sábado, novembro 16, 2013
O Triunfo do Barroco
Daqui a 2 horas na Casa da Música.
Programa:
ORQUESTRA BARROCA CASA DA MÚSICARinaldo Alessandrini direcção musical
Roberta Invernizzi soprano
G.F. Handel Abertura e árias de Il Trionfo del Tempo e del Disinganno
Georg Muffat Chacconne Alessandro Stradella Sinfonia e ária de S. Giovanni Battista
Alessandro Scarlatti Sinfonia e ária de Colpa, Pentimento e Grazia; Cantata "Su le sponde del Tebro"
Arcangelo Corelli Concerto Grosso em Ré maior, op.6 nº 4
sexta-feira, junho 28, 2013
sábado, junho 01, 2013
Dead Can Dance - Coliseu de Lisboa 28-05-13
Na passada terça-feira assistiu-se a magia no Coliseu de Lisboa, assistiu-se ao concerto dos Dead Can Dance. Um concerto onírico e arrepiante com uma Lisa Gerrard e um Brendan Perry em excelente forma. As vozes de ambos continuam iguais com o poder e sedução que lhes é tão característico. Foi a primeira vez que os vi ao vivo, desejo tanto que não tenha sido a última.
Como seria de esperar o concerto foi muito dedicado ao último álbum, "Anastasis", de 2012. Não sei se já referi antes, mas este álbum é excepcional. A banda abre então as hostes, magistralmente, com a primeira faixa "Children of the Sun". Depois de "Agape" - 3º faixa do último álbum- é tempo de voltar atrás na carreira para se ouvir "Rakim" que rapidamente mostrou uma maior resposta do público ainda que a primeira ovação tenha cabido a "Sanvean" (tão merecida) tocada após "Kiko" e "Amnesia" também de "Anastasis".
Depois das belas "Black Sun" e "Nierika" surge outro dos momentos mais poderosos do concerto "Opium" uma das canções do mais recente álbum a ter melhor resposta por parte do público. Porém, seria "The Host of Seraphim" a fazer levantar o coliseu novamente. Entre "Ime Prezakias" e "All in Good Time" tocou-se "Cantara" - suponho que por esta altura já nem vale a pena referir que houve outra ovação. Pelo que percebi posteriormente "Cantara" tem sido uma faixa rara nos concertos e nesse sentido parece que fomos uns privilegiados. Muito obrigado Brendan Perry e Lisa Gerrard.
No encore começou-se com "The Ubiquitous Mr. Lovegrove" e fechou-se com aquela que considero das melhores faixas do último álbum a "The Return of the She-King". Pelo meio tivemos direito a duas covers, a primeira dos This Mortal Coil, "Dreams Made Flesh", e a segunda de Tim Buckley, "Song to the Siren" (que curiosamente, ou não, também tem uma versão pelos This Mortal Coil).
A cargo da primeira parte esteve David Kuckhermann que tocou maioritariamente hang um instrumento musical com apenas 10 anos de existência. Uma boa forma de aguçar o apetite para o que viria depois.
Foi sem dúvida alguma um momento a recordar e guardar com muito carinho. Os Dead Can Dance continuam numa forma estupenda seja a compôr ou ao vivo. Fica o pedido para não termos de esperar mais 17 anos por outro regresso.
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Supernada no auditório São Mamede (Guimarães) 12/01/13
Primeiro concerto de 2013 foi o dos "Supernada" no auditório de São Mamede. Já havia mencionado que gostei muito do álbum "Nada é Possível" e quando surgiu a possibilidade de o ir escutar ao vivo não hesitei.
Por vezes tratamos as bandas nacionais como os nossos próprios monumentos, como estão sempre cá achamos que temos sempre tempo de os ver, adiando interminavelmente a visita. Assim aproveitei não só para ver a banda como para dar um novo pulo até à ex-capital da cultura.
Confesso que estranhei a pouca adesão do público, normalmente estou habituado a uma sala mais povoada quando se fala de um projecto de Manel Cruz. Nesse sentido a ligação com o público não foi das mais intensas, mas, por outro lado ainda acabei a noite a trocar, naturalmente, umas palavras com a banda quando estes saíram dos bastidores, algo só possível com este nível de adesão do público.
Aproveito para deixar a abertura do concerto que se encontra no youtube e agora vou ouvir mais uma vez "Invísivel Mundo" que é bem capaz de ser a minha faixa favorita e que foi a escolhida para fechar em grande o espectáculo.
quarta-feira, setembro 05, 2012
Bush no Coliseu dos Recreios (02-09-12)
Mas uma coisa é em álbum e outra é ao vivo, coloca-se a questão se as coisas funcionam? Pessoalmente sim, a experiência é algo que se faz notar e quem tem muitos anos disto sabe o que faz, não é à toa que alguns dos melhores concertos que vi este ano foram os de Bruce Springsteen & The E Street Band, dos The Flaming Lips e dos Radiohead, apesar destes últimos serem mais recentes. OK é verdade que nenhum destes é um "regresso" todos se mantêm mais ou menos no activo e continuam com a pedalada toda, mas acima de tudo são todos grandes músicos e no caso dos Radiohead ainda hoje lançam alguns dos álbuns mais interessantes do mercado mesmo que já não gozem da popularidade dos tempos do "OK Computer" e do "Kid A". E não falem no Peter Gabriel ou nos Dead Can Dance que ainda choro esses concertos por os ter falhado.
Também não sou daqueles saudosistas que acha que antigamente é que era, continuam a surgir bandas extraordinárias todos os anos e para não sair deste, posso acrescentar aos concertos acima, os de Jack White que falei ainda ontem e o de Beach House cuja atmosfera criada por este duo é de uma beleza emocionalmente esmagadora. No fundo música é música e o resto é conversa.
Nisto os Bush lançam um novo álbum e passam pelo coliseu no dia 2 de Setembro. Porque há dois tipos de regressos, com ou sem material novo. Este "The Sea of Memories" o 5º de originais da banda é melhor do que esperava, foi crescendo e ganhando o seu espaço, não é do melhor que a banda já fez, acho que ninguém contava com isso, mas não deixa de ser bom. Esta é uma das bandas que mais ouvi na adolescência e ainda hoje revisito com frequência o "Sixteen Stone", o primeiro e que quanto a mim é um dos melhores discos do género dos anos 90. Comecei a partir deste regresso a revisitar os restantes álbuns com o bichinho de os ver ao vivo a crescer cada vez mais, porque Bush, goste-se ou não dos álbuns, tem, indiscutivelmente, grandes canções rock que têm tudo para funcionar ao vivo, logo não lhes é muito complicado criar uma set list poderosa.
Claro que depois surgem concertos mais cedo, o dinheiro gasta-se, fazem-se planos para viagens no futuro e é preciso amealhar, com isto Bush foi caindo no esquecimento. Só que ver Jack White acordou o monstro adormecido dos concertos e no dia seguinte correu-se para comprar Ornatos Violeta, não deixar passar a nova data como aconteceu com as anteriores, e também Bush. Porque por muito irresponsável que nos parecesse naquele momento era certo que íamos ficar arrependidos se deixássemos passar esta oportunidade. Claro que ir ver com a namorada um concerto do "homem da sua vida" pode ser estranho, o que me lembra que um amigo disse uma vez que "a música é o maior chicks magnet do mundo" e... é por aí. Neste caso Gavin Rossdale já nasceu com vantagens genéticas no campo, por isso até devia ter sido proibido de ter uma banda porque juntar a beleza natural à força da música é extremamente injusto para a concorrência.
Perto das 22h os Bush surgem no palco, da guitarra de Rossdale começa a sair o fortíssimo Riff de "Machine Head" e a acompanhá-lo um jogo de luzes verdes, quanto a mim esta é uma das melhores canções da banda. Não vejo melhor abertura para isto, tirou logo as dúvidas, se alguém as tinha, de que isto ia ser memorável. Durante a música reparo que estes Bush não são os mesmo que eu conhecia, Rossdale é inconfundível e o baterista, Robin Goodridge, parece-me o mesmo, apenas mais velho e de cabelo cortado, mas os outros dois certamente não são os membros fundadores, Nigel Pulsford e Dave Parsons. Após uma curta pesquisa em casa já sei os nomes dos dois substitutos Corey Britz no baixo e Chris Traynor na guitarra, ele que deu um grande espectáculo e que tem uma grande química com o vocalista (afinal já trabalham juntos desde 2002).
Esta é a digressão do "The Sea of Memories" por isso seria certamente um dos álbuns mais focados, com cinco canções na set list, mesmo assim o primeiro acabou por ganhar com mais uma e ainda bem. A inserção das novas canções foi feita com cuidado sempre alternando entre elas e clássicos antigos, assim nunca havia perigo de o concerto morrer. Por exemplo, depois da abertura tocam a recente "All My Life" para logo de seguida tirarem mais um coelho da cartola com "The Chemical Between Us", era claro que isto nunca ia falhar com esta receita. Já agora esta "The Chemical Between Us" é uma grande canção que talvez na altura não lhe tenha dado o devido valor, bem como ao "The Sciense of Things" onde os Bush procuraram uma nova sonoridade e prova disso é esta poderosa canção que mantendo os riffs característicos da banda mas incorporando elementos da electrónica afastando-se assim dos meandros do grunge que tantas comparações aos Nirvana lhe valeram.
Mas, voltando às novas, acho que estas canções até foram muito bem recebidas, como a seguinte "The Sound of Winter" e mais à frente a "Stand Up" que foram dois grandes momentos. Depois do último single, Rossdale afirma que vai tocar uma nova canção e o tom irónico percebe-se logo, vem aí depois do último, o primeiro single que a banda lançou, o clássico "Everything Zen". Depois é tempo de visitar "Razorblade Suitcase" com "Swallowed", caramba a canção envelheceu melhor do que pensava, grande coro do público, grande química entre nós e eles, onde a alegria era visível tanto dentro do palco como fora e ainda vamos a meio. Após a nova "The Heart of The Matter" que volta a reforçar a ideia de que são muitos os que conhecem as letras do novo álbum, vem "Prizefighter" dedicada a Cristiano Ronaldo e que foi a segunda e última canção de "The Science of Things", estranhei não tocarem a sensual "Letting The Cables Sleep" e tive muita pena que deixassem a "Warm Machine" de fora, não se pode ter tudo.
Após a já mencionada "Stand Up" ouvimos o som de uma mosca a voar, quem não sabe a música que vem a seguir é porque está só a acompanhar alguém, é tempo de "Greedy Fly", que vem também fechar as canções de "Razorblade Suitcase", ficando de fora a belíssima "Bonedriven". Voltamos ao primeiro para uma das grandes baladas de Bush, "Alien" seguida por "Afterlife" onde o vocalista decide percorrer o Coliseu inteiro. Já por várias vezes Rossdale se tinha dirigido até ao público, mas desta vez foi até às bancadas, cantou ao pé dos fãs, bebeu do copo de alguém e, se era possível, conquistou ainda mais o público.
Para finalizar mais um dos hinos da banda, Rossdale em destaque em cima de uma coluna começa a tocar "Little Things", este homem está imparável, dança, atira-se para o chão, com quase 50 anos numa forma invejável e como já referi sempre em grande sintonia com o outro guitarrista. Em "Little Things" ainda foi tocar na bateria junto ao companheiro de longa data. A banda abandona assim o palco, claro que ainda vem o encore, mas já se sente que está, infelizmente, quase a terminar.
Quando regressam trazem duas covers que tocam seguidas, "Breath" de Pink Floyd e "Come Together" dos "The Beatles" (a menção acima não foi nada inocente). Que grandes escolhas, que grandes versões às quais o público respondeu com igual euforia. Todos cantaram a alto e bom som o refrão dos Beatles,
Na recta final, Rossdale menciona algumas palavras sobre o passado e o presente, sobre como gosta de tocar aqui e que promete voltar para o ano. Mesmo que tal não aconteça, ainda falta tanto, as palavras soam a sinceras, quem no seu perfeito juizo não ia querer repetir a emoção que se viveu nesta noite? Assim sozinho com a sua guitarra começa a tocar a balada de eleição "Glycerine" alternando com momentos à capela para no fim terminar com a banda no seu todo, foi excepcional. Para terminar "Comedown" numa versão ainda maior, porque ninguém queria dizer adeus.
Ficou de fora o 4º álbum "Golden State", é verdade que na altura foi um regresso ao passado e o que se encontra lá já se tinha ouvido no primeiro, mas tem boas canções, não merecia ficar de fora, pelo menos uma passagem era de valor.
Termina assim um concerto que superou as minhas expectativas, que já por si eram bem compostas. Muitos não vão acreditar, mas foi mesmo um dos concertos do ano.
Nota: Como as fotos que encontrei já estavam devidamente identificadas não acrescentei nada. Qualquer inconveniente é só comunicar.
terça-feira, setembro 04, 2012
Jack White no Coliseu dos Recreios (31-08-12)
Jack White é um dos nomes maiores do Rock da actualidade, conta com inúmeros projectos, onde todos merecem destaque e lançou este ano o seu primeiro álbum a solo "blunderbuss" onde o blues, o rock e até o folk se misturam em perfeita comunhão. Não estava a contar com a sua vinda cá tão rápida, o concerto foi anunciado com cerca de mês e meio de antecedência (?) e para 31 de Agosto. O Senhor White já não vinha cá há 5 anos e eu nem sequer o tinha visto na altura com os White Strip, s. Era de aproveitar e, felizmente, sem qualquer esforço, a oportunidade surgiu rapidamente.
Já não vinha ao Coliseu há uns bons anos, já não me lembrava que era tão quente. Este fim-de-semana, acabaria por matar bem as saudades, apesar de por esta altura ainda não saber disso. A primeira parte esteve a cargo dos The Poppers, banda portuguesa que me era desconhecida, se bem que o nome realmente dizia-me qualquer coisa, talvez por causa de um anúncio na MEO cuçja música é da banda. Canções de puro rock n roll, que tentaram aguçar o apetite para o que aí vinha, o prato principal. Não tendo sido nada de extraordinário, foi um momento animado que quanto a mim cumpriu ao que se pretendia, saliento ainda o momento em que foram buscar alguém ao público para tocar guitarra numa das canções, naquele que foi o momento mais animado desta primeira parte. De salientar também o entusiasmo vísivel do vocalista por estar a abrir para Jack White, o que lhe parece ter dado uma força extra para continuar a acreditar.
Antes do concerto começar surge alguém no palco a avisar que o público pode deixar de se preocupar com as fotos e simplesmente desfrutar do concerto em 3D ao contrário do 2D dos aparelhos. White trouxe um fotógrafo e irá disponibilizar fotos do concerto, excelente ideia. Claro que há ainda a questão dos vídeos e por isso as máquinas marcaram, na mesma, uma forte presença.
Entra a banda em palco e começam os acordes de "I'm Shakin´", no entanto, a canção rapidamente se transforma numa jam session enquanto White entra em palco para logo de seguida se ouvir "Dead Leaves and Dirty Ground" dos White Stripes. Este início promete logo uma grande viagem não só por "blunderbuss" mas por toda a carreira do autor, ou seja, excelente. Pena foi a cover de Little Willie John ter acabado por não ser tocada, pois é uma belíssima cover, como só Jack White sabe fazer, veja-se a recente "Love is blindness" dos U2.
Seguem-se duas do álbum a solo, "Sixteen Saltines" e "Missing Pieces". Se havia dúvidas em como o novo álbum seria recebido ao vivo, tais foram desfeitas logo em "Sixteen Saltines". Os temos funcionam muito bem ao vivo e o público responde positivamente sempre num enorme entusiasmo. Os Stripes voltam a ser lembrados em "Hotel Yorba" e se há canções do duo que ganham muita força com uma banda por trás, outras privilegiam o minimalismo que lhes é característico. Por falar em banda, White veio muito bem acompanhado, além dele os músicos eram muito bons e juntos deram aqui um grande concerto.
Depois de "Love Interruption" surgem pela primeira vez os The Racounters com "Top Yourself", seguidos por "I Cut like a Buffalo" dos The Dead Weather. Desconhecia estes últimos, mas rapidamente me conquistaram com esta canção, parece que White não é mesmo capaz de falhar.
Mais um grande tema do seu álbum é o seguinte "Weep themselves to Sleep" seguido por dois momentos mais intimistas "Blunderbuss" e "I Guess I should go to sleep" com White ao piano. Regressamos ao passado com "Cannon" e "Ball and Biscuit" dos White Stripes, isto está realmente a ser um grande espectáculo de Rock N' Roll que continua com "Trash Tongue Talker", "Where Going to be Friends" (White Stripes) e talvez a surpresa da noite, "Two Against One" dos projecto Danger Mouse. A terminar Stripes a dobrar com "The same boy you've always known" e o clássico que já marcou presença nos Simpsons, "the hardest button to button", que "final" glorioso este.
O encore já era esperado, como sempre, e foi brilhante. A banda regressa e entra logo a matar com "Steady as she Goes" dos Racounters, que bem soou o primeiro single da banda ao vivo. "Freedom at 21" ao vivo ainda é melhor, White trara os instrumentos por tu e brinca à vontade com todas as canções que quiser. Estamos num momento imparável. Segue-se "Hypocritical Kiss", "Nitro" (cover de Hank Williams), "Blue Blood Blues" (The Dead Weather) finalizando-se com a cereja no topo do bolo "Seven Nation Army" (White Stripes), hino já entoado pelo público quando pediam este encore. Absolutamente maravilhoso esa sequência final.
O som no entanto, não foi dos melhores, tinha várias dificuldades em entendê-lo a falar por exemplo. Desta vez estive nas bancadas o que me fez ter noção de que há mesmo muitas pessoas a abandonar o concerto para comprar cerveja e abandoná-lo por cerca de 2 ou 3 canções, baseando-me nos que estavam atrás de mim. Isto para mim é um bocado como nos filmes, não gosto de perder nada, por muito que seja a sede, sem falar que estamos a falar de 30€.
Não me lembro em qual canção White tocou guitarra durante algum tempo só com uma mão, aquele pose durante aqueles segundos dizem tudo, estamos perante um dos novos ícones do género. o rock não está nada morto e como se costuma dizer nestas frases, recomenda-se.
Nota: Todas as fotos são de Jo McCaughey, foram tiradas do site de Jack White e podem ser vistas na sua totalidade aqui.
quarta-feira, julho 21, 2010
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Moonspell na FIL 23/01/2010
Assim sendo a FIL tinha as portas abertas desde as 17:00 e para além do habitual merchandising, havia também uma curta exposição de fotografia e encontravam-se marcadas uma conferência e a exibição do documentário "Global Metal", da qual apenas vi o final altura em que entrei no pavilhão.
Às 21:00 entram os "Opus Diabolicum" uma banda de violoncelos e percussão de tributo aos "Moonspell". A qualidade das músicas e a prestação, muito empolgada, da banda conquistou rapidamente a atenção do público. Temas como "Luna" e "Opium" fizeram parte do alinhamento, mas foi com "Alma Mater" que conseguiram o momento mais alto do concerto, colocando o público a entoar o refrão: "Virando as costas ao mundo/ Orgulhosamente sós/ Glória antiga volta a nós/ Alma Mater".
O espectáculo continuou no palco principal com outra banda convidada pelos "Moonspell" os maquinais "Bizarra Locomotiva". Uma escolha acertada, pois são uma banda com uma grande presença em palco que nos proporciona sempre um espectáculo cheio de energia e visualmente peculiar. Rui Sidónio continua igual a si próprio ostentando o seu peito portentoso e com apenas umas ligas pretas nas pernas que iam sendo arrancadas ao longo do concerto. No final pouco faltou para Sidónio sair do palco completamente, como diria Bruno Aleixo, pélado.
O concerto contou também com a participação de Fernando Ribeiro que subiu ao palco para cantar "Anjo Exilado" incluída no último álbum dos "Bizarra", "Álbum negro".
Pouco depois das 23:00 chega a vez dos anfitriões. O concerto começa com "At Tragic Heights" e "Night Eternal" ambas do último trabalho da banda, que são seguidas por "Finisterra" e "Memento Mori" de "Memorial" um dos meus álbuns favoritos deles e cujos temas deixaram o público ao rubro.
Depois de "The Southern Death Style", Fernando Ribeiro volta a lembrar que irão tocar alguns temas mais antigos e esquecidos dos concertos e para perdoarem qualquer erro que possa ocorrer. Alguns desses escolhidos foram "Soul Sick", "Herr Spiegelman" e "Magdalen". Confesso que quando ouvi pela primeira vez esta afirmação pensei que "Wolfheart" ia ser dos mais beneficiados, o que não foi o caso, talvez porque é um álbum que marca sempre presença ao vivo, ora não fossem "Vampiria" e "Alma Mater" canções indispensáveis num concerto dos "Moonspell" que definitivamente não seria o mesmo sem elas. "Alma Mater" é aliás um dos maiores clássicos do Metal nacional.
Durante o concerto não puderam faltar canções como "Everything Invaded", "Scorpian Flower", "Luna", "Nocturna" e obviamente esse grande tema que é "Opium" o qual colocou a FIL inteira (ou quase) a declamar Álvaro de Campos.
Antes de finalizarem com "Alma Mater" houve tempo ainda para invocar "Mephisto" com grandes jactos de chamas a saírem do palco remetendo-nos para a imagem clássica do Inferno.
Para o encore estavam ainda guardadas algumas surpresas, começando pela voraz "In And Above Man" e seguida por "From Lowering Skies" do mesmo álbum ("The Antidote").
O momento mais inesperado e também um dos mais belos do concerto surgiu quando Fernando Ribeiro revelou a ideia em se criar um álbum acústico de Moonspell e que iria testar a força de um dos seus temas ao vivo, tocando "Os Senhores da Guerra" a cover dos Madredeus que pode ser encontrada em "Darkness and Hope".
Para terminar não podia deixar de faltar "Full Moon Madness" uma daquelas canções que se tornou a alma da alcateia que são os "Moonspell".
Esperemos agora que para além de mais bons espectáculos que a FIL nos venha a proporcionar na música, que este dia do Metal tenha sido também o primeiro de muitos.
A título de curiosidade criei uma sondagem para saber qual o álbum mais popular dos "Moonspell".
Encontrei o vídeo no Youtube e é da autoria de Ivo.
sábado, novembro 15, 2008
Noiserv no São Jorge 14/11/2008
O dia não era dos melhores, ao mesmo tempo estava a decorrer no Atlântico o aniversário da fnac com a presença de bandas como os "Xutos e Pontapés", os "Clã", os "Deolinda" entre muitos outros e na ZDB estavam os carismáticos "Dead Combo". A concorrência era de peso e o facto de "Noiserv" ser um projecto menos conhecido não pesava a seu favor. Felizmente a sala do São Jorge encheu e todos os presentes tiveram a oportunidade de assistir ao vivo a um dos melhores álbuns que saíram este ano por cá.
A música de "Noiserv" é realmente lindíssima e David Santos está a assumir-se como um dos grandes cantautores portugueses. As suas melodias são de uma delicadeza enorme que por vezes nos relembram uns Radiohead ou um Jeff Buckley. Sozinho no palco e munido pelos mais váriados instrumentos que iam desde um xilofone a uma máquina fotográfica, David Santos ia encantando o público enquanto ao mesmo tempo os mais variados desenhos iam surgindo a seu lado em uma tela branca. Os desenhos são da autoria de Diana Mascarenhas a mesma responsável pela arte do álbum.
A maior parte do concerto consistiu, como seria de esperar, em músicas do novo álbum, mas houve também tempo para relembrar o primeiro EP "56010-92" e para um inédito.
Como não podia deixar de ser não saí do São jorge sem adquirir "One Houndred Miles From Thoughtlessness". O formato do álbum é muito curioso, pois é o de um caderno de notas que contém para cada canção uma página com uma ilustração diferente. Como já tinha referido acima todas as ilustrações são da autoria de Diana Mascarenhas. O preço foi somente de cinco euros, por isso não há desculpas para não comprar "One Houndred Miles From Thoughtlessness", a música é muito boa e até o formato do álbum vale a pena. Para quem estiver interessado o seu EP encontra-se disponível para download na sua página do myspace.
Não deixem passar este projecto despercebido pois não se vão arrepender.
domingo, julho 27, 2008
Kings of Convenience Cool Jazz Fest 2008
Respondi de forma racional, um concerto. Afinal de contas um filme está em exibição mais dias.
No passado dia 24 de Julho tinha tudo preparado para ir ver a estreia de "The Dark Knight" quando fui muito bem surpreendido com um bilhete para ir ver os Kings Of Convenience oferecido por amigos (tinha feito anos no dia anterior). Já agora aproveito para lhes agradecer novamente.
A princípio senti o choque de ter sido enganado, mas quando me recuperei não podia estar mais contente. O "The Dark Knight" teve de esperar.
A banda é formada pelo duo Noruêgues Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye que vieram acompanhos por Tobias Hett no violino e Davide Bartolini no contrabaixo.
O concerto começa com Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye sozinhos no palco a cantar com as suas vozes suaves as melodias de guitarra que tão famosos os tornaram.
Para alguns são até apelidados como os "Simon & Garfunkel" da actualidade.
Músicas como "I Don't Know What I Can Save You From" e "Homesick" deslumbram a pequena multidão que se encontra na cidadela de Cascais. Erlend Øye vai também alternando entre a guitarra e o piano.
Mais tarde juntam-se a eles Tobias Hett e Davide Bartolini.
Infelizmente a meio do concerto Erlend Øye entusiasmou-se e estragou a sua guitarra, partindo ou perdendo, para dentro da mesma, o microfone (não sei bem o que se passou) e por mais estranho que pareça a banda não trazia uma guitarra de substituição. Facto que Eirik Glambek Bøe aproveitou para brincar dizendo que por apenas andarem em digressão com duas guitarras é que se chamavam os "Reis da Conveniência".
Independentemente disso já diziam os Queen "o espectáculo tem de continuar".
Sem guitarra Erlend Øye aproveitou para tocar mais vezes o seu "trompete vocal" e "inventou" em algumas músicas acrescentando-lhe algum piano ou utilizando as palmas do público orquestrando-as.
Simpáticos e divertidos os Kings of Convenience deram um concerto intimista e cheio de boas canções muitas delas que irão pertencer ao novo álbum.
Dos dois Erlend Øye é claramente o membro mais excêntrico cantando e dançando pelo palco fora e fazendo-nos rir entre as canções.
No entanto apesar de Eirik Glambek Bøe ser mais reservado não deixou de deslumbrar principalmente quando regressou ao palco para cantar Tom Jobim, num dos momentos mais inesquecíveis deste concerto.
No final quando quase todos já se tinham ido embora, descobrimos que Eirik Glambek Bøe se encontrava no recinto e aproveitámos para ir lá falar com ele.
quarta-feira, julho 16, 2008
Optimus Alive 12 de Julho 2008
Era um dia para ter boas vibrações ou não estivessem no "Palco Optimus" Braddigan, Xavier Rudd, Donovan Frankenreiter e Ben Harper. Num estilo diferente mas em nada a destoar estava um monstro do Rock N´Roll e que proporcionou um dos melhores concertos não só do terceiro dia, como de todo o festival, senhoras e senhores falo de Neil Young.
Há semelhança do primeiro dia o cartaz do "Metro on Stage" era fantástico e competia vigorosamente com o do "Palco Optimus" e como (felizmente) não houve nenhum cancelamento foi o dia de maior correria ente palcos.
Eu gostei muito da onda boas vibrações mas pessoalmente acho que era muito saudável ir alternando-a com os rasgos de loucura e electrónica que iam passando pelo "Metro on Stage". Posso dizer que o choque entre géneros soube-me mesmo bem, o que é normal uma vez que me considero uma pessoa com gostos bastante diversificados.
Hoje foi o dia em que chegámos mais cedo ao recinto e por isso aproveitámos para ir ver a exposição de Cartoon de Samuel Azavey Torres de Carvalho autor de personagens como o "Guarda Ricardo".
Aqui ficam algumas imagens.
BraddiganO antigo elemento dos Dispatch teve a seu cargo a função de abrir o "Palco Optimus" e de receber os primeiros visitantes.
Não sou conhecedor da sua obra, mas penso que cumpriu a sua obrigação anunciando em boa forma o género de dia que ia ser este terceiro. Um dia para relaxar e simplesmente deixar-se levar por sons tribais, de reggae e de rock.
Xavier RuddEste conheço melhor e já tinha muita mais curiosidade em ver ao vivo uma vez que é um "One Man Show".
Desta vez vinha acompanhado de um amigo na percursão, mas não foi por isso que fiquei menos intrigado com o seu concerto que acabou por ser fantástico, não só pela qualidade das suas canções mas também pelo espectáculo de o ver tocar tantos instrumentos.
Saliento os momentos do didjirido que são absolutamente fantásticos.No final do concerto ainda nos deixou uma mensagem, chamando-nos a atenção para que "Burrup" seja preservada.
Midnight Juggernauts
Após Xavier Rudd seguia-se Donovan Frankenreiter. Pelo que conheço um artista muito similar ao Jack Johnson. Não era um concerto que tinha muita vontade de ver até porque dentro do género os que queria mais ver era Ben Harper e Xavier Rudd. Ain da para mais Donovan ia tocar ao mesmo tempo que os Midnight Juggernauts banda por qual estava ansioso ver.
Os Midnight Juggernauts lançaram o ano passado "Dystopia" um álbum que é no mínimo formidável e cuja oportunidade de o ouvir ao vivo não ia perder.
Se houve alturas em que foi díficil escolher entre estar no "Palco Optimus" ou no "Metro on Stage" esta não foi uma delas.
O concerto deles foi electrizante carregado de rock e electrónica. Infelizmente tiveram um corte de energia a meio da "into The Galaxy", mas felizmente conseguiram resolver o problema e voltaram ao palco para tocar novamente a canção que afinal era a última do espectáculo. Por esta altura o publico já estava mais do que rendido à qualidade destes três rapazes.
Donovan Frankenreiter
Não tenho nada a apontar, apenas que no intervalo entre Midnight Juggernauts e Róisín Murphy deu para dar uma espreitadela ao concerto de Frankenreiter.
Róisín Murphy
Gosto de Moloko e gosto do álbum a solo da Róisín Murphy por isso um concerto em que passaram músicas de ambos aliado à enorme sensualidade de Róisín o resultado só podia ter sido mais do que favorável.
De cinco em cinco minutos pessoas saiam da tenda, a hora de Neil Young aproximava-se.
Penso que todos (ou quase) estávamos a adorar este concerto mas já tínhamos combinado que Neil Young era concerto obrigatório e por isso há hora exacta (porque há sempre atrasos) lá fomos nós.
Neil Young
Atrasou-se mais do que esperávamos, muito provavelmente porque estavam à espera que mais pessoas chegassem até ao recinto. Se nós soubéssemos ainda tínhamos aproveitado um pouco mais do concerto anterior mas nestas situações é mesmo impossível.
Mas a espera valeu a pena Neil Young entra em grande força no palco ao som da sua guitarra eléctrica e a partir daqui estava garantido que este seria um concerto memorável.
Aqui houve de tudo o Neil Young eléctrico que termina uma das canções a partir as cordas da guitarra e também o Neil Young mais romântico. Fantástica a canção "Mother" onde vemos Young ao piano com a imagem da Lua sobreposta.
Uma ideia que achei muito interessante foi o facto de a cada canção corresponder uma pintura diferente que ia sendo colocada no palco.
Não sou grande conhecedor da sua obra e com muita pena minha pois foi para mim o melhor concerto deste dia. Neil Young provou que ainda está aqui para o que der e vier, cheio de energia, cheio de música e cheio de boa disposição.
Se acima disse qual a decisão mais fácil deste "Alive" agora digo a mais difícil. Gossip tocou ao mesmo tempo que Young e a vontade de os ir espreitar era muita. Decidimos ficar até ao fim e esperar por outra oportunidade de ver Gossip. Assim fomos presenteados com uma fabulosa cover dos Beatles "A Day in the Life".
Por outro lado o concerto de Gossip parece ter sido dos mais loucos deste festival. Como não vi deixo-vos um link do Já Cheiro o Samádhi que mostra várias pessoas a subirem ao palco no final do concerto durante a "Standing In The Way Of Control", filmado pelo Maurobindo.
Ben Harper
Arrisco-me a dizer o nome mais esperado do dia. O público já estava conquistado antes de Harper pisar o palco. Aliás já em Neil Young pessoas guardavam o lugar para este concerto, eus ei disto infelizmente porque não se calavam que queriam ver Ben Harper e não Neil Young. Ora se não querem ver ninguém vos obriga, acho uma total falta de respeito incomodar quem pagou e se dirigiu ao festival para assistir a este concerto, mas isto são histórias que não interessam.
Nunca tinha visto Ben Harper ao vivo mas pelo que conheço dos seus concertos arrisco-me a dizer que "foi mais do mesmo" mas quando se trata de Ben Harper o mesmo é sempre interessante.
Foi um concerto que começou algo "morno" mas que foi crescendo ao longo do tempo terminando de uma forma fantástica. Pelo meio houve tempo para Donovan Frankenreiter subir ao palco e cantar "Diamonds on the Inside" com Ben Harper.
O momento alto foi sem dúvida, perto do final, quando Harper pede ao público para cantar com ela Good Luck/Boa Sorte. Aliás o nome da canção nunca foi proferido mas todos sabíamos do que ele estava a falar quando pediu para cantarem com ele. Sem dúvida um momento inesquecível.
E assim se passaram três dias fantásticos. Com muita amizade, muita música e muitos líquidos.
Para o ano há mais, para já a organização já garantiu ter um nome de peso no próximo cartaz, mas para já só revela que esse nome começa por D.
Há apostas? Eu escolho já David Bowie e se for ele lá estarei novamente.
terça-feira, julho 15, 2008
Optimus Alive 11 de Julho 2008
The John Butler Trio
Nunca esperei uma prestação magistral por parte de Dylan não somos eternamente jovens e a voz de Dylan já não é o que era, além disto tudo o Menphis já me tinha avisado que ultimamente ele apenas se fica pelas teclas (e pela harmónica obviamente), por isso nunca esperei que ele fosse pegar na guitarra.
Munido de uma banda cheia de bons músicos o espectáculo da lenda viva estava prestes a começar.
Dylan tem uma discografia muito extensa e por isso tinha perfeita noção que ele não iria tocar todas as que queria ouvir, mas penso que alguns clássicos fizeram falta nem que fosse uma "All Along The Watchtower", "Mr. Tambourine Man" ou "Tombstone Blues".
Outros dos clássicos que tocou tinham os arranjos tão modificados que apenas passado alguns minutos é que percebi quais as canções que eram, mas isto não tem de ser necessariamente mau como muitos apregoaram pois fomos brindados com as mesmas canções sobre uma luz diferente e quantos é que tiveram esta oportunidade?
Foi um concerto estranho e normal, por vezes estranhou-se e a maior parte entranhou-se. Porque tudo isto é Bob Dylan e porque ele pode fazer o que quiser.
O momento alto do concerto foi definitivamente quando regressou ao palco para tocar "Like a Rolling Stone" e colocar todo o público em verdadeiro êxtase.
Daqui a muitos anos poderei olhar para trás e dizer "Eu vi Bob Dylan!" E só por isso já valeu a pena.
Within Tempation
Não ouço muito este género de Metal, mas quis assistir ao concerto. Acho que cumpriram e penso que qualquer admirador que estivesse lá não saiu desapontado. No entanto os fãs da velha guarda devem ter sentido falta de canções mais antigas. Não conheço a discografia dos Within Temptation mas sei que antigamente cantava uma mulher e um homem com voz gutural. Quando os vi há uns anos no Super Bock Super Rock terminaram o concerto com estas canções e foi um espectáculo bem mais interessante para mim.
Buraka Som Sistema
Tinham a enorme responsabilidade de fechar o "Palco Optimus" e quanto a mim fizeram-no muito bem.
Para ajudar à festa trouxeram vários convidados entre eles a Deize Tigrona e Pacman. Este último soube a pouco cantando apenas uma canção com os Buraka a "Dialectos de Ternura". Outros convidados foram a Congo Love e os Pupilos do "Kuduro que proporcionaram momentos de dança muito bons, principalmente os "Pupilos" que tiveram uma actuação curta mas bem interessante.
Uma das grandes surpresas para mim foi quando os "Buraka Som Sistema" misturaram o seu Kuduro com temas dos Daft Punk ("Around The World"), Prodigy ("Breath"), Chemical Brothers ("Suturate") e AC/DC ("Thunderstruck"). Esta última pode ser vista num vídeo que gravei.
Sebastian
Depois deste concerto decidimos dar um pulo ao "Metro On Stage" coisa que ainda não tínhamos feito neste dia. Pelas horas penso que quem estava a tocar era Sebastian.
Quando chegámos estava a tocar a "standing in The Way of Control" dos Gossip que fois eguida da "Boys & Girls" dos Blur, fantástico.
Aqui o cansaço começava a pedir para ir para casa e quando a música se virou mais para o techno eu já queria ir embora.
No entanto ainda saímos do recinto ao somd e Radiohead, Strokes e Rage Against The Machine, é caso para dizer "Grande Sebastian"!
Para terminar deixo-vos uma imagem do recinto no final dos concertos. Curiosamente este foi o dia que teve menos pessoas mas o mais sujinho.
segunda-feira, julho 14, 2008
Optimus Alive 10 de Julho 2008
No entanto houve alguns azares, nomeadamente o cancelamento dos "Cansei de Ser Sexy" e dos "Nouvelle Vague", mas não foi por isso que a festa murchou.
Vou colocar algumas das fotos e vídeos que tirei ao longo destes dias. Infelizmente a minha máquina não é muito boa e só consegue filmar um minuto de cada vez. Vou também aconselhar para quem estiver interessado a dar uma vista de olhos no Já Cheiro o Sámadhi que está carregado de fotos (vou até "roubar-lhe uma ou duas" que não cheguei a tirar) e vídeos do evento.
Depois de uma entrada muito lenta estávamos finalmente no recinto.
Para além dos concertos existiam outros interesses, nomeadamente uma exposição de Cartoon do "Guarda Ricardo" que falarei mais tarde quando escrever sobre o terceiro dia, uma tenda do Batman e o espectáculo "Optimus Oasis By The Do Lab".
Começando pela tenda do Batman, foi uma verdadeira desilusão. Não haviam produtos nenhuns à venda e apenas era possível concorrer aos bilhetes da ante-estreia através do bluetooth do telémovel, que eu não tenho.
Apenas ofereceram uma carta do Joker e para quem estava interessado podia ver trailers, previews e entrevistas dentro da tenda (não era o meu caso).
Mas nem tudo era aborrecido no que toca ao Batman, pois existia uma coisa chamada "Psycho Swing" que para quem andou parece ter sido bem divertido.
A ideia era dar impulso suficiente para conseguir dar uma volta de 360º.
Podem ver um vídeo que gravei com a Cube a andar. Para a próxima ela prometeu dar a volta completa.
O que eu acho mais piada neste vídeo é a música dos "Kalashnikov" como banda sonora.
Kalashnikov
Muitos palavrões, política e guitarra eléctrica serviram para entreter e anunciar que hoje era um dia para "guerrilheiros".
Optimus Oasis By The Do Lab
Além disto era o local onde os "Lucent Dossier Vaudeville Cirque" apresentavam o seu espectáculo.
Galactic
Sons Of Albion
Vampire Weekend
The National
Ainda tinham três bandas à sua frente por isso já sabia que não iam tocar muito tempo.
era interessante no entanto a ideia de os "The National" tocarem durante o "Por do sol", até Matt Berninger brincou com isso quando perguntou se o sol já se tinha posto.
Gostei do facto de terem alternando entre canções melódicas e energético. Adorei ver Padma Newsome sempre fantástico com qualquer instrumento em que pegava.
Excelente música mais a habitual simpatia de Matt Berninger que até agradeceu a carta que recebeu de um fã, fizeram deste um concerto a recordar. No entanto ficou claro que é uma banda que ganha muito mais em tocar num espaço mais intimista e não tanto neste espírito festivaleiro.
Gogol Bordello
The Hives
Além da sua grande música, Pelle Almqvist é um verdadeiro entertainer que juntamente com a sua banda porporcionou um excelente espectáculo de música, humor e até malabarismo.
Algures durante este concerto começaram os "Hercules And Love Affair". Apenas conheço uma música mas parece-me um projecto bem interessante, talvez numa outra oportunidade os possa ver. De qualquer das maneiras pelo que li o concerto não foi dos mais felizes, parece que Anthony fez muita falta.
Rage Against The Machine
O regresso dos "guerrilheiros" era sem dúvida um dos mais esperados. Muito provavelmente a razão porque o recinto estava tão cheio.
Os Rage continuam os mesmos e continuam a tocar muito mas mesmo muito bem.
Ver Tom Morello a dominar a sua guitarra foi qualquer coisa de fabuloso.
Foi o concerto onde me diverti mais, afinal de contas já são muitos anos a ouvi-los.
É verdade que foi curto, mas foi muito intenso, como se um furacão tivesse passado pelo recinto. A força dos Rage é muita e continua toda lá, espero que voltem e que voltem a lançar material original. Perdoem-me os fãs de Audioslave, mas Rage é Rage!
Ainda houve tempo para Zach De La Rocha homenagear José Saramago.
Não fiquei com nenhum vídeo de jeito deste concerto, mas há vários que podem ser encontrados no You Tube. No entanto deixo aquilo que foi possível filmar durante o furacão.
E assim terminou este primeiro dia do festival.
Foi mesmo muito bom e a companhia ainda o tornou melhor.