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quinta-feira, julho 17, 2014

Os heróis também usam BI – #2

A segunda edição da rubrica "Os heróis também usam BI" já se encontra disponível no "Deus me Livro".


Se o Batman é sempre uma figura incontornável numa lista deste género, este ano em particular, era mesmo obrigatório escolhê-lo. 2014 é o ano do morcego, aquele onde se comemoram 75 anos da sua publicação. Parabéns, companheiro de inúmeras aventuras.

quinta-feira, julho 25, 2013

O Batman Senta-se?


 Espero que o título tenha captado a atenção, foi uma história que achei muito tola e curiosa - maioritariamente tola - e que ando para partilhar já à algumas semanas. Aliás é precisamente por ser tão disparatada que acredito que seja verdade.

Este tema de conversa sobre o Batman surge após uma carta aberta e, no seu seguimento, uma entrevista dada ao site Bleeding Cool por Paul Jenkins, relativamente à sua saída das grandes editoras de BD norte-americanas, a DC e a Marvel. Já aqui tinha falado do projecto mais recente do autor, "Fairy Quest", em que ele recorreu à plataforma do Kickstarter para o desenvolver e que está agora a ser editado pela "BOOM". Parece que o corte com as editoras mencionadas almeja ser permanente.

Nestes documentos Jenkins espelha bem o seu descontentamento com o modo de funcionamento destas editoras nomeadamente naquilo que chegam a apelidar de "bullying dos criadores".  A partir da entrevista Jenkins respondeu a algumas questões dos fãs e uma delas chamou a especial atenção de todos - que foi posteriormente salientada aqui - e que passo a transcrever:


I would like to relay an editorial comment that I received near the end of my time writing the Dark Knight New 52 series. In one scene, I had written that Batman is sitting on a rooftop during an intense conversation, close to a person who has been injured. The editorial comment: “We’re not sure you are “getting” the character because it’s common knowledge that Batman never sits down.” This, mind you, after I had made it clear I was not going to rewrite material for the umpteenth time after it had already been approved.

Now aside from the fact that Batman could just as easily sit on his haunches as anything, if writing the character sitting down shows a basic lack of understanding of the character then I guess Alan Moore didn’t understand the character in Killing Joke:



And obviously Frank Miller missed out on the point during his Dark Knight Strikes Again series:



And, of course, Batman never sits down when he is in the Bat Cave looking at all those monitors. I think, perhaps, that if editorial comments are focused around, say, a character’s penchant for standing up as opposed to, say, the interactions between characters or the flow and structure of the story then the people behind such comments are missing the point. The requisite qualification for being a good editor does not have to be a degree in English (though that might help) but neither should it be a ridiculous adherence to past continuity, especially not a haphazard and inaccurate one.


Sucintamente, na altura em que Jenkins escrevia o título "The Dark Knight" (dos Novos 52) foi acusado de não estar a "compreender" bem a personagem do Batman porque escreve uma cena em que ele se encontra sentado. Obviamente que com tom jocoso Jenkins relembra rapidamente uma série de cenas em que Batman já surgiu sentado (The Killing Joke, Dark Knight Strikes Again, etc). Actualmente uma das imagens de marca de Batman é, precisamente, a dele sentado a olhar para os vários ecrãs da Batcave, mas enfim... É verdade que em muitas reuniões da Justice League, Batman permanecia de pé, mas dizer que a personagem nunca se senta e, principalmente, criticar um autor por isso não abona nada a favor da imagem dos editores da DC Comics (ou pelo menos deste em questão) e Jenkins critica isso com razão no último parágrafo que coloquei. É que além dos editores não terem nada a comentar em relação à interacção das personagens, a única coisa que criticam prende-se com uma questão relacionada com a continuidade antiga (estamos num reboot) e - a cereja no topo do bolo - incorrecta. Porque fosse algo importante tem termos de continuidade e faria todo o sentido a chamada de atenção - não é o caso.

Como tudo isto é do mais tolo que pode haver na indústria da BD, rapidamente alguém criou um tumblr sobre o assunto onde todos enviam imagens de Batman sentado nas BDs. Hilariante logo na imagem de apresentação. Vale a pena lembrar que nos dias de hoje é preciso ter muito cuidado com o que dizemos, a internet não perdoa. Podem consultar o tumblr aqui.

quinta-feira, julho 11, 2013

DC Comics "Novos 52": Trocas e Baldrocas

Neste post tinha referido quais os comics dos "Novos 52" que estava a seguir. A ideia de ter uma colecção contínua de algumas destas personagens clássicas era apelativa, mas com o preço actual dos comics é complicado, principalmente quando alguns destes não estavam a render em termos de histórias. Chegado ao número #20 tive de fazer umas alterações. Não acabei foi por poupar assim tanto porque mal cancelei uns substitui-os por outros. Aqui ficam umas muito breves apreciações.



Justice League



Falei dos primeiros seis números aqui. Após um início engraçado a JL continuou o seu precurso de consolidação enquanto "a" equipa de Super-Heróis da Terra. Como qualquer família começou a ter problemas e divergências internas o que levou à saída de Hal Jordan. Temos também uma aparição do Green Arrow que tenta em vão juntar-se à equipa e o início do romance entre Superman e Wonder Woman. Porém, chegaria o tempo em que a Liga necessitaria de começar a ramificar-se (ler "Justice League of America") e o Green Arrow acabaria por ser chamado. Por falar em ramificação parece que o Marciano está de regresso também, mas não no núcleo principal. Ainda assim recentemente fez uma aparição onde derrotou violentamente Despero, mostrando que quando o escrevem bem o Marciano é das criaturas mais temíveis do Universo DC. De uma forma geral o título entretém, mas sem grandes deslumbramentos. A saga do Trono de Atlantis prometia mas como era necessário comprar outors comics para a seguir, tornou isto numa chulice ainda maior. Dito isto é um título de momento dispensável, que ainda mantenho porque no fim tinha sempre algumas páginas sobre o Shazam (que me esqueci vergonhosamente de mencionar no meu texto sobre a JL). Já que estava a ler a nova origem do Shazam queria chegar até ao fim, algo que aconteceu no mês passado, onde a "JL #21" lhe foi dedicado.É um início diferente este de Billy Batson e não sendo um grande conhecedor da personagem sempre achei alguma graça ao vilão Black Adam. Como vem aí agora a saga "Trinity Wars" vou manter o título, mas penso que por pouco tempo, já me cheira a cancelamento. Em relação à equipa criativa Geoff Johns tem-se mantido constante no argumento, mas Jim Lee chegou a ser substituído a dada altura, por exemplo, por Ivan Reis, entre outro ou outros.

Veredicto final:  ...em espera... a tender para o futuro cancelamento.





Superman




Deste falei aqui. Mantenho a opinião de que destes todos o "Superman" é dos títulos mais fracos senão mesmo o mais fraco. Mas nem tudo é mau, houve aqui boas ideias, como o foco que se deu à imprensa sensacionalista e "cor-de-rosa" da actualidade e como isso levou o Clark Kent a despedir-se do Daily Planet. Os tempos mudaram, o digital veio para ficar e isso passa bem no comic, mas não é suficiente para me fazer continuar a lê-lo, é pena porque é das poucas que mantém o antigo preço. Destes primeiros 20 números saliento a passagem de Helspont, uma personagem do universo Wildstorm que agora foi inserida no dos "Novos 52" e que já se afirmou como vilão do Super. O confronto entre estes dois promete regressar em peso e é algo que gostava de ver. De resto tivemos também mais uma saga que se espalha por outros comics, a saga de H'El com o título sugestivo de "H'El on Earth", aqui o melhor foi mesmo a visita de Superman e Superboy à prisão para ver Lex "the man" Luthor.
Dito isto já perceberam que foi um dos que levou com o machado. Este deve ser o título que masi vezes mudou de equipa criativa, o que também quer dizer qualquer coisa.

Veredicto final: Cancelado.





Action Comics




Deste grupo o "Action Comics" foi o meu segundo título predilecto e seria para continuar caso Grant Morrison não tivesse saído do leme. Adoro a forma como o Morrison escreve o Super/Clark e o Lex Luthor. Aquela cena em que Luthor ajuda o Superman porque se alguém o matará tem de ser ele, espelha muito bem a relação entre estes dois. De resto tivemos ainda uma passagem por Brainiac e na recta final visitas desses seres místicos da 5º dimensão cujos nomes são mesmo dificeis de pronunciar, mas há quem o consiga. Parece-me justo dizer que "Action Comics" começou melhor do que terminou, talvez porque Morrison teve de arrumar as malas à pressa e começar a desenvolver as histórias a outro ritmo. Ainda assim foi desta primeira leva de comics dos que valeu mais a pena, ele é um autor que gosta de mergulhar a fundo na mitologia dos heróis com resultados por vezes bem interessantes - apesar de já ter escrito um "Superman" muito mais emocionante (ver All-Star Superman). Já agora convém mencionar que Rags Morales saiu com Morrison do título. Os títulos seguintes já se mostraram imediatamente menos inspirados e por isso...

Veredicto: Cancelado.



Detective Comics



Tony S. Daniels assinalou um primeiro número que captou a atenção de todos quando nos deixou no último painel a face do Joker colada na parede. Um momento tenebroso e surpreendente, mas do qual Daniels nunca viria a colher os seus frutos. O enredo do Joker seria algo para ser usado no futuro, mas não seria por ele (e ainda bem), que seria afastado do título. Em termos de desenho foi fantástico, mas os argumentos eram medianos/fracos, parece-me que nesse campo ainda está a começar e acredito que venha a melhorar no futuro. Entram assim John Layman no argumento e Jason Fabok e Andy Clarke na arte, mas mesmo assim a dupla trouxe pouca vida a "Detective Comics". O arco do "Emperor Penguin" teve o seu interesse por vermos um novo vilão emergir, mas terminou abruptamente deixando um sabor amargo no final. Também houve momentos engraçados quando em "Batman" decorria "A Death of the Family", ou seja, para quem gosta de Batman estas histórias lêem-se sempre relativamente bem, mas não valem o tempo nem o dinheiro. Pelo especial #0 (que saiu um ano depois do #1) ainda tivemos a colaboração de Gregg Hurwitz no argumento com Tony S. Daniels, que juntos visitaram um episódio do treino de Bruce Wayne para se tornar no Batman. Seria interessante ver mais destes dois juntos, pois como já referi se Daniels não é um grande argumentista do Morcego é um grande desenhador. Já Hurwitz, apesar de não ter lido o seu "Dark Knight" li o seu "Penguin Pain e Prejudice" e aconselho. No #19 houve uma edição muito especial por corresponder à #900 caso os "Novos 52" nunca tivessem acontecido. Mas é uma edição demasiado cara para o que trouxe, pois o aumento das páginas não correspondeu a aumento de qualidade.

Veredícto: Cancelado




Batman



Suponho que um dos sinais indicativos de que uma série está a correr bem é quando a equipa criativa não muda. Scott Snyder (argumento) e Greg Cappullo (desenho) mantêm-se unidos desde o #1 e assim esperemos que continue por muito tempo. Depois do fantástico arco "The Court of Owls" seguiu-se a vez de "Death of The Family", o regresso do Joker. Afinal seriam Snyder e Capullo a desenvolver o conceito que Tony S. Daniels criou no Detective Comics #1. O regresso do palhaço do crime foi um como nunca antes o vimos, não só a sua face estava agora presa por molas na cara como regressa ainda mais tenebroso, até Harley Quinn treme na sua presença. Podemos dizer que para o Joker algo está podre no reino de Gotham City e ele como o fiél Bobo do Rei Batman precisa mostrar-lhe o quanto este se perdeu na sua demandada. No final o título ganha todo o sentido, isto não é uma história sobre a morte de um familiar mas antes sobre a morte da familia. Ficou a sensação de que os autores poderiam ter ido mais longe, mas provavelmente não os deixariam mesmo se quisessem. Ainda asism temos aqui grandes diálogos uma excelente exploração da relação Batman/Joker e uma arte fantástica de Capullo que cada vez mais se tem consolidado como mais um dos grandes desenhadores do universo Batman. O único ponto negativo a apontar a esta dupla, são as curtas histórias que existem enquanto eles não enveredam por um novo arco mais longo e desenvolvido. Agora após o desaparecimento de Joker, Snyder e Capullo irão mergulhar na origem do Morcego, que dos principais nos "Novos 52" deve ser o único cuja origem ainda não foi revelada. O "Earth One" é uma visão alternativa e não conta (ainda bem). O #0 já tinha sido uma espécie de aperitivo avisando que este seria um caminho a seguir no futuro, futuro esse que nos chega finalmente em Batman #21 e que conta com o nome: "Zero Year". Ainda só com um número é dificil comentar, Snyder gosta de contar as coisas com calma e de as ter bem desenvolvidas, mas estou confiante. De salientar também as capas, além dos desenhos o próprio design tem sido bem engraçado, na primeira de "Death of The Family", por exemplo, tinhamos uma máscara em cartão do Joker a cobrir a cara do Batman. Já agora esta saga dedicada ao Joker esteve espalhada por mais comics (o costume) mas de uma forma independente do que decorria no arco principal, não obrigando a comprar outros, o que é muito mais do meu agrado.


Veredicto: A continuar.







Durante este tempo também já tive tempo de espreitar "Stormwatch" e "I Vampire", enquanto guardo outros títulos para após ter terminado material mais antigo dessas personagens, tais como "Swamp Thing", "Animal Man", "Green Lantern" e "Flash".
Quanto aos novos comics que comecei a comprar deste Universo foram estes dois:



Superman Unchained



Preferia o primeiro nome anunciado para esta série: "Man of Steel", mas não se pode ter tudo. Decidi substituir o "Superman" por este porque é da dupla Scott Snyder e Jim Lee. Além do mais Snyder disse numa entrevista que se só tivesse oportunidade de escrever uma história do Super seria esta. Ora tendo em conta que é um argumentista que ando a gostar bastante, depois de saber isto mais reforço a ideia de que pelo menos o 1º arco de "Unchained" vai valer a pena. O #1 já saiu e como referi em "Batman" é ainda muito cedo para o comentar em termos de história, mas gostei da forma como vai envolver o bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki na altura da segunda Guerra. Parece que o que aconteceu nesse dia não foi exactamente o que vem descrito nos livros da História e o Super está prestes a descobri-lo. Em termos de desenho é mais do que o Jim Lee nos tem habituado, há quem adore, há quem abomine, eu acho que combina muito bem com o universo dos Super-Heróis especialmente com o do Superman. Porém, já ouvi dizer que Lee já foi melhor do que é hoje, tenho de conhecer mais da sua carreira para trás, de momento só me lembro dos seus "X-Men" com o Claremont. Neste #1 colocaram um poster a dada altura, que é engraçado e tal não fosse o aumento do preço...





Batman/Superman



Apesar de haverem vários heróis que se conhecem, que trabalham juntos e que até desenvolvem laços de amizade, há sempre aqueles que criam laços mais fortes com uns dos que com outros. Tal é o caso do Hal Jordan com o Barry Allen ou com o Oliver Queen e, pois claro, do Clark Kent com o Bruce Wayne. A amizade entre os dois heróis mais icónicos da DC Comics é uma das que mais aprecio. Enquanto um simboliza a luz outro simboliza as trevas, são ambos muito distintos na forma de agir sobre o mundo, mas são ambos dois dos melhores heróis, a fazerem o melhor que podem, e que se respeitam mutuamente. Existe um número muito - mesmo muito - reduzido de pessoas em que Batman confia, Superman é uma delas. E não haverá também muitos a quem Kal-El quissesse entregar um anel com Kryptonite, para o caso de ele um dia constituir uma ameaça - Batman recebeu esse anel de Superman. Mas mesmo gostando da relação deles, por questões monetárias não ia adquirir esta história, até que vi o nome de Jae Lee como um dos envolvidos. Conheci os seus desenhos com o seu Ozymandias em "Before Watchmen" e fiquei fascinado. Adoro o traço, o storytelling, a cor, enfim, tudo. E quando vi a capa não tive dúvidas, tinha de ter isto. Por este primeiro número não estou nada arrependido, a história de Greg Pak promete e o desenho de Lee é aquilo a que ele nos tem habituado, bestial. A dada altura o desenho passa para o cargo de Ben Oliver, mas faz sentido na história e até acho que funciona bem. A hitória aborda a primeira vez que estes dois heróis travam conhecimento um com o outro, neste novo universo da DC. Muitos pensavam que tal tinha sido no #1 da Justice League... mas não.


E da DC é tudo (e já é muito). Num próximo post falarei das séries e mini-séries actuais que ando a seguir na Image, IDW e BOOM Comics.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Batman: Black & White Vol 2



Quando li "Batman: Black & White Vol 1" fiquei muito bem impressionado com o livro e as várias abordagens à personagem por parte dos autores convidados. As únicas regras a cumprir era limitar as histórias a 8 páginas e teriam de ser todas - claro - a preto e branco. Uma ideia que assentava como uma luva na personagem.

Como (quase) tudo que tem sucesso está condenado a ser repetido, a DC lançaria um volume 2, e ainda um 3º. Ao ler este segundo livro da série "Black & White" o impacto não foi tão grande, a originalidade do primeiro havia-se perdido e contabilizando o número de grandes histórias, penso que a balança pende, novamente, para o primeiro. Ainda assim há histórias maravilhosas neste segundo volume, seja no tom sério de "Case Study" (escrita por Paul Dini e com um desenho soberbo de Alex Ross) onde se coloca a possibilidade de o Joker não ser louco; ou no tom mais cómico de "Bats, Man" de Ty Templeton  e Marie Severin, que é uma verdadeira paródia ao género.

Ao contrário do primeiro volume, das histórias presentes neste, apenas 5 são originais, as restantes são provenientes da série "Batman: Gotham Knights".

Em tom de conclusão existem livros mais importantes e melhores de Batman, nomeadamente o primeiro volume desta colecção - indispensável para qualquer apreciador. Contudo, para quem é fã da personagem "Batman: Black & White Vol 2" é uma peça que fará certamente falta na estante e por isso mesmo de aquisição obrigatória.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Batman: Through The Looking Glass & Death By Design

Se há personagens que dispensam apresentações, Batman é uma delas. Criado em 1939 por Bob Kane e Bill Finger, rapidamente se tornou um dos maiores heróis do género, influenciando uma série de futuros personagens.

São vários os autores que querem escrever pelo menos uma vez o Homem Morcego. Além da sua linha de comics tradicionais, são várias as graphic novels publicadas sobre o mesmo, muitas das quais livres das amarras da cronologia oficial. Veja-se o caso de "The Dark Knight Returns" de Frank Miller, um dos melhores livros do Morcego que não pertence à cronologia oficial da DC. Já "The Killing Joke" de Alan Moore e Brian Bolland, apesar da mudança drástica que trouxe a uma personagem em particular, foi englobada nessa continuidade. No fundo, oficial ou não, as graphic novels do Batman foram tornando-se algumas das minhas leituras predilectas, fortificando a minha predilecção pelas suas histórias.

Devido a essa liberdade com a personagem, surgiram algumas ideias bem interessantes e que exploraram a personagem em diferentes aspectos. O já mencionado "Dark Knight Returns" trouxe-nos um Batman velho que havia-se reformado há muito; "Black and White" por sua vez usou o morcego para contar histórias de 8 páginas a preto e branco, num estilo noir que em Batman faz todo o sentido. São várias as ideias que surgiram e continuam a surgir para escrever Batman, e valorizo muito mais esta procura por algo diferente do que as inúmeras repetições onde se conta a mesma história vezes e vezes sem conta.

No ano passado, saíram estas duas BD's, que podem não ser as melhores histórias de Batman, mas que valem a pena conhecer pela forma como, mais uma vez, experenciam com a personagem. Além disso nunca darão o tempo por perdido, porque a nível gráfico são soberbas.


Through The Looking Glass



E se o mundo de Bob Kane se misturasse com o de Lewis Carrol? "Through The Looking Glass" é uma divertida amálgama entre Gotham City e o país das maravilhas escrito por Bruce Jones e com desenho e cor de Sam Kieth.

A fim de contar uma história destas, o autor usou as drogas como utensílio (não nele que eu saiba). Ao Batman ser envenenado, começa a ter delírios com uma jovem menina loira (Alice) que o guiará em torno de um estranho mistério. Durante a viagem de Batman e Alice (que Bruce teima em chamar de Celia), Gotham funde-se - na sua mente - temporariamente com o país das maravilhas, bem como as suas personagens.

Esta não é de todo uma típica história de Batman, mas antes uma divertida e alucinada experiência carregada de referências à obra de Carrol. E claro, numa história que envolva a obra de Carrol, já sabemos qual o vilão que Batman terá de enfrentar.

Toda este delírio ganha vida sob o lápis de Sam Kieth, um desenhador com um estilo irreverente e que adoro. Fabuloso o trabalho de Kieth a recriar esta amálgama, incorporando traços das personagens do país das maravilhas nos cidadãos de Gotham. Para os fãs de Kieth ou de Carrol é uma peça obrigatória.





Death By Design



Chip Kidd é mais conhecidos pelos seus trabalhos como designer gráfico - contando com várias capas de BD no seu currículo, bem como os seus trabalhos à volta da BD (Peanuts: The Art of Charles M. Schulz', 'Mythology: The DC Comics Art of Alex Ross', 'Batman: Animated', etc.). Em 2001 lançou o seu primeiro romance (The Cheese Monkeys) e no ano passado escreveu pela primeira vez uma graphic novel intitulada "Batman - Death By Design". Nota-se logo pelo tema do livro que o escritor tem uma forte ligação à arquitectura, que aqui serve como base para toda a história.

Para esta história o autor inspirou-se em dois eventos reais, na demolição da estação original da Pensilvânia em 1963 e no terrível acidente em Manhattan no ano 2008, onde um guindaste colidiu com um edifício em construção. Kidd começou a basear-se na possibilidade de ambos os eventos estarem ligados e como seria se tivessem ocorrido em Gotham City numa era de ouro.

A história em si não tem nada de virtuoso, mas é bastante competente, colocando questões pertinentes sobre a política em torno das grandes construções. Num livro cuja base é a arquitectura, obviamente que o grande foco é dado à cidade, e Gotham City é tanto uma personagem em "Batman" como Alfred ou Selina Kyle. Desta vez o enredo gira à volta da estação de comboios Wayne, um edifício mítico que faz parte do legado de Thomas Wayne e que o seu filho está agora prestes a substituir. Bruce tem as suas razões, mas talvez não conheça todas as peças deste tabuleiro, pois Batman está mais preparado para proteger a cidade do que para construí-la. Além disto ainda podemos contar com a participação desse caos vivo que dá pelo nome de Joker.

No entanto é a nível do desenho de Dave Taylor que "Death By Design" surpreende. O trabalho a grafite de Taylor e o seu retrato de Gotham City com especial ênfase na construção dos prédios é arrebatador. Uma peça exemplar.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Batman - The Court of Owls


Tal como prometido o texto sobre "Batman - The Court of Owls" já se encontra disponível na Rua de Baixo é só clicar aqui.

Entusiasmei-me um pouco enquanto o escrevia, pois não me canso de salientar que isto é do melhor que se tem feito no género.

Foi uma boa aposta ter comprado isto em comics, normalmente sou mais de compilações, saem muito mais barato, mas esta série é muito possivelmente a melhor coisa que tenho nesse formato, artigo de colecção sim senhor.

terça-feira, setembro 25, 2012

Batman Earth One


"Earth One" é um novo título da DC Comics que tem por objectivo modernizar a origem de determinados personagens da editora. O primeiro a ter este tratamento foi, obviamente, o Superman escrito por  J. Michael Straczynski e desenhado por Shane Davis. Agora, depois do filho da luz, chegou a vez de contar a história do filho das trevas, por Geoff Johns (argumento) e Gary Frank (desenho).

Quando vi o nome de Geoff Johns associado a este título, o meu primeiro sentimento foi de desconfiança. Gosto bastante do trabalho dele e o que fez nos últimos anos com os Lanternas Verdes tem sido uma enorme diversão. Porém, sempre que ele escrevia a personagem do Batman... não resultava tão bem. Actualmente Johns é responsável pela JLA e até me parece melhor no que toca ao Batman, no entanto, foram as fortes críticas positivas a este "Earth One" que me aguçaram o apetite, os elogios são muitos e o livro saltou logo para prioritário nas minhas leituras.

Antes de continuar é necessário referir que "Earth One" é uma novela gráfica à parte da continuidade oficial. Uma vez que a DC fez um reboot ao seu universo pensei que estas iam ser as novas origens oficiais das personagens, mas estava completamente enganado, até porque além do Alfred ser fisicamente diferente, o final do livro também não deixa margem para dúvidas. Acaba por ser melhor assim, pessoalmente não queria que esta fosse a origem oficial de Batman, prefiro-a muito mais como uma variante, como uma de muitas possibilidades, um de muitos universos paralelos.

A espinha dorsal da história continua a ser a morte dos pais de Bruce Wayne, nem de outra forma poderia ser. Contudo as grandes diferenças fazem-se logo notar e são a nível das personagens, inclusive o próprio Bruce Wayne. Em miúdo é retratado como um pirralho irritante e goste-se ou não, a verdade é que não é de todo surpreendente que uma criança nascida neste seio fosse exactamente assim. Enquanto Batman temos uma visão mais "realista" da personagem, afinal de contas ele não é, na génese da palavra, um Super-Herói, e isso é um aspecto que tem particular atenção por parte dos autores, atente-se por exemplo que conseguimos ver-lhe os olhos ao invés da película branca característica deste tipo de máscaras. Além do mais, este é o início da sua carreira, então além dos perigos que um humano normal teria de enfrentar ainda temos de contar com a sua, tão evidente, inexperiência.

De todos, Alfred será porventura a personagem mais modificada. Nesta versão nunca foi mordomo dos Wayne e apenas surge na história para com a sua experiência ajudar a proteger o seu velho amigo, Thomas Wayne. Nesta versão Thomas está em plena campanha eleitoral por Gotham City e a sua popularidade aliada à vontade em "limpar" as ruas de Gotham, fizeram-no conquistar inimigos perigosos nomeadamente o actual Mayor (um velho conhecido nosso).

Há personagens que também começam de uma forma bastante diferente da qual os conhecemos, como Jim Gordon e Harvey Bullock, mas que com os acontecimentos encontram o seu respectivo lugar, aquele que nos é muito mais familiar. Nesta versão é também Alfred, aqui muito mais soldado (literalmente, pertenceu aos Royal Marines) que treina Bruce, já não temos a viagem à volta do mundo para conhecer a mente criminosa, uma pena.


Quanto aos desenhos, Gary Frank, não desilude. O retrato das personagens é muito detalhado, algo que se nota particularmente nas suas expressões faciais, e realista tal como a história pretende.

"Batman Earth One" é uma boa história, uma outra visão sobre a origem do Morcego, mas que esteve longe de me conquistar, principalmente quando já existe um "Year One" por Frank Miller e David Mazzucchelli. Continuo a sentir que Johns não entende tão bem a personagem, não como Miller, Morrison ou Snyder. Mas, em contrapartida, também parece que é propositado que este Batman seja tão diferente. Está previsto seguirem-se mais dois volumes onde a evolução de Batman será um aspecto em constante desenvolvimento.

Como disse, é uma boa história, porém, se querem ler sobre a origem do herói aconselho muito mais o já mencionado "Year One" e para aqueles que procuram histórias da actualidade desta personagem acho que o dinheiro é muito mais bem gasto no recente "The Court of Owls" de Scott Snyder e Grag Capullo, sobre o qual falarei muito brevemente.

segunda-feira, agosto 06, 2012

The Dark Knight Rises


"The Dark Knight Rises" marca uma nova etapa neste tipo de filmes, em certo sentido é um pioneiro, ou seja, este será sempre o primeiro filme da DC Comics... a mostrar o novo símbolo da editora. Pensavam que estava a falar em termos cinematográficos? "Rises" continua, como é devido, na linha dos seus anteriores, e nesse sentido dificilmente seria um marco, até porque tudo que traz, já o seu predecessor tinha feito e, na minha opinião, até melhor. Aqui simplesmente há "cenas maiores", como é típico de sequelas de filmes com sucesso comercial e se há coisa que Christopher Nolan tem é ambição neste tipo de cenas, veja-se a sobejamente conhecida explosão do campo de futebol, há toda uma noção de espectáculo muito grande aqui presente e nisso o realizador não desilude.

Há um caminho claro na realização de Nolan ao longo desta trilogia, e não só, em certa medida os dois últimos Batman até fazem melhor par com o "Inception" do que com o "Begins". Claro que em "Begins" começa muita coisa que a partir daí foi evoluindo, tal como as sequências de combate que estão melhores nos filmes posteriores. Por outro lado também Nolan e equipa têm vindo cada vez mais a abusar de um storytelling apressado, repetitivo e por vezes incoerente ou pouco inspirado (repare-se por exemplo como uma determinada personagem sabe a identidade de Batman), que tal como em "Inception" se faz notar aqui ainda mais. Não é tanto por aqui o caminho a seguir, apesar de reconhecer em determinados pontos que uma história com esta magnitude seja difícil de gerir em tão pouco tempo, privilégios que a BD tem em relação aos filmes. É complicado mostrar tantas modificações emocionais e físicas num curto espaço de tempo e por isso é que uma das cenas mais emblemáticas na BD ao ser reproduzida fielmente neste filme acaba por não resultar (nem pode) no mesmo grau de consequências, no entanto, serve e muito bem o seu propósito. O primeiro confronto entre os antagonistas principais é uma cena que vai perdurar, a máscara quebrada que se vê no trailer espelha tudo.

Este é o capítulo que pretende encerrar a história de Bruce Wayne, um milionário órfão que usa a máscara de um morcego para livrar o mal do seu berço, Gotham City, tudo isto inspirado pela morte dos seus pais, certo? Errado, Bruce Wayne é que é a máscara, a imagem do playboy milionário que, de todo, não existe. O morcego não é um alter ego e quando digo morcego não estou a falar de fatos. Bruce pode pendurar as chuteiras, reformar-se se tiver conquistado a paz da sua cidade, sacrificou a sua imagem por ela afinal de contas, mas quem está dentro daquele corpo, quem tentará levar uma vida normal, será sempre o cavaleiro negro.


A acção desenrola-se 8 anos após os eventos do filme anterior. Após uma bela introdução ao vilão (como já nos vêm a habituar) vamos ao encontro de caras familiares, para nos deparamos com um Bruce Wayne e um Comissário Gordon bastante debilitados. Ambos fizeram um pacto para manter a imagem de Harvey Dent sã e agora passados 8 anos vemos como essa mentira os tem corroído por dentro. Gordon nunca esteve satisfeito com a sua decisão está cansado, desiludido com ele próprio e isso custou-lhe a família. Quanto a Batman desapareceu por completo e com ele o seu alter ego também. Com a capa pendurada e com a morte de Rachel, não havia nada que fizesse Bruce Wayne seguir em frente e actualmente é um eremita enclausurado na sua mansão. As mazelas físicas são notórias, algo que me fez pensar que a sua carreira como vigilante mascarado tivesse durado mais tempo e resultado em maiores ferimentos, mas não.

Ter Gary Oldman no elenco é sempre uma mais valia, um privilégio. O seu Gordon é mais que um policia é a ligação de Batman ao mundo. Christian Bale foi também um nome que desde o início me inspirou confiança, gosto do seu Batman aqui ainda mais quando não tem o fato negro. Desta vez teve de levar a sua personagem até ao abismo para depois levantá-la, aliás o título "Rises" é algo que se faz sentir constantemente no filme. Em relação à personagem, confesso que sinto alguma falta do Batman mais cerebral e detective, que por vezes surge mas sempre muito ao de leve, nada a apontar ao actor, portanto.

Agora voltando ao enredo. O problema das mentiras é que têm perna curta e na ficção, mais tarde ou mais cedo, rebentam-nos sempre na cara. A preferência de Rachel por Harvey Dent, a morte de Two-Face, tudo terá de vir à tona e as consequências serão severas. Aparentemente Gotham é na actualidade uma cidade de paz, onde um povo inspirado pelo antigo procurador geral e actos planeados pelo mesmo conduziram a uma redução drástica no crime. Com a chegada de Bane tudo isto muda, a guerra regressa às ruas de Gotham e numa escala nunca antes vista, nunca antes temida. Mais do que nunca o morcego é preciso, Batman tem de voltar, mas estará em condições, tanto fisicas como mentais, para isso? Bane é de todos os vilões aquele que representa um maior desafio em termos fisicos, ele é uma figura imponente, uma máquina de combate e ao contrário deste Batman, alguém com o espírito elevado.


O vilão é quanto a mim um dos pontos mais altos deste filme, Tom Hardy encarna um Bane aterrador, um vilão totalmente diferente do anterior, mas também extremamente intenso. Joker tinha o poder da loucura do seu lado, era assustador por causa disso, porque não tem medo de nada, porque tudo lhe é permitido. Já Bane é força, todas as cenas em que entra mostram como é detentor de uma presença quase inquebrável. E, tal como o palhaço do crime, um grande estratega. No final fica a sensação de que se podia ter ido mais longe com Bane, a dada altura os seus actos evocam um V for Vendetta, mas infelizmente, o caminho intencionado nunca foi esse e aí perde.

Em relação às restantes personagens o destaque vai para a Catwoman de Anne Hathaway que conseguiu adaptar-se muito bem neste universo de Nolan. Selina Kyle é sensual, ambígua e Humana. Uma Catwoman que evoca a de "Year One" de Frank Miller, obra que já tinha inspirado fortemente "Batman Begins". Uma coisa é certa, por muito que estas versões do Batman sejam uma visão mais realista do mesmo (visão que faz todo o sentido nesta personagem), o realizador tem ido sempre buscar inspiração à fonte original, a BD e isso é dos meus pontos predilectos nesta trilogia. Em "Rises" não foi diferente, a atmosfera do filme evoca novamente Frank Miller em "The Dark Knight Returns" e depois há o óbvio "Knightfall".

Actualmente Christopher Nolan conquistou um lugar de destaque no cinema de Hollywood, é sem dúvida um dos realizadores que mais projecção tem tido e a confiança que os estúdios lhe depositam é notória, além de ser uma máquina no marketing, goste-se ou não, nenhum dos seus filmes passa despercebido. É também um realizador que facilmente reúne um elenco de luxo e é sempre muito bom ver Morgan Freeman e Michael Caine regressarem aos papéis de Lucius Fox e Alfred Pennyworth, respectivamente. Fox continua a ser o Q de Batman trazendo sempre um pouco de humor e boa disposição ao filme. Quanto a Alfred é sem qualquer dúvida o pai de Bruce Wayne e essa ligação assume aqui contornos muito fortes, pois nenhum pai aguenta ver o filho a cair pelo abismo.

Dos novatos temos um Joseph Gordon-Levitt seguro, mas num papel que não dá margem para dúvidas. É notório (e constantemente recordado) qual a função que esta personagem irá desempenhar e que faz todo o sentido, afinal de contas estamos a fechar um ciclo e já como diziam no início, um homem pode ser destruído, mas um símbolo não. Marion Cotillard surge com a sua Miranda Tate parceira de negócios de Bruce Wayne e que ao início parece um pouco enfiada a martelo mas que ganha o seu óbvio espaço.


Hans Zimmer continua, agora sozinho, ao leme da banda sonora que segue no mesmo estilo das anteriores e mantém o nível de excelência. Os temas estão muito bem ambientados à atmosfera do filme (ou é ao contrário?), peca apenas por denunciar a cena que se aproxima, mas tal já acontecia no anterior, rapidamente sabemos a personagem que vai surgir em cena pelo tema a ser tocado. Pensemos antes que em vez de tirar tensão gera antecipação.

Gostei bastante do final, é algo que nunca vai acontecer na BD, por motivos óbvios, mas que ficou bem, foi um um momento digno e merecido."The Dark Knight Rises" encerra assim um ciclo dedicado a um dos melhores heróis de sempre da BD. Pode não tê-lo feito da forma ideal, quanto a mim os anteriores são mais bem conseguidos, mas não deixa de o ter feito bem, até porque estão aqui algumas das cenas mais emblemáticas desta trilogia, apenas o sinto como um filme menos coeso, com maiores falhas (desta vez são demais), repetindo-me, menos inspirado e como um todo perde nesse sentido. Já agora, por falar em coesão é de valor como ela se sente numa trilogia que não tinha sido planeada. De resto, é uma saga que continuará certamente a inspirar novas adaptações do género onde a marca de Nolan se fará sentir no futuro.

Antes de terminar, um pequeno aparte, mais dirigido aos conhecedores da BD. É normal que haja determinadas cenas que sejam mais óbvias para quem está familiarizado com este Universo no papel, no entanto, não deixa de ser curioso que usem algum do material original precisamente para tentar enganar o leitor, veja-se por exemplo o Henry Ducard de Liam Neeson. Ducard existe mesmo na BD e isso levou a que muitos não pensassem que ele poderia ser o verdadeiro Ra's Al Ghul. Aqui acontece algo parecido mas a dada altura é impossível não reconhecer uma determinada personagem. O que me lembra, fui só eu que pensei em determinado momento na possibilidade de existir um Damian no futuro? Bem, não interessa, não vai acontecer. Isto foi mesmo o fim, certo?

quarta-feira, agosto 01, 2012

The Dark Knight Rises: Está Quase


Escrevia eu a dada altura após "The Dark Knight" uma breve reflexão sobre possíveis vilões para o terceiro filme, pode ser lido aqui. A minha primeira aposta na Catwoman foi logo ganha e claro que o nome do Bane tinha de ser atirado no poço de sugestões. Hoje vou ver o filme, ganhei bilhetes graças ao Ante-Cinema (muito obrigado) e vou ver a derradeira conclusão a esta trilogia que marcou os filmes de super-heróis, goste-se ou não.

Não espero ver a cena da imagem escolhida, porque muito simplesmente não há tempo para o Morcego se levantar dela num filme, a confirmar daqui a umas horas. Sobre Bane também escrevi no blog, ainda há mais anos, isto:

É conhecido pelo vilão que colocou Batman numa cadeira de rodas, mas a verdade é que ele fez mais do que isso, ele descobriu a sua identidade e não só quebrou a sua coluna, como quebrou o seu espírito também, duas coisas que nunca tinham conseguido antes. Bane utiliza uma droga que dá pelo nome de “Venom”, que lhe aumenta as capacidades físicas, atingindo níveis de força sobre-humano. Foi capaz de elaborar um plano em que solta todos os maníacos de Gotham contra o homem morcego e no final do dia quando Batman chega a casa completamente destroçado, encontra Bane à sua espera pronto a destruí-lo.

Se quiserem saber o que acontece após a "Knightfall", continuem a ler:

Depois de Batman ter ficado paralisado por Bane, Gotham City precisava de um novo protector, Robin (Tim Drake) ainda não estava pronto para assumir o papel, então Bruce escolheu Azrael, uma escolha que à primeira vista teria ido para Nightwing (Dick Grayson) o primeiro Robin. Azrael assimilou então o papel de Batman, mas aqueles mais próximos do homem morcego começaram a notar as diferenças, nomeadamente Jim Gordon, este novo Batman era mais violento e cruel: Azrael até modificou o fato criando armas mais mortíferas e um aspecto mais assustador. Com o tempo começou a considerar-se o verdadeiro Batman e começou a criar o caos, primeiro expulsando o Robin afirmando que não percebe porque um Batman necessita de um Robin (tenho de afirmar que concordo a 100% com esta frase) e quase matando o rapaz numa luta. Azrael acabou por ser destronado por Bruce Wayne quando este voltou totalmente recuperado, e pronto a desempenhar o papel que toda a vida foi dele. Há que realçar um momento na estória de Azrael que foi logo após ter vestido o manto de Batman, em que este procura por Bane dando-lhe o maior excerto de porrada que alguma vez ele poderia imaginar, vingando assim a derrota de Bruce Wayne.


Os textos foram retirados do meu top 10 vilões do Batman que está a precisar ser refeito.

terça-feira, março 06, 2012

Penguin: Pain and Prejudice


No mês passado terminou a mini-série dedicada ao Penguin da autoria de Gregg Hurwitz (argumento) e Szymon Kudranski (desenho), composta por cinco comics.

O título é um óbvio trocadilho com o romance de Jane Austen. Não sei se ela iria apreciar a brincadeira, quem sabe, se a autora tivesse nascido noutro tempo até poderia ser uma ávida leitora das aventuras do cavaleiro das trevas. De qualquer das maneiras o título não está lá só porque fica bonito, ele faz todo o sentido, afinal de contas se há personagem neste universo que sofre com o preconceito desde que nasceu, essa personagem terá de ser Oswald Cobblepot.

Há quem diga que um herói só é tão bom quanto os seus vilões o forem. Nesse aspecto Batman tem uma galeria de arqui-inimigos invejável e é sem dúvida alguma um dos aspectos mais ricos nas suas histórias o que certamente também contribui para ele ser eleito como um dos melhores super-heróis do mundo, tal como aconteceu recentemente na revista Comic Heroes ou mais importante ainda neste blog aquando do torneio de melhor personagem de BD norte-americana.

Precisamente por termos aqui vilões que são acima de tudo excelentes personagens, aprecio bastante as investidas que fazem quando contam histórias dos seus pontos de vista. Neste aspecto a mais conhecida será "The Killing Joke" de Alan Moore e Brian Bolland que se debruça sobre aquele que é o vilão mais icónico, o Joker. Personagem que voltaria a protagonizar uma BD no mais recente "Joker" de Brian Azzarello e Lee Bermejo.


Agora chegou a vez de esta honra calhar a Oswald Cobblepot mais conhecido por "The Penguin" criado por Bob Kane e Bill Finger em 1941, tratando-se de um dos vilões mais clássicos e importantes na história do Morcego.

people hate what is ugly, what is weak.
it is a mirror of their own worst fears.
a reminder of what awaits us all.
sickness. frailty. death. the existential joke.

Esta mini-série tem uma estrutura narrativa similar à "The Killing Joke" no sentido em que alterna entre o presente e o passado do Penguin abordando a sua transição para o lado negro da vida. Prevejo por isso algumas comparações entre ambos os livros o que poderá até levar a abordagens do mesmo género para outras personagens e isso seria muito bem-vindo.

No que toca ao seu passado a personagem é-nos dada a conhecer a partir do seu nascimento, para nos mostrar que desde a sua primeira aparição neste mundo que a sua vida é manchada por preconceito. Oswald nasceu diferente e por isso é considerado por muitos uma aberração, incluindo o seu próprio pai. Tirando a sua mãe, Oswald nunca foi amado por mais ninguém e por isso não é de admirar que tenha desenvolvido uma relação muito dependente dela que se encontra hoje aos seus cuidados. Com o desenrolar da história vamos conhecendo como foi crescer naquele seio familiar e o que o levou a seguir por caminhos mais obscuros. Desde cedo Penguin consegue ser das personagens mais cruéis e ao mesmo tempo mais carinhosas de "Batman".

Actualmente Oswald Cobblepot é um dos grandes senhores do crime organizado de Gotham City e um dos mais temidos também. Devido à fortuna que herdou e às suas capacidades intelectuais conseguiu construir um império que impõe respeito, não se privando a nenhum dos seus caprichos. What Oswald wants. Oswald gets.

Pelo meio conhece Cassandra, uma jovem cega com quem ele cria uma ligação precisamente por ela não ser capaz de ver nele aquilo que o diferencia dos outros. E tratando-se ele de um verdadeiro cavalheiro rapidamente consegue cativar esta bela mulher.


Gosto particularmente da forma como focam a sua personalidade. Penguin não é certamente dos vilões mais físicos (mesmo que ele não se veja assim), mas é certamente dos mais cruéis sendo capaz de destruir a vida de qualquer um só por lhe dirigirem mal uma palavra. Mas, é também alguém que reconhece a bondade dos outros mostrando ser capaz de a valorizar e recompensar. Se a sua alma não estivesse tão contaminada pelo ódio que tem ao mundo, ele poderia ultrapassar os seus receios e criar uma nova vida. A conclusão da sua história amorosa, ainda que rápida, é intensa sendo um dos pontos altos desta história e que mostra o quão assustador ainda é para ele o preconceito dos outros.

pinguins can´t fly.
they are awkward on land. slow moving. uncoordinated.
so they adapt.
make do with what they have. play to their strenghs.
of all birds, they swim the fastest. dive the deepest.

Também gosto de ler o Batman a partir da perspectiva de outras personagens. Estamos na sua cidade e a qualquer momento ele pode mostrar os ares da sua graça. Desta vez não seguimos nenhuma investigação, Batman apenas aparece e mostra-nos aquilo em que ele é melhor. E o guardião de Gotham consegue ser ainda mais assustador quando estamos do outro lado.

Há ainda tempo para um convidado especial. Apesar de não ter nada a ver com a história há uma determinada personagem que faz um par de divertidíssimos cameos ao longo da trama. Cameos esses que são cada um mais esquisito que o outro, não fosse ele...

Aquilo que menos me entusiasmou nesta série foi a sua conclusão. Apesar de ter um grande momento, acabou por ser demasiado apressada e isso ressente-se no seu todo. Os desenhos de Kudranski são magníficos e o seu uso das sombras espelham bem o ambiente negro e gótico de Gotham bem como a alma torturada do Penguin, no que é uma excelente parceria entre o desenhador e o colorista John Kalisz. O mesmo vale para as capas, todas da autoria de Kudranski. Há momentos no último comic que o excesso de escuridão talvez esteja num tom demasiado carregado, mas fora isso, a arte é imaculada.

Hurwitz é um nome muito conhecido na literatura e que ganhou notoriedade graças aos seus vários thrillers. Mais recentemente esteve envolvido também na série "V". A sua carreira na BD é ainda curta mas tem dado nas vistas tendo já escrito "Punisher", "Moon Knight" e "Wolverine", entre outros.
Agora pela primeira vez entrou no Universo da DC Comics e logo pela porta da frente, naquela que é uma das suas sagas mais entusiasmantes, a do Batman.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Semelhanças?

Um super detective enamorado por uma ladra que apesar de o amar não hesita em estar do seu lado oposto. Como é que nunca me lembrei disto antes?




Sherlock Holmes & Irene Adler




Batman (Bruce Wayne) & Catwoman (Selina Kyle)




Nota: Sim ambos os detectives têm um parceiro também (John Watson & Robin), mas não partilham nada entre eles além de serem os parceiros.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

The Dark Knight Rises

Photobucket



The Dark Knight Rises - Official Trailer /... por Lyricis
(retirado de Cine31)




Cheira a Knightfall e a The Dark Knight Returns

quarta-feira, dezembro 14, 2011

O Inverno chegou mais cedo...



Depois de Mouse Guard: Fall ter terminado com a frase Winter is Coming (podia ser Winterfell mas não é), chegou finalmente cá a casa esse tão esperado Inverno com Mouse Guard: Winter o segundo volume desta belíssima obra.
Vou finalmente poder voltar a seguir as aventuras dos destemidos: Kenzie, Saxon, Lieam e Sadie.
Parece-me um dos livros ideais para está época.



... e o Natal também.

Após ter desenhado Joker, Lee Bermejo regressa novamente ao universo do morcego com este Batman: Noel, onde assume igualmente o leme da escrita também. A história é baseada no conto A Christmas Carol de Charles Dickens.
Em termos estéticos remete-nos para a obra anterior, Bermejo é um mestre na arte digital e aqui não há nada a acrescentar para já. Como escritor fica a curiosidade. A confirmar em breve.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Os Novos 52

Um pouco tarde, mas aqui ficam as minhas primeiras impressões dos comics que ando a seguir dos "Novos 52 da DC".



JLA #1



Jim Lee regressa a lado do "Man of the hour" da DC, Geoff Johns.
Logo a início somos avisados que esta história decorre 3 anos antes da cronologia usada nos comics das respectivas personagens.
É um novo início para esta Liga e Johns quer contar a história com calma, saboreando cada momento e por isso mesmo não se optou por colocar todas as personagens da equipa neste primeiro número.
Aqui seguimos Batman a perseguir um E.T., enquanto ele próprio é perseguido pela polícia. Batman é portanto procurado pelas autoridades e considerado uma ameaça para Gotham City.
Durante a perseguição surge Hal Jordan aka Green Lantern, afinal se envolve criaturas alienígenas isto é um caso para a polícia universal. O momento em que estes dois heróis se conhecem é bastante engraçado, vemos por exemplo que o Lantern pensava que o Batman não passava de uma lenda urbana e a sua expressão quando descobre os "poderes" de Batman é excelente.
Tinha algum receio de ver como seria o Batman de Johns, pois o autor não é famoso pela escrita desta personagem. Mas até agora está tudo OK e para minha surpresa até o colocou a ridicularizar o Lantern (vamos pensar que Jordan é muito novato).
A personagem de Victor também é introduzida numa história em paralelo naquele que é o substituto do Martian Manhunter na formação original da Liga. Tenho pena, não conheço muito bem o Cyborg nunca segui Teen Titans, mas o Marciano é membro fundador da Liga e de todos é o único que falha neste novo início, não devia. O que me deixa mais tranquilo é que ele estará junto de uma equipa que tem tudo para brilhar, falo de Stormwatch. Mas esse vou adquirir em trade paperback e falarei mais tarde.
Este é uma boa opção para quem quiser ler BD da DC e não conhece muito bem este universo. Os que conhecem adiantam-se um bocadinho e ficam logo a saber quem é o vilão que está por detrás desta trama.
No número 2 vamos ter Superman VS Batman & Green Lantern. Mal posso esperar.





Detective Comics #1



Esta publicação é dedicada a Batman. Estamos perante um Batman em início de carreira. Harvey Dent ainda é um promotor público e duvido que já tenha existido algum Robin.
Para primeiro vilão temos o maior deles todos, The Joker.
O duelo entre Joker e Batman é interessante, mas é o final da história que me deixou mais intrigado. É um daqueles momentos what the fuck? Que realmente só podia ser executado pelo Joker, não imagino mais nenhum vilão a ser capaz de tal coisa.
Não faço ideia como isto vai terminar, mas para já promete.
O argumento e desenho estão a cargo de Tony S. Daniel.




Action Comics #1



Se a de cima é dedicada a Batman esta só podia ser ao Superman. E juntamente com essa foi das minhas leituras preferidas desta nova vaga.
Aqui também Superman é jovem nestas andanças. Já está em Metropolis a trabalhar num jornal rival ao Daily Planet e é portanto concorrente de Lois Lane. Os seus poderes ainda não estão totalmente desenvolvidos, é um super mais fraco, menos resistente e que ainda não tem a capacidade de voar. Uma abordagem que gostei bastante.
O escritor, e a razão porque decidi comprar, Grant Morrison, opta por trazer-nos um Super diferente ao que estávamos habituados. Kal-El é mais arrogante é certo mas a sua atitude rebelde de esquerda a lutar contra o sistema, preocupado sempre com os mais desfavorecidos é executada com muito estilo. Não me parece que este Super seja manipulável politicamente como era o escrito por Frank Miller.
Diz quem conhece melhor que este Super tem muito do mais antigo.
De salientar também a introdução de Lex Luthor. Frio, calculista, manipulador e sem escrúpulos, que tem neste número a função de prender o alienígena que anda a saltar pelos prédios de Metrópolis. Luthor é implacável, Kal-El mal sabe o que o espera.
O desenho é de Rags Morales.





Batman #1



Scott Snyder e Greg Capulo trazem-nos o primeiríssimo número de Batman. E aqui se começa a notar que este "novo" universo da DC alterou muito pouca coisa em relação ao antigo, provando-se desnecessário. Os Robin's são os mesmos e o actual é precisamente Damian o filho de Batman que era já o actual no universo antigo. No fundo disseram-nos que estamos perante um novo começo, mas as ligações ao passado são idênticas salvo excepções pontuais como a personalidade de algumas personagens ou o facto de Barbara Gordon ter recuperado a mobilidade nas pernas.
O livro começa com Batman a invadir o Asilo Arkham lutando contra vários vilões (aqui já temos Two Face) aliado a Joker?????
Depois do momento Batman o livro segue num momento Bruce Wayne onde assistimos a um belo discurso sobre a sua cidade de eleição. O auge tal como em Detective Comics é o final que nos revela um suspeito inesperado na investigação de Batman. Claro que não é ele o culpado, mas ainda assim aguçou o apetite para descobrir aonde isto vai dar.






Superman #1



Este juntamente com a Liga não estava nos planos de compras. Os comics saem muito caros.
Porém acabei por decidir arriscar até para ver se os acontecimentos em Action Comics se poderão notar neste.
Novamente sentimos uma desilusão em termos de "novo universo DC". Tiraram-lhe as cuecas por cima do fato e modernizaram o espaço e personagens. As pessoas usam o twitter, o jornal impresso sofre problemas com a evolução do digital, enfim situações que facilmente seriam introduzidas no universo tradicional, afinal de contas presidentes são eleitos, monumentos construídos, mas os super-heróis mantêm-se, intocáveis pelo tempo.
Seguimos a aquisição do Daily Planet por um novo empresário e um estranho inimigo que acabará a defrontar o grande azulão. De todos foi o que menos apreciei.
George Perez escreve e Jesus Merino desenha.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Batman VS Spider-Man

Batman VS Spider-Man

Já diziam os Imortais, "no fim só pode haver um".

Batman e Spider-Man defrontam-se na final deste "Torneio de Personagens de BD Norte-Americana".

E se este VS fosse um combate? Vejo dois cenários possíveis:

1- Batman e Aranha encontram-se por acaso ao virar uma esquina em Gotham City ou New York.
Neste caso o Aranha vence, é mais forte, mais rápido e ágil. Tem teias que um simples homem não tem força para quebrar (claro que há sempre as ferramentas do morcego) e há ainda o sensor aranha.


2- Batman e Aranha sabem de antemão que se vão encontrar.
Aqui Batman leva a vitória. O Aranha é muito inteligente mas Batman é conhecido como um dos maiores estrategas da BD além disso tem os meios para concretizar qualquer plano.

Em relação a qual a vossa personagem favorita. Estamos prestes a saber.
E que vença o melhor.

Para terminar deixo uma canção para banda sonora

terça-feira, junho 23, 2009

Batman: Reborn

Como informações destas estão sempre a circular não sei se o aviso de SPOILER é realmente necessário de qualquer da maneiras aviso que não li este "Batman: Reborn" mas que vou falar sobre a sua identidade.

Depois de R.I.P. a questão que pairava no ar era a de quem iria substituir Bruce Wayne no papel de Batman.
Para responder a essa questão tivemos "Battle for the Cowl". A resposta foi a mais óbvia (afinal o Sheldon de "The Big Bang Theory" tinha razão). Dick Grayson é agora Batman. A escolha é óbvia e provávelmente a mais acertada uma vez que Dick foi o primeiro Robin, foi trinado desde miúdo para isto e é, na cadeia de comandos, aquele que se segue a Batman, apesar de ter conquistado o seu próprio título como "Nightwing. Caso não fosse Dick teríamos de saltar para Tim Drake (3º Robin) uma vez que a personalidade temperamental de Jason Todd (2º Robin) dificilmente poderia preencher os requisitos para ser o Homem Morcego. No entanto os defeitos de Todd são o que têm tornado mais interessante e ainda iremos ouvir falar dele no futuro certamente.
Com um Batman escolhido começam agora as novas aventuras de "Batman e Robin" neste "Batman: Reborn", novamente pelas mãos de Grant Morrison que agora se junta ao seu parceiro de longa data Frank Quitely, . O Robin actual (já é o 5º nunca mais acabam) é Damian Wayne, precisamente o filho de Bruce Wayne.
Claro que Batman só há um e não dúvido que Wayne regresse, afinal em BD eles regressam (quase) sempre.
Cliquem na imagem para verem a preview deste comic.

domingo, abril 26, 2009

70 anos de The Dark Knight

Não tivesse passado pelo Notas Bedéfilas e tinha-me mesmo esquecido de salientar o 70º aniversário do Homem Morcego que viu pela primeira vez a luz do dia em 18 de Abril de 1939 no número 27 da BD "Detective Comics" (ver imagem).

Muitos Parabéns a Bob Kane e Bill Finger por terem criado este magnífico personagem que ainda hoje nos continua a deslumbrar. E volto a salientar o trabalho de Bill finger que não sei bem porquê foi completamente esquecido e raramente mencionado quando se fala de Batman.

sábado, março 28, 2009

quarta-feira, outubro 22, 2008

E o vencedor da Sondagem foi: The Penguin

Em português, o Pinguim, foi o grande vencedor da última sondagem do blog, referente à questão: "Qual deveria ser o vilão no próximo filme do Batman?".
Apesar de ter vencido com 27% dos votos esteve muito próximo do Ridller (25%) e da Catwoman (24%).














A escolhas estão longe de ser surpreendentes, sempre acreditei que os três vilões com mais pontos seriam estes três. No entanto pensava que a Catwoman estaria à frente.
São vilões de peso e qualquer um será de certeza uma boa aposta para o novo capítulo de "The Dark Knight" principalmente se os rumores de Phillip Seymor Hoffman e Johnny Depp, como Pinguim e Ridller respectivamente, se confirmarem.
No entanto não deixo de pensar que são as escolhas óbvias e por um lado gostava de ver um vilão mais arriscado a ser escolhido. Um Clayface seria sem dúvida um enorme desafio, mas tenho uma preferência pela Poison Ivy.
Resta-nos agora esperar para ver o que Nolan e companhia vão decidir. Com um leque de vilões como estes é garantido que qualquer que seja a escolha estaremos sempre bem servidos, ou assim o espero.
Obrigado a todos pela participação.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

The Dark Knight - Trailer + Poster

Chegou mais uma boa desculpa para falar deste filme.
Nesta página encontra-se disponível para visualização e download o trailer de "The Dark knight".
Cliquem na imagem para ver que isto promete.
Para quem não sabe o Joker deste filme usa maquilhagem ao contrário da versão de BD e do Tim Burton que caiu num banho químico onde a cor da sua pele e cabelo foram alteradas.
Como seria de esperar Nolan continua a criar uma versão assustadoramente real do universo de Batman.
Vamos ver o que sairá daqui, entretanto este Joker de Heath Ledger está terrífico, adorei.