin, o Riddler e o mais importante o Two-Face. Todos os vilões se sentem aterrorizados pelo Joker e o único capaz de lhe fazer frente é precisamente Two-Face, mas até ele poderá ser obrigado a recorrer à última pessoa que desejaria, para se livrar de tamanho pesadelo e acreditem pesadelo é a palavra ideal para descrever o que o Joker os faz sentir. O Killer Croc é dos vilões clássicos aquele que mais aparece a seguir ao Joker, mas Croc está do lado do palhaço. Azzarello já tinha tido uma abordagem mais realista a este personagem em "Broken City" quando o descreveu como alguém com uma doença de pele e não como um verdadeiro "Homem Crocodilo". Aqui Killer Croc é um enorme monte de músculos que se encontra ao serviço do palhaço e claro a sua pele mantém uma certa tonalidade que o difere de todos os outros, caso contrário a referência ao crocodilo não fazia tanto sentido. Uma coisa é certa, encontram-se aqui algumas boas ideias para abordar certos personagens de forma realista quem sabe, por exemplo, num próximo filme.
Esta é sem dúvida umas das mais crus e violentas histórias feitas sobre o personagem. Todos sabemos que o Joker é capaz de tudo e no entanto este livro faz-nos por vezes sentir repulsa do personagem, foi sem dúvida uma experiência intensa.
Nesta BD, Azzarello não optou por contar a história do ponto de vista do personagem principal tal como tinha feito em "Lex Luthor: Man of Steel" mas antes de Jonny Frost. A decisão foi muito provavelmente a mais acertada, afinal quem se quer aventurar a entrar na mente de um dos maiores dementes de sempre? Além de que o próprio autor afirmou que contar a história a partir da mente do Joker era tirar poder ao personagem pois nunca ninguém sabe o que ele vai fazer a seguir.
Azzarello afirmou que "Joker" foi o livro mais violento que escreveu até hoje. Para mim foi sem dúvida um dos mais violentos que li sobre o Joker, no entanto como apreciador de obras violentas e perturbadoras, não posso deixar de pensar que se queriam enveredar por um caminho tão sombrio podiam ter ido mais longe. Mas isto já constitui um problema geral nas editoras Americanas que na maior parte das vezes não se arriscam a ir por caminhos mais negros, o que é na minha opinião uma pena. Reparem que logo no início da história, na cena em que Joker mostra o "dedo", a sua mão aparece cortada no plano. Será que até isso têm de censurar? Ou então até foi uma decisão dos artistas e estou completamente enganado, mas é que ultimamente o crescendo da censura nos comics Americanos tem-me irritado. Pelo menos este "Joker" tem um sabor a Vertigo o que já é muito bom.
Em relação ao parágrafo anterior espero que não o interpretem como um ataque ao livro pois é apenas um desabafo em relação a algumas decisões cometidas na indústria Americana da BD. O livro vale muito a pena e contém algumas cenas e diálogos absolutamente excepcionais, tais como a história que Joker conta sobre um individuo que tinha o sonho de dar a volta ao mundo de carro em apenas um dia.
Esta é mais uma nova e interessante abordagem ao personagem, que para qualquer fã é absolutamente indispensável.
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