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quarta-feira, setembro 25, 2013
The Legend of Luther Strode
No mês passado chegou-me finalmente a conclusão de "The Legend of Luther Strode" e com ela a confirmação de que foi uma desilusão em relação ao primeiro arco, "The Strange Talent of Luther Strode".
A mistura entre o registo super-herói (mais anti-herói neste caso) e o estilo gore funcionou bem da primeira vez e trouxe-nos uma personagem que, apesar dos lugares comuns, se destacava trazendo alguma diversão nova e distinta a um género tão explorado. Neste segundo arco intitulado "The Legend of Luther Strode" achei interessante a forma como iniciaram a história e da qual já havia falado aqui, ou seja, não se começou por seguir a personagem directamente dando-nos o seu ponto de vista. Ela apenas surgia ocasionalmente para nos mostrar uma imagem de alguém perdido nas sombras.
Como este número prometia, "The Legend of Luther Strode", trouxe doses massivas e sanguinárias de desmembramentos e mortes. O problema é que só trouxe isso. No anterior ainda houve espaço para criarmos alguma empatia por outras personagens, que mesmo não tendo sido assim tão grande, nos fez sentir algo quando estavam em perigo. Falo da sua mãe, de Pete e claro de Petra. Ora aqui não se criam laços, não há espaço para tal, sinceramente, nem há personagens para isso. Petra que anteriormente surgiu como a personagem mais interessante, aqui vai perdendo encanto a cada número que passa.
De salientar, porém, um convidado de honra, afinal de contas não é todos os dias que se vê o Jack The Ripper em acção. Mesmo assim foi só mesmo isso que vimos, acção e mais acção. E isso só por si aborrece.
Tradd Moore continua seguro no desenho e para quem gostou do que foi feito anteriormente irá continuar satisfeito aqui, é uma fartura de pancadaria. Também nas cores se mantém Felipe Sobreiro que com o leque de cores claras que usa dá um tom mais leve a toda esta violência. Gosto das cores de Sobreiro, acho que tem aqui um bom trabalho, mas também seria curioso ver a utilização de cores mais escuras, nomeadamente no sangue, que mudariam bastante o tom desta BD, tornando-a imensamente mais negra e terrorífica. Mas percebe-se a escolha pela via mais clara e não faria sentido mudá-lo nesta altura. Disse isto apenas por uma mera curiosidade, como referi gosto do que Sobreiro fez aqui.
Quanto às capas saliento neste post a minha favorita, que fala por si (é o Jack). Optei por colocá-la sem os títulos para se apreciar melhor o desenho. Imagem retirada do blog de Tradd Moore.
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