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segunda-feira, janeiro 11, 2016

A Hero For More Than One Day



Quem passou por este blog nos tempos em que era (mais) activo, de certeza que sabe o quanto David Bowie era amado nesta casa. Bowie foi um artista singular, com um percurso musical que sempre me atraiu, não só pela qualidade mas pela forma como o autor explorava diferentes caminhos, diferentes sonoridades. Ao longo dos anos Bowie mudava, reinventava-se, enfim, deslumbrava-nos.

Era um músico que não deixava ninguém indiferente e mesmo dentro dos fãs as preferências variavam consoante o estilo musical preferido por cada um. Posso ter uma preferência, como a maioria, pela fase dos anos 70 que conta com as pérolas "Hunky Dory", "Ziggy Stardust", Alladin Sane", "Diamond Dogs", "Low" ou "Heroes", mas continuo a adorar o que fez nos anos 80 e 90. O fantástico "Scary Monsters" (OK tecnicamente encerra os anos 70), "Let's Dance" ou aquela composição magnífica que é "Cat People" não deixam margem para dúvidas, os anos 80 também deixam uma enorme marca na carreira do autor. Os 90 abriram com "Black Tie White Nose" contam com o álbum que Bowie lançou quando comemorou os 50 anos, "Earthling", mas é no anterior "Outside" que está a pérola desta década, numa nova e diferente colaboração com Brian Eno. Uma pena que o projecto que "Outside" ambicionava ser nunca tenha voltado a ser trabalhado por esta dupla, agora nunca mais acontecerá, ficando apenas o desejo dos autores.

No século XXI Bowie continuou a marcar presença apesar de a dada altura ter estado 10 anos sem editar um álbum algo que contribuiu ainda mais para a enorme surpresa que foi "The Next Day", um álbum que nos traz de volta Bowie numa das suas melhores formas. Uma ode ao Rock de próprio autor e uma que não passou nada despercebida.

Agora chega-nos "Blackstar". Depois de um certo revivalismo do anterior, temos um álbum mais experimental que vai beber inspirações ao jazz e que faz Bowie regressar ao seu primeiro instrumento, o saxofone. Um ciclo que se completa, de certa forma. Porque afinal Bowie tem passado uns anos difíceis em termos de saúde, com um cancro terminal diagnosticado há alguns meses e contra o qual estava a lutar. Infelizmente há batalhas que estão condenadas desde o início, qual combate de boxe fraudulento. Bowie sabia-o e decide dar-nos esta prenda no fim. Confesso que apenas senti alegria com o lançamento de "Blackstar", sem nunca me passar pela cabeça que se tratasse do último álbum dele. Agora pede-se um novo ouvir, uma nova interpretação a este álbum mais negro e que já continha todas as pistas. Bowie despede-se como sempre viveu, encenando uma última peça desta enorme personagem que é David Bowie. Porque o autor também era actor, apaixonado por teatro, uma componente artística que sempre fez parte da sua carreira musical, nas várias personagens e cenários que ia criando ao longo da vida.

Um dos maiores cuja falta será muito sentida, como se tem bem visto com os vários testemunhos expostos ao longo do dia de hoje. Obrigado David Robert Jones, por toda esta maravilhosa odisseia que criaste com esse ícone que é e sempre será, David Bowie.

É impossível escolher apenas uma música ou álbum de Bowie, mas tendo em conta todo o planeamento do autor, neste momento o álbum a ouvir é "Blackstar", por isso deixo aqui o single.

quarta-feira, setembro 11, 2013

Arcade Fire - Reflektor



Em 2004 o mundo rendeu-se a "Funeral" o primeiro álbum da banda canadiana "Arcade Fire". O álbum foi considerado por vários críticos como o melhor desse ano. Além disso na lista dos melhores 500's de toda a História feita pela "Rolling Stone" encontra-se em #151 (uma lista que vale o que vale - nada - uma vez que não tem um único álbum dos Pink Floyd no top 40). Uma coisa era certa, não havia contestação que estávamos perante um dos projectos mais interessantes da actualidade.

A fama continuou a crescer e em 2007 a banda regressou com "Neon Bible". Quando a marca que um primeiro álbum deixa é tão grande, acredito que a relização do segundo tenha um nível de pressão assustador. Mantendo-se fiéis a eles próprios o sucessor de "Funeral" é um digno e que recebeu críticas positivas por todo o lado, mesmo não tendo sido elevado aos píncaros como o anterior. Nota-se também um amadurecimento da banda, um som mais coeso, a estrada faz sempre bem a um músico. Uma particularidade do álbum é que grande parte do mesmo foi gravado numa Igreja e a diferença em termos acústicos faz-se notar. "Neon Bible" pode não ser um álbum ao nível do seu anterior, mas também não tinha de o ser e surge como um álbum sólido e uma bela continuação.

Em 2010 chega "The Suburbs" e tirou quaisquer dúvidas que houvessem (não haviam) de que os Arcade Fire são uma banda para deixar o nome na História, além de um álbum ou dois. Tenho ideia que este terceiro projecto ainda recebeu melhores críticas que o anterior, elevando ainda mais o culto da banda. Foi na digressão deste álbum que vi o contagiante concerto que deram no Super Bockhttp://alternative-prison.blogspot.pt/2011/07/17-super-bock-super-rock-150711.html. Se em álbum a banda funciona, ao vivo não lhe fica atrás. A química entre banda e público é uma das que ainda mais recordo.

Agora este ano, a banda está de volta com "Reflektor". O single com o mesmo nome já circula por aí e é qualquer coisa de fantástico. Não só porque é um portento de canção, mas porque traz uns "Arcade Fire" bem distintos daqueles a que estamos habituados e aqui as influências de James Murphy na produção não passam despercebidas, os "Arcade" estão muito mais dançáceis. Isto poderá afastar alguns, mas eu gosto de uma banda que explora novas facetas que procura reinventar-se em vez de se remeter a um determinado estilo. "Funeral" existirá sempre para o admirarmos, bem como os restantes. Agora experimentos "Reflektor".

De salientar também a curta, mas marcante, participação de David Bowie na canção (ele que é um conhecido admirador da banda) e ao facto da realização do video estar a cargo de Anton Corbijn. Juntou-se aqui uma equipa de sonho e o resultado cumpre muito bem com as expectativas.

segunda-feira, maio 06, 2013

Pink Floyd + David Bowie


Não resisti e tive de trazer estes dois para casa. Um antigo e um recente. Porque não há banda melhor que Pink Floyd nem artista melhor que David Bowie.


O Vinil de Bowie além de ter uma estética belíssima, também traz o CD do álbum.




Já a edição de "Dark Side of the Moon" disponibiliza o dowload em mp3 do álbum e traz três posters e três autocolantes.




terça-feira, janeiro 08, 2013

David Bowie - Where Are We Now?



Após um longo silêncio (10 anos sem lançar um disco) o Camaleão está de regresso. Bowie comemora assim o seu 66º aniversário com o lançamento deste single. O álbum "The Next Day" está agendado para 12 de Março. Teremos digressão a passar por cá? (faço figas até com os dedos dos pés).

É um dos artistas cuja carreira mais admiro, com um percurso tão notável como heterogéneo (não fosse a sua alcunha camaleão). Muitos parabéns Sr. Bowie e seja bem aparecido, tivemos saudades suas.

domingo, janeiro 08, 2012

Parabéns Mr. Bowie



E é mesmo de dar os parabéns. Uma carreira com tantos anos e com uma adaptação aos tempos impressionante.
A carreia mais camaleónica da História.

Muito Obrigado

terça-feira, setembro 21, 2010

David Bowie - Warszawa


Como se escolhe o melhor álbum de David Bowie? como se escolhe o melhor dentro de um leque tão grande e diversificado de álbuns? Uma pergunta mais fácil de responder se estivessemos a falar de apenas um género musical, mas Bowie é apelidade de "Camaleão" por alguma razão. É sem dúvida um dos artistas cuja carreira mais admiro, mas voltando à questão, como se escolhe? A resposta é muito fácil: não se escolhe, porque não é preciso.

Agora ando em volta de "Low" de 77 um dos grandes álbuns que Bowie lançou nesta década, considerada, penso eu, pela maioria como tendo sido a melhor década dele. Não discordo mas também não esqueço as suas fantásticas peças dos 90 e sim eu também adoro os seus 80 (o Scary monsters já conta nos 80) mesmo sendo muitas vezes postos de lado.

Agora deixo-vos com "Warszawa" uma das melhores canções de "Low" que foi "esquecida" no best of, mas que nunca será esquecida por mim. Bowie fez de tudo e bem!

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Alguma vez dois dos vossos músicos preferidos se juntaram para tocar?
Alguns músicos que adoro já o fizeram. Uma dessas músicas é este "Bring Me The Disco King", uma canção de David Bowie, alterada por Danny Lohner com a participação de Maynard James Keenan e John Frusciante.
Já que não há uma música de Bowie e Tool, dois que estão no topo dos meus músicos favoritos escolhi partilhar esta música porque até agora é o mais próximo que tenho dessa união, pois para quem não sabe, Maynard James Keenan é o vocalista dos Tool e apesar de cantar pouco nesta versão, faz toda a diferença em relação ao original.
Assim gostava de partilhar esta canção com todos, perguntar-vos qual a música que une dois dos vossos músicos predilectos e por fim desejar-vos um Feliz Natal.


quinta-feira, novembro 22, 2007

Dois "Cachorros" e um "Cordeiro"

Reparei que esta semana foram parar ao mesmo tempo na minha aparelhagem dois "cachorros" e um "cordeiro" e ainda vão continuar por lá um bom tempo.
Deixo-vos então com uma pequena amostra de cada um, desejando a todos um bom fim de semana.


Tom Waits - Rain Dogs





David Bowie - Diamond Dogs





Genesis - The Lamb Lies Down On Broadway