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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
segunda-feira, 15 de junho de 2015
dizia-me sempre, "gosto tanto de ti, Ana"...
As "selfies" dos anos 60 , ou como sobras de fotografias a tirar para o BI ou para qualquer outro documento, ou porque fazia parte do ritual fazer uma foto por ano, em que havia uma foto postal acoplada com meia dúzia de fotografias podiam eternizar, ou não, uma amizade. Um luxo.
O que restava, oferecíamos à família ou aos amigos do coração.
Não éramos "oferecidas/os", como o somos hoje, quem o é, nas redes sociais ou no nosso pudico "voyeurismo"".. .
Isto vem a propósito de um dia triste que me vai fazer ir até Lisboa à Igreja de S. João de Deus.
A Gigi deixou-nos esta noite.
A Gi, era uma grande amiga de infância e pré adolescência que partiu da Figueira da Foz aos 14 anos para continuar a sua vida em Lisboa. Até ontem.
Estivemos anos sem nos vermos, anos que não me lembrei dela, a não ser quando mexia na caixinha das fotografias do tempo de liceu, que nos oferecíamos com promessas de amizade eterna ou que jamais o nosso nome entrasse nas trevas do esquecimento , ou quando passava à porta da casa onde viveu.
Há uns 4 ou 5 anos, por um acaso, numa inauguração de uma exposição, uma mulher bonita de olhos verdes aproximou-se de mim, e perguntou se eu não era a Ana ... . Afirmei-me como tal, mas não a reconheci logo, a não ser quando os seus olhos e o olhar fizeram luz na minha "treva".
Agarramo-nos uma outra, chorámos, rimos, tendo por momentos a assistência colado os olhos em nós a observar a grande obra de arte , que é o reencontro da AMIZADE.
Mas... no meio disto tudo, e o que mais impressão me causou, é que eu não sabia que tinha sido tão importante na vida da Gi no período em que nos estimamos, desabafamos, entre lágrimas, muitas vezes, ou em gargalhadas muito vivas, que também as sabia dar. Confissão espontânea.
Encontramo-nos algumas vezes em Alvalade em longas horas de conversa e de pôr as nossas vidas em dia.
Adoeceu. Refugiou-se um pouco. Esperei que me chamasse.
Tardou. Falamos por SMS dia 18 de Maio dia dos seus anos.
Procurei-a na sexta -feira . Internada. Iria visitá-la hoje.
Ás 9 00h o telefone tocou , com o seu marido Jorge a dizer-me que a visita teria que ser num outro local se eu o desejasse.
E, aí vou eu. Contrariada. Não era este espaço que eu desejava...
Só um apontamento. A Gigi e o marido Jorge eram melómanos." Mahlerianos" confessos e praticantes. Por isso aqui fica algo mais em sua homenagem e com a certeza de que o seu nome , carinho e olhos não entrarão" nas trevas do esquecimento".
O que restava, oferecíamos à família ou aos amigos do coração.
Não éramos "oferecidas/os", como o somos hoje, quem o é, nas redes sociais ou no nosso pudico "voyeurismo"".. .
Isto vem a propósito de um dia triste que me vai fazer ir até Lisboa à Igreja de S. João de Deus.
A Gigi deixou-nos esta noite.
A Gi, era uma grande amiga de infância e pré adolescência que partiu da Figueira da Foz aos 14 anos para continuar a sua vida em Lisboa. Até ontem.
Estivemos anos sem nos vermos, anos que não me lembrei dela, a não ser quando mexia na caixinha das fotografias do tempo de liceu, que nos oferecíamos com promessas de amizade eterna ou que jamais o nosso nome entrasse nas trevas do esquecimento , ou quando passava à porta da casa onde viveu.
Há uns 4 ou 5 anos, por um acaso, numa inauguração de uma exposição, uma mulher bonita de olhos verdes aproximou-se de mim, e perguntou se eu não era a Ana ... . Afirmei-me como tal, mas não a reconheci logo, a não ser quando os seus olhos e o olhar fizeram luz na minha "treva".
Agarramo-nos uma outra, chorámos, rimos, tendo por momentos a assistência colado os olhos em nós a observar a grande obra de arte , que é o reencontro da AMIZADE.
Mas... no meio disto tudo, e o que mais impressão me causou, é que eu não sabia que tinha sido tão importante na vida da Gi no período em que nos estimamos, desabafamos, entre lágrimas, muitas vezes, ou em gargalhadas muito vivas, que também as sabia dar. Confissão espontânea.
Encontramo-nos algumas vezes em Alvalade em longas horas de conversa e de pôr as nossas vidas em dia.
Adoeceu. Refugiou-se um pouco. Esperei que me chamasse.
Tardou. Falamos por SMS dia 18 de Maio dia dos seus anos.
Procurei-a na sexta -feira . Internada. Iria visitá-la hoje.
Ás 9 00h o telefone tocou , com o seu marido Jorge a dizer-me que a visita teria que ser num outro local se eu o desejasse.
E, aí vou eu. Contrariada. Não era este espaço que eu desejava...
domingo, 16 de março de 2014
Leituras breves e soalheiras..., porque o dia é disso mesmo
Amigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
Fotografias do Parque Termal das Caldas da Rainha : Bem degradadinho está, o edifício, claro.
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
Fotografias do Parque Termal das Caldas da Rainha : Bem degradadinho está, o edifício, claro.
sábado, 5 de janeiro de 2013
Bom fim de semana...
Amo devagar os amigos que são tristes
com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem
e estão sentados,
fechando os olhos,
com os livros atrás a arder
para toda a eternidade.
Herberto Helder
Pintura de Ronaldo Mendes, Pintor naif de Minas Gerais
sábado, 9 de junho de 2012
Bom fim de semana.... fiquem com a poesia de Joaquim Namorado
E, ontem, ao falar de tertúlia na Brasileira, em Coimbra, um dos provocadores nato, era o meu querido E SAUDOSO amigo Joaquim Namorado.
A mulher de Joaquim, cujo nome me passou de memória neste momento, era uma doce senhora e plena de paciência....
FÁBULA
... e o povo lamentava
que não fizesse o mesmo com as batatas.
De Joaquim Namorado, in INCOMODIDADE , 1947
Viviamos as nossas vidas entre Coimbra e Figueira. Nesta última, ele assentava arraiais para ganhar a vida com as explicações de Matemática a alunos que faziam exame de admissão à faculdade, em Setembro e passavam as férias na Figueira. Aqui, nos intervalos vivíamos momentos de conspiração, comiamos, bebíamos e conversávamos muittttttttoooo.....
Eu era uma adolescente e por perto dele me fiz uma mulher.A mulher de Joaquim, cujo nome me passou de memória neste momento, era uma doce senhora e plena de paciência....
FÁBULA
No tempo em que os animais falavam.
Liberdade!
Igualdade!
Fraternidade!
MILAGRE
Onde o santo punha o pé nasciam rosas
... e o povo lamentava
que não fizesse o mesmo com as batatas.
De Joaquim Namorado, in INCOMODIDADE , 1947
"Joaquim Namorado", óleo de Mário Dionísio, 1952
sábado, 2 de junho de 2012
Bom fim de semana....
Luís de Camões....
Tu só, tu, puro amor, com força crua
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano.
Estavas, linda Inês, posta em sossego
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes ensinando e às ervinhas,
O nome que no peito escrito tinhas
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Para mim, Portugal é tudo isto e muito mais... Bom ano de 2012 a todos os amigos reais e virtuais...
“Portugal é…
Portugal é ruas de pedras, é pontes de ferro, é tectos altos, é prédios senhoris, é manuelino, é igrejas velhas, é Sé, é Álvaro Siza Vieira, é pastéis de Belém, é bacalhau à Brás, é castanha assada, é vinha verde, é Licor Beirão, á arroz com frutos do mar, é queijo de Évora. É José Saramago, Luís de Camões e Fernando Pessoa. Portugal é Lisboa, Porto, Braga e Coimbra, sendo também Angola, ou Timor-Leste que há nas ruas, è Açores e Madeira, é o oceano imenso que dá a volta ao mundo, é a língua portuguesa, é a História, é Alexandre Herculano, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães. Portugal é o fado, é o 25 de Abril, é República, mas é Dom Sebastião, é o galo de Barcelos, é o Tejo e o Douro, é a Universidade de Coimbra, é o eléctrico de Lisboa, é Amália Rodrigues, Carlos do Carmo e Deolinda. Portugal não é perfeito, mas é incrível.”
Texto do Diário de Notícias de 29/12/2011
De Pablo González, Espanha, Curso de Ciência Polìtica
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Amigos...
Cada dia que passa me sinto mais presa aos AMIGOS presentes. E são uma quantidade generosa...
Lembro os que passaram e não ficaram. Amizade, nem todos a sabem trabalhar como filigrana que o é. Mas fica o sabor dos momentos vividos como tal.
A paixão morre. O amor prolonga-se no tempo. A amizade pura fica.
E quem melhor do que eu poderá falar de AMIGOS S ? Só Vinicius, aqui
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