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quinta-feira, setembro 04, 2014

Torchwood - Miracle Day (Temporada 4)




Stop being so nice. We left nice behind a hundred miles back. I'm trying to be honest, okay? Because do you know what the worst thing is of all? Out of all the shit we have seen, all the bloodshed, all the horror...You know what is worse than all that? I loved it. I bloody loved it.

Gwen Cooper

SPOILERS

Há semelhança de "Doctor Who" também "Torchwood" tem sofrido "regenerações" ao longo destas temporadas, onde a 3º e 4º seguem um estilo distinto das anteriores, previligiando um mistério com continuidade ao longo de todos os episódios. "Miracle Day" mantém o registo de "Childrens of the Earth", mas duplicando o número de episódios. Infelizmente essa não foi a única diferença, por alguma razão qualquer, "Miracle Day" é uma co-produção americana e essa influência do outro lado do Atlântico faz-se sentir, por vezes, de forma negativa. E eu que pensava que a terceira teria tido um sucesso comercial tão grande que "Torchwood" tinha a continuação garantida.

Logo para começar, é de valorizar que o enredo desta temporada tenha sido tão ambicioso, a ideia de impedir a morte em todo o mundo podia descarrilar como um comboio a alta velocidade, mas funcionou bastante bem. Como todo o mundo se tornou imortal, o Captain Jack ficou mortal, algo que já não víamos há muito tempo. Outro aspecto de bom gosto prende-se com o facto da equipa (agora só Jack e Gwen) se ter deslocado à América. Um toque que apreciei por vermos o regresso do Captain Jack à sua terra Natal. Infelizmente alguns clichés e cenas de sexo gratuito conseguiram esgueirar-se para dentro desta série, quando não faziam falta nenhuma, uma quase certa influência da co-produção... De qualquer das formas, e apesar de ter revirado os olhos nuns quantos momentos, "Miracle Day" viu-se bastante bem, não deixando de ser uma aventura entusiasmante (apenas bem afastada da qualidade de "Children of the Earth", algo que não a ajuda, uma vez que se trata da temporada seguinte a essa).

Se na temporada anterior a razão porque os Aliens queriam as crianças foi um toque tanto surpreendente como terrífico, aqui a exploração desta imortalidade também teve a sua graça. Mantermos-nos vivos não é necessariamente melhor em muitas situações e isso teve algumas abordagens de valor.

Além das  novas personagens que se aliam ao grupo, tivemos a participação do veterano Bill Pullman, no papel de um pedófilo que é impedido de morrer, devido ao "Milagre", no dia da sua setença. O desenvolvimento desta personagem começou por ser um dos aspectos que aparentava ter mais potencial na série e mesmo podendo ter sido mais explorado, teve um bom par de momentos. Para os fãs de "Six Feet Under" voltar a ver Lauren Ambrose é sempre digno de nota, quase irreconhecível tapada por tanto batom.

No campo humorístico gostei particularmente das interacções entre Jack e Rex, a forma como Rex o apelidava de "World War II" ou as várias oportunidades que Jack não perdia para assustar Rex com alusões homossexuais, foram bem divertidas. Esther é a analista da CIA que trabalha com Rex e acaba por ser obrigada a ter uma participação mais activa, cometendo algusn erros crassos no caminho. É a personagem amorosa da temporada, completamente distinta da Gwen. Ainda tivemos uma personagem nova que é preciso mencionar, a doutora Vera. Apesar desta médica se ter despedido mais cedo do que se antecipava, a marca que deixou foi forte, tratou-se das mortes mais tristes desta história, também por todo o momento em si.

Sendo picuinhas e pertencendo esta série ao universo "WHO", estranha-se que o Doctor nunca tenha mencionado o "The blessing" nem que não tenha reparado que houve uns tempos em que ninguém na Terra morria, uma vez que ele anda sempre por cá. Mas é um pormenor que se desculpa. Outro aspecto digno de nota é que "Torchwood" é uma organização que combate as ameaças alenígenas e que, pela primeira vez, se defrontou com uma ameaça 100% terráquea, uma divertida surpresa, quando se especulava que tudo tivesse origem "fora de portas".

Para final de série (uma vez que isto acabou por não ter continuação) é que tínhamos ficado melhor servidos com o final da temporada anterior.Independentemente disso, vou ter mesmo saudades disto.

quarta-feira, setembro 03, 2014

Torchwood - Children of the Earth (Temporada 3)


SPOILERS


There's a saying here on Earth. A very old, very wise friend of mine taught me it; An injury to one is an injury to all. And when people act accordingly to the philosophy, the human race is the finest species in the universe.

Captain Jack Harkness


Depois de nos termos despedido de Owen e Tosh, mudanças seriam de esperar nesta terceira temporada de "Torchwood". Contudo, a série foi muito além da simples manobra de recrutar novos membros para esta equipa. A terceira temporada iniciou uma nova fase, onde os casos da semana foram subtituidos por temporadas mais temáticas e com continuidade entre os episódios. Com o sub-título de "Childrens of the Earth" a terceira temporada de "Torchwood" foi reduzida no número de episódios (são só 5, que correspondem a 5 dias), mas aumentada na sua qualidade.

“Childrens of Earth” resulta num dos maiores confrontos que a Terra já assistiu, quando vê as suas crianças serem ameaçadas de uma forma tão simples e eficaz. Mas além de todo o mistério, muito estimulante, que a série nos traz, esta temporada á acima de tudo um potentíssimo drama, que irá questionar algumas das decisões que o Captain Jack fez no passado, voltando-o a confrontar com as mesmas no presente. Será que os fins justificam os meios? Será que devemos sacrificar poucos para salvar muitos? Que Jack tem muitos pecados ninguém dúvida, mas será ele hoje, o mesmo homem que foi em tempos? Algo que sempre me apaixonou nesta série, prende-se nas diferenças entre o seu protagonista e o Doctor. São aventuras que decorrem no mesmo Universo, mas lideradas por dois homens muito diferentes, apesar de por vezes se tocarem. Será o Doctor assim tão diferente, quando ele próprio foi quem colocou um ponto final na Time War?

Gwen continua a crescer, é uma personagem que tem sofrido um percurso bem agitado nesta série, conseguindo criar tanto simpatia como antipatia pelas suas decisões. Ao menos as piadas sobre Rhys pararam e a personagem assumiu um papel bem definido e importante nesta equipa. Ianto é outro cujo percurso ascendente é bem notório, notou-se crescimento na personagem e no actor. O seu romance com o Captain Jack assume um tom ainda mais trágico, porque assistimos à sua despedida. Uma muito rápida que resulta do confronto entre Jack e o inimigo. Ianto deixará mesmo muitas saudades. A menção, por parte de Jack, a uma citação de Nelson Mandela (salientada no início do texto) foi outro toque sublime, numa temporada nada abaixo do fantástica.

E no fundo é isto, se “Torchwood” já era uma série com alguns momentos memoráveis, “Childrens of Earth” só contribuiu para aumentar ainda mais o seu estatuto. Uma pena que o futuro não tenha sido tão promissor e agradável como seria de esperar após este portento televisivo.

segunda-feira, agosto 04, 2014

Torchwood - Temporada 2


Suddenly in an underground mortuary, on a wet night in Cardiff, I hear the sound of a nightengale. Miss Martha Jones.

Captain Jack Harkness


SPOILERS


Depois da season finale da primeira temporada ter sido um dos piores episódios da série, "Torchwood" parece recompor-se para um bombástico início com "Kiss Kiss, Bang Bang", um episódio que nos trouxe James Marsters no papel de Captain John Hart, um antigo colega (e mais) do Captain Jack. Este ínício além de resultar num episódio bem divertido pauta logo o tema que nos irá acompanhar ao longo da série, o passado de Jack.

A série continua em bom terreno com o misterioso "Sleeper" e o regresso às viagens no tempo em "To the last man". Podemos não estar em "Doctor Who" mas os episódios que se debruçam sobre o "timey wimey wibbly wobbly stuff" são sempre bem-vindos. "Meat" quase que podia ser usado como propaganda vegetariana e não sendo dos melhores episódios é "Torchwood" até ao osso, contendo bons momentos e dando mais protagonismo a  Rhys Williams, personagem que muito sofre ao longo da temporada sendo constantemente o bobo da corte. No início até tem graça, mas a dada altura já chega.

Em "Adam" temos a aparição de um novo membro de "Torchwood" que acaba por se revelar um alien capaz de alterar as memórias daqueles em que toca. Boa premissa que é aproveitada para mergulhar na infância de Jack, onde descobrimos que o seu irmão mais novo foi raptado por aliens, um momento que sempre o atormentou de culpa. Acaba por ser também um momento que denuncia, imediatamente, o que acontecerá no último episódio, ou seja, o regresso do irmão de Jack. Já agora foi bem divertido ver os papéis de Owen e Tosh trocados.

Nos episódios "Reset", "Dead Man Walking" e "A Day in The Dead", a série trouxe uma convidada bem amada dos fãs deste universo, a antiga companion e agora membro da UNIT: Doctor Martha Jones. Neste conjunto de episódios o destaque foi para a morte de Owen e o seu posterior regresso, por momentos ainda pensei que Jones o fosse substituir (médico por médico). Já tinha referido que "Torchwood" entra num campo mais espiritual e menos cientifico do que "Doctor Who" e nesta temporada isso voltou-se a sentir, não só neste conjunto de episódios mas principalmente no sofrível "From out of the Rain". Talvez seja um campo que David T. Russel goste de explorar, afinal foi ele o criador do arco mais divino de "Doctor Who", o "Bad Wolf" (apesar de nesta temporada não existir um episódio escrito por ele). Nesta fase a série começa a cair em relação ao início, o que é uma pena tendo em conta que estamos ao pé de Martha Jones. 

Este conjunto de episódios foram dos mais fracos, salvando-se o divertido "Something Borrowed" que decorre durante o casamento de Gwen quando ela descobre que está grávida de um... alien. Pena que logo a seguir tenhamos o já mencionado"From out of the Rain" onde nem a sua componente estética o salva.

Felizmente, "Adrift" e "Fragments" revitalizam a segunda temporada com novo fôlego. O primeiro centra-se em Gwen que contra as ordens de Jack persegue um antigo mistério que, como esperado, traz mais dor do que paz após ser revelado. Já "Fragments" é uma preparação para a season finale que se foca na reunião desta equipa no passado.

Por fim, "Exit Wounds" traz-nos o então o - mais do que esperado - regresso do irmão do Captain Jack. Um regresso muito pouco explorado e que sabe a pouco. Ainda assim um final mais satisfatório do que o anterior e que volta a trazer o Captain Jonh Hart, o que ajuda bastante.

No geral, tal como a primeira, é uma temporada desiquilibrada capaz de alternar entre episódios muito estimulantes e outros severamente aborrecidos. No entanto, continua a ter a sua misticidade, mantendo-nos interessados no futuro das suas personagens. O trio amoroso Jack/Ianto e Gwen continua a desenvolver-se, mais especificamente a relação entre Jack e Ianto (que tem crescido bastante), uma vez que Gwen acabou por casar, mesmo tendo focado o quanto se sente atraída pelo Captain. Do outro lado, Owen e Tosh aproximaram-se como nunca antes, uma clara preparação para o final mais dramático dos dois.

quinta-feira, maio 22, 2014

Torchwood - Temporada 1



SPOILERS

No. Think dangerous. Think something you can only half-see, like a glimpse, like something out of the corner of your eye. With a touch of myth, a touch of the spirit world, a touch of reality all jumbled together, old moments and memories that are frozen in amongst it. Like debris, spinning around a ring planet, tossing, turning, whirling... backwards and forwards through time.

Captain Jack Harkness


Um dos meus episódios favoritos de Doctor Who é o Empty Child. Pela história, pelo ambiente de terror, mas também pela introdução do Captain Jack Harkness, que se tornou instantaneamente parte da mitologia deste universo.

Ainda o acompanhámos enquanto companion do Doctor durante alguns (poucos) episódios. A sua participação foi sempre muito bem-vinda, mas compreende-se que Jack não seja menino para andar sempre atrás do Doctor. Nasce assim Torchwood (anagrama de Doctor Who), uma série dedicada à equipa (já previamente mencionada na série do Doctor) responsável por lidar com ameaças Extraterrestres na Terra e liderada pelo ilustre Captain Jack Harkness.

Tenho algum receio dos spin-offs, há personagem que resultam maravilhosamente enquanto secundárias, mas não enquanto protagonistas, além disso o que é demais enjoa. Mas Torchwood consegue marcar a sua posição e distinguir-se. Uma vez que se trata de uma série voltada apenas para adultos pode entrar por determinados campos restritos ao Doctor e também os protagonistas destas duas séries se encontram em campos dbem iferentes. Ao contrário do Doctor, o Jack não tem tantos problemas em sacrificar determinadas vidas e ver essa diferença na forma como ambos lidam em determinadas situações é um dos pontos mais interessantes da série.

A série até começa bem, mas confesso que a início me pareceu que a iria ver mais pela paixão ao universo do que pela própria série em si. Felizmente, esse sentimento desvanece logo, quanto mais episódios vemos, mais as histórias vão melhorando, bem como as restantes personagens (o Jack não, esse sempre esteve em grande).

O Doctor Who nunca enveredou muito pelo caminho espiritual, mas aqui temos um episódio dedicado a uma alma (graças a tecnologia alien), que me faz questionar se nos quiseram dizer que há vida depois da morte. O Jack bem acha que não há nada depois de morrermos e morrer é com ele. Para quem não sabe depois dos eventos no final da 1º temporada de Doctor Who (da de 2005) o Jack é imortal.

O último episódio é que nos volta a trazer os exageros do Russel T. Davies e aos quais já não estava habituado. Normalmente o seu lado emotivo compensa sempre essa extravagância, mas aqui acho ele esticou demais a corda, tudo bem, já sabemos o que a casa gasta. O que adorei no final foi que fez a ponte com os acontecimentos do final da terceira temporada do Doctor, excelente.

De salientar ainda que este Captain Jack já se encontra a viver na Terra há mais de 100 anos e o peso dessa idade e experiência de vida fazem-se sentir na personagem. Apesar de ser o mesmo Jack, não é exactamente aquele que conhecemos na primeira temporada de Doctor Who.

A música é de Ben Foster e do Murray Gold e há que dar crédito a estes senhores, não só pela música sod episódios, mas pelos temas contagiantes das intros que criam.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Doctor Who - Temporada 4



SPOILERS

I just want you to know, there are worlds out there, safe in the sky because of her. That there are people living in the light, and singing songs of Donna Noble. A thousand, million light years away. They will never forget her, while she can never remember. But for one moment, one shining moment, she was the most important woman in the whole wide universe.

The Doctor



"Doctor Who" consiste numa série de aventuras de um Time Lord, normalmente acompanhado por alguém humano, que viaja ao longo do espaço e do tempo, na sua nave espacial, cuja imagem é a de uma cabine telefónica (é um dispositivo de camuflagem, mas que ficou avariado na primeira aventura deste Doctor e quando digo a primeira é mesmo essa, em 1963).

Quando narrativamente nos envolvemos no tema das viagens no tempo, é preciso ter em conta como o vamos desenvolver. Por exemplo, o que acontece se o Doctor viajar ao passado e mudar um determinado acontecimento? Será que toda a continuidade do mundo mudaria também? Ou será que os acontecimentos em que o Doctor está envolvido acabam por ser os responsáveis pela continuidade já existente?

Uma vez que na série o tempo não é abordado como uma força linear, mas antes como uma - citando o Doctor -  "big ball of wibbly-wobbly... timey-wimey... stuff", a resposta está mais próxima da segunda hipótese levantada. Ter uma história com um universo em constante alteração poderia ser extremamente complicado uma vez que as repercussões seriam sempre gigantes. O que acabamos por ter na série é uma representação do tempo muito maleável em que existem determinados pontos fixos - assegurando continuidade - e outros flexíveis - onde as aventuras do Doctor podem decorrer mais à vontade. Ao longo destas 4 temporadas isto foi sendo sempre explorado e explicado. Contudo, os pontos fixos podem ser alterados, as consequências é que são severas como vimos na primeira temporada quando Rose salvou o seu pai e o Universo respondeu de volta. Para tudo isto funcionar o Doctor tem de ser capaz de distinguir os pontos fixos e os flexíveis. Por alguma razão ele é um Time Lord.

Nesse sentido é curioso ver como a série utiliza determinadas aventuras para serem causadoras ou estarme envolvidas em determinados acontecimentos da História. Ou seja, a continuidade delas está ligada a criaturas que ainda nem nasceram, tal como a erupção do Vulcão de Pompeia ou o desaparecimento misterioso de Agatha Christie. No fundo esta abordagem é similar à do James Cameron em "Terminator" onde o pai de John Connor é um homem que nasce muito depois do seu filho.

Tendo tudo isto em conta, simpatizamos quando Donna Noble quer salvar o povo de Pompeia em "The Fires of Pompeii", mas compreendemos que é algo que o Doctor não deve fazer. As repercussões no mundo seriam severas e passar uma vida a assistir a acontecimentos destes sem poder fazer nada, já deve ser penitente o suficiente. Ainda assim, surpreendentemente, Noble convence o Doctor a salvar uma família, o que não me fez muito sentido se supostamente quem morreu no passado não pode voltar. A única explicação para não existirem consequências neste caso é que essa família sempre foi salva pelo Doctor, mas isso pode levantar a questão: porque é que ele não os salvou logo? Será que não conseguiu ver que eles eram um ponto móvel no tempo... ou arriscou? o que seria ainda mais estranho. Bem, isto tudo para dizer que quem mexe com viagens no tempo depara-se com situações complicadas deixando as narrativas muitas vezes com questões do género. É como no "Regresso ao Futuro", quando Marty viaja só 15 minutos para o futuro ele deixou de existir nesses 15 minutos, mas quando viaja 30 anos, o mesmo não ocorre uma vez que ele encontra a sua versão mais velha. Sim eu sei que "Doctor Who" é uma série completamente surreal, com momentos "Deux Ex-Machina", mas gosto muito de discutir viagens no tempo e há sempre a questão da coerência da mitologia criada.

Ainda em relação ao "The Fires of Pompei" é de salientar que é um episódio muito especial, uma vez que participam nele Peter Capaldi - que é agora o novo Doctor - e Karen Gillan que será uma Companion do Doctor no futuro (a actriz, não a personagem que interpreta aqui).

Mas estou a adiantar-me. Ainda queria referir que antes desta aventuras tivemos o clássico especial de Natal que no final da temporada anterior prometia decorrer no Titanic. De facto tal é verdade, mas não no Titanic que esperaríamos. O Doctor vai parar a uma nave espacial que se trata de um réplica do antigo navio. Uma nave alienígena e turística que como sempre é mais do que aparenta à primeira vista. A assistir o Doctor temos a cantora pop Kyle Minogue.

Começando a 4º temporada propriamente dita com "Partners in Crime" temos logo uma grande grande surpresa. O regresso de Donna Noble. Tinha dito em relação à temporada anterior que esta personagem tinha imenso carisma para ser uma Companion. Uma pena que apenas tivesse durado um episódio. Não sei se isto estava já planeado, ou se o feedback positivo fez Russel T. Davies ir buscá-la. A verdade é que não interessa. O importante é que a 4º temporada é com Donna Noble e isso é brilhante. Não esperava que o enredo fosse com criaturas fofinhas que são gordura do nosso corpo, mas a dada altura uma pessoa já espera de tudo desta série. O que é também a sua grande força, tudo é possível em "Doctor Who".

Nesta temporada conhecemos também as origens dos Ood, um povo que foi torturado para se tornarem escravos do Homem. É uma imagem aterradora do nosso futuro, uma que nunca devia existir. Mais triste que ver um profundo erro cometido pela humanidade, é ver esse mesmo erro ser repetido. Os Ood são salvos pela dupla maravilha e após mostrarem a sua gratidão dão um aviso ao Doctor. A sua canção está para terminar... Eu já sabia, mas custa sempre ser lembrado.

Em seguida Doctor e Donna Noble regressam à Terra a pedido de Martha Jones. Gostei que esta Companion tivesse um papel de destaque nesta temporada, uma vez que entrou na temporada de "luto", nunca tendo a atenção que queria por parte do Doctor (bem também tem culpa que ele só queria um mate). Para compensação Jones terá sempre entrado em alguns dos melhores episódios de "Doctor Who". Mas voltando a este enredo. Jones abandonou as viagens com o Doctor, mas não as aventuras fora de órbita. Hoje é um soldado da UNIT (United Nations Intelligence Taskforce) e faz parte da vanguarda das defesas terrestres contra ataques extraterrestres.

A partir daqui seguem-se uma série de episódios bem distintos e muito divertidos. "The Doctor's Daughter" teve muito mais graça do que pensava a início. Adorei a forma como os dois povos em questão batalhavam há tantas gerações quando afinal tinha passado tão pouco tempo. E claro que a filha do Doctor - que tecnicamente não é mesmo filha - não podia morrer. Espero que a voltemos a encontrar, afinal de contas, Time Lords não é uma espécie que anda por aí em grandes números ultimamente.

Depois tivemos o - já mencionado - encontro com Agatha Christie, que poderia ter saído de um dos seus livros - excepto a parte alienígena. Aqui acho que o vilão devia ter sido trabalho noutra direcção, preferia-o, mas a história em si não é má e capta a atmosfera dos mistérios da autora que agora se fundem com a mitologia deste universo.

"Silence in the Library" e "Forest of the Dead" voltam a mostrar como o tempo é uma força tramada. Alguém pediu a ajuda do Doctor num planeta que já foi inteiramente uma biblioteca, mas que devido a problemas misteriosos ficou desabitado. A história é muito boa e temos conhecimento pela primeira vez de River Song, uma mulher que parece conhecer uma versão futurista do Doctor. Não ficamos a saber muito sobre qual a sua relação com ele, mas o facto de saber o seu nome verdadeiro prova que será muito intima. Marido e mulher? O futuro o confirmará.

Antes de entrarmos na recta final ainda tivemos o claustrofóbico "Midnight". Adoro este tipo de história em que um grupo de pessoas fica isolada numa situação de tensão. A forma como isso afecta cada indivíduo  dá sempre azo a questões pertinentes. "Midnight" não desiludiu nada, antes pelo contrário. Será que Russel T. Davies tem o seu melhor episódio em "Doctor Who" nesta abordagem mais contida? Ele que gosta tanto de excessos.

E pronto, a preparar o terreno temos "Turn Left", que nos mostra uma visão do mundo sem o Doctor, caso a Donna Noble nunca o tivesse conhecido. Felizmente tivemos o tão esperado regresso de Rose Tyler, que me deixou em completo êxtase quando proferiu as palavras "Bad Wolf". Este regresso era esperado, pois já veio a ser induzido ao longo da temporada.

Quanto ao final foi completamente épico e dedicado aos fãs. Todos os Companions da nova série regressaram, mais a Sara Jane Smith e o seu K9 (que por pouco achei que não ia aparecer). Também no lado dos vilões tivemos o regresso do Dalek Caan (dos Cult of Skaro) e Davros - o criador dos Dalek - que aparentemente foi salvo por Caan. O Doctor ficou muito impressionado com esta acção que nunca nos chega a ser explicada, contudo, também ele no passado tentou manter o pai de Rose vivo, o que é indicativo que existe essa possibilidade. Neste caso não temos respostas, mas sabemos que o que quer que Caan tenha feito o deixou louco e clarividente. Claro que mais para o fim percebemos que Caan é muito mais lúcido do que aparentava.

Sei que David Tennant está quase a abandonar o papel, mas assustei-me quando se regenerou, pois contava que tal só ocorresse nos episódios especiais. Afinal o susto foi curto, graças à mão que mantém na Tardis ele conseguiu manter o mesmo corpo. Claro que o momento mais bizarro, foi quando a partir da mão cresceu um outro Doctor. Um meio time lord e meio humano que acabou por ser usado para dar um final feliz a Rose. Foi um misto de tristeza e felicidade esse momento, depois de todas as aventuras Rose ficou finalmente com o Doctor (que lhe disse as palavras que ela mais queria ouvir). Mas o Time Lord, esse continua, como sempre, ao longo do espaço e do tempo. Algo que tem vindo a ser cada vez mais focado é a importância de um Companion na vida do Doctor. Como ele referiu a Rose, ela fê-lo uma pessoa melhor e com esta decisão ele conseguiu ajudá-la tanto a ela como à sua versão humano. Ahh "this man, this remarkable man".

Mas triste a sério foi o final de Donna Noble. De todas as Companions ela era a que acreditava menos em si. Estas aventuras mudaram-na e agora ela vê-se forçada a esquecer tudo de novo. Um humano não tem capacidade para ter a informação de um time lord no seu cérebro e por isso o Doctor obriga-a a esquecer tudo. Mas nós nunca te esqueceremos Noble, foste uma Companion brilhante e tão tão divertida. Como não adorar esta mulher que não largou o Captain Jack desde que o viu? E a interacção entre ela e o Doctor meio humano? Hilariante.
Dois Doctors; Donna Noble; Rose Tyler e familia; Martha Jones; Sara Jane Smith e parceiros; Captain Jack Harkness e Torchwood; e Harriet Jones, former Prime-Minister! Todos se juntaram para nesta conclusão enfrentarem juntos essa horde do mal que são os Daleks, naquele que prometia ser o ataque mais devastador de todos até agora.  A ideia de raptarem planetas foi tão épica e tão boa. E as pistas? Essas estiveram sempre lá. Que temporada maravilhosamente bem planeada. Muitos Parabéns Russel T. Davies. A saída de Tennant corresponderá também à saída de Davies e é preciso agradecer-lhes por tudo o que fizeram. Um muito obrigado.

Venham lá esses especiais agora. Já estou com saudades do Tennant e ele ainda nem saiu.

ALLONS-Y!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Doctor Who - Temporada 3



There's no such thing as an ordinary human.
The Doctor


SPOILERS

A recta final desta temporada foi tão emocionante que nem me estou a lembrar de como tudo começou. É preciso acalmar, respirar e cá vamos nós.

Depois de nos termos despedido de Rose, uma estranha mulher vestida de noiva surgiu inesperadamente na Tardis, seu nome: Donna Noble. Pensava que Noble iria ser a próxima Companion do Doctor, mas foi-o apenas durante o especial de Natal, é pena. Tudo à volta desta personagem foi uma surpresa, não só o seu aparecimento, como a sua própria personalidade. Esta não era a Companion que imaginaria (apesar do meu conhecímento mínimo ainda) a aliar-se com o Doctor e por isso é que funcionou tão bem. Gostei particularmente da sua atitude que não mostrou qualquer problema em dar dois pares de estalos ao Doctor, que por vezes bem precisa.

Depois de nos despedirmos dela, entra em cena Martha Jones, cuja actriz já tinha surgido na segunda temporada, mas a interpretar uma personagem diferente (dizem que uma prima). Jones já entra num registo mais próximo ao de uma Rose e a personagem sofre mais por isso. Ela é jovem, bonita (até agora é a Companion mais linda) e fascinada pelo Doctor, mas todos nós - incluído a própria série - ainda estamos de luto pela loira. Por isso é que acho que a opção de uma Companion como a Donna, nesta altura, teria sido mais proveitoso. Eu gostei da Martha, mas, infelizmente, nunca conseguiu sair da sombra de Rose. O que até faz sentido, ninguém queria que o Doctor se esquecesse dela assim tão rápido.

Após a primeira aventura destes dois, na Lua, o Doctor não aceita imediatamente Jones como sua Companion, oferecendo-lhe, pela ajuda, uma viagem na Tardis. Ûma viagem até ao passado para conhecer William Shakespeare, não foi mesmo nada mau, mas quem vê o passado, quer ver o futuro e com o tempo Jones torna-se oficialmente - com direito a chave e tudo - na sua fiel Companion, que muito lhe valeu nesta temporada.

No regresso do Doctor a "New Earth", as coisas estão muito diferentes desde a última vez que lá esteve com Rose. Aparentemente, devido a um vírus, aqueles que moravam à superfície morreram, com excepção da "The Face of Boe" e sua ajudante, que têm vindo a ajudar o resto dos sobreviventes. É, finalmente, neste episódio que Boe revela o seu famoso segredo ao "Doctor" e que consiste em: "You Are Not Alone". Apesar do Doctor desvalorizar isto, é impossível não pensar que existe a possibilidade de além dele termos outro Time Lord a vaguear pelo espaço e tempo. Outra curiosidade que surge no final da temporada é que "The Face of Boe" poderá ser um futuro Captain Jack Harkness, que desde que voltou à vida na primeira temporada, é imortal (parece que Rose fez mais do que queria).

Lembram-se do "The Cult of Skaro"? esse grupo secreto de Daleks safou-se no final da temporada anterior, tendo viajado no tempo e ido parar a  Manhattan em 1930. A fim de lutar pela sobrevivência da espécie, o líder dos Daleks decidiu assimilar DNA humano, tornando-se no primeiro Dalek Humano. Mas já tinhamos visto na primeira temporada o que o contacto com a nossa humanidade poderia fazer a estas criaturas sem sentimentos. De facto o Dalek Humano acaba por concluir que a via dos Daleks é errada e chega a dar a sua vida para defender isso. A possibilidade dos Daleks continuarem a sua existência assim era boa demais para ser verdade e, claro, não se pode perder um dos vilões icónicos. De qualquer das formas fica a sensação que se perdeu uma grande oportunidade aqui, a ideia é muito boa, mas o episódio nunca chega ao ponto certo, apesar de ser interessante o retrato do ambiente de uma América nos anos 30. Neste duplo episódio há que salientar a aparição do Spider-Man Andrew Garfield.

Depois de mais algumas aventuras - na Terra e no espaço - quando a série chega a "Human Nature" arranca com um fôlego que nunca mais perde. Neste episódio duplo (com "The Family of Blood"), o Doctor esconde-se na Terra, escondendo as suas memórias num relógio e alterando a sua fisionomia para a de um humano. Tudo isto para não enfrentar uma família de aliens que o procura para se alimentarem dele. Neste episódio temos o vislumbre de como o Doctor poderia levar uma vida humana, sendo um professor chamado John Smith que até encontra o amor. Quando a presença do Doctor é necessária, John Smith não quer abdicar desta vida que construiu, pois ao recuperar a sua memória, a pessoa que é hoje, morrerá. Adorei este confronto emocional de Smith, que acaba por dar a sua vida para salvar o mundo. No final, percebemos que o Doctor não se estava a esconder por receio, mas para poupar a família que o caçava. A ira de um Time Lord não é algo que facilmente se esquece.

Segue-se "Blink", que não é só o melhor episódio desta temporada, como um dos melhores da série. A criação dos sinistros "Weeping Angels" e a exploração das viagens no tempo neste episódio, foi nada menos do que épico. O Doctor poderá aparecer pouco, mas a sua presença fez-se bem sentir, a série tem uma atmosfera que é inconfundível. Quanto à protagonista é Sally Sparrow, interpretada por Carey Mullingan, que lidera muito bem uma das aventuras de maior suspense que a série nos trouxe. Este foi mesmo daqueles que mais me fascinou, arrisco-me a dizer que quem não gosta de "Blink" muito provavelmente nunca vai gostar de "Doctor Who".

Nos últimos três episódios, temos a season finale, que introduz um novo vilão. Depois dos Daleks e dos Cybermen, chegou a vez do "The Master" fazer a sua aparição. É aqui que vemos como tudo foi tão bem planeado ao longo da temporada, é que ainda antes de termos assistido à libertação do Master, já partes do seu plano começavam a decorrer no presente - é uma das vantagens de trabalhar com viagens no tempo. O Master é um Time Lord, que durante a grande guerra do tempo com os Daleks, escapou para um futuro longíquo, próximo do final do Universo (nenhum Time Lord tinha ido tão longe). Para escapar à morte escondeu-se aí recorrendo ao mesmo truque do Doctor, ou seja, guardando as suas memórias e transformando-se em humano. O seu nome é professor Yana que são as primeiras letras da profecia de Boe: You Are Not Alone. Em "Utopia" esta revelação foi qualquer coisa de fantástico. Ao Yada abrir o relógio assistimos assim ao regresso do Master, claramente um dos vilões mais perigosos do Doctor. Acho até agora esta foi a season finale mais terrífica, o Master preparou-se muito bem e a dada altura tudo parecia mesmo perdido. Na primeira temporada também, mas aconteceu tudo muito rápido, desta vez o tempo que o Master dominou na Terra foi muito maior e o seu plano ainda mais aterrador, mas se há coisa que esta aventura nos ensinou é que nunca devemos deixar de acreditar no Doctor. Claro que Davies mete o Doctor a vencer através de momentos Deux Ex-Machina, mas lá que ele consegue canalizar emoção nesses momentos, isso consegue.

Gostei muito de ver o Derek Jacobi como professor Yada e posteriormente como Master. Tenho pena que não tenha tido mais tempo de antena, pois a personagem recorreu rapidamente à arte da regeneração mudando de corpo para o actor John Simm, que também esteve excelente na pele deste insano Time Lord.

Outra excelente notícia, é que nestes três episódios finais tivemos o regresso do grande Captain Jack Harkness que actualmente se encontra a trabalhar em "Torchwood" uma equipa muito diferente daquela que o Doctor conheceu.

No final, mais uma despedida, a de Martha Jones. Ela compreende que o seu amor pelo Doctor não será correspondido e prefere dedicar-se a ela e à família, do que continuar a segui-lo na esperança de que, um dia, ele olhe para ela de forma diferente. Terminamos assim a terceira temporada, há semelhança da segunda, com um Doctor sozinho e a partir para novas aventuras. Antes de viajar ainda assistimos a um acidente, parece que o Titanic esbarrou com a Tardis, mas para saber mais só no especial de Natal e isso já é a 4º temporada.

quarta-feira, outubro 02, 2013

Doctor Who - Temporada 1


Do you know like we were sayin'? About the Earth revolving? It's like when you're a kid. The first time they tell you that the world's turning and you just can't quite believe it 'cause everything looks like it's standin' still. I can feel it. The turn of the Earth. The ground beneath our feet is spinnin' at 1,000 miles an hour and the entire planet is hurtling around the sun at 67,000 miles an hour, and I can feel it. We're fallin' through space, you and me, clinging to the skin of this tiny little world, and if we let go... That's who I am.

The Doctor



Após alguma ponderação sobre qual o caminho a seguir em relação a "Doctor Who" decidi-me, finalmente, a iniciar-me pelo mais recente, ou seja, pelo seu regresso à TV em 2005 - até porque foi com este regresso que conheci a personagem quando vi alguns episódios na Sic Radical. Na altura só não continuei a ver porque prefiro seguir a série certinha e por ordem.

Algo que chama logo a atenção é que “Doctor Who” tem uma estética mais pobre em termos de efeitos especiais que poderá afastar alguns espectadores (é uma pena se assim for). Pessoalmente eu adoro filmes de ficção-científica antigos e por isso não tive quaisquer problemas com o ar mais antigo da mesma. Sim às vezes questionava-se se os efeitos seriam assim ou por haver uma preocupação em manter esse ar clássico ou por não haver mais dinheiro. Acho que talvez um pouco dos dois, mas claramente o segundo tem mais peso porque já vi imagens das temporadas mais recente e houve claramente um aumento na bolsa.

As possibilidades de aventuras aqui são infinitas e isto não é uma hipérbole, “Doctor Who” é, literalmente, uma série que pode durar eternamente, nunca se esgotando. Estamos a falar de alguém que viaja numa nave – cuja aparência actual é a de uma cabine telefónica da polícia – que tem a capacidade de se deslocar através do espaço e tempo. Qualquer lugar e altura no Universo são possíveis para este viajante. Tudo o que precisamos agora é de um líder carismático. Neste caso temos um Time Lord, o último da sua espécie e que prefere apresentar-se usando um título em vez do nome, temos o "The Doctor". Sem ele isto não teria metade da graça, é uma personagem com uma presença muito marcante e que faz parte do DNA de toda a série. Na boa tradição do herói macgyveriano o Doctor utiliza uma chave de fendas (especial) para resolver as maiores dificuldades. Se por um lado esta screwdriver é qualquer coisa de fascinante, por outro não me admiro que esta série seja conhecida por ter os protagonistas sempre a correr.

Durante as suas viagens costuma ter uma companheira, que nesta temporada é Rose, uma rapariga natural de Londres. É verdade que não há “Doctor Who” sem Doctor, mas também é verdade que a companheira faz tanto parte da série como ele. Uma aprendiz nestas aventuras que se irá deslumbrar ao mesmo tempo que nós, com os encantos do Universo. Rose é interpretada por Billie Piper que consegue criar uma rápida empatia com o The Doctor, conquistando-nos sem dificuldade – coitado é do namorado dela.


A 1º temporada é constituída por 13 episódios e é uma pena que Christopher Eccleston (o 9º Doctor) tenha abandonado a série aqui. Eu sei que dos novos "Doctor’s" Eccleston é sempre colocado atrás dos outros dois em termos de popularidade, mas eu gostei muito do que ele fez aqui e tive mesmo pena que não continuasse mais tempo na série até entrarem os outros. Acredito que tanto David Tennant como Matt Smith estejam mais do que à altura do cargo e não me admiraria nada que também os venha a preferir, mas uma temporada apenas é pouco. Por outro lado também acho que o 1º Doctor que conhecemos terá sempre um carinho especial na nossa memória e isso ninguém tira ao Eccleston no meu caso. O mesmo se pode dizer sobre Rose.

Há algum desiquilibrio entre a qualidade dos episódios, mas de forma geral gostei muito das aventuras por que eles passaram. Gostei dos Daleks – EXTERMINATE!!!- e adorei a recta final quando o Captain Jack Harkness (John Barrowman) se junta a este duo para formar um trio - desde o episódio em que ele surge até aquele sobre os reality shows e concursos de TV, foi uma sequência genial. Em relação a Jack a personagem no final abandona a série para continuar no spin-off "Torchwood".

Não podia terminar o texto sem mencionar a sua intro que cá para mim deve ser a mais estimulante alguma vez criada. É impossível não ficar contaminado pela sua energia. Atire a primeira pedra quem nunca cantarolou aquilo?

Para terminar, se tivesse que descrever “Doctor Who” numa palavra... bem só podia mesmo ser esta: FANTASTIC!