"12 Angry Men" é um daqueles filmes que mal o terminamos de ver, apetece-nos imediatamente ir a correr até à nossa lista de filmes favoritos, para o adicionar à mesma.
Trata-se de uma obra impressionante que decorre quase exclusivamente numa sala com 12 pessoas. Os 12 em questão encontram-se a discutir um caso de homicídio e têm a árdua tarefa de dar a liberdade ou a "cadeira" (não há outra opção aqui) ao réu.
O caso parece de resolução bastante simples ou não entrassem na sala os jurados a falarem como se já estivesse tudo decidido. Todos, excepto um, aquele que é interpretado por um carismático Henry Fonda (excelente prestação) e o primeiro a mostrar-se hesitante em tomar uma decisão de vida ou morte em tão poucos segundos.
O que parecia algo simples, desenvolve-se num pormenorizado estudo criminal, onde as personalidades dos jurados se vão revelando ao longo do tempo. Os ânimos tornam-se por vezes demasiado acesos e aqui o excessivo calor não ajudou, um calor sempre bem presente e vincado ao longo do filme.
A decisão do júri no tribunal americano, não é tão abordada na ficção como os célebres duelos entre os advogados durante um julgamento, por isso "12 Angry Men" é também uma proposta fora do comum, e que nos mostra esse outro lado de uma forma exemplar. É também um daqueles casos em que com tão pouco se faz tanto.
Aquele final - de certa forma uma intervenção - fecham esta história de forma sublime. Todo aquele entregar final de Lee J. Cobb é a conclusão derradeira para um dos melhores dramas que vi. Com argumento de Reginald Rose é mais uma pérola realizada por Sidney Lumet.