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terça-feira, 19 de setembro de 2017

"A praxe", nas palavras de João Quadros

A praxe não tem lugar na universidade. Por alguma razão não existe uma cadeira de luta de cães, uma oral em arrotos, ou uma Universidade Zezé Camarinha. A praxe nunca devia ter saído dos quartéis.

“O caloiro é incondicionalmente servil, obediente e resignado”; “não é um ser racional”; “não goza de qualquer direito”. As citações são retiradas de um “Manual de Sobrevivência do Caloiro” que está a ser distribuído, nos últimos dias, por alunos mais velhos aos novos estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

Do blogue Estátua de Sal (continuar leitura)

Gostei muito. Verdades com humor.
Touro de Falaris, objecto de tortura entre 1500 e 1700


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O Espantalho da "Praxe" Coimbrã.... Leituras breves

Das últimas páginas do livro:
«[...] Quer-me parecer que a praxe, constituindo um fim em si mesma e apelidada fraudulentamente de tradição por aqueles que confundem a antiguidade dum objecto com o seu caruncho e com a sua ferrugem, é a grande responsável por este estado de coisas. [...]
Eu e todos os que pensam como eu queremos ser divertidos, mas não queremos que nos obriguem a sê-lo; defendemos a graça, mas não a graça violentada; desejamos a alegria, mas quando é a alegria para todos, não bruteza e grosseria para uns e humilhação para outros; somos pela irreverência, pela reinação, pela piada, por isso não as queremos matar com regulamentos. E achamos que troçar os alunos do primeiro ano, simplesmente por serem do primeiro ano, que ofendê-los cobardemente sem lhes permitir defenderem-se está mal, mesmo que se fizesse em todas as universidades do mundo, mesmo que viesse dito nas Escrituras. [...]»

Livro datado de 1958

Fonte, FRENESI LOJA