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quinta-feira, julho 30, 2015

Central Comics Fest 2015

Este ano vou estar, juntamente com o Rui Alex, a apresentar a "OhZona" no festival Central Comics Fest. A apresentação será neste sábado pelas 15 horas. Pela primeira vez, desde que o livro saiu vou finalmente reencontrar o Alex e fechar o leque de assinaturas do meu exemplar.


Mais sobre o festival e respectiva programação pode ser encontrado aqui.

sexta-feira, maio 23, 2014

X Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja


Regressa já no fim-de-semana de 31 de Maio/1 de Junho o Festival Internacional de BD de Beja, que se prolongará ao longo de duas semanas (termina a 15 de Junho). Como já é tradição é no fim-de-semana da inauguração que os convidados se irão encontrar e por isso mesmo estes são os dias mais movimentados.

O Paulo Monteiro e a sua equipa voltam a fazer-nos um dos convites mais apelativos do ano, relacionado com BD. Muita exposição, lançamentos, convidados e conversas, prometem tornar esta 10º edição memorável. Muitos parabéns a todos os envolvidos, por estes 10 anos de festa em torno da BD. Quanto aos convidados só para nomear alguns teremos David Lloyd, Laerte Coutinho, Tommi Musturi, Etienne Davodeau, José Smith Vargas, Tony Sandoval entre muitos outros.

Para conhecerem o programa espreitem a página do Facebook aqui.
Como há pessoas com muito mais aptidão para a divulgação sugiro uma vista ao blog do André Azevedo.

sexta-feira, março 14, 2014

MONSTRA 2014


A animação volta a ser rainha durante uma semana.

Continuo a achar que este é o festival que mais procura discutir outras expressões artísticas de forma a misturá-las com a linguagem da animação. Faz sentido se nos recordarmos que esta é uma arte que nasce do experimentalisto.

Mais sobre o festival aqui.

quarta-feira, julho 10, 2013

Central Comics-Con


O Hugo Jesus tem tido uma série de iniciativas ligadas à BD, sendo uma das mais conhecidas os prémios "Central Comics" que este ano comemoram a sua 11º edição. Desta vez Hugo Jesus associou a entrega dos prémios a um festival - não só - de BD e temos o "Central Comics-Con". É bom ver um regresso em força da BD ao Porto e desejo que estes regressos sejam para manter.

O festival irá decorrer já neste fim-de-semana no Hard Club. O programa e convidados podem ser consultados aqui. O poster é da autoria de Manuel Morgado.

sexta-feira, maio 24, 2013

IX Festival Internacional de BD de Beja


Está a chegar o "IX Festival Internacional de BD de Beja" um dos grandes momentos do ano no que toca a Banda Desenhada. O festival começa no fim-de-semana de 1 de Junho e irá prolongar-se até 16 de Junho. Como é tradicional, é no primeiro fim-de-semana que se reunem os artistas convidados. É uma data complicada, principalmente este ano que compete com o "Primavera Sound" é pena. Mas, como já fiz a minha paz com este festival ao qual vou faltar, Beja aqui vou eu.

Segue a programação, roubada descaradamente da net:



O PROGRAMA DAS FESTAS
DIA 1 DE JUNHO, SÁBADO, NA CASA DA CULTURA



ESPAÇO EXTERIOR DA CASA DA CULTURA
DAS 8H00 ÀS 20H00 - MERCADO LIVRE – FEIRA DE VELHARIAS E LIVROS USADOS (ASSOCIAÇÃO ARRUAÇA)
12H30 - ABERTURA DAS TASQUINHAS COM ALMOÇOS E PETISCOS
14H30 - ABERTURA DO FESTIVAL COM OS MOCINHOS EM CANTE (ESCOLA MÁRIO BEIRÃO)
ABERTURA DO MERCADO DO LIVRO
ABERTURA DAS EXPOSIÇÕES
LANÇAMENTO DO SPLAFT!, CATÁLOGO DO FESTIVAL
LANÇAMENTO DO FANZINE OURO FORMIGAS (BEDETECA DE BEJA), DE ANDRÉ FERREIRA – PRÉMIO GERALDES LINO

BEDETECA DE BEJA, 1º ANDAR, ALA ESQUERDA
DAS 15H15 ÀS 15H30 - LANÇAMENTO DO LIVRO VAMOS APRENDER (KINGPIN BOOKS), COM CARLOS ROCHA, AIDA TEIXEIRA E MÁRIO FREITAS
DAS 15H30 ÀS 15H45 - LANÇAMENTO DO LIVRO OUTROS MUNDOS, COM JOÃO RAZ
DAS 15H45 ÀS 16H00 - LANÇAMENTO DO LIVRO MAHOU. PERDIDOS NO TEMPO (ASA), COM HUGO TEIXEIRA, VIDAZINHA E MARIA JOSÉ PEREIRA
DAS 16H00 ÀS 16H15 - APRESENTAÇÃO DA REVISTA OS ESCUDOS DA LUSITÂNIA, COM JOÃO FIGUEIREDO, JOÃO AMARAL E JOÃO RAZ
DAS 16h15 ÀS 16H30 - APRESENTAÇÃO DO LIVRO O BAILE (KINGPIN BOOKS), COM JOANA AFONSO, NUNO DUARTE E MÁRIO FREITAS
DAS 16H30 ÀS 17H00 - DOIS DEDOS DE CONVERSA – SAMA COM JORGE MACHADO-DIAS
DAS 17h00 ÀS 17H15 - APRESENTAÇÃO DO LIVRO PSICOSE (EL PEP), COM JOÃO SEQUEIRA, MIGUEL COSTA FERREIRA E PEPEDELREY
DAS 17H15 ÀS 17H30 - APRESENTAÇÃO DO LIVRO SUPER PIG: ROLETA NIPÓNICA (KINGPIN BOOKS), COM OSVALDO MEDINA E MÁRIO FREITAS

CAFETARIA, R/C, ALA DIREITA
DAS 15H15 ÀS 15H45 - VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO DE JEAN-CLAUDE MÉZIÈRES COM O AUTOR (ENCONTRO NA CAFETARIA)
DAS 15H45 ÀS 16H15 - VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO DE SAMA, COM O PRÓPRIO AUTOR (ENCONTRO NA CAFETARIA)

ARCADAS EXTERIORES DA CASA DA CULTURA
SESSÃO DE AUTÓGRAFOS
DAS 17h30 ÀS 18H30 - COM ANDRÉ FERREIRA, ANDREIA RECHENA, DAVID CAMPOS, JEAN-CLAUDE MÉZIÈRES, JO BONITO, JOÃO RAZ, JOÃO SEQUEIRA E MIGUEL COSTA FERREIRA, JORGE GONZÁLEZ, MÁRIO FREITAS E OSVALDO MEDINA
DAS 18H30 ÀS 19H30 - COM CARLOS ROCHA E AIDA TEIXEIRA, HUGO TEIXEIRA E VIDAZINHA, ILAN MANOUACH E PEDRO MOURA, JOANA AFONSO E NUNO DUARTE, JOÃO AMARAL, PEDRO ZAMITH E SAMA

ESPAÇO EXTERIOR DA CASA DA CULTURA
20H00 - REABERTURA DAS TASQUINHAS COM JANTARES E PETISCOS
TORNEIOS DE MATRAQUILHOS
ATELIÊ LIVRE DE SERIGRAFIA

BEDETECA DE BEJA, 1º ANDAR, ALA ESQUERDA
21H00 - APRESENTAÇÃO DOS PRÉMIOS PROFISSIONAIS DE BANDA DESENHADA, POR ANDRÉ OLIVEIRA, MARIA JOSÉ PEREIRA, MÁRIO FREITAS E NUNO AMADO
DAS 21H30 ÀS 22H30 - DOIS DEDOS DE CONVERSA – JEAN-CLAUDE MÉZIÈRES COM PEDRO MOTA

ESPAÇO EXTERIOR DA CASA DA CULTURA
DAS 23H00 À 1H30 - CONCERTO AO AR LIVRE COM VIRGEM SUTA, TERRAZA E JIBÓIA – ENTRADA LIVRE
TASQUINHAS COM JANTARES E PETISCOS
TORNEIOS DE MATRAQUILHOS
ATELIÊ LIVRE DE SERIGRAFIA
* A PARTIR DA 1H30 SEGUE A FESTA NO ESPAÇO OS INFANTES

BEDETECA DE BEJA, 1º ANDAR, ALA ESQUERDA
DAS 2H00 ÀS 3H30 - EXIBIÇÃO DO FILME O QUINTO ELEMENTO, DE LUC BESSON, ANTECIDIDO PELA ESTREIA NACIONAL DA CURTA O NEGO, DE MARKO AJDARIC

ESPAÇO EXTERIOR DA CASA DA CULTURA
4H00 - CALDO VERDE PARA OS RESISTENTES

2 DE JUNHO, DOMINGO, NA CASA DA CULTURA

10H00 - REABERTURA DAS EXPOSIÇÕES E DO MERCADO DO LIVRO NA CASA DA CULTURA (PARA OS OUTROS NÚCLEOS EXPOSITIVOS CONSULTAR OS HORÁRIOS)
11H00 - VISITA GUIADA À CIDADE COM FLORIVAL BAIÔA MONTEIRO (ENCONTRO NO LARGO DO MUSEU REGIONAL DE BEJA)
ESPAÇO EXTERIOR DA CASA DA CULTURADIA
12H30 - ABERTURA DAS TASQUINHAS COM ALMOÇOS E PETISCOS

BEDETECA DE BEJA, 1º ANDAR, ALA ESQUERDA
DAS 14H30 ÀS 14H45 - APRESENTAÇÃO DO FANZINE OURO FORMIGAS, (COLEÇÃO TOUPEIRA N.º 7, BEDETECA DE BEJA), COM ANDRÉ FERREIRA – PRÉMIO GERALDES LINO
DAS 14H45 ÀS 15H00 - GIBITECA DE QUATRO BARRAS: UM ABRAÇO ATLÂNTICO, COM ENÉAS RIBEIRO CORREA
DAS 15H00 ÀS 15H30 - DOIS DEDOS DE CONVERSA – ILAN MANOUACH E PEDRO MOURA
DAS 15H30 ÀS 15H45 - APRESENTAÇÃO DO FANZINE EFEMÉRIDE N.º, COM GERALDES LINO
DAS 15H45 ÀS 16H00 - APRESENTAÇÃO DO LIVRO ZAKARELLA, COM JO BONITO E NUNO AMADO
DAS 16H00 ÀS 16H30 - DOIS DEDOS DE CONVERSA – PEDRO ZAMITH COM PEDRO MOURA
DAS 16H30 ÀS 16H45 - APRESENTAÇÃO DO LIVRO KASSUMAI (CHILI COM CARNE), COM DAVID CAMPOS E MARCOS FARRAJOTA
DAS 16H45 ÀS 17H15 - DOIS DEDOS DE CONVERSA – JORGE GONZÁLEZ COM ANA DE FREITAS
DAS 17H15 ÀS 17H45 - DOIS DEDOS DE CONVERSA – TÓ TRIPS COM NUNO ARAÚJO
DAS 17H45 ÀS 18H00 - APRESENTAÇÃO DO PROJECTO EDITORIAL PARADOXA, POR ANDRÉ PIMENTEL E RICARDO ROSADO
DAS 18H00 ÀS 18H15 - LANÇAMENTO DO FANZINE ESPAÇO MARGINAL (LAB – ACM), POR ANA VELHINHO

CAFETARIA, R/C, ALA DIREITA
DAS 14H30 ÀS 15H00 - VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO DE STAN LEE COM PEDRO MOTA (ENCONTRO NA CAFETARIA)

SOCIEDADE CAPRICHO BEJENSE
22H00 - NOITE DE TERTÚLIA NA SOCIEDADE CAPRICHO BEJENSE (CAFÉS E BAGAÇO)

FIM DAS FESTAS DO 1º FIM-DE-SEMANA2 DE JUNHO, DOMINGO, NA CASA DA CULTURA

sexta-feira, maio 10, 2013

LISBON FETISH WEEKEND 2013



O "Lisbon Fetish Weekend" está de regresso para a sua 2º edição a decorrer de 30 de Maio a 2 de Junho em Lisboa.. O festival é organizado pela  ConSenSual e apresentado como sendo de cariz artístico, cultural e científico dedicado ao universo fetichista e kink.


Para mais informações deixo o respectivo comunicado de imprenssa:

Ao lado de outras metrópoles europeias como Paris (Semaine Demonia), Berlim (German Fetish Ball), Barcelona (Barcelona Fetish Weekend) e Londres (London Fetish Weekend), Lisboa encontra-se já definida no roteiro da cena Fetichista internacional na sequência da primeira edição deste evento no ano passado. A adesão e sucesso do evento em 2012 levou a sua promotora ConSenSual a reeditá-lo dentro do mesmo espírito.

As principais actividades integradas no Lisbon Fetish Weekend 2013 compreendem:

I – COLÓQUIO: “BD[SM]: Um Mundo de Emoções”



Neste Colóquio pretendem abordar-se as emoções que o BDSM encerra e desperta, tendo em conta diferentes perspetivas, da psicologia às neurociências, da linguagem à comunicação, da arte à perceção exterior. Para tal, vão estar presentes académicos e profissionais de diferentes áreas do saber, incluindo a Psicologia, a Sexologia, as Ciências da Comunicação, o Jornalismo e as Artes Plásticas, que irão debater este tema de forma séria, sem preconceitos e tendo em conta o estado atual do conhecimento científico e social. Fábrica de Braço de Prata – 30 Maio/19h00.

II – MOSTRA LITERÁRIA

O Lisbon Fetish Weekend 2013 englobará uma Mostra Literária incluindo obras de ficção e de não ficção, desde as mais antigas às contemporâneas, dedicadas ao Fetichismo e ao BDSM. Fábrica de Braço de Prata – 30 Maio a 2 Junho.

III - II Edição do CONCURSO DE FOTOGRAFIA FETICHISTA

Na sequência da primeira edição em 2012, são convidados a concorrer com obras inéditas subordinadas aos temas Fetichismo, Erotismo e Kink, fotógrafos profissionais e amadores, bem como alunos das escolas de arte e de fotografia. Concurso aberto de 15 de Março a 15 de Maio de 2013 e regulamento disponível no site do evento.

IV – EXPOSIÇÃO DE ARTE

O Lisbon Fetish Weekend 2013 apresentará uma Exposição de Arte dedicada ao BDSM e Fetichismo incluída no Mês do Erotismo promovido pela Fábrica de Braço de Prata, a qual contará com a exposição dos premiados do Concurso de Fotografia Fetichista. Fábrica de Braço de Prata - 30 Maio a 29 Junho.

  V - CINEMA

No seguimento de Londres, Copenhaga, Örebro, Viena e Amesterdão, a screening tour do Fetisch Film Festival passará por Lisboa pela mão do Lisbon Fetish Weekend 2013. O evento será o anfitrião para o screening de 5 vencedores do Fetisch Film Festival 2012. Este certame é a mais conceituada atribuição anual de prémios a filmes com teor erótico-fetichista e BDSM e realiza-se em Kiel, na Alemanha. Fábrica Braço de Prata - 31 de Maio, 22h30.

VI - WORKSHOPS

O Lisbon Fetish Weekend 2013 abrirá espaço para dois workshops, um de Desenho (Live Kinky Drawing) e outro de Shibari/Kinbaku, erotizando a antiga arte japonesa de atar com cordas. O workshop de Desenho será lecionado por Telmo Alcobia, e versará sobre técnicas de desenho à vista de construções de shibari as quais serão feitas ao vivo para os alunos. Por sua vez, o workshop de Shibari/Kinbaku será leccionado por Riccardo Wildties (Kinbaku Luxuria) e versará sobre a prática desta arte de imobilização com cordas. Fábrica Braço de Prata - Live Kinky Drawing: 1 Junho, 14h às 18h; Shibari/Kinbaku: 2 Junho, 14h às 18h.

VII – PERFORMANCE de SHIBARI

O Lisbon Fetish Weekend 2013 tem a honra de apresentar uma performance de Shibari por Kinbaku LuXuria (Riccardo Wildties e Redsabbath). Os espectáculos da Kinbaku LuXuria são conhecidos pela sua intensidade e erotismo extremos, resultado de uma profunda e íntima ligação entre ambos.. Podemos antever uma experiência fascinante uma vez que Riccardo Wildties e Redsabbath são considerados dos melhores artistas de Shibari/Kinbaku a nível Europeu. Fábrica de Braço de Prata - 1 de Junho, 22h 30.

VIII – KINKY RENDEZ-VOUS (Play Party)

O lado festivo não deixará de estar presente neste certame e será num ambiente Fetish Glamour, aberto a qualquer pessoa, que o Lisbon Fetish Weekend 2013 apresentará uma festa temática.. Para se ser admitido, no entanto, os participantes deverão respeitar o rigoroso dress code, como é “norma” neste género festas. Fábrica Braço de Prata – 1 Junho, 24h00.

Sobre a ConSenSual

A ConSenSual, promotora do evento, é uma organização que tem por objetivo ajudar a desmistificar opções e estilos de vida alternativos ligados ao BDSM e Fetichismo. Um espaço educacional aberto a todos e que aborda e analisa temas conceptuais, de saúde e jurídicos. O site da promotora pode ser visitado em www.consensual.org.pt.

Mais informações disponíveis em: www.lisbonfetishweekend.com, no Facebook em www.facebook.com/LisbonFetishWeekend ou através do e-mail geral@consensual.org.pt



quinta-feira, maio 02, 2013

Anicomics - 11 e 12 de Maio


O Festival de BD Anicomics está de regresso e irá decorrer já no fim-de-semana de 11 e 12 de Maio.

Lançamentos, workshops, cosplay, exposições e muitos convidados, é o que se pode esperar deste festival que todos os anos tem crescido, afirmando-se cada vez mais como um dos melhores eventos de BD do país.

Para consultar o programa vejam a página oficial.

quinta-feira, abril 18, 2013

Moura BD 2013

 

O Festival Moura "BD" está de regresso, deixo aqui a mensagem retirada do site:

Está de regresso o Salão Internacional de Banda Desenhada de Moura, que terá a sua 18.ª edição entre 19 de Abril e 1 de Maio próximos. Tal como na edição anterior, o salão decorrerá em simultâneo com a Feira do Livro e vai distribuir vários núcleos pela cidade.

Desde logo o núcleo principal, em pleno centro da cidade, na Praça Sacadura Cabral, numa tenda gigante. Outros núcleos serão distribuidos pelo Espaço Inovinter e Cine-Teatro Caridade. O leque de autores homenageados engloba os portugueses Vassalo de Miranda e Zé Manel e o francês Hugues Barthe, que receberão os já tradicionais Troféus Balanito.

Quanto a exposições, para além das individuais dedicadas a cada um destes três autores, temos, para já garantidas as seguintes: “Eça de Queiróz na BD” e “Centenário de Willy Vandersteen” (ambas comissariadas por Luiz Beira), “Saramago em Caricaturas” (com trabalhos de autores portugueses e espanhóis), e a apresentação dos melhores trabalhos do 16.º Concurso de Banda Desenhada e do 14.º Concurso Escolar de BD (cujos regulamentos já estão disponíveis neste site – ver secção “Concursos”).

Quanto a edições, mantém-se a aposta nos Cadernos Moura BD, com um número dedicado a Vassalo de Miranda. Também a exposição de Zé Manel terá direito a catálogo numa produção da Humorgrafe/Osvaldo de Sousa.

Está, também, no ar a possibilidade de, durante o salão, as edições Polvo fazerem o lançamento de um álbum de Hugues Barthe, embora ainda não possamos confirmar esta notícia.

Mais informações serão aqui disponibilizadas nos próximos dias. 


O programa pode ser consultado nos blogs:

- Leituras de BD
- Leituras do Pedro

domingo, março 03, 2013

MONSTRA 2013


Este ano a MONSTRA regressa maior do que nunca com, não um, mas dois Países a serem homenageados. Falamos do Brasil e de Espanha, dois Países, que segundo Fernando Galrito, o director artístico do festival, estão em termos de animação “muitos mais ligados à sua etnologia e etnografia, do que outras cinematografias internacionais”.

Para saberem mais sobre o que este festival nos irá trazer cliquem aqui para ler o que escrevi na "Rua de Baixo" ou consultem o site oficial. Quero só salientar que este ano irão ser exibidos, no campo dos mais antigos: "Akira", "Who Frammed Roger Rabbit" e “Hotaru no Haka” (“Túmulo dos Pirilampos”).
 

quinta-feira, outubro 25, 2012

Amadora BD 2012


Está à porta mais um festival de BD na Amadora. Começa já este Sábado estendendo-se durante três semanas, por isso há mais do que tempo suficiente para lá dar um salto.

O cartaz é da autoria do excelente Paulo Monteiro que terá uma exposição dedicada ao "O Amor Infinito Que Te Tenho e Outras Palavras" vencedor do ano passado de melhor álbum nacional.

Além da página oficial vou deixar abaixo o link de alguns blogs que contêm muita informação sobre o festival, pois o site oficial tem muito pouca e a necessidade da sua existência, no estado em que está, é questionável.

Podem saber mais do festival em:

- Leituras de BD;
- BD no Sótão;
- Leituras do Pedro;

quinta-feira, outubro 11, 2012

BD ao Forte


“BD ao Forte” é o nome de um novo festival que tem por objectivo desenvolver várias actividades relacionadas com a Banda Desenhada. A organização está a cargo de André Oliveira e irá decorrer, em parceria com a Liga do Combatente e durante dois meses (de 13 de Outubro a 15 de Dezembro), no Forte do Bom Sucesso (Belém, Lisboa).

O projecto surge no âmbito da primeira edição da Trienal Movimento Desenho DESENHA’12, um evento partilhado por dezenas de instituições que se debruça sobre as mais variadas vertentes e abordagens do desenho em Portugal.

Do festival fazem parte vários workshops sobre os mais variados temas dentro da BD:

  • Masterclass: Análise Formal da BD, por Pedro Moura;
  • Masterclass: BD Experimental, por Pedro Moura;
  • Animação à Leitura, por Pedro Leitão; 
  • BD: do esboço à arte-final, por Fil;
  • Masterclass: A legendagem na BD – Um importante instrumento narrativo, por Mário Freitas;
  • Masterclass: Escrita para BD – linguagem e forma, por Mário Freitas. 
Estarão também presentes várias exposições: “Combatentes – As várias faces do soldado português”, que conta com 10 ilustrações de soldados nacionais; “Antes da BD – Os primeiros passos nas pranchas de 24 autores”, onde são apresentados um conjunto de esboços, layouts, apontamentos e ideias de vários artistas nacionais; exposição sobre a ilustradora Susana Resende, que consiste numa série de ensaios rápidos e expressivos.

Há ainda apresentações, lançamentos de projectos e uma feira de BD, que contará com a presença de alguns autores no decorrer das sessões de abertura e encerramento.

 Texto publicado na Rua de Baixo.

quinta-feira, julho 19, 2012

Alive 15-07-2012... ou o regresso dos RADIOHEAD

Os Radiohead são um dos primeiros nomes que me vêm à cabeça quando me perguntam quais as minhas bandas predilectas. São também uma das bandas que me acompanha há mais tempo, agora que penso melhor é mesmo A banda que me acompanha há mais tempo. Desde 97, ano em que saiu essa pérola que abanou os alicerces da música e que dá pelo nome de OK Computer.

Lembro-me perfeitamente do ano em que estiveram cá pela última vez e ainda me lembro melhor do facto de não ter ido ver. Nunca pensei que tantos anos se passassem até um regresso, mas a verdade é que foram 11. Quando soube que vinham não hesitei em comprar o bilhete. lMesmo sabendo que o cartaz do alive seria estupendo nos três dias, normalmente vale sempre a pena, acabei por comprar só para este dia, porque já tinha o "Primavera Sound" e "Bruce Springsteen".

Fiquei com a sensação que em termos de quantidade o dia de Radiohead foi o menos interessante, para mim, excepto por eles. Antes havia Refused, Stone Roses e depois The Cure e Tricky entre muitos outros.

Nunca antes senti tanto estar num festival por uma banda apenas. Atenção, claro que houve grandes concertos neste dia, mas o sentimento que pairava no ar com sabor a Radiohead era impossível de se conter.


Por falar em bons concertos, grande recepção ao público feita pelos Paus que abriram tão bem o palco principal. Já me tinham escapado no Super Bock, agora vi-os finalmente e gostei bastante. Depois foi a vez de Warpaint, no palco Heinken. Uma descoberta interessante, além de que há sempre qualquer coisa de sensual em ver uma mulher atrás da bateria.

Depois distribui-se o tempo entre reuniões de amigos, algumas canções da Márcia, no palco do meio (não sei o nome) e em tom de peregrinação começa-se a caminhar para o palco principal para ver Caribou e mais importante arranjar um bom lugar. Caribou pareceu-me uma escolha que resultaria melhor no final do concerto dos Radiohead do que no início, até porque não havia ninguém a seguir aos ingleses. Quanto ao canadiano provavelmente merecia mais atenção do que a que lhe dei, para mim foi um concerto morno no geral.


Por fim, é a vez de subir ao palco, aquela que é para muitos uma das bandas mais importantes dos últimos 20 anos. Os Radiohead são um marco, indiscutivelmente e é difícil superar as expectativas geradas por um mito como este. É que até os outros palcos pararam para se ouvir
Em relação à setlist, e porque essa ainda antes de ser revelada já tinha gerado muito conversa, era impossível conter todos os temas que queremos ouvir. Todos temos as nossas preferências e muitos de nós nunca tínhamos ouvido nenhuma canção, pessoalmente eu gostaria de ouvir algo de todos os álbuns, mas não contava com isso. "Pablo Honey" e "The Bends" estão muito distantes do caminho que a banda percorre e costumam ficar de fora, ia preparado para isso. Por isso quando Thom Yorke, após proferir que "10 anos é muito tempo", começa a tocar os acordes de "Street Spirit (Fade Out)" entrei em êxtase. Adoro a canção e foi uma maneira belíssima de fechar tudo o que tínhamos assistido.

De resto as escolhas foram bastante equilibradas entre "OK Computer" e "In Rainbows", tendo racaído maior atenção sobre "King of Limbs" afinal de contas é a sua digressão.

Grande concerto, com alguns momentos realmente mágicos, ainda me arrepia recordar a "Exit Music (For a Film) entre outras. Espero que não volte a passar mais uma década, porque isto vale mesmo muito a pena.

Em tom mais negativo, como o dia tinha esgotado é escusado dizer a enorme massa de pessoas que se encontrava no recinto. Ora durante o concerto os ecrãs não o passaram, o que terá feito com que muitos não tivessem visto nada. Ao invés as imagens projectadas foram as que passavam nos vários ecrãs atrás da banda que em em tons diferentes de cores iam mostrando partes individuais de todos os membros da banda (ver foto acima).

Depois vieram os The Kills às 1h50, no palco Heinken. Não podia ter sido mais cedo? Bem, foi grande concerto, ainda estava num comprimento de onda dos Radiohead, mas há que realçar o grande concerto deste duo. Que até podiam ter estado no palco principal, tamanha adesão. Entre uma paragem, em que alguém se sentiu mal e um momento mais emocional por parte da vocalista, foram várias canções que percorreram a noite sempre com um forte sabor a Rock n' Roll.

Depois pelas 3 vieram os Metronomy. Estava a gostar, mas não querendo arriscar sair ao mesmo tempo que todos e porque isto de ir trabalhar no dia seguinte desmotiva cada vez mais, não fiquei até ao final. Pensava que por esta altura seria DJ Set e estaria já em casa, mas o Alive trocou-me as voltas. Tinha planeado sair depois de Kills, mas a curiosidade, essa que matou o gato, é tramada.

terça-feira, junho 19, 2012

Primavera Sound - Terceiro Round


Hoje caiu a chuva para complicar a vida dos festivaleiros. Notou-se uma adesão mais tardia por parte de muitos. Talvez não só a chuva tenha contribuído para isso, Portugal jogava com a Alemanha também. Quanto a mim, fiz questão em pelo menos estar no recinto as 19h para ver os Spiritualized e assim foi.

Um pequeno aparte, sempre achei que o Domingo (quarto dia do festival) não ia correr bem, uma vez que os concertos seriam na casa da música e no Hard Club, ou seja, espaços pequenos para tantas pessoas com pulseiras. Quando cheguei ao recinto, perto das nove, e a chover consideravelmente, observo um fila gigante. Assumimos logo e correctamente que era para reservar bilhetes para a casa da música. Aparentemente este tipo de notícias ia sendo colocada no facebook, mas avisar no recinto, está quieto. Todas estas mudanças, tal como a passagem do concerto dos Tennis para o dia anterior foram feitas via web, algo que eu nunca consultei durante o festival e portanto estive sempre a léguas do que se passava. Disto isto, não fiquei na fila porque preferia estar a molhar-me enquanto via Spiritualized.

Apesar daquela sensação estranha de ter um pé quente e outro molhado (porque rasguei um ténis no festival e só reparei nisso quando choveu), o concerto desta banda ganhou alguma magia precisamente com a chuva e teve momentos de especial beleza. Tinha-os perdido num Alive, agora corrigido isso avanço contente e ansioso pelo concerto dos Death Cab For Cutie.

Vinha agora o maior buraco do festival, devido a problemas técnicos relacionados com o tempo (aparentemente o meteorológico e o cronológico também) os Death Cab for Cutie cancelam. Estava ansioso por os ver, eles que regressaram com um último álbum fantástico. Infelizmente tal não aconteceu e nem se percebeu muito bem qual a razão. O palco estava realmente encharcado, mas será que um atraso de uma hora foi suficiente para a banda zarpar dali para fora por questões de horário? As pessoas não ficaram convencidas. Ao menos conheci o Winnie the pooh, porque de resto foram cerca de 40 minutos de vida perdidos.


Vamos então a correr para I Break Horses até porque faltava conhecer o Palco ATP. Como eu, foram muitos e rapidamente a adesão ao concerto aumentou exponencialmente, algo que a vocalista agradeceu. Boa descoberta, gostei do concerto e das canções, que navegam pela electrónica, desta banda. A descobrir mais certamente.



Seguimos novamente para o Palco Club para ver The Weeknd, aconselhado por uma amiga. O início energético conquistou-me rapidamente. Diz quem conhece que as suas divagações pelo R&B em álbum resultam melhor do que ao vivo. Não tendo termo de comparação posso apenas dizer que foi um concerto bem divertido.


O fim aproxima-se e é a vez dos Kings of Convenience tocarem. Surgem em palco apenas os dois membros com guitarras. Início bonito, mas arriscado em festival, algo que se faz notar bem quando os Dirty Three começam a tocar noutro palco e cujo som chega até este concerto. Erlend Øye faz referência a isso com algumas piadas, mas eventualmente chega a dizer que não se está a conseguir concentrar para a próxima canção. Depois do cancelamento dos Death Cab, começo a ver isto correr mal, felizmente Eirik Glambek Bøe deu a volta a isso e o concerto continuou. Mesmo não tendo as melhores condições o concerto prossegue muito bem, são dois grandes músicos e isso faz-se notar. A meio surgem mais músicos e como diz Erlend Øye, agora já são uma banda rock. No final até temos direito a uma visita do violinista dos The Afghan Whigs para adicionar violino a uma das últimas canções (I'd rather dance with you).  Erlend Øye a dada altura ainda questiona a plateia do porquê de gostarmos tanto desta banda, respondendo que talvez como os noruegueses, nós também ficamos contentes quando estamos tristes.


No outro palco vão começar os Saint Etienne com a sua pop electrónica. Um concerto de espera para muitos, pelo menos para mim, mas que no espírito certo até foi divertido.  A dada altura ainda se vai espreitar os Washed Out no Palco Club, as despedidas começam a ser feitas pois às 2:00 é hora de The XX e depois acabou.

Rapidamente depois do concerto dos XX começar alguém menciona o quanto eles cresceram em dois anos. É a primeira vez que os vejo (finalmente) e a banda não desilude. Boa coordenação, boa apresentação e acima de tudo boa música. Algumas das novas canções foram reveladas, ficou a sensação de quase todas serem no mesmo comprimento de onda que o álbum de estreia, algo a esperar para confirmar em Setembro. Algo que se fez logo notar, foram também os novos arranjos que a banda fez a algumas canções. No final fica a boa sensação de termos assistido a um grande concerto.




Nota: Fotos da autoria de Cube.

segunda-feira, junho 18, 2012

Primavera Sound - Segundo Round

Agora sim, começam as dificuldades no festival. Com os quatro palcos em funcionamento e concertos a funcionarem ao mesmo tempo é absolutamente impossível de assistir a tudo. Não vai custar assim tanto porque não conheço metade das bandas a tocar, porém, algo que também gosto muito e penso fazer parte do objectivo de festivais é a oportunidade de conhecer novos projectos.


Infelizmente não chego a tempo de ver Linda Martini, projecto pelo qual nutro grande gosto. Menos mal que são portugueses e a oportunidade de os ver é maior. Mas, já os vi pelo menos duas vezes e vale sempre a pena. Sigo então para o Palco Club, um dos que ainda não conhecia, para ver os Other Lies. Este é o palco mais pequeno, coberto em cima e com chão de cimento. Oriundos de Oklahoma, tocam um indie rock bastante agradável por vezes a fazer lembrar uns Fleet Foxes.


Em seguida, voltamos aos palcos conhecidos para assistir aos Yo La tengo. Li algures que a primeira canção teve a participação do vocalista dos Flaming Lips, mas não a apanhei, com muita pena minha. Mesmo que o meu conhecimento da banda seja fraco, os Yo La Tengo são um nome de referência no panorama indie e por isso era um concerto que não queria perder. Gostei particularmente dos momentos onde a distorção foi rainha e senhora com um Ira Kaplan em grande destaque.

Agora viria um dos concertos do dia para mim, o grande senhor Rufus Wainwright. O músico entra em palco a cantar à capela. Que magnífico início, Wainwright é possuidor de uma uma voz maravilhosa e que só por si é mais do que suficiente de nos emocionar a todos. Por entre várias canções, Rufus Wainwright esteve sempre muito empático com o público e gostei particularmente quando mencionou que gostaria de conhecer a língua portuguesa para assim poder ler os nossos autores. Qual bandeira em cima das costas qual quê, isto sim é de valor. Prestes a sair ainda volta atrás dizendo que "vocês merecem mais uma" e para despedida brinda-nos com a sua cover de Coen da hallelujah.


É altura de ir para o outro palco, os Flaming Lips vão começar a qualquer instante. Banda mítica do pop/rock, que marcou indubitavelmente o género. O concerto dos Flaming Lips é uma festa de cores e diversão. Explosões de confetis, balões, Wayne Coyne dentro de uma bola de plástico a mover-se por cima do público e muito mais, este foi sem dúvida o concertos mais "teatral" de todos. Tudo sempre com uma banda sonora a rigor, canções a esta banda não faltam. Diz quem já os viu que eles andam há alguns anos a reproduzir o mesmo concerto, mas, para quem como eu nunca os tinha visto, ficou  certamente mais que satisfeito e deslumbrado. Over the top ou não, um dos vencedores da noite para mim. de destacar o público que esteve ao rubro e isso fez-se sentir muito bem na própria banda.


Depois de um concerto daqueles qualquer um que viesse a seguir teria um trabalho complicado. Seguiram-se os Wilco, num concerto mais contido mas muito profissional e onde a música (que é o mais importante) esteve sempre muito bem apresentada. Pelo meio o concerto perdeu algum do seu impacto tornando-se mais morno, pelo menos para mim que pouco conheço dos seus trabalho, pois pelo que percebi os fãs estavam mais que satisfeitos pelo final.

É tempo de regressar ao Palco Club para ver os Beach House. Aconteceu o que se previa a lembrar os Gossip no Alive, ou seja, a tenda onde os Beach House tocaram provou-se pequena para a grande adesão de fãs. Ainda assim o espaço era talvez o melhor para a banda tocar e o concerto foi maravilhoso e rapidamente escalou para o topo dos meus favoritos. O som, a voz bizarra de Victoria Legrand, tudo estava no seu lugar certo. Depois ao sair quase que dava para levantar os pés do chão e ser carregado na mesma, tamanha era a multidão a descolar-se para (penso eu) ir ver os M83.

O concerto dos M83 foi daqueles que mais passou a correr. No fim parece que estamos ali há meia-hora quando no fundo passou o dobro do tempo. Esta sensação agridoce acaba por ser o maior elogio que posso fazer ao projecto de Anthony Gonzalez. É que até conseguiram fazer desaparecer qualquer cansaço que se sentia. Soube a pouco, mas soube muito bem.



Nota: Fotos da autoria de Cube.

sábado, junho 16, 2012

Primavera Sound - Primeiro Round

 

O tão aguardado festival Primavera Sound tinha chegado finalmente. Houve percalços pelo caminho sendo os dois maiores, o cancelamento de Bjork e Explosions in the Sky. Nada que nos faça duvidar da compra, o cartaz deste festival era demasiado prolífico para isso. Porém, quando à entrada do recinto nos dão um papel a anunciar um concerto de Bjork em Santiago de Compostela no dia 20 de junho (ou próximo) há um certo sentimento de raiva reprimida que começa a subir à tona. Para piorar descobrimos logo a seguir que a entrada de comida é proibida. A malta paga bilhete, vem de fora do Porto, alguns ainda pagam estadia e agora querem obrigar a comprar comida lá dentro. Felizmente, no meu caso, tive 90% de sorte e 10% de perspicácia nesse aspecto, mas tenho de manifestar o meu desagrado, até porque houve comida a ir para o lixo. No terceiro dia, pelo menos, já se podia guardar no bengaleiro e recolher à saída, menos mal.

Começo pelos pontos negativos logo para despachar, pois não fiquem a pensar que não apreciei esta pequena aventura musical. Foram três dias fantásticos e que colocam o Primavera como um dos festivais mais interessantes da actualidade no nosso país. A começar pelo espaço, os jardins do parque da cidade. Que belíssima escolha, a relva, as inclinações que nos deixaram ver muitos concertos ou em pé ou sentados, ou até mesmo deitados. Neste aspecto a organização acertou em cheio.

Neste primeiro dia, o mais calmo, só dois dos quatro palcos estavam a funcionar. Dois palcos lado a lado que funcionavam alternadamente, hoje era pacífico pois dava para assistir a todos os concertos. E assim foi, salvo a excepção dos primeiros, os portugueses StopEstra! que se auto intitulam como a maior banda o mundo. Quando chegámos já estavam a concluir o seu concerto e realmente o palco parecia estar cheio de pessoas.

Segue-se o concerto de Bigott. Uma banda que me era desconhecida e já aqui do nosso país vizinho. Concerto vitorioso para os Bigott que nos receberam tão bem no festival. Um misto de várias sonoridades e um vocalista, Borja Laud, que nunca passou despercebido ou indiferente a quem chegava ao recinto. No final ficámos todos a entoar o hino "Cannibal Dinner", canto esse que se prolongou por todos os dias (e cá em casa ainda continua). Uma banda a conhecer melhor.

 

De seguida, dirigimos-nos para o outro palco para assistir a Atlas Sound outro projecto novo para mim, mas do qual ouvi falar muito bem. Para minha surpresa a banda consiste apenas numa pessoa, Bradford Cox. Sozinho com a sua viola leva-nos a pensar que Cox ganharia muito mais numa Aula Magna, ainda assim correu bastante bem, havia muitos interessados e a adesão foi boa. O recinto começava agora a ficar mais composto.

Yann Tiersen era para mim um dos nomes mais aguardados do dia e, felizmente, não desiludiu. Pelo menos não a mim, pois fiquei com a sensação que houve alguma pelo recinto, talvez porque esperassem ver um Tiersen mais "Amélie Poulain" coisa que já se sabia que não iria acontecer. O francês dedicou-se mais ao seu último trabalho, onde deambula pela electrónica, e arrepiou a plateia no seu solo de violino possivelmente o ponto alto do concerto.



Fiquei com a sensação que The Drums era das bandas mais aguardadas do dia. É uma banda nova e penso que isso se notou no palco. Não foi um mau concerto, mas muito longe de memorável. Faltam quilómetros aos rapazes de Brooklyn, certamente daqui a uns anos quando voltarem, estarão melhores.

Agora é a vez dos velhos dizem alguns. É verdade Suede já teve o seu tempo, mas caramba se são bons, por alguma razão ainda hoje são recordados. Eu adoro a banda que na sua altura surgiu com uma sonoridade bem distinta. Brett Andersen continua em forma e juntamente com a banda deram um espectáculo que para os fãs foi muito bom. Foi talvez o meu concerto preferido da noite, afinal de contas era das bandas que conhecia melhor e mais apreciava. Foi também o único concerto, salvo erro, que contou com encore. Nem estava à espera, não me pareceu que o público estivesse ao rubro, mas eu fiquei bem agradecido, não queria ir para casa sem ouvir a "Beautiful Ones".

Os substitutos de Explosions in the Sky foram os Mercury Rev. Lembro-me de ter ouvido qualquer coisa deles há uns valentes anos, mas nunca cheguei a explorar. Vi o concerto de longe e fiquei com boa impressão. Nalgumas que reconheci ainda fui lá para a frente ( se calhar só numa agora que penso melhor).

Para terminar a noite, The Rapture. Dos melhores da noite, grandes canções rock, muito bem tocadas. Sem artifícios foi um concerto de puro rock e nisso a banda não desiludiu. No final ficou um sabor amargo porque contava que os últimos a tocar, o fariam por mais que uma hora. Mas estava enganado, de uma forma geral os concertos eram de uma hora apenas, inclusive as bandas que terminavam a noite. Se nesse dia estranhei não terem feito um encore, isso acabaria por mudar, afinal nenhuma das bandas que encerrou os fez também.



Nota: Fotos por Cube

quarta-feira, maio 23, 2012

Festival Internacional de BD de Beja (2012)

O tempo voa e é já neste fim-de-semana que tem início mais um FIBDB. Porque a equipa de Beja está sempre de Parabéns, a todos os amantes de BD esta é uma paragem obrigatória. Para mais informações cliquem aqui .

quinta-feira, março 29, 2012

MONSTRA 2012

Mais uma edição deste festival de animação que passou. Ficam as memórias, para o ano há mais.
Para ler alguns apontamentos continuar aqui.

terça-feira, março 13, 2012

MONSTRA 2012


A Monstra está de regresso.

Para mais informações deixo o link para o texto que escrevi na Rua de Baixo, aqui.
E para mais detalhe consultem o programa aqui.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

MAB - Cartaz e Autores Convidados


Aqui fica a lista de autores presentes no festival (surgiram alterações de última hora):

Autores Alemães
Anke Feuchtenberger
Ulf K
Kai Pfeiffer
Lars Henkel

Autores Belgas
Dominique Goblet
Olivier Deprez
Denis Deprez

Autores Ingleses:
David Hine
Melinda gebbie

Autores Italianos:
Fabio Civitelli

Autores Portugueses:
Regina Pessoa
Pedro Serrazina
Filipe Abranches
Filipe Melo
Ricardo Cabral
João Mascarenhas
Rui Sena
Derradé e Geral
Hugo Teixeira


Por fim o cartaz aqui colocado é o oficial e definitivo do MAB.
Resta também esperar pelos horários e distribuição dos autores.