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quinta-feira, janeiro 26, 2012
A Canção do Imigrante
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sexta-feira, novembro 05, 2010
The Social Network
Com isto não pretendo menosprezar o tema que tem muito valor, quero apenas salientar que Fincher conquistou tal reputação e admiração, que se quisesse filmar sobre a plantação de nabos o filme iria suscitar interesse na mesma.
Como todos sabem, esta é a história do nascimento daquela que é hoje em dia a rede social mais popular a nível mundial, o Facebook, seguindo o seu criador Mark Zuckerberg muito bem interpretado por Jesse Eisenberg que lhe providencia uma aura de “génio anti-social” nas medidas certas.
Saí do filme a questionar-me em que pé estaria a Humanidade se não existissem as mulheres. Sem contar obviamente com a questão biológica pois sem elas não havia humanidade e centrando-me apenas nas grandes invenções ou mesmo obras de arte criadas pelos homens. Será que existiriam, sem uma mulher para as incentivar? Não que a capacidade não esteja lá na mesma, mas sem uma mulher para as ver, porquê darmo-nos ao trabalho? O Facebook tal como muitas ideias acaba por nascer em parte, também, por causa de uma mulher, neste caso, da necessidade que Mark Zuckerberg tinha em vencer e impressioná-la. Aliado a isto está claro outra necessidade, a de que Zuckerberg tinha em ser aceite por clubes sociais e não falo dos digitais. Em Portugal a vida académica funciona de forma bastante diferente, mas graças aos filmes Americanos temos algumas ideias de como alguns destes clubes universitários funcionam.
Acho que o elenco também foi muito bem escolhido, já elogiei acima Eisenberg e de resto nunca me pareceu que alguém tenha destoado do seu papel. Andrew Garfield que descobri em “The Imaginarium of Dr. Parnassus” está muito bem no papel do melhor amigo de Zuckerber, Eduardo Saverin o co-criador do Facebook e que é peça fulcral na carga mais dramática do filme a sua relação com a de Zuckerber (e vai ser o novo Homem-Aranha, espectáculo). Armie Hammer também tem grande presença a interpretar os gémeos Cameron e Tyler Winklevoss. Já agora Tyler foi interpretado por Josh Pence do pescoço para baixo durante todo o filme, no entanto Armie Hammer por ser o mais parecido nas feições teve a sua cara a substituir a de Pence digitalmente. Por fim temos Justin Timberlake na pele de Sean Parker o criador do Napster. Vi-o recentemente em “Alpha Dog” e também gostei bastante da sua prestação além do mais há que adorar ver um músico como é Timberlake a gozar com a indústria musical neste filme.
Como é que o Facebook se tornou a rede social mais popular na Internet? Mais importante como é que ainda consegue manter esse estatuto? E como modificou a vida dos seus criadores e a de uma geração inteira? Não me alongando mais, fica a sugestão para irem conhecer a história do bilionário mais jovem do planeta e descobrirem as respostas ou o mais próximo que estaremos delas. Na minha opinião um dos grandes deste ano.
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sábado, junho 23, 2007
Zodiac
Um realizador por quem nutro forte admiração. Conquistou-me com Seven mas foi a Fight Club que me senti rendido, um dos melhores filmes dos anos 90 e um dos meus favoritos de sempre.
"Zodiac" é um grande regresso do realizador, depois de um tecnicamente fabuloso, mas pouco interessante em conteúdo "Panic Room", Fincher voltou em forma.
Não não é tão bom como o Fight Club, mas algum dia ele conseguirá superá-lo? Duvido (mas se por acaso acontecer não me importo e estou aqui para ver).
Mas já chega de comparações, afinal de contas Zodiac é um bom filme que vive por si só e não na sombra de outros.
O filme conta a história sobre a investigação do assassino em série Zodiac, que aterrorizou São Francisco na década de 60 e 70. O ponto forte do filme é a forma como esta investigação é retratada, sendo meticulosa, longa, mas mais do que isso, bastante real. Aqui não temos as constantes perseguições de carros, os valentes estalos no focinho ou mais recentemente uma célula epitelial encontrada numa escova de dentes.
O filme a princípio é bastante equilibrado alternando entre estas três personagens, mas terminando mais centralizado em Robert Graysmith, o que não deixa de ser uma supresa uma vez que o filme é baseado no seu livro. Independentemente disso ficamos sempre curiosos em saber como estão algumas das personagens, como é o caso de Paul Avery, que após sair do Jornal e entrar numa espiral de decadência, raramente volta a aparecer no filme.
Concluindo, este não é o tipo de filme em que tentamos adivinhar quem é o assassino, ou ficamos surpreendidos quando o seu nome é revelado no final, mas antes um filme onde podemos observar que entre encontrar o criminoso em questão e legalmente prendê-lo, existe uma grande diferença.
O filme não é perfeito, mas é muito bom na mesma e afinal de contas é sempre Fincher.
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