O Incal I: O Incal Negro
O Incal II: O Incal Luz
O Incal III: O Que Está Em Baixo
O Incal IV: O Que Está Em Cima
O Incal V: A Quinta Essência 1º Parte
[Comentário com SPOILERS]
O Incal precisa da energia emanada por todos os humanos quando estiverem em sono teta. Perto do final estava tudo pronto, não fosse o facto de existirem mais 78 biliões de humanos que não se estavam a contar. Como é isso possível?
Lembram-se quando Difool fecundou a rainha Berg? Pois bem o povo Berg é um povo bizarro. Como disse nessa altura os Berg organizam um torneio entre os vários povos que existem na galáxia. O vencedor terá a honra de fecundar a rainha. O que não sabíamos era que os biliões de filhos que vão nascer serão a cara chapada do pai, por isso a cada fecundação os Berg mudam de aparência.
Já estão, portanto, a ver que quando Difool e Deepo chegam ao planeta deparam-se para sua supresa com 78 biliões de John's Difool. O pior é que o odeiam.
Desde que partiu o coração à rainha que o seu ódio "manchou" os seus filhos. Aquela que prometia ser a idade de ouro para os Berg tem sido mais a idade do latão.
Mas, Deepo que apesar de ser uma gaivota é das personagens mais perspicazes, salva o dia, o pénis de Difool (iam capá-lo) e o Universo tudo de uma só ve, ao perceber que a fixação que a rainha tinha nunca havia sido por Difool mas antes pelo Incal (que na altura do coito estava dentro de Difool). Perdoando-o e passando a amar os seus rebentos parece que a idade de ouro sempre se vai cumprir.
Com todos a aderirem ao sono teta e com a equipa original a assumir as mesmas posições dentro do Incal o combate que estava destinando entre o Incal e a Treva começa.
Infelizmente, o Metabarão, Solune, Deepo, enfim todos acabam por ter de dar a vida para o incal conseguir vencer. Todos menos Difool que se recusou para mais tarde descobrir que se trata da testemunha eterna.
Este combate com a treva é uma das viagens mais alucinantes da histórias. Todos são obrigados a combater contra os seus pesadelos e no final, quando o Incal emerge vencedor encontramos, ORH, a luz antiga, o criador do Espaço e do tempo, pai do Incal. A cena em que a sua face surge ocupando toda a página é absolutamente maravilhosa.
O universo está salvo, uma nova era prestes a começar... mas Difool é projectado para longe com uma mensagem a de recordar e assim sem mais nem menos voltamos ao início quando Difool era perseguido e caía para o lago dos suicídas. Um livro tão alucinante como este nunca poderia ter um final calmo e pacífico.
Como deu para perceber é também uma saga com uma forte componente Deus Ex-Maquina, assim do nada o Incal surge sempre com um plano mirabolante para todos se safarem.
Esta história chega assim ao fim e como eu adoro finais deste género que mexem com as linhas temporais.
Diz quem leu que o "Incal Final" tem continuação a partir desta cena final. Caramba mal posso esperar para lhe pôr a vista em cima.